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Opinião

WILSON FUÁH – A natureza impõe os seus limites

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Este ano a Assembleia de Mato Grosso se transformou num ambiente de debates para trabalhar contra a preservação, e nós cidadãos comuns chegamos a pensar o que leva uma pessoa se posicionar dessa maneira: acabar com a Reserva Ricardo Franco; Construir 6 mini-Usinas no Rio Cuiabá, tirar Mato Grosso da Amazônia Legal, Liberar a Criação de Gado de forma extensiva no Pantanal de Mato Grosso, nada justifica essas ações destruidoras.

Felizmente ainda temos na AL/MT, Deputados que estão se colocando a frente e estão se destacando nessa luta pela preservação, que é o Dep. Wilson Santos e o Dep. Lúdio Cabral, e mais uns 2 ou 3, o que na verdade é pouco.

Eu me recuso a discutir esses projetos de destruições, porque é de uma incoerência descomunal e de uma falta de conhecimento sobre a verdade do meio ambiente, essas ações serão transformadas em estupidez, pois estão desconectadas do mundo.

Fica meu protesto para que:

1 – Que mantenha a Reserva Ricardo Franco, e retirem os invasores de lá, remanejando para as áreas degradas e refazendo as pastagens, e entendam que não se cria gados em Áreas de Reserva Ambiental;

2 – Que construam usinas longe de Cuiabá, pois Mato Grosso é autossuficiente em produção de energia, e que não queiram destruir o Rio Cuiabá, simplesmente porque alguns desinformados e em nome da exportação de energia para outros estados partem para o enfrentamento contra o povo ribeirinho que habitam no rio abaixo e no pantanal, e o que o povo cuiabano reaja, pois o nosso rio está morrendo, que se façam Usinas em outros estados, bem longe do Rio Cuiabá, por favor;

3 – Que entendam que tirar Mato Grosso da Amazônia Legal, não tem sentido, é mais uma ação para aumentar o desmatamento e diminuir as áreas das reservas em nome da produção agrícola, Mato Grosso tem muitas áreas disponíveis para plantação e produzir, pensem um pouco na preservação.

4 – O Pantanal de Mato Grosso ficou preservado com a ajuda dos criadores de gados e cavalos, por séculos, porque eles adquiriram essa cultura dos seus ancestrais, e não usaram defensivos, e tem o respeito pelo Meio Ambiente, e nunca pensaram em modificar a característica Pantaneira, mas ao liberar a criação de gado de forma extensiva para produtores que não conhecem a história e a cultura do Pantanal, com certeza, a destruição vem junta. Saibam que a pecuária extensiva, consiste na criação do gado a pasto em grandes áreas, que são ocupadas por latifúndios que passam a comprar as propriedades familiares.

De modo geral, não há tantos investimentos quanto na pecuária intensiva. Mas tenha certeza, que com essa Lei, virá junto com ela, à destruição com: aplicação dos agrotóxicos, as barragens, as queimadas e as máquinas trazendo todo tipo de poluição, tanto sonora como a química. Tem tantos lugares para criação de gado em Mato Grosso e os desinformados miraram suas ganâncias tendo o Pantanal como o foco da vez, infelizmente.

Cada vez que a ganância individualizada sobrepõe sobre a tentativa de preservar a natureza, em pouco tempo, ela, reagirá e trará castigos conta o povo nos aglomerados urbanos, e às vezes, muitos pagam pelo que não fizeram.

Veja o exemplo da ROSA que atrai os olhares dos admiradores com a beleza da sua forma, pela coloração forte e pelo aroma perfumado que espalha pelo ar, mas as pessoas ficam encantadas pela sua beleza e esquecem-se dos seus limites, e ao ficarem encantados levam-nas para casa e esquecem-se de ter o mínimo de cuidado com a sua preservação e são castigados pelos seus espinhos e com sua morte.

