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WELLINGTON FAGUNDES – Municípios são energia ao Estado forte

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Cabeça, tronco e membros compõem um corpo só. Cada qual com sua função definida e sua importância. Mas por trás dessa “locomotiva” está a energia, provida pelos nutrientes de nossa vasta alimentação.

Assim é o Estado Brasileiro, composto de inúmeros braços, pernas e mentes, com responsabilidades definidas em nossa Constituição, e com a capacidade de crescer e se desenvolver a cada dia. Mas, assim como o corpo humano, a energia é fundamental. É a base para quaisquer movimentações de sucesso.

Neste domingo, 23 de fevereiro, celebramos o Dia Nacional do Movimento Municipalista, para congratular a todos os pequenos, médios e grandes entes federados por fornecerem o vigor que impulsiona o Brasil a seguir competitivo, a se engrandecer. Municipalista convicto, enxergo que não há como termos qualquer tentativa de desenvolvimento se não partirmos da base. Se não “alimentarmos nosso interior”, onde o povo vive, como costumo dizer em Plenário.

Por isso, me apeguei com unhas e dentes ao projeto de fortalecimento dos municípios do meu Estado, e em 2019 tivemos gratas surpresas em relação ao cuidado com vários dos 141 municípios. Especialmente quanto a garantir investimentos. Aliás, fomos eleitos não somente para fazer leis, mas também para cuidar do interesse de todos, através de obras e melhorias.

Esses recursos, bem como a luta por um Pacto Federativo mais justo (onde o repasse dos recursos da União aos municípios faça jus às suas obrigações), compõem a possibilidade de execução de políticas públicas que beneficiem os setores mais sensíveis de nosso país: saúde, educação e segurança. E, neste sentido, quero dar destaque ao excelente trabalho realizado pela Confederação Nacional dos Municípios, capitaneada pelo meu amigo Glademir Aroldi, e à Associação Mato-Grossense dos Municípios, a AMM, chefiada pelo sempre competente Neurilan Fraga.

Em agosto do ano passado, aliás, cobrei que o mesmo Pacto Federativo seja destinado ao combate às dificuldades financeiras enfrentadas pelas pequenas cidades, já que, atualmente, a distribuição dos recursos não garante o necessário para  que as prefeituras possam atender a população com serviços de qualidade. Afinal, o cidadão paga o imposto, e quer serviços de qualidade em troca.

Em novembro do mesmo ano, defendi mudanças na Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo (PEC 188/19), ao apresentar sugestão para retirar do texto o trecho que prevê a extinção de municípios com menos de cinco mil habitantes. Isso porque acredito que a possibilidade de extinção de municípios é, inclusive, contrária ao objetivo do governo de dar mais atenção ao Brasil e menos a Brasília. E a criação – ao invés da extinção – dos municípios leva serviços essenciais às pessoas que vivem em regiões isoladas. À época, afirmei, categoricamente: “se o peso do custo dos municípios é muito alto, vamos discutir a eficiência das nossas administrações”.

Outro alvo de nossas constantes tratativas junto ao Poder Executivo é a Reforma Tributária – sobre a qual debruçaremos,  deputados, senadores e a sociedade, em uma comissão criada na última quarta-feira (19/2).

Todos sabemos que é necessária a aprovação urgente de um grandioso projeto como esse: a mais importante de todas as reformas, que evitaria situações como a do não pagamento da compensação das transferências das exportações (o FEX). Como também já afirmei, recentemente, tal reforma deve privilegiar, com afinco, o consumo, de forma a permitir que o comércio e a indústria funcionem a pleno, gerando emprego e oportunidades. E também, que facilite a vida de quem quer empreender, diminuindo a burocracia, reduzindo a enorme quantidade de tributos.

Com recursos para que os prefeitos possam trabalhar, oportunidades para o cidadão que quer empreender, teremos um “boom” de desenvolvimento sem precedentes. Isso é estatisticamente comprovado, e é por essa vitória que lutaremos incessantemente.

