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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Disrupturas, rupturas

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Gostaria de trazer aqui algumas observações sobre esse tema tão novo. Alguns estão chamando de disruptura. É um prolongamento da ruptura, que é um corte em um ponto qualquer. Mas quero contextualizar.

Neste domingo estava no meu sítio em ACORIZAL junto alguns alunos de agronomia da Unic e do professor Henrique Guimarães Silva. Ele levou pra nos visitar o seu pai, Médson Janer da Silva, professor consagrado em agronomia. Ele está fazendo um trabalho social e científico de imensa relevância no sertão seco da Bahia sobre agroecologia. Nossa conversa era nesse sentido. Todos especialmente entusiasmados com os rumos futuros da agricultura familiar no Brasil.

De repente recebemos a agradável visita do amigo Osvaldo Sobrinho, da esposa Dilza Ribeiro e da amiga Elza, ex-técnica da Secretaria de Educação, hoje vivendo em Fortaleza. O professor Médson fez sua explanação em power-point e e gerou eloquente discussões. Dali fomos almoçar na fazenda Bela Vista do amigo Osvaldo Sobrinho.

Lá começamos a filosofar sobre a liquidez que atinge o mundo moderno em todos setores da atividade humana, independente de país rico ou de país pobre. Quem  provoca essa disruptura tem sido as tecnologias que entraram em todos os setores da vida humana e arrasam com a lógica tradicional de se ver e de se fazer coisas. Sem contar as profundas mudanças nos comportamentos humanos.

A verdade, dizia o professor Médsom, é que nada do que hoje funciona sobre o planeta continuará funcionando igual nos próximos anos. A partir da ideia de Estado até o simples fabricar um produto, ao viver em sociedade, consumo de alimentos e até a forma de se enxergar a vida.

Aqui trago a ideia pro tema agroecologia que ele nos trouxe e que está aplicando no sertão seco do interior da Bahia. Vai muito além do social, do produto orgânico e do assistencialismo. É uma disruptura na pobreza do campo, consequência da desinformação cultural e do simples  conhecimento de técnicas disruptivas. Não fazer nada igual ao que se fazia antes e determinava o grau de pobreza. É fazer de maneira nova, com um pouco de conhecimento e de objetivos. Claro que isso é um tema longo. Mas a disrupção obtida é assustadora.

Lá na fazenda e no almoço com Osvaldo, Dilza, Elza, Médson e Henrique,  entramos fundo nessas filosofias disruptivas dos novos modos de se viver e de se conduzir a vida. Quando nos levantamos da mesa, o tempo tinha corrido. E as nossas cabeças estavam meio piradas. Meio quânticas…!

O que vem aí é disruptura pura. Muito além do que imaginam os nossos dirigentes públicos de todas as áreas. E até nós mesmos. Tempos interessantíssimos!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]    www.onofreribeiro.com.br

 

 

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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Opinião

DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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