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Opinião

WILSON FUHÁ – Um caso de amor com as mudanças

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As pessoas, só serão verdadeiramente livres quando deixarem de ser escravas das culpas e das cobranças do passado, das inseguranças do presente e das preocupações constantes com a estabilidade no futuro.

A situação momentânea são produtos dos acontecimentos passados e reflexos dos nossos atos, e que podem trazer possíveis  perda ou ganhos, e que são resultados que na verdade devemos usá-lo como aprendizado para as nossas sequências das fases da vida.
Ser livre é manter um caso de amor com as mudanças promovidas durante a nossa existência, aceitando o passado e o presente como são, enfrentando, compreendendo e desvendando os mistérios que nos levam criar expectativas exageradas, sobre tudo, saber esperar que o tempo futuro esteja livre para podermos representar o nosso papel no grande espetáculo da vida, e assim, poder estar disposto a viver intensamente às coisas simples ou complexas, sem se importar com a mensuração das nossas ações sobre o tempo exigido para vivê-las.

O importante é seguir apreciando cada emoção minuciosamente, sabendo entendê-la e aceitá-la, mas sendo menos rigoroso consigo mesmo e principalmente  sentir o prazer de compartilhar os doces momentos da vida  com aquele parceiro (a)  que aceitou fazer um pacto existencial, tendo a responsabilidade amorosa  de continuar a espécie humana, pois entre eles,  estão os nossos amores, são eles que nunca desistem de estar ao nosso lado e comemorar a nossas vitorias, e amar a vida com se ela não tivesse fim.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]

 

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Opinião

WILSON PIRES – Há 80 anos, nascia Ary Leite de Campos, um homem impulsivo e demasiadamente franco

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Filho de família tradicional mato-grossense, o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (assim gostava de ser chamado) Ary Leite de Campos, não tinha papas na língua e sempre dizia o que pensava. Mesmo afastado das disputas eleitorais há algum tempo, ele acompanhava o cotidiano da política em Várzea Grande.

Ary Leite de Campos nasceu em Várzea Grande, em 12 de Julho de 1940. Filho de Gonçalo Domingos de Campos e dona Dirce Leite de Campos é de uma família de oito irmãos: Terezinha Catarina de Campos Monteiro, Gonçalo Domingos de Campos de Campos Filho, Atair de Leite Campos, Maria Nazarello Campos, Antoninha Leite de Campos, Marise Leite e João Nazarello de Campos.

De 1960 a 1967, exerceu o cargo de inspetor de menores e tinha diploma de perito contador, formado pela Escola João Pompeo de Campos Sobrinho. Foi presidente do Clube Operário em 1963, e era radicado nos meios empresariais de Várzea Grande, onde possui propriedades e goza de grande circulo de amizades. Casado com a professora Nilda Godoy de Campos, teve três filhos, Gonçalo Domingos de Campos Neto, Lise Laura Campos Bianchini e Naíse Godoy de Campos Freire e sempre residiu em seu município.

Ingressou na política em 1969, quando se elegeu prefeito de Várzea Grande. Inicialmente, a campanha à Prefeitura de Várzea Grande, parecia ter poucas chances de vitória, pois disputava com o prestígio político da família Baracat.

Eleito no pleito de 15 de novembro de 1969 assumiu o cargo de Prefeito Municipal de Várzea Grande em 31 de janeiro de 1970 até 31 de janeiro de 1973 e foi o décimo segundo prefeito da Cidade Industrial. Na ocasião elegeu-se vice-prefeito o ex-vereador Idio Nemésio de Barros.

Durante três meses a sede da administração foi o prédio próprio, construído em 1968, na gestão da prefeita Sarita Baracat de Arruda. Infelizmente, em maio de 1970, o novo prefeito recebeu ordem urgente para desocupar o aludido Paço Municipal, sob alegação de achar-se o mesmo na faixa de segurança de pouso e decolagem da pista do Aeroporto Marechal Rondon. Tratando-se de ordem expressa do Ministério da Aeronáutica foi, de imediato, providenciada a mudança e o prédio demolido.

Durante a administração Ary Leite de Campos foi recapeado o asfaltamento da Avenida Couto Magalhães, sendo agilizada a doação de terras a indústrias, incentivando esse setor de atividades. Foi essa medida muito proveitosa, pois as áreas vazias de Várzea Grande passaram a se valorizar.

1970 foram adquiridos veículos automotores para os serviços da prefeitura (motoniveladora, pá carregadeira, trator, perua e caminhonete). Pela Lei nº 436 de 30 de abril de 1971, a área da Colônia União recebeu o nome de Bairro Cristo Rei e vários loteamentos foram implantados ali. Em 1972, o Ministério da Aeronáutica, em virtude do crescimento evidente, de aviões de passageiros no Aeroporto Marechal Rondon, resolveu fechar a área, solicitando apoio da Prefeitura de Várzea Grande, pois ali estavam residindo mais de cem famílias de trabalhadores humildes. O prefeito Ary entregou a missão ao Secretário Municipal de Obras Públicas, o tenente-coronel Ubaldo Monteiro, que loteou a área vizinha denominada Roção, e 202 lotes foram doados aos que ocupavam terrenos no Campo de Aviação. Três meses depois o patrimônio estava evacuado e o fechamento do Campo de Aviação se processou.