“Saco vazio não pára em pé”, já dizia a Dona Miné, minha mãe. E para que o município se mantenha de pé, convenhamos, não podemos deixá-los de pires vazio.

Por isso meu apego ao municipalismo e nossa luta diária pelo pacto federativo!

*Wellington Fagundes (PL-MT) é senador por Mato Grosso e vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios

 

 

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Opinião

LÍCIO MALHEIROS – Linha tênue

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A chamada em questão “linha tênue”, expressão usada para indicar a proximidade ou semelhança entre dois conceitos distintos.
É lamentável sob todos os aspectos que tenhamos que voltar a falar sobre um tema maçante, desgastante, porém de importância singular; principalmente, quando alguns meios de comunicação de massa, conduzem esse assunto de forma dirigida, tendenciosa e irresponsável, como, a toda poderosa vem agindo em relação ao mesmo; desde a chegada desse maldito vírus no Brasil, o coronavíus ou (Covid-19).
Sei que muitos me acham: chato, insistente, teimoso e por ai vai, isso não me afeta em nada, pois durante toda a minha vida sempre procurei pautar pela verdade doa a quem doer; sempre trabalhei em sala de aula ganhando uma merreca, dando um duro danado para sustentar  minha família, portanto não preciso ficar rendendo homenagem a minguem, posso até errar por excesso e nunca por falta.
Vamos voltar no tempo, primeiro caso de infecção por coronavírus no Brasil foi confirmado em (26) de fevereiro, após exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, trata-se de um homem de 61 anos que voltou de viagem à região da Lombardia, na Itália, esse homem morador de São Paulo.
Os críticos de plantão irão dizer; isso, todos nós já sabemos, porém um fato foi totalmente esquecido por todos. As autoridades competentes de Saúde Pública de São Paulo, já sabiam dessa pandemia.
Em especial as autoridades paulistas, comandantes da maior metrópole da América Latina, tendo como governado João Doria (PSDB), mesmo sabendo da doença, incentivou o carnaval, uma das manifestações culturais mais conhecidas no mundo.
Agora, esse mesmo governador de estado, vem atacando sistematicamente, excelentíssimo senhor Presidente da República Jair Messias Bolsonaro grande estadista. Exigindo dele, ações e medidas  radicais, no combate ao coronavírus ou (Covid-19).
Se lá atrás, esse magnânimo governador, tivesse adotado  postura diferenciada com relação ao Carnaval, por certo, essa pandemia não teria chegado a níveis alarmantes; atirar pedras é fácil quero ver fazer.
Outro governado de estado, que vem adotando postura diferente a do Presidente, é o magnânimo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que  também sabia da pandemia mundial; e incentivou a realização do  Carnaval.
Hoje, o mesmo vem  cobrando o Presidente da República de forma acintosa, exigindo ações mais efetivas, contra o coronavírus. Só que se esquece de ter sido também, incentivador da realização do  Carnaval, o mesmo,  de forma indireta ajudou à propagação do  vírus no país, nobre governador é fácil ser estilingue.
O tempo passou, o quadro se agravou, os oportunistas de plantão se aproveitando disso, iniciaram as cobranças de forma mais acintosas, obrigando o presidente Jair Bolsonaro, vir a público fazer seu primeiro pronunciamento.
Em sua fala, com o tom de voz que lhe é peculiar, fala dos problemas da doença, e das medidas a ser adotadas; devemos sim, nos preocupar com a letalidade e gravidade da doença, fazendo isolamento, apenas aos idosos e aquelas pessoas, com doenças preexistentes e as de baixa imunidade, em momento algum ele disse, voltem todos ao trabalho.
Uma parte tendenciosa da imprensa televisiva brasileira, encabeçada pela toda poderosa, abriu o canhão de artilharia pesada, assim que o presidente terminou a fala, já dispararam, distorcendo tudo que foi dito pelo presidente, levando às pessoas a dúvida.
Dados estatísticos dão conta, através do último informativo, que o número de mortos pelo coronavírus,  era de 299 e de  contaminados de 7.910 casos confirmados, ambos, poderão aumentar até a publicação do mesmo. É preocupante sim, por isso necessário se faz  cuidados, com higiene, uso do álcool gel, evitar aglomeração e por ai vai.
Agora, parece que esse maldito vírus, fez desaparecer outras doenças infectocontagiosas, que tem grande letalidade também. O coronavírus do ponto de vista de escala de mortalidade, cuja taxa tem   se mantido entre 3% e 4%, este percentual está bem aquém de outras doenças contagiosas, como, tuberculose, em 2018, 10 milhões de pessoas contraiu  no mundo 1,5 milhões morreram; hepatite B e C afetaram 325 milhões de pessoas em todo o mundo, levando a óbito 1,34 milhões  e por ai vai.
Desculpem o texto ter ficado  prolixo, porém  não tem como resumir.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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Opinião