Mas, hoje o mundo evoluiu em relação à preservação e ao conhecimento sobre o Meio Ambiente, mas existem ainda alguns que têm a mente anestesiada e só pensam no encantamento pela produção e esquecem que devemos analisar mais e profundamente o resultado futuro e os prejuízos que o povo terá que enfrentar, pois a natureza coloca várias armadilhas e que estão espalhadas em cada passo que é dado nas nossas decisões e porque toda a forma de beleza da natureza está disponível, no entanto cobra responsabilidade, por isso, temos que ter todo cuidado, para não sairmos machucados, mas alguns se esquecem de que as Reservas Ambientais tem a sua legalidade para manter um pouco do que Deus projetou para nós.

A vida consegue deixar os nossos caminhos inteiramente mágicos, a partir do momento em que nos ensina a contemplar a rosa sem que façamos a estupidez de achar que devemos destruí-la, pelo simples fatos de quer possuí-la, sendo o Deus da transformação e da destruição.

Nenhuma vontade individual sobrepõe ao desejo universal, não peça que tudo na vida siga o caminho de sua vontade. Reze para que as coisas aconteçam como elas precisam acontecer, e saiba que a natureza foi construída durante milhões de anos, mas pela irresponsabilidade de alguns pode destruí-la em pouco tempo.

Temos que nos preparar e ajoelhar em orações, pedindo a Deus que ilumine nossos passos, na alegria da preservação, para não recebermos o castigo da tristeza vinda da pós-destruição, acabando com a vida, inclusive a nossa, da espécie humana.

Econ. Wilson Carlos Soares Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A defesa da democracia o país precisa e nunca teve

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O presidente Jair Bolsonaro chama a população para ir às ruas em 7 de setembro, data em que, no ano passado, fez grave pronunciamento contra membros do STF (Supremo Tribunal Federal). Foi o suficiente para seus adversários o acusarem de pretender “dar o golpe”. De outro lado, proliferam as cartas e manifestos de figurões – tanto da política quanto das diferentes classes econômicas, culturais e sociais – em defesa da democracia supostamente sob risco. Até alguns que reconhecidamente contribuíram para a chegada ao ponto problemático onde hoje nos encontramos começam a assinar tais documentos como se não tivessem nada a ver com a obra. A sociedade chega ao embate tarde e em má hora. Tarde porque, se tivesse acordado antes, não teríamos chegado ao atual  estado de polarização sem alternativas; em má hora porque o movimento poderá provocar  turbulência ao processo eleitoral já em andamento.
Defender a democracia tem sido o mote da política brasileira desde os primórdios. A própria República – resultada de um golpe militar contra o imperador – já era de inspiração democrática, embora o seu proclamador e primeiro presidente, marechal Deodoro da Fonseca, tenha sido obrigado a renunciar em razão de atos autoritários que rebelaram os militares. Não foi diferente com vários dos seus sucessores, que governaram com mãos de ferro. A democracia brasileira sempre foi um joguete nas mãos dos seus políticos, chegando a viver pelo menos dois períodos de exceção declarada, com Getúlio Vargas no poder de 1930 a 45 e os militares de 1964 a 85. Paradoxalmente, os governos de então afirmavam-se democráticos e preventivos contra a possibilidade de golpes da esquerda e do estabelecimento da ditadura do proletariado. Até os líderes da esquerda e adeptos do comunismo, todos, se disseram democratas.
A democracia que o saudoso professor Gofredo Silva Telles defendeu em 1977 em sua “Carta aos Brasileiros”, certamente não é a que os políticos pós-1985 construíram. O festejado mestre da São Francisco certamente não concordaria com a panaceia da democracia para resolver todos os males e nem com as estruturas que se montaram e – para a manutenção de grupos no poder a qualquer preço – criou a reeleição para cargos executivos e os esquemas de sangria dos cofres estatais para a compra de apoio político que resultou nos escândalos do Mensalão, Petrolão, Eletrolão e outros que emporcalharam a imagem do país mundo afora e levaram a o cárcere governantes, parlamentares, empresários e outros portadores de colarinhos brancos. .
Espera-se que a sociedade tardiamente desperta aos problemas hoje vividos pela democracia brasileira tenha o bom senso de atuar exclusivamente pela garantia democrática. Não penda para o  ativismo em favor de candidatos ou das ideologias em disputa. Dê seu aporte ao regime que permite a autodeterminação do povo e, se possível, atue em defesa do estabelecido na Constituição, inclusive pelo hoje faltante respeito entre os poderes constituídos. Precisamos garantir o Executivo executando, o Legislativo legislando e fiscalizando e o Judiciário judicando para modular as contendas sem, jamais, invadir a seara dos dois outros poderes. Se os três pilares do poder não tiverem funcionamento adequado, a única solução constitucional disponível é a intervenção dos militares que, a bem da verdade, tem dado todas as demonstrações de que atualmente não se interessam por essa prestação de serviço suplementar.
Senhora e senhoras, por Deus e pela Pátria, não assumam o ativismo político-ideológico. Aproveitem a mobilização que se inicia para discutir causas e não apenas efeitos ou, principalmente, indivíduos. Contamos com a sua força para manter a Nação em pé e altiva. Capaz de assimilar o desenvolvimento global, fazê-lo beneficiar os cidadãos e legar melhor futuro a todos os brasileiros, especialmente os nossos filhos, netos e sua prole. Quem tiver restrições a este ou àquele participante da cena política, não deve persegui-lo com o fito de inviabilizar sua caminhada. O melhor é trabalhar pela regularidade e estabilidade do regime democrático para que este, dentro de seus critérios e ordenamento jurídico, promova as devidas reparações. Quem errou tem de pagar, mas é preciso entender que voto não é peça condenatória e nem absolutória e a urna não é tribunal. Precisamos ter a eleição mais transparente e limpa que se consiga produzir para, a partir da sua representatividade e com o apoio da sociedade, fazer as correções que a nossa imperfeita democracia há muito vem requerendo…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) [email protected]                                                                                                     

