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Opinião

WILSON FUÁ – Chegou a hora de politicar

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As fábricas de  grandes líderes fecharam as suas portas e hoje vemos políticos correndo atrás dos seus negócios ou dos interesses dos seus grupos econômicos, compostos de empresários que investiram em seus representantes;  ou investiram no seu próprio desejo de ser um político.

Nesse mundo político desvairado pelo poder pessoal, faz com encontremos alguns líderes de si mesmo e dos seus interesses,  e estes, são facilmente encontrados habitando nas Câmaras;  nas Assembleias e no Congresso Nacional, e entre eles, vemos grupos de políticos lutando para triplicar  a vergonhosa “verba Indenizatória”, e por outro lado, vemos milhares de trabalhadores, vivendo no limite dos seus minguados salários, que terminam antes mesmo do mês acabar.

Vemos alguns políticos, com seus planos de saúde mega/super, seguindo para os grandes hospitais do país, enquanto o povo fica na fila da saúde pública,  urrando de dores na porta da humilhação e das filas reguladoras, aguardando uma vaga para não morrer afogado no seco, por falta de aparelhos respiratórios e medicamentos das UTIs. Se os políticos tivessem o mesmo tratamento que os trabalhadores recebem deste país, não haveria essa irresponsabilidade com a saúde pública, quantos amigos e colegas nossos morreram por falta de atendimento.

Os trabalhadores continuam sendo humilhados com o transporte público de péssima qualidade, com ônibus superlotados e quebrando pelo caminho, com equipamentos internos quebrados e que rasga as roupas, e quantos tem necessidade desse meio de transporte público e tendo ainda que esperar nos pontos de ônibus, que não protegem o “usuário” nem do sol e nem da chuva, e enquanto isso,  vemos  políticos querendo saber se o povo quer BRT ou VLT. O certo seria dar um choque de realidade nesses políticos e convidar as Vossas Excelências para ir para a Assembleia, transportados  por ônibus durante 30 dias, só aí talvez o político insensível,  entenderia o que seria melhor para o trabalhador,  que paga uma passagem caríssima em comparação ao conforto que não recebe em seu deslocamento ao trabalho.

Hoje as pessoas perderam a capacidade de indignar-se, passam  indiferentes as coisas mais chocantes e escandalosas, hoje corrupção e desvio conduta viraram “coisa mal feita”, mudaram a tipificação do crime para ser aceito ou não provocar choque na sociedade. Mas, a vida é uma eterna prova de escolha dos políticos que nos irão representar. Agora chegou a hora de politicar, e são os eleitores que vão aplicar as provas e os testes nos políticos, são testes sobre os valores morais e éticos.
Ser verdadeiramente político, é liderar  ações e saber que ao final, com a sua liderança,  elas foram  vencedora e que o resultado da sua luta, trará expectativa de vida com qualidade os seus eleitores,  e que o resultado trará  luz para as pessoas.     A satisfação do politico verdadeiro, é  sentir a alegria de uma vitória, ou uma causa que estava quase perdida  e que agora trará o bem estar a milhares ou milhões de pessoas, ser político é acima de tudo, ter certeza que através de suas ações  trarão a  proteção para as  pessoas fracas e que não têm com quem contar, ou que através do seu voto ao constituir uma nova lei,  esta que sempre fez parte das lutas do povo, e que ao ser promulgadas, reverterá as injustiças que prejudicou grande camada da população.

O verdadeiro político é aquele que recebeu o dom divino, e que tem o sentido comunitário, e que está sempre em busca da satisfação popular e do prezar do bem servir.  O político na sua essência é um servidor público, pois recebe salário advindo das receitas dos impostos, e tem que saber que seu poder é transitório, e que  emana do povo e para o povo, mas muitos políticos não entendem assim, acham que são donos dos seus mandatos, e trocam de partidos e não respeitam a origem dos seus votos, fazem acordos e conchavos sem consultar ninguém.

A voz que clama contra o que está errado, é sempre ouvida por Deus, se os nossos companheiros de vida, passageiros deste tempo, não tem força para reclamar, protestar ou lutar, por isso, elege um politico para representá-lo, mas muitas vezes são esquecidos após as eleições.

O político na sua essência é um líder natural, a sua responsabilidade existencial é muito grande, e por receber esse dom divino, o líder político nunca poderá transgredir a verdade, a honestidade e sentido comunitário, pois terá que prestar contas a Deus.

