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Xiaomi vai lançar nova linha de celulares nesta segunda; veja todos os detalhes

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Imagem oficial do Xiaomi Civi
Divulgação/Xiaomi

Imagem oficial do Xiaomi Civi

Na segunda-feira (27), a  Xiaomi vai lançar uma nova linha de smartphones, chamada de Xiaomi Civi. O primeiro modelo será apresentado em um evento online às 3h da madrugada (horário de Brasília).

Oficialmente, o único detalhe confirmado pela Xiaomi é que o smartphone terá câmera frontal de 32 MP. Além disso, fotos do Civi já foram divulgadas.

A marca afirma que a série Xiaomi Civi terá “designs modernos e diversificados com tecnologia de imagem inovadora para jovens confiantes”. A linha vai substituir a Mi CC, extinta em 2019, que era focada no público jovem e no bom desempenho das câmeras.

Xiaomi Civi tem informações vazadas

Além do que já foi divulgado oficialmente pela Xiaomi, outras informações vieram à tona por vazadores. Uma delas é a de que o modelo deve ter câmera principal de 108 MP, usando o mesmo sensor presente no Samsung Galaxy S21 Ultra.

Outras apostas são processador Snapdragon 778G, acompanhado de 6 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento, e tela com taxa de atualização de 120 Hz. Além disso, a bateria deve ser de 4.500 mAh, acompanhada de carregamento rápido de 55W.

Confira as fotos oficiais do Xiaomi Civi:


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Bloqueado em redes sociais, Bolsonaro busca Telegram para propagar fake news

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Presidente Jair Bolsonaro teve suas redes sociais suspensas após divulgação de fake news
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro teve suas redes sociais suspensas após divulgação de fake news

Após o Facebook, YouTube e Instagram anunciarem a suspensão temporária de suas contas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passou a investir no Telegram para se comunicar com apoiadores. A informação é da jornalista Bela Megale, no jornal O Globo .

O aplicativo russo tem ganhado cada vez mais adeptos as ideologias de Bolsonaro e passou a contar com investimentos do próprio presidente e de seus filhos. Em seu canal, com mais de 1 milhão de inscritos, Jair Bolsonaro divulga vídeos, imagens, áudios e, às vezes, notícias falsas.

Na visão da equipe da presidência da República, o uso da plataforma é mais viável neste momento, já que não há um crivo ou possibilidade de bloqueio de contas pelas publicações feitas, mesmo que sejam informações falsas. Nesta semana, redes sociais suspenderam as contas do presidente após Bolsonaro divulgar em sua live semanal uma informação que associa a vacina contra a Covid-19 com possibilidade de infecção da AIDS. A informação foi desmentida pelo governo do Reino Unido, órgão em que Bolsonaro informou ter sido responsável pela pesquisa.

Outro ponto que conta a favor do aplicativo russo é não acatar decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sediado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a plataforma não tem representantes no Brasil, o que dificulta a comunicação de decisões judiciais que envolvem o aplicativo.

Devido ao aumento de fake news na plataforma de troca de mensagens, a Câmara dos Deputados deve discutir nas próximas semanas uma proposta que inibe o uso do aplicativo no Brasil. A proposta é relatada pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que pretende entregar seu texto até o fim desta semana.

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Facebook Papers revelam fuga de jovens, ameaça da Apple, discurso de ódio e mais

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Uma série de documentos internos vazados, conhecidos como Facebook Pappers, revelam alguns dos principais problemas que o Facebook vem enfrentando nos últimos 3 anos. Mas parece que, dessa vez, a rede de Zuckerberg está mais fragilizada: 45% dos jovens devem fugir da plataforma até 2023, e existe dificuldade para moderar desinformação em países emergentes. A cereja do bolo é a Apple ameaçar retirar Instagram e Facebook da App Store porque a rede social estava sendo usada para recrutar, selecionar e traficar seres humanos.

