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Deputada diz que ALMT não pode interferir no orçamento, mas buscará diálogo com o Governo sobre Fethab do milho

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Representantes de produtores rurais de 40 municípios participaram de ato em frente à sede da ALMT na quarta-feira

Em reunião com representantes do setor produtivo, nesta quarta-feira (15), a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), garantiu empenho dos deputados junto ao governo do estado para buscar alternativas que atendam aos anseios dos produtores rurais de Mato Grosso. A garantia foi dada à comitiva de representantes de produtores de soja e milho, recebida pelos deputados na sala de reuniões da presidência. Paralelamente, centenas de produtores realizavam o manifesto em frente à sede da ALMT, intitulado ‘Movimento Mato Grosso Forte – Quem paga imposto cobra resultado’.

Na pauta, a extinção do Fethab Milho e a destinação de 100% dos recursos arrecadados pelo Fethab commodity I e II para transporte e habitação. “Acho que não é uma pauta inviável para se tratar. Já havia uma conversação sobre o assunto. Entendemos que houve um aumento do valor do milho e agora queremos tratar com o governo do estado. Acho que não é impossível de acontecer, principalmente com uma demanda desse tamanho. Se tivessem feito isso no início do ano, sequer o Fethab do milho teria sido aprovado”, destacou a presidente, ao reafirmar o compromisso da ALMT em defesa de ações que contribuam com o desenvolvimento do estado.

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Para ela, o diálogo deve prevalecer para que o resultado seja positivo. Além disso, considera que Assembleia Legislativa está mais dinâmica, com maior diversidade de representatividade. “Não acho que seja fácil passar uma pauta como essa no momento de crise que o estado está vivendo, mas não é impossível. Bem articulado, talvez, consigamos sim resolver essa questão, em contrapartida entrar numa negociação com o estado, que não pode abrir mão dos recursos arrecadados nesse momento”, esclareceu, ao acrescentar a importância da reunião que oportunizou aos representantes de falar sobre as dificuldades que estão enfrentando para continuar produzindo.

“A Assembleia não pode abrir mão de renúncia e nem interferir no orçamento do governo. Queremos ajudar e fortalecer essa articulação com o governo, para que não haja prejuízos aos produtores”, informou.
Outra questão anunciada se refere à obrigatoriedade dos municípios, que deverão prestar contas à Secretaria de Infraestrutura – Sinfra sobre a destinação dos recursos oriundos do Fethab.

Movimento – A ação nasceu das bases, pequenos e médios produtores que se dizem insatisfeitos com a destinação dos recursos oriundos do Fethab 1 e 2 da soja e com a nova taxação, o Fethab do milho.

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Malouf admite ter administrado caixa 2 na campanha de Taques junto com ex-secretário

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De acordo com o empresário, ele recebeu R$ 260 mil de R$ 3 milhões investidos na campanha

O empresário Alan Malouf admitiu em depoimento prestado nesta segunda-feira (19) à delegada Ana Cristina Mendes na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que foi o responsável ao lado do ex-secretário Júlio Modesto por operar caixa 2 na campanha eleitoral de 2014 que elegeu Pedro Taques (PSDB) governador do estado. O depoimento faz parte da ação penal que apura irregularidades na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) por meio de pagamento de propina por empresários em troca licitações para construção e reforma de escolas no valor de R$ 56 milhões.

Ele informou que o grupo seria composto por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. Estes último, eram responsáveis por angariar o recurso, de forma ilegal, para a campanha de Taques. Modesto, segundo Malouf, era o responsável por recolher o dinheiro junto aos empresários para pagar as dívidas da campanha.

Malouf afirmou ainda que aceitou participara do esquema apenas pra tentar recuperar o dinheiro que havia investido na campanha do tucano. “Dos “R$ 10 milhões investidos na campanha, recebi somente R$ 260 mil, sendo R$ 3 milhões meus e o restante de mais 3 empresários”.

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Questionado se Taques sabia do esquema, o empresário garantiu que sim. “Pedro Taques sabia, inclusive da Seduc, é natural ele negar”.

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MP vê crime de coação de ex-secretário contra delegado e juiz envia inquérito para a Sétima Vara

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Flávio Stringueta chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Rogers por ameaça de morte em 2017

O juiz João Bosco Soares da Silva, da Décima Vara Criminal, encaminhou para a Sétima Vara Criminal de Cuiabá um inquérito que investiga o delegado Rogers Jarbas por crime de coação no curso de processo por supostamente tentar atrapalhar as investigações sobre o esquema de grampo ilegais que ficou conhecido por “Grampolandia Pantaneira” quando ela atuava com secretário estadual de Segurança Pública.

Em março do ano passado, Jarbas foi acusado pelo delegado Flávio Stringueta de ameaça de morte no estacionamento de um supermercado em Cuiabá. Stringueta atuou na investigação do caso dos grampos.

“No tocante aos fatos ocorridos nas dependências do Supermercado Big Lar, constata-se a presença de indícios suficientes a caracterizar a prática do crime de coação ao curso do processo, cujo inquérito primitivo tramita perante o Superior Tribunal de Justiça em razão da avocação do feito que apura a denominada ‘Grampolândia Pantaneira’, onde um dos investigados é a pessoa de Rogers. Chega-se a esta conclusão (de que a tipificação adequada é de coação ao curso do processo) a partir das informações colhidas no curso da investigação, a revelar que a investida do ex-secretário Rogers em tentar conversar com o Flávio Stringueta teve como plano de fundo o fato deste último ter atuado diretamente no caso dos ‘grampos clandestinos’ (na modalidade barriga de aluguel), ocorridos no berço do Poder Executivo deste Estado”, diz trecho do parecer no Ministério Público Estadual (MPE).

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Roger Jarbas foi preso em setembro de 2017, durante a dedflagração da “Operação Esdras”, por suposta tentativa de atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais em Mato Grosso. Há indícios de que o ex-secretário, além de tentar atrapalhar a investigação, também cometeu abuso de autoridade, usurpação de função pública, denúncia caluniosa e prevaricação.

Além de Roger Jarbas, foram presos o coronel Airton Siqueira (secretário de Justiça e Direitos Humanos), coronel da PM Evandro Alexandre Lesco, Helen Christy Carvalho Dias Lesco (mulher de Lesco), Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil), o sargento PM João Ricardo Soler e o empresário José Marilson.

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