conecte-se conosco


Política Nacional

Wesley Batista vira réu por lucrar no câmbio com informação privilegiada

Publicado

Wesley Batista
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 8.11.17

Wesley Batista foi a primeira pessoa a ser presa por crime de insider trading no Brasil

A Justiça Federal de São Paulo acatou a denúncia do Ministério Público e tornou o empresário Wesley Batista réu por lucrar por meio de informação privilegiada. O despacho do juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Criminal de São Paulo foi feito nesta quinta-feira (16), com o prazo de de dez dias para que a defesa oferça uma resposta.

Leia também: Wesley Batista usou informação privilegiada para lucrar R$ 70 milhões, diz MP

De acordo com o MP, Wesley Batista cometeu o crime de insider trading, quando o criminoso usa de uma informação privilegada para lucrar no mercado de câmbio. O empresário teria comandado operações finaceiras de câmbio em suas empresas em maio de 2017, período em que as delações premiadas feitas por ele e seu irmão Joesley estavam sob sigilo na Procuradoria Geral da República.

No dia em que as delações vieram à tona, bem como o áudio gravado de Joesley Batista em conversa com o ex-presidente Michel Temer, o dólar teve alta de 9% e, a maior dos últimos 14 anos e, segundo o MPF, fez com que as empresas de Wesley, somadas, lucrassem em torno de R$ 70 milhões.

Leia Também:  Assessor de Bolsonaro defende decreto do porte de armas na agenda liberal

Leia também: Avaliado em R$ 45 milhões, apartamento de Joesley Batista em NY é vendido

Os áudios de Joesley Batista com Michel Temer foram divulgados pela imprensa no dia 17 de maio de 2017. Wesley foi preso em setembro do mesmo, com a acusação de insider trading. Favorecido por medidas cautelares, o empresário deixou a prisão em fevereiro de 2018.

As denúncias do Ministério Público se baseiam em delações de executivos da J&F, bem como no uso de mensagens de texto do celular de Wesley. Nelas, o empresário demonstra ser o mandante das transações financeiras. Os procuradores usaram relatórios periciais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da própria PGR para indicar que o tipo de movimentações feitas por Wesley eram atípicas. Duas empresas do grupo J&F, a Eldorado e a Seara, compraram US$ 305 milhões entre os dias 9 e 16 de maio.

Leia também: Wesley Batista deixa carceragem da PF em SP e passa a cumprir prisão domiciliar

Por meio de nota, o advogado de Wesley Batista, Eugênio Paccelii, informou que já foram enviados dados à justiça que provam a regularidade e necessidade de operações de câmbios nas empresas do empresário, o que torna a acusação infundada. “Já foram apresentados dados e documentos para demonstrar a regularidade e necessidade de operações de câmbio para as empresas e também para comprovar a ausência de fundamento na acusação de uso de informação privilegiada, pois o empresário não tinha como saber quando a sua colaboração seria homologada pelo STF”.

Fonte: IG Política
Leia Também:  Bolsonaro lamenta decisão do Congresso e diz que espera manter Coaf com Moro
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Política Nacional

Marido de Flordelis dispensou carro blindado na madrugada de seu assassinato

Publicado

source
Pastor Anderson e Flordelis arrow-options
Reprodução/Facebook

Marido de Flordelis preferiu sair com carro de seu filho, que não tinha proteção

O pastor Anderson do Carmo de Souza dispensou o seu carro blindado para sair com a mulher, Flordelis dos Santos, na madrugada em que foi assassinado, e pegou o veículo de um de seus filhos, que não tinha a proteção. A atitude do pai causou estranheza em Daniel dos Santos de Souza, filho que trocou de carro com o pai.

Em depoimento à polícia, Daniel contou que havia saído com a namorada em seu Honda Acord, que não é blindado. Por volta das 23h, recebeu uma ligação de seu pai pedindo que ele voltasse para casa, em Pendotiba, Niterói, e trocasse de carro com ele. O pastor Anderson disse ao filho que sairia com Flordelis . Daniel voltou para a casa, por volta de meia noite, com o intuito de fazer a troca. Ele pegou o carro blindado de seu pai, uma Caravan, e deixou o seu veículo com o pastor.

Daniel afirmou à polícia que era comum o pai pedir para fazer a troca de carros, mas isso sempre acontecia com planejamento e nunca naquele horário. Em um de seus depoimentos à polícia, Flordelis afirmou que foi um pedido de Anderson sair no carro de Daniel, que não era blindado.

Ao chegar ao Hospital Niterói D’Or para socorrer Anderson, Flávio dos Santos Rodrgiues, filho biológico de Flordelis que está preso por suspeita da morte do padrasto, frisou que a mãe sempre anda no veículo blindado . “Não sei o que houve, cara. Ela saiu sem carro blindado. Não sei se foi assalto”, afirmou ele no balcão de atendimento do hospital.

Em seu depoimento, Flordelis contou que na madrugada do dia 16 de junho, ela o marido foram até a Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Após comerem petiscos em um bar, eles pararam o carro num local ermo e ficaram namorando. Em seguida, voltaram para casa, em Pendotiba. Eles chegaram ao local por volta das 3h30.

Leia Também:  Congresso pode votar hoje projetos de crédito orçamentário

Flordelis entrou em casa e subiu para o quarto de um dos filhos. Anderson, segundo a deputada ficou na garagem. O pastor foi morto a tiros logo em seguida, ao lado do carro do filho. Ele já estava fora do veículo no momento do assassinato .

