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Política MT

Deputado descarta lockdown severo em MT e vê vacinação em massa como único caminho para vencer a pandemia

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Primeiro-secretário ainda destacou ações da Assembleia Legislativa de combate à pandemia

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), foi o entrevistado dessa segunda-feira (12) na live do site de notícias Midia News, de Cuiabá. Oportunidade em que relatou, ao jornalista João Pedro, os trabalhos que vêm sendo feitos pela ALMT no combate à pandemia da Covid-19. A agenda do dia também incluiu atendimentos a representantes de várias comunidades de Cuiabá.

Ao reconhecer como importante a atuação do governo e prefeitura, o parlamentar informou também que os cortes nos gastos da Casa de Leis foram feitos para contribuir com o governo no combate à pandemia. É o caso do projeto Assembleia Itinerante, que levava serviços importantes aos moradores do interior, como a expedição de documentos e atendimentos médicos, mas que está suspenso desde o ano passado.

Questionado sobre as iniciativas do governo federal, Botelho disse que o presidente da República, Jair Bolsonaro, foi brilhante no atendimento aos estados e na liberação do auxílio como apoio aos menos favorecidos durante a pandemia. “Teve uma atuação na área econômica muito boa, mas errou no momento de compra da vacina e no momento de pregar união entre gestores”, disse, ao acrescentar que acredita em melhorias nos próximos meses com a vacinação de todos.

Também declarou que não se pode normalizar as mortes que vêm ocorrendo diariamente por causa do avanço do coronavírus. Disse que é inconcebível a acomodação sobre elas e defendeu a vacinação com máxima urgência. Pois, segundo ele, não há mais condições de se fazer um lockdown severo. “O momento é de lutarmos para vacinar o maior número de pessoas possível. Vai ser o melhor caminho para sairmos dessa pandemia”, disse Botelho, ao declarar que é a favor da liberação da compra de vacinas por empresas privadas.

Sobre a liberação do estacionamento da ALMT para ponto de vacinação, informou que a Casa de Leis vai custear a estrutura física. O mesmo acontecerá em dois pontos em Várzea Grande. “Acreditamos que o número de vacinas ofertadas vai aumentar daqui pra frente”, afirmou, ao declarar a liberação de servidores da ALMT para contribuir com o atendimento na agência MT Desenvolve, que está sobrecarregada com milhares de pedidos de pequenos empreendedores que passam dificuldades em decorrência à pandemia.

Ainda reafirmou o compromisso em ajudar pensionistas e aposentados com novo percentual da alíquota da contribuição da Previdência. E enalteceu o trabalho da CPI da Energisa e que trabalha pela sua reeleição a deputado estadual.
Encerrou levando esperança à população e pedindo distanciamento e os protocolos de cuidados para combater o coronavírus. “Temos que cuidar de todos nós e de nossas famílias”.

Agenda – Pela manhã, Botelho manteve atendimentos agendados no gabinete. Recebeu representantes das comunidades Rio Abaixo, localizada em Santo Antônio de Leverger, do Residencial Ilza Terezinha Picolli e dos bairros Silvalnópolis e Novo Terceiro. Na pauta, ações para fomentar áreas como a de cultura e a regularização fundiária. Para a agricultura familiar, se comprometeu a ajudar na aquisição de caixas de abelha para apicultura, ajudando pequenos produtores na produção de mel, própolis, geleia real, pólen, entre outros produtos.

“São demandas importantes para fomentar a economia local, garantindo emprego e renda para inúmeras famílias. Me coloquei à disposição e vamos trabalhar para atendê-los”, finalizou.

 

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Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

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A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

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Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

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O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

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