Econ. Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

Fale com o Autor: [email protected]    

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A vacina chegando em outubro

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A disponibilização, já em outubro, dos primeiros 5 milhões de vacinas de origem chinesa para a prevenção da Covid 19, é fato relevante. O anúncio feito no domingo pelo governador João Dória devolve aos paulistas a esperança de logo voltar à normalidade sem o temor de estar assinando a sentença da própria morte e/ou do reaquecimento da pandemia. É bom lembrar que além da vacina chinesa – que o Instituto Butantã prevê fornecer 46 milhões de doses até dezembro – temos em andamento os testes e produção da vacina da Universidade de Oxford (Reino Unido) pela federal Fundação Oswaldo Cruz (Rio), e da russa Sputnik V, pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Curitiba).

A chegada das vacinas era prevista só para o próximo ano e isso deu força à adoção do isolamento social e outras medidas de necessidade e eficiência amplamente festejadas, mas, para desencanto geral, até hoje não comprovadas. A vacina, somada à redução do número de infectados e de mortes pela pandemia, abre novas perspectivas. Espera-se que a distribuição do imunizante se faça na forma mais racional, sem a repetição dos arroubos e discussões políticas presentes – que escandalizaram a população – na chegada e alastramento do coronavírus pelo país. Que as autoridades e especialistas – federais, estaduais e municipais – cumpram rigorosamente seus protocolos éticos e jamais misturem esse trabalho com as eleições do presente ou do futuro. Se não tiverem outras razões, que o façam pelo menos em respeito aos 136.895 brasileiros que já pereceram e aos outros que fatalmente ainda perderão a vida em decorrência do mal.

Quanto à população, é do seu interesse manter as cautelas. Mesmo com a queda das mortes e da infestação, o vírus continua circulando. Por isso, devemos manter, com a devida seridedade, o uso regular da máscara, evitar as aglomerações e observar o distanciamento pessoal. Deixar as festas e reuniões sociais para depois que as vacinas ja tiverem sido aplicadas e produzido os efeitos imunizantes. Tudo o que se fizer antes disso será exposição a riscos evitáveis…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

  

 

 

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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Ondas de pressão ambiental

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As pressões ambientais que Mato Grosso enfrenta hoje com os incêndios no Pantanal não são novas, Em 2005 a organização não-governamental Greepeace, premiou o governador Blairo Maggi de Mato Grosso, com a “motosserra de ouro”, em razão dos desmatamentos no cerrado para a agricultura de grãos.  Naquela época havia as aberturas de novas áreas de cerrado para o plantio de soja.

Blairo Maggi além de ficar profundamente constrangido e pressionado, tomou a questão com seriedade. Reforçou os compromissos ambientais do agronegócio estadual e foram assinados muitos protocolos de sustentabilidade a vigorar dali por diante. Mas na época causou um enorme transtorno à agricultura.

Hoje o agronegócio está fora do foco ambiental, exceto pelos questionamentos econômicos, políticos e ideológicos sabidos e conhecidos.

Em 2010 foi a vez da madeira. Duas operações “Jurupari” atingiram 51 municípios das regiões Norte e Noroeste de Mato Grosso, produtoras de madeira. A raiz do problema era o Ibama. Funcionários do órgão vendiam autorizações falsas pra o transporte de madeira, legalizando irregularidades. Durante alguns meses houve prisões, fechamento de madeireiras e de indústrias de madeira em toda a região. Os empreendedores da atividade tiveram que se regularizar e trabalhar dentro da lei. De certo modo, seguindo a cartilha nova do agronegócio. Hoje o setor de base florestal, como se chama agora, trabalha dentro da lei. E saiu do foco de operações e das vigilâncias policiais.

Em 2020 surge o Pantanal no foco. O tema são incêndios que se abateram sobre mais de 1 milhão de hectares pantaneiros nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os cenários são diferentes dos dois primeiros, mas a questão legal acaba guardando algumas semelhanças. O Pantanal queima por uma série de contradições legais, econômica e ideológicas. Erros em cadeia.

Os setores do agronegócio aprenderam a lidar no novo ambiente ambiental. O de base florestal também. O Pantanal seguirá, certamente, a mesma sequência do bom senso público, privado e institucional. Os dois primeiros se organizaram em instituições fortes como a Aprosoja – Associação dos Produtores de Soja e Milho, e a madeira no CIPEM – Centro das Indústrias Produtoras e Exportadora de Madeira. Os fazendeiros do Pantanal já começaram a agir em conjunto pra defesa coletiva.. O mais, é só uma questão de tempo pra se contornar e solucionar as questões ambientais pantaneiras.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]   www.onofreribeiro.com.br

 

 

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