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Opinião

MAX RUSSI – Consenso e bom senso

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A experiência de vivenciar uma vitória nas urnas é muito gratificante. Nós, políticos, que dependemos do voto de nossos compatriotas para podermos exercer mandatos públicos, sabemos o quanto é tenso o período eleitoral e como o “sim” nas urnas consiste em um feito importante. No entanto tenho clareza, como cidadão atuante na política há mais de duas décadas (nas funções de vereador, prefeito, secretário de Estado e deputado estadual) de que o real significado de ser eleito fica, de fato, evidente, não no momento da celebração da vitória – mas nas adversidades.

Já faz um ano que a palavra pandemia tomou frente em nossa rotina. Atitudes simples e corriqueiras, como ir ao supermercado, à igreja ou à escola adquiram uma complexidade que não imaginávamos viver. Uso de máscara, higienização constante das mãos e afastamento das outras pessoas passaram a ser condições – universais – fundamentais à vida e à saúde.  Estatísticas do avanço da Covid-19, dados sobre disponibilidades de UTIs e informações sobre eficiência de vacinas passaram a fazer parte no nosso dia a dia. Ligou a TV, o rádio, leu o jornal ou site e lá está o tema pandemia, sempre assustador e grave.

No meio disso tudo, nós e nossas famílias vamos vivendo dia após dia, buscando vencer as dificuldades. E no meio disso tudo estamos nós, os políticos, gestores públicos escolhidos pelo povo, buscando soluções para os mais diversos problemas gerados pela pandemia. Essa é nossa tarefa: batalhar pela redução dos impactos econômicos e sociais desse vírus tão danoso.

Neste sentido, importante que nós, gestores públicos, permaneçamos focados. Precisamos tomar decisões com coerência e comunicar essas decisões com clareza. A falta de decisões harmônicas e claras traz, também, consequências danosas – e não é disso que a população precisa. Quando não há consenso no Executivo – situação que testemunhamos essa semana na região metropolitana de Cuiabá – outros Poderes têm que assumir a frente e fazer a gestão. Pergunto: é assim, mesmo, que vamos continuar caminhando?

O consenso é possível, produtivo e eficiente – mas depende do querer. Nosso Brasil, que não consegue, lamentavelmente, evoluir na vacinação contra a Covid (mesmo sendo exemplo de sucesso em campanhas de imunização), sofre os efeitos de ações governamentais descoordenadas e estrategicamente equivocadas. Estamos cansados dessa situação e não podemos permitir que ela se replique localmente, em nosso Estado. Para tanto, nós, políticos, gestores públicos, necessitamos atuar com bom senso e em consenso. É possível. Todos ganham – sobretudo a democracia.

Max Russi é presidente da Assembleia Legislativa

 

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Projeto Transporte Escolar

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O Calcanhar de Aquiles, dos governos: Federal, Estadual e Municipal. Passa necessariamente pela questão da educação, que já vinha apresentando fortes sinais de desaceleração e baixo rendimento, em termos de ensino-aprendizagem.

Nessa relação, educador e educando os mesmos trocam de papéis o tempo todo: portanto o educando aprende ao passo que ensina e o educador ensina e aprende com o outro, desta forma ocorre feedback.

Em função da falta de políticas públicas voltadas a atender as necessidades prementes dos educandos; por falta de profissionais qualificados na educação, além de um elemento norteador da mesma, principalmente em município mais distantes da Capital. Um outro elemento norteador que ajuda aguçar ainda mais desinformações   nas regiões mais longínquas, passa necessariamente, pela falta do transporte escolar.

O transporte escolar é um meio de acesso à educação, frequência às aulas e redução dos índices de evasão escolar, pois possibilita aos alunos residentes em áreas sem unidade escolar a devida inclusão educacional.

Agora, com o surgimento dessa doença maldita a Covid-19, as questões educacionais ficaram deixadas para segundo plano; em função da falta de aulas presenciais, que neste momento, é perfeitamente compreensivo, porém essa situação se agrava nos municípios mais longínquos da Capital, pela grande quantidade de propriedades rurais    existes e principalmente pela falta do transporte escolar,  um ônibus ou micro-ônibus.

Felizmente hoje, o parlamento estadual, mais precisamente a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em seus quadros, vem apresentando uma plêiade de parlamentares municipalistas, com visão altruísta e baseadas em visitações in loco por parte dos mesmos, para detectarem as regiões mais sofridas no interior.

