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Opinião

WILSON FUÁH – Verba Indenizatória e os seus malefícios

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O grande espetáculo do mundo político é muito dinâmico, e os personagens vivem da ganância, onde os bolsos são maiores que os olhos.

E, essa acumulação patrimonial e financeira segue aumentando a cada mandato, por isso, esses personagens chamados de parlamentar, fazem qualquer coisa para permanecer no cargo eletivo. Vejam que, antes mesmo de concluir um mandato, já estão pensando em novas candidaturas, porque não querem ficar longe do poder, tem parlamentar querendo ser candidato a prefeito por Cuiabá e Várzea Grande, ao mesmo tempo, sem querer saber a importância legal do domicilio eleitoral.

O que se discute nas assembleias e câmaras, é o aparelhamento financeiro dos parlamentares, com recursos públicos e  com favorecimento de todo os tipos, de benefícios, como: Verba Indenizatória; Ajuda de Custo aos Gabinetes, Aluguel de Veículos (com tanques cheiros e motoristas), mas os velhos políticos viciados em verbas públicas, acham que tudo é legal e constitucional, e como isso, vão criando leis e mais leis para proporcionar novas vantagens entre os pares, e essas verbas públicas são cada vez mais adoradas pelos  políticos carreiristas.

De repente aparece um ou outro político da nova geração, com ideias e questionamentos sobre desvios de recursos públicos legalizados, e logo os velhos políticos começam a dizer, que isso: é rompante de demagogo.

Vamos analisar essa famosa Verba Indenizatória, que é uma vergonha até na nomenclatura, pois está indenizando aquilo que não foi realizado, e por isso, não houve perdas. Na verdade é um adiantamento, com o direito de não se prestar contas, e isso, constitui, desvio de recursos públicos legalizados, e o valor  R$ 65 mil  pago em Mato Grosso é a maior do país, e essa verba antecipada deveria ser utilizada para cobrir despesas com deslocamento dos parlamentares, para pagamento de combustível, passagens de ônibus, passagens de avião, frete de jatinhos, aluguel de carros, mas na verdade a AL/MT faz o duplo pagamento para a mesma rubrica,  incorrendo em ilegalidades, pois cobrem todas as despesas de deslocamento que deveriam ser bancada pelo Verba Indenizatória.

A Verba Indenizatória, sem a obrigatoriedade se prestar conta, pode ser usada como:

1 – para  “engordar” Salários, tentando fugir do teto constitucional;

2 – são recursos públicos usados para enriquecimentos elícitos, pois não  são declarados, e por isso, não são tributados ;

3 – podem ser usados para aparelhar os políticos em forma compra de equipamentos e veículos para serem usados nas próximas eleições e também podem ser usados em poupanças ou guardados nos cofres, em espécie que podem ser em Real ou em Dólar, e que poderão serem aplicados em futuras campanhas e por serem recursos não declarados, constituirão em caixa 2;

4 – com todos esses favorecimentos, com certeza, os velhos políticos podem desequilibrar as futuras eleições, pois eles já entrarão aparelhados e financiados pela Verba Indenizatória, em relação, a aqueles que se prepõem a entrar na vida pública sem recursos e sem vícios.

5 – o povo fica a pensar, porque esses novos políticos que estão propondo o fim da  Verba Indenizatória,  são desqualificados como hipócritas ou até dizem que estes,  estão jogando para a “galera”, mas alguém tem que dizer a verdade e posicionar-se com ética e honestidade na vida pública.

No mundo político existe a visão interna e a visão externa, uma é confiável e a outra nem tanto assim, ou seja, o que vem a público, nem sempre é verdadeiro, mas o que é verdadeiro fica escondido dentro dos gabinetes.
Publicamente os políticos passam a imagem irreal que faz com que o povo possa continuar acreditando que elegeu um líder que atua com honestidade e ética.

Mas, na política devemos ter cuidado sobre o que é certo e o é que errado, pois em cada eleição traz consigo grandes decepções, e através dessas distorções entre o real e o irreal, é que as pessoas espertas estão assumindo posições de destaques na vida política do estado e do país.