WILSON PIRES – O que foi o saladeiro

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Instalado em 12 de junho de 1922, matadouro público, para abastecimento de carne da população cuiabana, ainda estava nas proximidades da “Boca do Valo”, em condições precárias de instalação e de higiene.

Daí as providências do Intendente Municipal (Designação dada, até pouco depois de 1920, aos chefes do poder executivo municipal, hoje chamados prefeitos), celebrando contrato com a firma Curvo & Irmãos, após a devida autorização da Câmara, removendo o matadouro para a margem direita do rio Cuiabá, no então terceiro distrito (Várzea Grande).

A partir de 1922, entrara a firma Curvo & Irmãos em ação, construindo o saladeiro de material, coberto de zinco, com regular área de boa altura.

Feitos os currais, cercados, instalada a aparelhagem geral, iniciou-se o abate das reses, passando a ser feita a remessa dos quartos de bois para os açougues de Cuiabá, a princípio em pequena lancha, até o porto e, mais tarde em automóvel, diretamente ao açougue.

A firma Curvo & Irmãos compunha-se dos sócios João Barbuíno Curvo (Sinjão Curvo), depois virou um abastado atacadista da praça comercial de Cuiabá, na qual, com seus filhos, organizou a firma J. B. Curvo, todos integrados na lata sociedade da Capital mato-grossense.

Os outros dois sócios desse empreendimento foram  Eugênio Agostinho Curvo e Plácido Flaviano Curvo que foram figuras de projeção dos meios comerciais e sociais de Cuiabá, destacando-se entre os filhos o jovem e educadíssimo, médico Dr. José Curvo.

Quando, em 1928, Sinjão Curvo, um dos dirigentes da firma, desligou-se dela pacificamente, ocupou seu lugar o irmão mais novo, Joaquim Agostinho Curvo, que logo passou para a direção do matadouro. Infelizmente foi o primeiro a desaparecer, na década de 1950, colhido pela fatalidade.

Inaugurado o saladeiro em 1922, não tardou a aparecer a concorrência clandestina de antigos açougueiros, que não contando coma legalização para fornecimento de carne aos açougues de Cuiabá e faltando-lhes, dar condições de higiene nos lugares de abate de reses, abasteciam, assim mesmo os próprios açougues com os quartos de bois, que conduziam em carroças, de Várzea Grande para a Capital.

Durante dois anos, enquanto permaneceu o desentendimento, o saladeiro sujeitou-se à charqueada, distribuindo carne em Cuiabá apenas aos seus açougues, a princípio em número de dois e, mais tarde, de quatro, obrigados que foram à montagem de mais estabelecimentos de distribuição do produto.

Em 1924, os advogados João Vilas Boas e Mário Mota defenderam a firma na justiça, entrando os açougueiros de Várzea Grande num acordo com os irmãos Curvo.

Nessa época já era açougueiro o senhor Generoso Malheiros, único a respeitar os direitos da firma, pois eram velhos amigos dos Curvo.

Recomeça, pois em 1924, a distribuição da carne verde aos açougues cuiabanos, sendo, talvez por isso que o serviço de estatística de Várzea Grande traga registrada a data de inauguração do Saladeiro a 15 de maio de 1924.

