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Opinião

WELLINGTON FAGUNDES – Trilhos, as condições estratégicas para MT

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Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa.
Em pronunciamento, à bancada, senador Wellington Fagundes (PL-MT).
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O trabalho de mobilização que estamos realizando – em convite já estendido aos articulistas interessados no desenvolvimento de Mato Grosso – tem nos revelado situações muito importantes. Uma delas diz respeito à vontade coletiva de participação nesse projeto de relevância histórica para nosso Estado. Nas últimas semanas recebi, com entusiasmo, questionamentos sobre o andamento real do processo de chegada dos trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo (Ferronorte) a Cuiabá. Muitos querendo uma interação maior – o que nos leva a crer que estamos, assim, no caminho certo.

Como já explicitado aqui em artigos anteriores, a extensão dos trilhos da Ferronorte representa, em verdade, a primeira etapa de um planejamento estratégico, que visa dar um salto fenomenal de Mato Grosso para um novo ciclo econômico. Configura estímulos essenciais à industrialização e abertura de novas oportunidades, fundamentalmente com geração de emprego a partir de novos empreendimentos, desenvolvendo a região Centro-Oeste como um todo.

Eu diria mais: essa ligação é essencial para concretizarmos o grande salto logístico do Estado, que visa levar essa ferrovia até o Norte mato-grossense, onde se encontrará com a Ferrogrão – ferrovia proposta para ligar o centro de produção de grãos de Mato Grosso até o Miritituba, no Pará; e cruzará, no futuro, com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), que logo chegará a Água Boa – projetos com os quais estamos também envolvidos, na linha de atuação da nossa Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), da qual sou presidente.

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A pergunta lógica a ser respondida: o que falta?

A questão, em verdade, não é tão complexa, mas exige mobilização para firmarmos os entendimentos necessários até a concretização do empreendimento. O passo inicial é comprometer a Rumo, detentora da concessão, com a construção do trecho, como sendo uma contrapartida ao Governo Federal pela prorrogação antecipada da concessão do trecho paulista – de 10 para mais 35 anos. Hoje, essa renovação da concessão depende que o Tribunal de Contas da União aprove os estudos.

Aliás, a renovação da concessão da Malha Paulista é questão básica. Sem ela, não é possível avançar com esses trilhos em Mato Grosso. Atualmente, o trecho entre Rondonópolis e o Porto de Santos está impactado, exigindo investimentos para modernização. Basta lembrar que essa malha foi construída originalmente na época de grande produção de café no interior paulista, no começo do século passado, estando, portanto, sumariamente desgastada e com inúmeros entraves de rodagem.

Sem a antecipação da validade do contrato da concessão, a Rumo já declarou que não vai desembolsar os prometidos R$ 5 bilhões para essas melhorias. A malha precisa dessa ferrovia. E o comprometimento com a Ferronorte até Cuiabá e depois a Sorriso, no Norte do Estado, que representam algo em torno de mais R$ 6 bilhões, passa por esse entendimento.

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Nesse sentido, importante observar o papel do Fórum Pró-Ferrovia, formado pela Federação das Indústrias, OAB, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e sua federação, a FCDL, a Aprosoja, o Sebrae, Porto Seco Cuiabá, Associação das Empresas dos Distrito Federal e Sindicato das Indústrias da Construção. Tratam-se, a rigor, de forças vivas dos movimentos organizados do Estado e, como tal, oferecem suas respectivas lideranças na construção desse projeto que deve, verdadeiramente, ser abraçado por todos os segmentos econômicos e sociais do Estado.

O caminho está sendo construído e a nossa expectativa segue na direção da ampliação dessas forças políticas, empresariais, econômicas e sociais, para que possamos obter o comprometimento para iniciar a execução do projeto, amplificando, como resultado, todo o potencial que Mato Grosso dispõe a oferecer como solução para ajudar a economia nacional.

Esse, portanto, é um momento relevante e estratégico para Mato Grosso avançar na infraestrutura e gerar as condições que tanto desejamos: competitividade que gera empregos e abre oportunidades para todos.