Por isso que os aventureiros avançam na política e assumem os postos de decisões. Hoje a política virou profissão, quem entra na política não quer mais sair, e fazem tudo para que esse cargo seja vitalício.

Wilson Carlos Fuáh – é economista, especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

Fale com o Autor: [email protected]

 

 

 

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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Pandemia e política

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As falas do presidente Bolsonaro sobre a pandemia têm merecido muitos comentários e deve trazer consequências politicas e eleitorais. Adversários estão aproveitando a situação para tentar desgastá-lo ainda mais. Frases ditas pelo presidente mostram o estrago eleitoral.

Nos últimos dias o presidente se mostrou contra a vacinação de crianças.  Disse que não tem conhecimento de mortes de crianças por covid. Se a maioria dos pais quer vacinar, se outros países fazem isso, por que ele se põe no outro lado? Antes havia sugerido expor nomes de técnicos da Anvisa que insistem em vacinação.

Lá atrás disse que o Brasil estava parecendo um país de maricas, tudo era pandemia, teria que acabar esse negócio. Alguém fora vacinado com a Coronavac (que ele chamava de vacina do Dória) e, por alguma complicação, veio a falecer. O presidente falou, na época, mais uma que Jair Bolsonaro ganha.

Ele disse que a única vacina obrigatória seria para o Faísca (o cachorro de estimação dele). Em outro momento, confrontado sobre o número de mortes pelo país, responde e daí, sou Messias mas não faço milagres. Ou aquela frase de que vamos todos morrer um dia. Isso no momento que o Brasil enfrentava um turbilhão de mortes pela covid e não se tinha ainda a vacina.

Falou que esse assunto da pandemia estava superdimensionado. Criticou a mídia por dar tanto espaço a esse tema, seja aqui ou no exterior. Falou, lá no inicio, que era uma gripezinha. Se acredita que o presidente tirou essa frase de um famoso homem de imprensa dos EUA, Rush Linbaugh, que tinha um programa de rádio de alcance nacional naquele país. Ele era do lado conservador do partido Republicano.

O presidente ainda criticou o STF, prefeitos e governadores por concordarem com lockdown no auge da pandemia.  Alguém pode alegar que o presidente falava e fala tudo aquilo, mesmo sabendo que terá desgaste, para amarrar ainda mais seus apoiadores. Mas esses já são Bolsonaro faça chuva ou faça sol.

Não precisa desse tipo de posicionamento para amarrá-los ainda mais. Ou ainda que ele fala tudo isso porque é autêntico. Podia reservar suas opiniões para grupos mais restritos e não afrontar a nação num assunto melindroso, principalmente porque é candidato à reeleição.

Outros lados políticos andam aproveitando dessas falas do presidente para tentar queimá-lo perante o eleitorado. Aliás, pesquisas Datafolha mostram que acima de 90% dos brasileiros defendem vacinação em geral e também para crianças. E que 65% aceitam o passaporte da vacina. Bolsonaro, ao ir contra, estaria contrariando toda essa gente.

Se ele sabe disso, se pesquisas mostram seu desgaste nesse assunto, por que continua a bater nessa mesma tecla? Uma atitude política incompreensível.

Donald Trump, nos EUA, com a economia indo bem no seu governo, tinha caminho certo para a reeleição. Um dos fortes motivos para sua derrota foi seu negacionismo a sua equivocada atuação na pandemia. Não serviu de exemplo para o presidente do Brasil?

Alfredo da Mota Menezes é analista político.