Decorreram vinte anos com altos e baixos, ataques de jornais à qualidade e ao atraso na entrega da carne aos açougues, concorrendo com outros abatedores de Várzea Grande e às variações de preço no comércio de gado.

A empresa lutou com dificuldades algumas vezes, fases essas amenizadas com os lucros resultantes da criação de porco e galináceos em regular quantidade, alimentados com os detritos das reses abatidas diariamente.

Pacatos e trabalhadores, os irmãos Curvo passaram a negociar até mesmo os chifres e os cascos das reses, tal a procura vinda mais tarde, e assim lograram vencer metade do prazo do contrato, em modestas condições de prosperidade.

Passados vinte anos, a firma conseguiu a renovação de contrato, mas, poucos anos depois, falecendo o sócio Joaquim Agostinho Curvo, o que conservava relativa mocidade e, portanto quem andava à frente dos negócios do abate das reses, eis que outros dois irmãos, já encanecidos (velhos) naquela luta e que eram mais dos escritórios, resolveram transferir os direitos da firma a Generoso Malheiros e Filho.

Com a inauguração da Sadia em 1977, quando o Saladeiro já não mais existia, sendo demolidos os paredões restantes das instalações que os irmãos Curvos construíram, apagou-se na memória de alguns, na grande Cuiabá, a lembrança dos serviços prestados pelo antigo matadouro, durante cerca de quarenta e cinco anos.

E nem se pode estabelecer confronto entre o moderno, para uma população dez vezes superior nos nossos dias, e o arcaico, que resolvia os problemas de 40 a 50 mil habitantes da Capital mato-grossense do passado.

Cada povo tem a sua época e atual e de renovação, mas para muitos cuiabanos dos velhos tempo ficou o respeito que se deve aos irmãos Curvos e recordações do velho Saladeiro, que eles com sacrifício construíram.

 

LOCALIZAÇÃO DO ANTIGO SALADEIRO

Em 1911, Várzea Grande passou a ser 3º Distrito de Cuiabá e a chácara do Isolamento como era chamado o local lhe pertencia por estar na margem direita do rio. Quatro anos depois, a 17 de novembro de 1915, essa área era reincorporada ao patrimônio do Estado, pelo decreto nº 413, face a dissolução da Sociedade Mato-grossense de Agricultura, com todas as benfeitorias que diga-se de passagem eram pouquíssimas.

Em 1921, pela resolução nº 854 de 7 de novembro, o governo cedeu os direitos de posse desse terreno à municipalidade de Cuiabá e pelo decreto da Intendência da Capital, de nº 592 de 12 de junho de 1922, era ali instalado o Matadouro Modelo dos Irmãos Curvos, que permaneceu no ramo até a década de 50, transferindo o a Firma Malheiros e Filho. Pela Lei já do Município de Várzea Grande, de nº 354 de 19/02/1968, na gestão da Prefeita Sarita Baracat, a referida área foi doada ao Grupo Frivar S/A, com o compromisso de instalar nela um Frigorífico com abate de bovinos e suínos.

Findo o prazo e não tendo sido possível cumprir o ajuste, entrou a Frivar em espécie de convênio com a Sadia Oeste S/A e a partir de 1972, por intermédio do empresário Ingo Klein, iniciaram-se as negociações com o município e contou com a colaboração imediata do prefeito que assumia em 1º de fevereiro de 1973, o jovem Júlio José de Campos. Com a significativa colaboração de Júlio Campos os trabalhos de instalações da Empresa se aceleraram e em 25 de novembro de 1977 foi inaugurado no bairro hoje chamado de Alameda Júlio Muller, que já teve o nome de Estrada do Saladeiro porém, não mais na margem do rio Cuiabá e sim em uma área alguns metros acima, que recebeu um enorme aterro e sobre este erigiram-se grandes depósitos, escritórios e demais instalações.

O casarão do antigo Saladeiro sito na barranca do rio, foi demolido e nada ficou do antigo Porto de Isolamento, senão as lembranças dos sombrios tempos das revoluções em Mato Grosso, ao romper do século.

Wilson Pires de Andrade é jornalista em Mato Grosso

 

 

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