Wellington Fagundes é senador por Mato Grosso, vice-presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado e presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi)

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Opinião

EDUARDO PÓVOAS – O fim da Piracema

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Esta não seria diferente das outras tantas que já convivemos no passado. Acaba cheia de dúvidas para aqueles que estão “arretados” para mergulhar um anzol, tais como; pescaria do dourado liberada? não, o Governo não liberou a pescaria do dourado.

Há mais de cinco anos que o dourado tornou-se proibitivo de ser embarcado, restou a ele procriar-se de maneira desenfreada, e segundo o homem pantaneiro (este sim vive, sabe e orienta doutores de Nova York, de Paris de Londres), como é que se comporta a bacia pantaneira. Nada nesta bacia com exceção de números de estatística deve ser levado da cidade para lá, e sim obedecer tudo, absolutamente tudo o que nos informa a sabedoria inigualável do pantaneiro.

Vejamos: em conversa com um velho e querido amigo das barracas do Cuiabá abaixo, deixou-me perplexo quando este cidadão começou a falar sobre o nível da água no pantanal, sobre a proliferação desordenada do jacaré e do dourado.

Começou a conversa assim: Eduardo o Manso tem ajudado a acabar com o peixe do pantanal. Perguntei à ele: por que Chico você diz isso? Respondeu-me. Eles soltam a agua que vem rio abaixo o peixe aqui pensa que “Xuva” e desova. Depois fecha a agua. O peixe fica louco sem saber se é “xuva” se desova ou não.

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Respeito a opinião de um técnico, mas respeito mais a de um homem que vive ali há mais de 60 anos.

E foi além: Você tá vendo Eduardo o tanto de dourado tem no rio? Esse peixe tá comendo todos os lambaris, Jejum sardinhas, tudo comida de peixe liso, além da quantidade de jacaré que nem medo da gente tem mais.

Eu presenciei isto ao vivo. Se não acredita de um pulinho entre o Porto Cercado e o Porto Jofre e você vai presenciar cenas que você jamais esquecerá.

Tá na hora ou passando dela, do Governo do Estado liberar a pesca do Dourado, e vou além, junto com a Universidade Federal de Mato Grosso, começar a pensar e um projeto sócio ecológico, com supervisão da Policia Federal, da diminuição da exagerada população de jacarés do pantanal.

Ou daqui a pouco tempo o ser humano passara a ser atacado por ele.

Respeitem a opinião do pantaneiro, único que pode de cátedra dar aula sobre o pantanal.

EDUARDO PÓVOAS- PÓS GRADUADO PELA UFRJ.

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EMANUEL PINHEIRO – Mauro só pensa em desconstruir. Menos irritação e mais trabalho, governador!

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Definitivamente, o governador Mauro Mendes está tendo dificuldade de fazer oposição a uma gestão que tem entregas, apresenta resultados e, por gostar tanto de gente, avança na prioridade aos mais carentes. Na política, a especialidade do Mauro é desconstruir. Só assim ele consegue se afirmar como o salvador, aquela figura antiga que para existir precisava de uma sociedade acéfala e subjugada.

Como já percebeu que a teoria da “terra arrasada” não vai funcionar para desconstruir nossa gestão, ele se desespera. E randomicamente sai testando linhas de ataques ao sabor do seu descontrole e permanente irritação, mas elas sempre se enfraquecem por falta de fundamento. Vale notar que os ataques frequentemente são pessoais, o que não condiz com a estatura de um governador.

Basta pesquisar na internet para ver como os ataques na imprensa à minha pessoa têm sido recorrentes, pessoais e infundados. Mauro já disse que eu era preguiçoso (vejam que nível semântico!), mas viu logo que a estratégia estava errada, pois há um reconhecimento amplo de que nossa gestão é de trabalho recorde, em todas as áreas. Aí abandonou essa estória. Mas na mesma linha, me chamou de mentiroso, para depois se dar conta que a alcunha não iria colar em um prefeito que está entregando muito mais do que prometeu, como se constata em levantamentos feitos pela imprensa.