Logo após o crime, Flordelis afirmava que o marido havia sido vítima de criminosos e chegou a afirmar que ele tinha morrido defendendo a família. Em um de seus depoimentos, a deputada narrou ter percebido que ela e o marido estavam sendo perseguidos por um motoqueiro. Mesmo após a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo afirmar não acreditar na versão de que Anderson havia sido vítima de um latrocínio (roubo com resultado morte), Flordelis continuou insistindo na versão.

No Hospital Niterói D’Or, Flávio chegou a falar para um dos médicos que o padrasto havia sido vítima de um assalto. Flávio é réu pela morte do pastor junto com o irmão Lucas Cézar dos Santos, filho adotivo de Flordelis e Anderson.

Fonte: IG Política
Continue lendo

Política Nacional

Bolsonaro devia se inspirar no futebol que tanto gosta para melhorar seu governo

Publicado

source

IstoÉ

Bolsonaro com Marquinhos arrow-options
Reprodução

Bolsonaro gosta de futebol e podia trazer exemplos do esporte para o seu governo


O presidente Messias, como homem do povo e bom palmeirense, deveria levar mais a sério o fato de o Brasil ser o país do futebol. Ou um dia foi, pois o 7×1 nos enfiado pela Alemanha ainda intoxica as vísceras de muita gente. Mas, independentemente dos fracassos eventuais, é inegável que corre em nossas veias a tradição e a malemolência do esporte que consagrou Pelé, Rivellino, Biro-Biro e outros ídolos. Então, por que não buscar exatamente nessa fonte de tantas alegrias as saídas para nosso futuro?

Leia também: Intervenções de Bolsonaro geram ira de servidores e contrariam o próprio PSL

Em vez de tentar inventar a roda, como a cada governo que entra, acho que o presidente tem uma enorme oportunidade de entrar para a História como o homem que trouxe o melhor dos gramados para a nossa democracia. Se pensarmos bem, a política pode aprender muito com o futebol , que nos últimos anos se modernizou mais do que qualquer sistema de governo. Por exemplo, poderíamos começar pela imediata instalação do VAR no STF.

Olha que maravilha. Erros de arbitragem na suprema corte, nunca mais. Minha proposta é a seguinte: os ministros tomariam lá suas decisões como sempre tomaram, com as inevitáveis polêmicas inerentes a qualquer juízo. No entanto, numa sala ao lado, uma equipe assistiria à sessão pela TV e, por vários ângulos, reveria as decisões que foram tomadas, uma a uma, inclusive podendo se valer de recursos eletrônicos, como a câmera por baixo da mesa. A qualquer eventual equívoco, eles parariam tudo.

Leia Também:  CDH aprova projeto que obriga bancos a emitir contratos em braille

Leia também: Macron e celebridades usam foto antiga para comentar queimadas na Amazônia

Num ponto eletrônico, o presidente do Supremo seria informado de uma possível infração e que a decisão precisaria de revisão. Ele caminharia até um monitor instalado ao lado de sua mesa. Pela regra, poderia inclusive usar sua toga para cobrir a tela, enquanto revê a votação e confabula com os árbitros de vídeo da sala ao lado. Em seguida, voltaria para sua poltrona para validar ou não a decisão colegiada. Muito mais moderno e democrático.

Outra coisa: implantação de um sistema de cartões amarelos e vermelhos no Congresso Nacional. Se já estivéssemos utilizando o meu projeto, o nobre deputado federal Alexandre Frota não teria sido expulso de seu partido, o PSL, pelas críticas que fez ao presidente. Antes, ele receberia um cartão amarelo como advertência, já que a falta não foi lá tão grave. Afinal, o ilustre deputado não entrou por trás, nem agrediu ninguém fora do lance. A jogada foi dura, mas convenhamos, não era para expulsão, ainda mais num primeiro mandato que está no início.

Leia também: Governo estuda enviar Exército para combater queimadas na Amazônia

Outra coisa: os políticos que apresentassem projetos importantes apareceriam nos gols da rodada do Fantástico. Um estímulo a mais. Claro que seria raro o caso de pedirem música, afinal, tem gente que passa décadas na carreira parlamentar sem dar um bola dentro, que dirá emplacar três numa única semana.

Leia Também:  Bolsonaro lamenta decisão do Congresso e diz que espera manter Coaf com Moro

Bandeirinhas? Fundamentais. Seriam convocados dois para cada ministério. Um à direita e outro à esquerda. A principal função desses auxiliares seria a marcação de impedimentos. Um ministro da Justiça que interferisse numa investigação, por exemplo, estaria claramente em posição irregular.

– Não pode ficar na banheira, ministro ­— alertaria o bandeira. Cartão amarelo para quem insistisse na catimba.

Para nós, da torcida, seria muito mais fácil compreender o que está acontecendo no campo — da política. Os ministros, aliás, passariam a ser chamados de técnicos — ou professores —, já que são eles que escalam os times e definem as táticas. Sem contar que a votação da Reforma da Previdência teria sido narrada pelo Galvão Bueno, com direito à musiquinha do Senna depois da aprovação.

Só um detalhe me preocupa — e muito: considerando que o presidente da República, nesse novo modelo de governo, seria o cartola responsável pelas contratações e pelo estádio, vai que Bolsonaro decida transformar a Amazônia num enorme gramadão? Aí, já viu. Vermelho certo para ele. Mas, pensando bem, o melhor seria mudar a cor do cartão para evitar reclamações.

Vamos adotar VAR nas decisões do STF, cartões amarelos e vermelhos no Congresso Nacional e bandeirinhas de ambos os lados do campo em cada Ministério. Meu único receio é com as interferências do chefe da cartolagem.

Fonte: IG Política
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana