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Opinião

DIRCEU CARDOSOS – A importância do jornal na sua comunidade

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Atravessamos um tempo e redefinições. A entrada de novas tecnologias transformou o mundo naquela aldeia global prevista pelo escritor futurologista de décadas atrás. Pela internet, telefones celulares e outros equipamentos que hoje interagem, nos comunicamos instantaneamente com todo o planeta, transmitimos e recebemos imagens, documentos e informações que interferem diretamente na vida do homem e em todo que o cerca. A tecnologia e novos formatos chegaram, facilitando a vida e, por outro lado, impondo dificuldades a empreendimentos tradicionais como os jornais impressos, por exemplo. Já tivemos a tristeza de ver o fim de tradicionais veículos de comunicação e temos em curso o definhamento de notáveis  tradicionais publicações, que muito influíram no desenvolvimento de suas comunidades e hoje são atropeladas pelo progresso que ajudaram a construir.

Os jornais – notadamente os do interior – experimentam a mais aguda crise. Os que ainda sobrevivem, mesmo tendo incorporado novas tecnologias, são obrigados a enxugar seus gastos e, consequentemente, reduzir a prestação de serviços à comunidade onde atuam. Os custos industriais são elevados e inviabilizam o negócio da comunicação impressa que, a bem da verdade, nunca foi dos mais lucrativos e só se justificava pelo bem que proporciona à sociedade.

No quadro atual, onde o jornal é levado a “emagrecer”, as pessoas correm o risco de saber pelos meios eletrônicos, em tempo real, o que acontece em Brasília, Nova York, Paris, Tóquio e outras partes do planeta, mas ignorar a problemática da sua região, cidade ou bairro onde vivem. É uma grande lacuna que se abre. A comunicação macro jamais substituirá a do acontecimento próximo, que nos interessa diretamente, pois pode nos impactar tanto positiva quanto negativamente. E essa tarefa é a do jornal que, diferente do rádio e da televisão, de ação imediata, é o veículo que traz as notícias e fatos já apurados e consolidados e, além de servir para orientar os leitores, é o que sobra para as futuras gerações conhecerem a história do lugar. É do jornal antigo que surge boa parte dos livros de história.

O novo governo e a sociedade se empenham para racionalizar os gastos em educação, cultura e entretenimento. Ao mesmo tempo em que adota providências para que a Lei Rouanet se estenda à base da produção cultural e não continue assambarcada por atividades de artistas e produtores ricos, que não precisam desse apoio, seria interessante buscar meios de possibilitar a continuidade da imprensa em sua forma tradicional, independente dos novos formatos, que também são importantes e têm seu lugar no nicho social. Apoiar, incentivar e desonerar jornais e assemelhados para continuarem circulando e cumprindo sua missão atende aos altos interesses culturais do país. Mais que isso, serve para melhorar a segurança e oferecer garantia de vida melhor à população. Pensem nisso, srs. governantes, parlamentares, estudiosos e empresários. Não deixem perecer o meio de comunicação que ajudou a sociedade a evoluir e chegar aos patamares de hoje. Se o jornal de abrangência local e regional desaparecer será um dano irrecuperável e fará multa falta…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

 

 

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Opinião

EDUARDO PÓVOAS – Os técnicos de futebol

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Existem milhares de opiniões sobre o futebol. Costumo antes de lê-las, verificar o autor delas. Não considero a opinião de um comentarista de futebol, (aquele que toma café da manhã, almoça, janta e dorme futebol), a mais importante por ser ele “especialista” (repare o aspas), na área.

Levo muito mais em consideração a opinião de quem já calçou uma chuteira e entrou dentro de um campo. Este sim, na minha ótica, tem mais visão de colocar no papel como começou, desenrolou e findou uma jogada. Claro, exceções há.

De um tempo para cá virou moda o Brasil importar técnicos de futebol. Fácil de explicar.

Temos uns 15 em evidência no país, e um time grande jamais contrataria um que não fizesse parte desse rol, pois correria o diretor do time que assim agisse, risco de vida se seu time levasse duas a três surras seguidas.

Como esse time já teve todos os técnicos desse rol dirigindo seus atletas, e, por um motivo que ninguém sabe explicar, foram demitidos, não seria de bom alvitre traze-lo de volta, pois a ira da torcida contra esse treinador, ainda está de pé.

Aí recorre-se ao mercado internacional, como que os de fora são muito superiores aos nossos.

O português Jesus (que não é o meu Jesus), deixou este pais como se fosse o Messias ou o Einstein da bola.

Acham que ele é o maior do mundo devido o que fez no Flamengo. Fez no Flamengo por que o flamengo tem disparadamente o maior e melhor elenco do futebol brasileiro. Tem na minha ótica os dois melhores jogadores do futebol brasileiro no momento, o ex são-paulino Rodrigo Caio, na defesa e o Bruno Henrique o melhor atacante do Brasil. Isto sem contar com o resto do time, jogadores de altíssimo padrão.

Quero ver o Jorge Jesus ser campeão com o elenco do Vasco. Seria mais fácil o sargento Garcia prender o Zorro do que isso acontecer.

Pois bem, quero dizer que o técnico, na minha opinião representa, no máximo, dez por cento do time, pois quem ganha jogo são os craques que você poe em campo.  Outra imensa idiotice de alguns técnicos é na véspera ou ante véspera dos jogos, fazer treino secreto, não permitindo que a imprensa ou o torcedor veja. Até parece que nesse treino ele implantará ao seu time um padrão de jogo desconhecido do planeta e este padrão fará com que seu adversário vá à lona em poucos segundos da partida.

Lula (não o barbudo) foi o técnico mais vitorioso do Santos na década de sessenta. Ganhou tudo que podia. Era um super técnico? Era nada, mas tinha a máquina de fazer defunto comandada por Pelé, Zito, Mengalvio, Coutinho etc etc. Até eu seria vitorioso se fosse comandar um time desse.

Portanto, Jorge Jesus é um normal senhor de cabelos brancos que fica à beira do gramado mascando chicletes como os outros. Se o Português fosse alguma sumidade, já teria dado ao seu país um título Mundial.

Quem joga bola é o craque. O técnico distribui as camisas para fazer jus ao seu Hiper salário, e de vez em quando acerta em uma substituição.

EDUARDO PÓVOAS- ODONTÓLOGO

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A pandemia enfrentada com trabalho e transparência

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Macatuba, município de 17 mil habitantes, localizado no pólo sucro-alcooleiro do centro de São Paulo, acaba de receber, do Governo Federal, verba de R$ 210 mil destinada ao enfrentamento da pandemia da Covid 19. E anuncia sua transferência direta a três entidades sociais e à Secretaria Municipal de Assistência Social. O dinheiro será aplicado no reforço protéico dos alimentos à população assistida pelas entidades (a Apae, um abrigo de crianças e um asilo de idosos). A parte que ficará na secretaria municipal (R$ 60 mil) será para atendimento geral à população. A informação foi transmitida pelos meios locais e regionais de comunicação e na pagina de transparência do município, na internet, como forma de todos saberem da disponibilidade. O prefeito Marcos Olivato tem dito que tão importante quanto ter os recursos é a população saber de sua existência para, a partir daí, procurar pelos serviços de sua necessidade.

Desde o começo da pandemia, os macatubenses estão mobilizados. A Santa Casa possui sete respiradores para socorro a pacientes acometidos da síndrome respiratória aguda (SARS) mas, pelo relatório epidemiológico do último dia 9, não havia nenhum internado.  A cidade registrou, até agora, 476 casos de Covid 19 e , destes, 451 já estão curados, 21 se encontram em isolamento domiciliar e 4 foram a óbito. Apesar desses números considerados positivos, toda a comunidade está mobilizada através de medidas de prevenção e do atendimento e encaminhamento dos casos suspeitos tanto de forma presencial quanto pelo whatsapp das unidades municipais de saúde.

Embora lamente as quatro mortes ocorridas, a pequena Macatuba luta e vence a pandemia. E com atitudes como essa de repassar os recursos federais a quem pode efetivamente atender aos necessitados, dá exemplo de boa administração para centenas de prefeituras e até para governos estaduais que, com populações e infectados em maior número, não conseguiram agir com transparência no emprego dos recursos recebidos e, em alguns casos, caíram na tentação do desumano desvio de finalidade do dinheiro destinado a socorrer o povo atacado pelo vírus letal.

Trago esse tema aos leitores como o testemunho de que nem tudo está perdido e que as boas ações também merecem destaque nesse universo que, por razões óbvias, presta mais atenção no malfeito. Também uma razão pessoal me motiva. Macatuba é minha terra natal. Mesmo tendo de lá saído ainda na infância, mantenho raízes, familiares e bons amigos-conterrâneos e os visito sempre que possível. Por certo existem Brasil afora outras ilhas de simplicidade e acerto. Mas a que conheço é a minha Macatuba, de que me orgulho…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

 

 

 

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