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Opinião

WILSON FUÁH – A luta contra o envelhecimento

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Devemos preparar os nossos pensamentos para aceitar cada mudança que acontece ao iniciar e terminar mais dia. Tudo se transforma com o tempo, principalmente em nós mesmo, pois em cada aniversário, se encerra e iniciam novos ciclos, por isso, devemos estar preparados para aceitar e entender o enfraquecimento do corpo e a buscar o fortalecimento da alma, porque na vida é assim: logo ao nascimento começa a contagem regressiva.

Nós somos verdadeiramente a imagem que reflete no espelho da vida, por isso, devemos aceitar a nossa  imagem desgastada pelo tempo, e não tem como fugir, pois essa realidade das nossas idades, estão  registradas em nossos próprios rostos, e nessa forma de interação com mundo exterior, devemos fazer o possível para conservar a esperança e bom humor, pois vivemos em forma de interações das ações que passamos e recebemos.

O fim do clico das células, são retratado no envelhecimento da pele; e junto vem a diminuição das forças dos músculos provocando lentidão dos reflexos e até mesmo os arquivos mentais ao serem usados apresentam falhas de esquecimento. Mas, muito sofrem por não entender que a vida é formada de etapas e a cada fim do dia encerra parte uma etapa e ao amanhecer inicia outra. Os disfarces que usamos tentando enganar a nós mesmos, na verdade nos distanciam sempre e cada vez mais de quem realmente somos, pois infelizmente o tempo passa para todos.

O corpo é apenas uma vestimenta da alma e como as roupas também envelhecem, e às vezes até pode nos afastar da moda e nos levar ao saudosismo, mas algumas pessoas pelo culto a força física vivem escravizadas pela modelagem do corpo e passam a vida cuidando tanto do corpo que se esquece de alimentar a alma, até um dia entender que na academia espiritual os índices de satisfação existencial são alcançados pela busca da fé.

Tentar minimizar o poder da insatisfação contra o envelhecimento faz parte do crescimento mental, porque a vida é formada de quadros que registram os instantâneos das transformações impostas pela realidade das nossas imagens.

As pessoas são mais felizes ao entender que cada idade tem a sua beleza própria e não adianta lutar contra as transformações impostas pelo passar dos dias, pois não somos donos do tempo.

Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.Fale com o Autor: [email protected]    

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ROMILDO GONÇALVES – Diferença entre queimada e incêndio florestal !

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Queimada ou Queima prescrita e Incêndio florestal são dois fenômenos diferentes provocadores de diferentes impactos ao meio ambiente.

No primeiro caso é uma pratica comumente usada pelos seres humanos no mundo inteiro, tem que ser oficialmente autorizada pelo órgão ambiental competente, para uso e manejo do solo para agricultura tradicional, limpeza de pastagens, controle fitossanitário, com queima sazonal executada em período especifico do ano, com fogo confinado em uma determinada área do meio ambiente, e seus efeitos são locais podendo merecer reparos.

á no segundo caso=Incêndio florestal, também com ocorrência em todo o mundo, normalmente com efeito em florestas nativas precedidas de desmatamento ou área de pastagens em desuso, é fogo sem controle e sem autorização oficial de órgãos ambientais competentes. No entanto, geralmente as pessoas assimilam os dois fenômenos como sendo uma coisa só, porém, não é.

Com efeito nas informações sobre queimadas no Brasil, há, muitas ilações sobre sua contribuição para o efeito estufa, isso vale reflexão, ao que se pensa talvez em associação entre fogo e calor. Contudo, queimada ou queima prescrita não um fator positivo ou importante para o efeito estufa. Isso é fato.

Ademais confundir, entretanto, aumento de queimada em área de plantio com aumento de desmatamento de floresta nativa, beira a desinformação. Vez que o uso do fogo em área antropizada, com vegetação secundária é senso comum, no Brasil e no mundo.

No caso especifico do Cerrado brasileiro a prática agrícola de queima prescrita e até mesmo os incêndios florestais oriundos de causas naturais ou antrópogenicas, produzem um grande número de aerossóis e partículas em suspensão na atmosfera, formando em conseqüência, grandes nuvens que reconhecidamente podem contribuir com o meio ambiente.

A exemplo das nuvens de erupções vulcânicas, para a redução temporária local da radiação forçada na atmosfera “efeito estufa”. Portanto, paradoxalmente as queimadas ou queima prescrita esfriariam por períodos limitados o clima local no ambiente de ocorrência.

Assim, as emissões de COprovavelmente seriam de efeito colateral secundário uma vez que sua produção através da combustão é compensada pelo seu seqüestro, em razão da rebrota acelerada da vegetação em clima tropical, muito especialmente no cerrado brasílico.

É de ressaltar que tanto no Brasil como no restante do mundo a prática generalizada das queimadas ou queima prescrita, cujos benefícios podem e devem ser questionados a luz de critérios de uma agricultura moderna ou mais abastarda.