App Store, Facebook e Google (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
App Store, Facebook e Google (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Facebook enfrenta seu maior escândalo desde o episódio da Cambridge Analytica, que acessou dados de 80 milhões de usuários sem permissão.

Seguido do depoimento da ex-gerente de produto do Facebook, Francis Haugen, que disse ao Congresso dos EUA que a empresa prioriza lucro sobre o “bem-estar”, a rede social de Mark Zuckerberg agora enfrenta o vazamento de documentos internos bem reveladores.

Após tráfico humano, Facebook sofreu pressão da Apple

Para começar, o Facebook foi usado no Oriente Médio para compra e venda de seres humanos. A rede social já sabia do problema de tráfico humano na região antes de 2018, mas a questão escalonou em 2019. “[Nossa] plataforma permite todos os três estágios da exploração humana (recrutamento, facilitação e exploração) por complexas redes de contatos na vida real”, revela o documento interno.

Com isso em mente, há 2 anos atrás, a Apple ameaçou banir o app do Facebook e do Instagram da App Store. Somente após a pressão de Cupertino, a empresa de Zuckerberg resolveu montar uma força tarefa para monitorar redes de compra e venda de pessoas.

“Remover nossos apps das plataformas da Apple teria sérias consequências aos negócios, incluindo privar milhões de usuários ao acesso de IG & FB”, aponta o documento obtido pela CNN . “Para mitigar esse risco, nós formamos um grande grupo de trabalho que operava 24 horas para criar uma estratégia de resposta”.

Facebook é incapaz monitorar conteúdo mesmo com IA

Além disso, o Facebook tem dificuldade para controlar desinformação em países que não falam inglês. Após ser acusada de facilitar o genocídio dos Rohingya, em Mianmar, a rede social se comprometeu a contratar mais pessoas locais para monitorar fake news.

Mas um documento de 2021 revelam que o Facebook simplesmente não contratou o suficiente para impedir conteúdo enganoso em países que falam árabe, como Arabia Saudita, Iêmen e Líbia. Também há dificuldades para moderar discursos de ódio na Índia, um dos maiores mercados da plataforma no mundo.

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Samidh Chakrabarti, líder de Integridade Cívica do Facebook, escreveu em um memorando interno em 2019:

“A dura realidade é que nós simplesmente não conseguimos cobrir o mundo inteiro com o mesmo nível de monitoramento.”

Uma das formas que o Facebook encontrou para tentar resolver a falta de moderação foi o uso de inteligência artificial.

Desde 2019, a companhia se gaba de que as ferramentas autônomas são capazes de identificar desinformação e discurso de ódio dentro da rede social, e chegou a dispensar moderadores humanos para priorizar sua IA. Novamente, documentos relatam que isso não está dando certo.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook (Imagem: Reprodução)
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook (Imagem: Reprodução)

De acordo com um grupo de pesquisadores, o Facebook só toma alguma ação — seja apagar, banir o post ou o autor — em apenas 3% a 5% de publicações com discurso de ódio. Esse número é ainda menor quando se tratam de postagens que contém violência: 0,6%.

Outro documento aponta que esse percentual não deve ir de 10% a 20%, porque é “extremamente desafiador” para a IA do Facebook entender o contexto em que a linguagem é utilizada no post.

Jovens e adolescentes estão deixando o Facebook

Por fim, o Facebook Pappers revela que os jovens estão deixando de usar o Facebook e migrando para outras redes. E a plataforma de Zuckerberg não sabe como atraí-los de volta.

Dados de um pesquisador dão as dimensões do êxodo: nos EUA, a taxa de usuários adolescentes no Facebook caiu 13% desde 2019. Nos próximos 2 anos, espera-se que 45% dos jovens deixe completamente a rede, segundo documentos revelados pelo The Verge . Francis Haugen contou ao Congresso que a empresa sabia dos efeitos nocivos do Instagram sobre a saúde mental de garotas adolescentes, mas não fez nada a respeito.

Com informações: ArsTechnica , Cnet e Mashable

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