As redes sociais hoje, representam papel de destaque no encaminhamento das informações; como acompanho pari passu as informações, deparei-me com uma informação, que talvez para nós da Capital, não surta tanto efeito, porém para a cidade de Barra do Garças e cidades circunvizinhas, está notícia por certo,  será  alvissareira.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL), em suas redes sociais, deu ênfase, ao dizer ter destinado de sua emenda parlamentar o valor de R$ 280 mil, para aquisição de um micro-ônibus para o município de Barra do Garças – MT.

Foi além ao dizer “Reconheço a real necessidade do transporte escolar para facilitar o acesso e aprendizagem dos alunos que residem no campo é importante para fortalecer sua identidade cultural, principalmente das pessoas que no campo vivem e constroem suas histórias de vida”. Ele fecha sua fala, com uma frase de efeito “Investir em Educação é investir no futuro”.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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Opinião

LUIS FERNANDO BOTELHO FERREIRA – Acorda, Brasil!

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Avaliando os últimos e recentes dados divulgados pelas Nações Unidas quanto ao ranking do Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, deparamo-nos com a estagnação do Brasil na 84ª posição. Já quando olhamos somente para a desigualdade social, a nossa “Pátria amada” perde 17 posições. O alarme soa quando observamos que perdemos para países como Colombia, Chile e México!.

Em contrapartida a esses números, é sabido que possuímos a maior carga tributária do mundo, onde é divulgado o dígito de 36,2% do PIB como sendo da carga tributária. Porém isso reflete apenas se levarmos em conta o que os governos conseguem arrecadar. Se considerarmos o que os brasileiros deveriam pagar, essa aberração numérica chegaria a 47,9% do PIB. Você está espantado? Sim, os governos tentam ficar com aproximados 50% de toda a produção dos habitantes da Terra Brasilis.

Poderíamos até comemorar, pois uma arrecadação dessas faria com que fôssemos 9ª economia do mundo, no entanto nossos resultados são tão pífios que a muitos desanima. Apesar de todas essas montanhas e montanhas de recursos arrecadados, a maioria, “em troca”, continua a receber os piores serviços de saúde, educação, transporte, infraestrutura, dentre outros. Tudo isso parece exercício de retórica, pois o sofrimento do brasileiro é de domínio público, tendo este que trabalhar 5 meses por ano somente para manter a lenta caminhada desse elefante chamado Administração Pública, que está cada vez mais gorda e corrupta e que, dia-a-dia, busca intervir mais na vida do contribuinte. Estado faminto e habilidoso em criar, cada vez mais, burocracias e entraves, devolvendo quase nada de resultados, ou seja, todos os poderes em uma corrida incessante por verba, verba e mais verba.

Com uma inflação que transpôs a barreira dos dois dígitos, e além, devido à era Lula/Dilma, começou já nesses governos o desmoronamento do Castelo de Areia construído pela economia ideológica da esquerda, que, em piscar de olhos, passou da esperança à crise, sem sustentabilidade da nossa realidade. Castelo construído na base da irresponsabilidade e escândalos, como “nunca antes na história”; decorado pelas mãos e ações dos marqueteiros laranjas, todos presos. A Copa do mundo 2014, Olimpíadas 2016 e demais projetos faraônicos e mentirosos, ao arrepio de planejamento e recursos, não poderiam ter nos deixado outro legado e rastro que não o de um tsunami: obras públicas inacabadas (7.000 obras), sistemas educacional (aparelhado), de segurança, de saúde e de empresas públicas falidos! Está bom para você? Claro que não! Para limparmos isso tudo não bastará vontade, mas uma operação pós-guerra!

Hoje vemos asseclas desses ex-governantes falando de estufar o papo do quanto foi bom aqueles tempos. Fala sério! Que tempo? Hoje percebemos que foram tempos de desenvolvimento e fartura ilusórios, operados por gangsteres que nos roubaram, inclusive, a esperança. Se tivesse sido bom mesmo, estaríamos usufruindo até hoje. Alguém está, porem poucos privilegiados, veja o IDH.

Um verdadeiro plano desenvolvimentista tem que ser alicerçado em boas e viáveis estratégias. Consequentemente o sucesso será para gerações e atenderá aos interesses de todos os grupos sociais da nação. Não aceitemos mais que nosso futuro seja construído em areia como foi, mas sim em bases sólidas de VERDADES, para que consigamos atravessar, ao menos, uma ventania.

A diferença entre as nações pobres e ricas não está na dependência de recursos naturais nem da idade de sua descoberta, mas da responsabilidade de seus governantes e agentes públicos.

Luis Fernando Botelho Ferreira é servidor público municipal

 

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