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Opinião

Dirceu Cardoso – A vacinação das crianças e a pouca orientação

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O município de São Paulo começará na segunda-feira, dia 17, a vacinação  das crianças dos 5 aos 11 anos contra o Covid-19.  As vacinas, com dosagem diferente das destinadas aos adultos, já chegaram ao Brasil e nas próximas horas estarão à disposição dos governos estaduais e municipais que já definiram o começo da aplicação. Vacinar as crianças é uma inovação em relação ao ano passado, quando se afirmava que, por serem menos susceptíveis ao vírus, os públicos infantil e juvenil não necessitavam de imunização. A vivência da pandemia mudou o conceito, crianças e jovens pereceram e, agora, todos devem ser vacinados. É a redefinição do processo vacinal, desenvolvido em regime emer gencial, no calor da necessidade,  com a aplicação do imunizante mesmo antes de comprovada sua eficiência e os possíveis efeitos colaterais.
Temos visto pais com sérias dúvidas, agora, quando as crianças começarão a receber a primeira dose. Invocam a mesma discussão que no ano passado girou em torno da vacina para os adultos: até onde a droga resolverá a pandemia e poderá deixar efeitos indigestos para o futuro. Os resultados da vacinação dos adultos – queda das internações e dos óbitos de vacinados – diminuíram um pouco as resistências, mas mesmo assim ainda temos 20 milhões de brasileiros que fugiram da segunda dose, numa época em que muitos já receberam a terceira e estão se preparando para a quarta. Em relação às crianças, coloca-se uma preocupação adicional. Por terem o organismo em desenvolvimento, até onde a vacina poderá inibir a adequada formaç&atil de;o ou funcionamento de algum dos órgãos.
As autoridades sanitárias, que disponibilizam a vacina e administram a estrutura de sua aplicação têm sido pouco convincentes quanto aos efeitos de longo prazo. Os governos estaduais e municipais, que atuam mais próximos do público alvo, deveriam ser mais propositivos e até realizar massivas campanhas informativas pelos jornais, rádios, TVs e redes sociais,  destacando a importância de vacinar. Isso tranquilizaria  a população. Além disso,  acionar  mais frequentemente os centros médicos e científicos existentes no país para que, à sombra do conhecimento, seus especialistas emitissem opiniões e orientações. Infelizmente, isso não tem ocorrido com na intensidade aconselhável e, por consequência, proliferam as opiniões de gente que não te m credenciais para discutir o assunto ou simplesmente repete o que ouviu alguém dizer.
O tratamento e os antídotos de uma pandemia deveriam ser tratados de forma até reverencial, pois se destinam a salvar vidas. Mas, no Brasil do Covid-19, o assunto tornou-se polêmica das mais rasteiras e o que se verifica é uma expressiva  parcela da população amedrontada. Em vez de serem contestados e até achincalhados, como foram em alguns lugares onde compareceram, os infectologistas e outros especialistas deveriam ser ouvidos e instados a dar o melhor do seu conhecimento ao deslinde da vacina. Os médicos também não deveriam ter sido perseguidos por terem opiniões diferentes uns dos outros e dos que dominavam a cena. O tal negacionismo, tão citado hoje em dia, não passa da luta entre grupos que  almejam lucro político, social, profissional e até econômico com a pandemia.
Já passou da hora de acabarem os desentendimentos. Enquanto governantes, autoridades sanitárias, parlamentares  e outros envolvidos discutem, o povo morre pela moléstia não combatida da melhor forma. É compreensível que ainda não existam respostas a todas as indagações sobre a vacina, pois os experimentos e pesquisas carecem de tempo de maturação. No entanto, a grande dívida que a estrutura social-governamental tem para com a população é a falta da orientação adequada e convincente das pessoas. Todos têm o direito de saber o que receberão de benefício e quais os riscos ao ter inoculada a droga e decidir qual caminho tomar. O ideal é que todos se vacinem, livrem-se na medida do possível do Covid-19 e se, futuramente, tiverem problemas, os resolvam na devida &eacut e;poca. Nada impedirá, por exemplo, que os centros de pesquisas acompanhem o desenrolar a vida pós-vacina. Aliás, isso deve ser uma obrigação tanto dos órgãos governamentais, custeados com o dinheiro do povo, quanto da indústria farmacêutica, que lucra com a produção da vacina…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
[email protected]                                                                                                     

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