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WILSON FUÁH – Os objetivos são essenciais

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Em prol do imediatismo, os valores legítimos da alma, tais como virtudes e as conquistas intelectuais, ficam esquecidos.

De acordo com as escalas de valores, os indivíduos seguem pelos caminhos de uma vida depressiva, pois ninguém está livre desses infortúnios, como: perda um emprego, privação de prestígio social, perda de um imóvel, dinheiro, carro, joias ou mesmo a perda do poder de compra de um objeto eleito como essencial.

As pessoas estão colocando no topo das suas escalas de valores os bens transitórios e assim ao atingi-los não sabem o que fazer com as conquistas, pois elas envelhecem muito rapidamente e ficam no canto do esquecimento.

A cada minuto a vida está virando as páginas, e por isso, é preciso respeitar os limites de cada ser e compreender que cada um faz o melhor que pode de acordo com o seu grau de evolução moral e intelectual, entender que não somos melhores ou piores que ninguém, apenas diferentes uns dos outros.

A tradição faz com que cada pessoa possa agregar a soma das experiências e estilos, mesmo que sejam momentâneos, fazendo com que cada um de nós sejamos apresentados: com uma “cara” ou uma “marca” e nisso cada pessoa é definida como qualificada ou desqualificada, quando na verdade foram criadas durante o crescimento individual e estão agregados nos pensamentos e que se identificam em todos os momentos das nossas vidas.

Somos apenas seres sobreviventes do que arriscamos, e assim, vamos tentando compartilhar sucessos e os prazeres das conquistas como forma de felicidade, mas por “bobeiras pessoais”, alguns desavisados apostam em prazeres individuais e pensam que a vida não tem energia própria.

O futuro não tem o poder de regeneração, e todos os momentos do passado o que passaram ficarão registrados na história da nossa vida, mas o importante é entender que os pequenos detalhes que às vezes passam despercebidos, são eles que podem assumir proporções gigantescas na lei de causa e efeito, e que na verdade são determinantes em nosso futuro e podem potencializar as diferenças para o sucesso e para o crescimento espiritual.

Saber lidar com as coisas do mundo das adversidades é descobrir o equilíbrio e crescer acima dos problemas, o importante é não inverter os valores da vida com intolerâncias desnecessárias, a paz é a consagração da nossa existência.

Econ. Wilson Carlos Soares Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]

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