Em 1972 foi construído o primeiro Centro Educacional na cidade, que recebeu o nome de Licínio Monteiro da Silva, instalado em Janeiro de 1973. O Clube Esportivo Operário Várzea-grandense recebeu auxilio diversos, inclusive para a construção da sede.

Na gestão do então prefeito Ary Leite de Campos, foi construída a Feira Livre, mictório público e loteado a área da Ponte Nova.

Ary Leite de Campos fez uma administração muito boa para a época, pois sendo seu mandato de três anos, empenhou esforços maiores na área Industrial, na de loteamentos e, em especial, na assistência aos carentes, com atendimentos médicos e farmacêuticos. É reconhecido como um dos grandes responsáveis pela expansão e incentivo as indústrias e loteamentos de áreas vazias para compor moradias a grande número de migrantes para Várzea Grande.

Em 1974 foi eleito deputado estadual, cuja cadeira renovou nas eleições de 1978 e 1982, nesta última obtendo o primeiro lugar em votação no Estado de Mato Grosso.

Como deputado, foi vice-presidente e presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa, foi segundo Secretário da Mesa Diretora da mesma Casa de Leis e membro da Comissão Especial de Revisão Territorial e da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Em virtude dos serviços ao Estado, recebeu o título de Membro do Quadro Geral da Ordem do Mérito de Mato Grosso, no Grau de Oficial, e Membro do Quadro Oficial da Ordem do Mérito Legislativo, além dos títulos de Cidadão Honorário de Rosário Oeste, Nobres, D. Aquino, Arenápolis, Jangada e Campo Verde.

Em 13 de maio de 1986, Ary deixou a Assembléia Legislativa e foi para o Tribunal de Contas do Estado, quando foi nomeado pelo então governador, Engenheiro Júlio José de Campos.

Em 1992 foi eleito o 38º (trigésimo oitavo presidente do TCE) com mandato até 03 de janeiro de 1994, onde imprimiu dinamismo e fluidez à solução dos milhares de processos que, obrigatoriamente e anualmente, tramitam pela Corte de Contas mato-grossense.

O conselheiro Ary Leite de Campos, após 23 anos de serviços prestados ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, aposentou-se, dia 18 de maio de 2009. O grande Ary Leite de Campos morreu no dia 14 de outubro de 2013.

Wilson Pires de Andrade é jornalista profissional em Mato Grosso

 

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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – O que está por vir

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Na última sexta-feira assisti a uma live no youtube envolvendo o maestro Fabrício Carvalho e o presidente da Federação das Indústrias, Gustavo Oliveira. Foi uma conversa muito produtiva e lúcida. Mas gostaria de me ater a dois pontos que mais me chamaram a atenção. A industrialização de Mato Grosso e o uso de tecnologias.

A primeira questão foi a expectativa de industrialização do estado. A tese em geral aceita é a de que a produção agropecuária deveria ser totalmente industrializada aqui antes de ser exportada interna e externamente. Gustavo lembrou que a produção agro em Mato Grosso se dá em um ambiente de grande uso de tecnologias, que demandam grande incorporações tecnológicas. A industrialização vem se dando gradualmente. Mas é um processo.

Desde 1990 quando o agro se tornou a vocação do estado, o uso de tecnologias cresceu verticalmente. Assim com a produtividade, as máquinas e os métodos, processos da produção e experiência dos produtores individuais e empresariais. Mas a plena industrialização de toda a produção exportada e de consumo interno já sai da esfera estadual. Depende muito da macroeconomia brasileira. E esta depende do humor dos mercados mundiais. E estes olham pra insegurança jurídica do Brasil nos campos tributário, trabalhista, ambiental e governamental.

Os investimentos futuros na direção de uma plena industrialização dependem desses fatores. Do ponto de vista interno e estadual não. Temos empreendedores preparados. Vocação comercial. Mercados abertos ou se abrindo. E o melhor: know-how muito evoluído.

Mas se considerarmos os avanços da industrialização da produção agropecuária não podemos deixar de olhar pros estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde a agricultura se desenvolveu primeiro. A industrialização veio gradualmente. Demorou cerca de 50 anos. Mato Grosso tem 26 anos de produção destacada. A primeira grande safra de soja foi em 1994, com 3 milhões e meio de toneladas. A indústria de máquinas no Sul veio depois da produção. No Sudeste também. Em Mato Grosso não será diferente.

Sinais claros já são vistos. A produção do etanol de milho é uma vertente fantástica e recente. O milho de safrinha, colhido neste mês, era apenas uma ação de proteção do solo. Hoje é tão comercial quanto a primeira safra. Uma indústria arrasta atrás de si uma enorme cadeia de outras menores e abre campo pros serviços e pro comércio.

Fiquei muito animado com a live de Fabrício e Gustavo. Afinal, discussões maduras começam a navegar no cenário estadual. Tudo ao seu tempo.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]   www.onofreribeiro.com.br

 

 

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