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Política MT

Wellington cobra agilidade da Caixa e BB para renegociar dívidas de estudantes

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Relator do Orçamento do MEC para 2022, senador foi autor do PL que previa a suspensão da cobrança de juros e multas dos alunos inadimplentes

O Governo Federal editou no final do ano passado uma Medida Provisória que assegurava aos estudantes inadimplentes junto ao Fundo de Financiamento Estudantil, o FIES, renegociar suas dívidas, mas, até o momento, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil não operacionalizaram a decisão. Diante das queixas recebidas de pais e alunos, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) cobrou agilidade dos dirigentes das duas instituições financeiras.

Em ofício ao presidente da CEF, Pedro Guimarães, e da Caixa, Fausto Ribeiro, o senador mato-grossense – que foi relator do Orçamento da Educação para 2022 –  pediu que fosse colocada imediatamente em prática a MP 1090/21, e adotadas medidas no sentido de superar eventuais óbices para que seja iniciada a renegociação. Com isso – ele disse – “será possível reafirmar o permanente compromisso dessas instituições com o desenvolvimento econômico e o progresso social do País”.

Fagundes foi o autor do projeto de lei que previa a suspensão até o fim de 2022 da cobrança de juros e multas dos inadimplentes com o Fies. “Desde o início da pandemia, a situação desses estudantes me causou profunda preocupação” – ele enfatizou. Ele lembrou que a publicação da MP foi comemorada como um alento para milhares de universitários brasileiros, afetados pelos graves deslocamentos socioeconômicos decorrentes da pandemia da Covid-19.

Segundo o senador, algo em torno de 1 milhão de estudantes ficaram impedidos de honrar seus compromissos financeiros com o Fundo. Levantamentos indicam que esses estudantes possuem contratos no valor total de R$ 35 bilhões.  As novas regras para renegociação valem para 2,6 milhões de contratos ativos do Fies, abertos até 2017, com saldo devedor de R$ 82,6 bilhões. Desse total, 48,8% estão inadimplentes há mais de 360 dias.

A MP permite abatimento de até 86,5% nas dívidas dos estudantes. O desconto pode aumentar para 92% caso o devedor esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).  Os alunos com débitos vencidos e não pagos há mais de 90 dias na data da publicação da medida podem ter desconto de 12% no pagamento à vista, ou parcelar o débito em 150 meses, com perdão dos juros e das multas.

Como relator do Orçamento da Educação, Wellington promoveu articulações junto ao MEC visando à edição da MP 1090, dadas a relevância e a urgência que o tema requer, convicto de que a retomada da Educação é fundamental para o período pós-pandêmico.  “Levamos essa situação ao ministro Milton Ribeiro e, diante do desfecho, esperamos que ocorra com agilidade essa renegociação para que os estudantes não sejam prejudicados no retorno do ano letivo” – frisou.

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Prefeito de Várzea Grande defende liberação da obra do BRT: “População quer solução”

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Kalil Baracat afirmou que várzea-grandenses não podem ficar mais tempo esperando pelo modal

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, defendeu a liberação das obras para a implantação do BRT na região metropolitana, que foram suspensas por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) – a pedido da Prefeitura de Cuiabá.

Durante evento do aniversário de Várzea Grande, na segunda-feira (16.05), o gestor afirmou que os várzea-grandenses não podem esperar ainda mais por uma solução de mobilidade urbana que já deveria ter sido entregue na Copa do Mundo de 2014.

“Várzea Grande foi muito prejudicada e a população quer uma solução para esse imbróglio. Não podemos esperar mais”, afirmou.

Kalil defendeu que o Governo do Estado recorra da decisão do TCU (o que já está sendo feito), já que todos os trâmites legais foram cumpridos e basta dar a ordem de serviço para que o modal comece a ser construído.

“Cuiabá não teve a obra, pois fecharam onde ia passar o trilho, e a cidade continuou normalmente. Várzea Grande não, porque já tem parte concluída. A cidade de Várzea Grande é obrigada a pagar essa fatura alta? Não concordo”, disparou.

Junto com o governador Mauro Mendes e outras autoridades, Kalil Baracat também esteve em Brasília na última semana para buscar a liberação das obras do BRT.

Estudos subsidiam BRT

A decisão de substituir o VLT pelo BRT foi tomada pelo governador Mauro Mendes após a conclusão de estudos técnicos do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Os estudos concluíram que o VLT seria insustentável, custaria muito mais que o BRT, demoraria até seis anos para ser concluído e contaria com uma tarifa superior a R$ 5, além de todos os problemas jurídicos envolvidos na obra.