É de bom alvitre lembrar que a prática de queimada deve ser vista pelo que sempre representou uma maneira tradicional, rudimentar e bastante primitiva de preparar o solo para o plantio. No entanto é amplamente utilizado pelo homem do campo, especialmente nos assentamentos rurais por falta de alternativas e de infra-estrutura adequada, de cuja responsabilidade cabe ao poder público sustenta-los.

Importante pontuar, que não existe uma queimada igual à outra. Cada ambiente é típico, especifico, único, variando de acordo com a vegetação, topografia, modalidade do terreno, clima local, temperatura regional, recursos hídricos presentes ou ausentes, direção do vento.

Vale ressaltar que o fogo é fundamental para a vida, porém, deve ser utilizado na hora certa, no local certo e para a finalidade específica. Portanto, não queime a vida aleatoriamente.

Romildo Gonçalves é biólogo.

 

 

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WELLINGTON FAGUNDES – Covid nas aldeias: medidas imediatas!

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A região central do Brasil registra uma situação extrema, que requer ações urgentes do Poder Público e de toda a sociedade para mitigá-la. Não é a primeira vez que os indígenas no Brasil são vitimados por pandemias. Depois da gripe e do sarampo, que tanto sofrimento levaram aos povos indígenas logo após o descobrimento e a ocupação do Brasil, hoje a contaminação é pelo coronavírus, que chegou às aldeias ameaçando a própria existência desses povos, que registram baixa imunidade, altas taxas de diabetes pelo consumo excessivo de doces e refrigerantes e numerosos casos de alcoolismo – este dois últimos hábitos adquiridos da convivência com os brancos. Somam-se aspectos culturais, como o deslocamento em grupo e a realização de rituais centenários.

Assim são os Xavantes, povo aguerrido, que ocupa as terras da região do Araguaia, onde cultivam suas tradições com muito orgulho e altivez.

Pelo menos 22 mil deles estão nessa região, onde os casos de coronavírus se multiplicam levados pelo homem branco, que entra nas aldeias, ou pelos próprios indígenas, que se deslocam até as cidades para receber recursos do Bolsa Família e Auxílio Emergencial e aproveitam para suas compras. Sem muito conhecimento e orientação quanto aos perigos da pandemia, fazem esse deslocamento em grupos, sem usar máscara e se aglomeram, misturando-se à população das cidades – uma ameaça para eles próprios e para a população como um todo.

O triste resultado está aí: a morte de dezenas de indígenas e a contaminação de outro grande número de pessoas, que lotam os hospitais da região, onde não há mais UTIs. Prefeitos da região relatam o colapso do sistema público de saúde e, a cada dia, são mais e mais casos!

Recentemente, uma das vítimas fatais foi Domingos Mahoro, de 60 anos, cacique da etnia xavante da terra indígena Sangradouro, na região do município General Carneiro, a 449 km de Cuiabá. Líder das causas indígenas, ele esperou por vários dias por uma UTI em Primavera do Leste. Chegou a ser transferido para Cuiabá, mas não resistiu.

E para os indígenas, a morte de um líder ou pessoa idosa coloca em risco até mesmo os saberes ancentrais, que são repassados verbalmente de geração em geração.

Tenho levado este assunto ao Ministério da Saúde, Funai, Casa Civil, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Secretaria Especial de Saúde Indígena e já pedi uma agenda para falar sobre o assunto com o presidente Jair Bolsonaro. Falei com a ministra Damares (que chegou a falar em genocídio); com o general Braga Neto, da Casa Civil; com o ministro do Supremo Tribunal Federal, o mato-grossense Gilmar Mendes, e tantas outras autoridades tentando encontrar um caminho.

Há várias semanas venho tratando do assunto com a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, presidida pela deputada federal Joênia Wapichana, de Roraima. Segundo ela, o índice de letalidade do covid entre os Xavantes é de 11,7%. Enquanto o índice nacional é de 4,5%.

Nós da bancada federal de Mato Grosso estamos unidos para encontrarmos uma solução. O que se pretende é formar uma força-tarefa para conter o avanço do coronavírus nas aldeias, incluindo a instalação de um hospital de campanha, a realização de exames para detectar o vírus, distribuição de remédios e barreiras para evitar o deslocamento dos indígenas, além de uma campanha de conscientização para os perigos da pandemia.

Acredito que a solução chegue de forma imediata. E assim é preciso. Afinal, o coronavírus não respeita agenda (como bem disse a atris Lucélia Santos, ativista da causa indígena) e cada dia que passa pode representar a vida ou a morte.

E mais um alerta: a situação nas aldeias Xavantes não é única. Há casos de coronavírus em vários outros povos, não só de Mato Grosso, como do Brasil todo.

Esperamos medidas emergenciais. Não há tempo a perder!

*Wellington Fagundes é senador pelo Partido Liberal de Mato Grosso

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