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Opinião

WILSON PIRES – Oxente…agora vai !!!!

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Era sempre assim, quando o apaixonado maestro da ”Fervorosa” Banda de música municipal de Várzea Grande dizia por onde passava nos corredores do Paço Municipal Couto Magalhães.
E foi. A música perdeu há 17 anos, precisamente em 19 de maio de 2.002, um dos mais apaixonados, ou talvez o “último romântico”, como bem definiu um admirador.
Vítima de enfarte fulminante, aos 66 anos, o maestro Manoel Teixeira deixou órfã a então Banda Municipal de Música da Cidade Industrial. Teixeira como era conhecido, dedicou com todo amor e energia os últimos anos de sua vida a Banda da Vajú e deixou um profundo vazio no coração dos amantes da boa música.
“La mer, Sonho de Verão, Meu Velho, Amigos para Sempre…”. Quem viveu os áureos tempos da Bandinha Municipal, com certeza se emocionou pelo menos um instante com as músicas preferidas do maestro Teixeira.

BANDA

Fundada em 26 de março de 1984, por meio do Decreto nº 013/84, teve como seu primeiro regente o músico e advogado Iran Fernandes.
O repertório era bastante variado, tocava dobrados, Rasqueados, Chamamé, melodias marciais, marchas, MPB, músicas do folclore e muitos outros ritmos animados que agradava o público.
A Banda Maestro Teixeira, nome dado conforme Lei aprovada pela Câmara Municipal, após a morte do irreverente Maestro Manoel Teixeira, estava sempre presente nas principais solenidades cívicas e eventos culturais.
Em todas as cerimônias da Prefeitura, ou nos desfiles de 15 de maio ou 7 de setembro, lá estava o “Teixeirinha” e sua Banda à frente do pelotão da Guarda Municipal com a batuta erguida, regendo com ouvidos atentos para aferir de cada instrumento a mais pura e bela sonoridade.
Sempre alegre e otimista, o músico militar maranhense Manoel Teixeira de Oliveira, natural da cidade de Brejo, fez uma carreira brilhante nos 29 anos que morou em Mato Grosso. Comandou a Banda da Polícia Militar, atuou na Orquestra Sinfônica da UFMT e, de maneira marcante, reorganizou e sempre esteve à frente da Banda Municipal de Música de Várzea Grande.
Sob o seu comando, a Banda várzea-grandense ganhou notoriedade, tornou-se uma referência na área musical, sendo solicitada para apresentar inclusive em festas de outras cidades do Estado.
Manoel Teixeira deixou sem ver “a banda passar” a esposa Francisca Oliveira, cinco filhos, netos e muitos amigos.
Após a sua morte, a Banda passou nas mãos de muitos outros maestros, mas não empolgava vinda ser extinta pelo então prefeito Murilo Domingos com a justificativa que tinha que “cortar gastos”. Voltou com toda força, na administração da prefeita Lucimar Sacre de Campos e tem como regente, o maestro Uelinton.
Como não podia deixar de ser, “Teixeirinha” seguiu para a eternidade levando ao seu lado a inseparável clarineta preta, que o maestro tão bem soube tocá-la e com ela tocar os nossos corações.

Wilson Pires de Andrade é jornalista em Mato Grosso.

 

 

 

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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