Às vezes parece aflorar no Mauro um traço até de ciúme juvenil. Feito aquele menino rico e mimado que quer mandar no jogo, mas esquece de combinar com a torcida. Parece incomodá-lo de verdade que um prefeito possa estar indo além do que ele fez como gestor de Cuiabá. Com a perspectiva da inauguração do HMC Mauro ventilou a notícia de que não iria comparecer, por não gostar de inaugurações. Lembram disso? Mas aí a cidadania cuiabana resgatou fotos dele inaugurando até parada de ônibus em posto de gasolina, quando era prefeito. E na inauguração do HMC lá estava o Mauro, sempre irritado, tentando chamar o protagonismo para si, mesmo se tratando de uma obra que deixou incipiente e em estado de abandono. Depois disso, danou-se a inaugurar as obras do Pedro Taques. (Pelo visto essa tal de “reconstrução” é seletiva).

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Recentemente, deu para falar e orientar seus áulicos a propagarem o seguinte: a cidade está quebrada e o próximo mandatário enfrentará o caos. Mais uma bola fora. Cuiabá tem os gastos dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, baixo nível de endividamento, e consegue viabilizar financiamentos porque tem credibilidade e capacidade de pagamento comprovada. Com transparência, licitamos um montante expressivo de recursos nos últimos anos, conseguindo economizar mais de R$ 230 milhões nesses procedimentos.

A diferença da nossa gestão é que fazemos tudo isso valorizando e pagando em dia os servidores, pois eles também movimentam a economia, além de cumprirem a sagrada missão de atender a população. Servidor não é problema; é solução!

As declarações de hoje são mais do mesmo. Ou mais do Mauro. Ele tenta colocar a pecha da corrupção na nossa gestão na base do “se colar colou”, usando suas já manjadas técnicas de desconstrução. E não vai dar certo outra vez. Porque não tem base na verdade nem na percepção dos cuiabanos, que são justos por natureza.

Infelizmente, são declarações irresponsáveis. Merecem tão pouco crédito tais acusações que o Mauro, se fazendo de desentendido, fala da Operação Sangria, criada para investigar um esquema envolvendo licitações e contratos que vieram – pasmem – da própria gestão dele na Prefeitura. Sem nenhuma denúncia até o início de 2017, honrei de boa-fé os compromissos assumidos por ele. Faço essa anotação apenas para ilustrar que com esse mix de sentimentos mal resolvidos do Mauro (irritação, angústia, ciúme, leviandade, raiva) não está dando para levá-lo a sério.

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Ele cita ainda uma operação com a qual não tenho nada que ver e traz a questão da Santa Casa, a mesma que na inauguração do HMC ele disse ser de responsabilidade da iniciativa privada. Aliás, na área da Saúde cheguei a pensar que uma disputa entre Governo e Prefeitura seria benfazeja para a população, mas com o Mauro esse tipo de competição não vira debate, vira bate-boca e isso não traz ganhos para a sociedade.

Por fim, Mauro revela baixa estatura para o cargo de governador ao fazer eco a “conversas de corredores”, as chamadas fofocas. Mais uma vez é preciso dizer: essa postura não combina com a responsabilidade exigida pelo cargo que ocupa. Muito menos com o tamanho histórico de um homem como Dante de Oliveira e tantos outros gigantes que representaram nossa bandeira.

Em bares e corredores, se conversa de tudo, é verdade. Tem gente relatando que o Mauro Mendes foi até um bom prefeito, mas ainda não encontrou a chave para ser um grande governador. São comentários comezinhos, não é por isso que devam se transformar em notícias embasadas em forma de críticas nos noticiários.

Mauro criou para si a imagem do redentor, mas felizmente esse cenário sombrio no qual maneja a desconstrução de seus opositores não serve para a Cuiabá de hoje e do futuro. Meu conselho é que ele trabalhe mais, e com mais alegria, pelo nosso estado. Cuiabá está no caminho certo e com um futuro alvissareiro.

Emanuel Pinheiro é prefeito de Cuiabá

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