Já o BRT, conforme a análise técnica, custaria metade do preço do VLT, pode ficar pronto em até dois anos após o início das obras, terá tarifa pouco acima de R$ 3, é não-poluente pelo uso de baterias recarregáveis e oferece maior flexibilidade para expansão de rotas, beneficiando milhares de usuários a mais.

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Projeto de senador de MT prevê uso de R$ 60 bilhões para reduzir contas de luz

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O senador Fábio Garcia (União Brasil) vai apresentar um projeto de lei (PL) que estabeleça regras claras sobre a devolução do crédito tributário hoje em poder das distribuidoras de energia. O crédito estimado em R$ 60 bilhões pertence aos consumidores, conforme reconheceu o Supremo Tribunal Federal, e pode ser usado para reduzir o recente reajuste de 22,5% nas contas dos consumidores mato-grossenses.

O senador também solicitou revisões tarifárias extraordinárias, por estado, com objetivos específicos de aproveitar a máxima capacidade de compensação de crédito das distribuidoras para baixar o preço da energia elétrica. No caso de Mato Grosso, o reajuste poderia ser significativamente reduzido com a compensação integral dos créditos tributários estimados em R$ 1,2 bi.

Autor do requerimento para a audiência pública sobre energia elétrica, que ocorreu nesta terça-feira (17) na Comissão de Infraestrutura do Senado, o senador disse que atuará na linha de frente pela aprovação rápida deste projeto, que na verdade interessa ao conjunto dos consumidores brasileiros.

“Com base nas informações obtidas durante a audiência no Senado, vou apresentar um projeto de lei para normatizar esta devolução, regularizando esta situação o mais rapidamente possível. Estou trabalhando para que o cidadão receba de volta através da redução dos reajustes, o valor desse imposto que ele pagou a mais, de forma indevida, durante muito tempo”, assegurou o senador.

Durante a audiência, o senador defendeu o levantamento dos créditos tarifários já disponíveis, pagos pelo consumidor, e da capacidade das distribuidoras de compensarem esses créditos existentes dentro do ciclo tarifário. O parlamentar também disse que, acertada a distribuição desses créditos, a Aneel deveria incorporar essa perspectiva imediatamente, já na revisão tarifária, de forma a compensar os valores pagos a mais pelo consumidor.

A audiência promovida por Garcia, reuniu representantes do Ministério das Minas e Energia, Aneel, Receita Federal, representantes das companhias de energia, de entidades de defesa do consumidor e especialistas de diferentes setores. O centro das discussões foi o alto custo da energia elétrica brasileira e estratégias para a devolução dos R$ 60 bilhões de créditos tributários gerados pelo pagamento indevido, pelo consumidor brasileiro, do PIS/Cofins na base do ICMS, por um período de pelo menos quatro anos.

“Não há dúvidas de que esses valores devem ser retornados ao cidadão, que efetivamente pagou a mais por algo que não deveria, por anos, e não às distribuidoras ou a outros atores deste processo. Acredito que isso já esteja pacificado aqui, nesta reunião. Afinal, foi o cidadão quem pagou, em sua conta de energia, uma tributação indevida por tanto tempo”, afirmou o parlamentar de Mato Grosso.

Para o senador, o principal objetivo da audiência pública foi dar um direcionamento para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que o órgão efetive a devolução dos recursos pagos pelo consumidor, reduzindo as tarifas atuais.

“O que fizemos, nesta produtiva audiência, foi dar um direcionamento a Aneel para que ela, de fato, em toda ou qualquer revisão tarifária, utilize a máxima capacidade de compensação do crédito em poder das distribuidoras, incluindo não só os tributos já compensados e não repassados ao consumidor, como a projeção tarifária dos tributos que a agência será capaz de compensar”, esclareceu.

Segundo dados oficiais, o valor dos créditos tributários gerados por conta do pagamento indevido de taxas gira em torno de R$ 60 bilhões, sendo que R$ 48 bilhões já estão habilitados para a devolução, mas até agora somente R$ 13 bilhões foram transferidos. Segundo a Aneel, está sendo realizada uma consulta pública para saber, das distribuidoras de energia, qual a melhor maneira de efetivar essa devolução, prevalecendo, por enquanto, o retorno integral do valor.

“Sobre essa questão da devolução dos créditos, as distribuidoras deveriam usar o ‘caixa’ que conseguiram acumular ao longo dos anos, principalmente pela alta da inflação, e antecipar a compensação desse crédito ao consumidor, mediante, quem sabe, uma compensação por parte da Aneel ou do Governo federal”, sugeriu Fábio Garcia.

Participaram da audiência representantes do Ministério de Minas e Energia; da Aneel; da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE); da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace); da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e da Receita Federal.

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