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Política MT

Wellaton participa de audiência pública no Senado que debate concessão da BR-163

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O ex-vereador de Cuiabá usou a fala no Senado Federal e chamou atenção para o faturamento da Rota do Oeste com os pedágios e sobre os prazos para uma solução para população

O ex-vereador de Cuiabá e pré-candidato a deputado federal, Felipe Wellaton (Republicanos) participou, nesta terça-feira (14), da audiência pública que debateu o processo de concessão da BR-163, no Senado Federal, em Brasília.

Wellaton usou a fala durante a audiência pública no Senado Federal e cobrou o presidente da concessionária Rota do Oeste, Júlio Perdigão sobre o faturamento dos pedágios e sobre um prazo para resolver a situação para população.

“Escutei com muita clareza, o Júlio Perdigão falou dos investimentos, mas quero falar também dos prejuízos, são oito anos de contrato e duplicação apenas 27% e quando trazemos o número de mortes, estamos falando de seis mortes por mês. São vidas”, disse Wellaton durante a audiência.

Na audiência, esclareceram sobre a situação atual da BR-163, o representante da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres, Anderson Bellas, o diretor-presidente da concessionária Rota do Oeste, Júlio Perdigão, o superintendente de Infraestrutura Rodoviária da ANTT, Roger da Silva Pêgas, o gerente de estruturação de projetos da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Santi Ferri entre outras autoridades e representantes de Mato Grosso.

O empresário e pré-candidato a deputado estadual, Hugo Garcia também acompanhou Wellaton na audiência. “Estou aqui na audiência também representando os caminhoneiros que não podem parar, falo pelas vítimas da BR-163 e também falo por toda população mato-grossense. Carrego a bandeira de Mato Grosso no peito, esse é o terceiro maior território do Brasil, precisamos de logística para a duplicação e para as ferrovias. Mas, uma coisa que chamo atenção, as ferrovias levam produtos e grãos, agora a duplicação leva vidas, leva ambulância”, acrescentou o ex-vereador de Cuiabá.

Ainda usando a fala no Senado Federal, Wellaton destacou que 48% dos acidentes na rodovia são de veículos baixos e caminhonetes. O ex-vereador lembrou que lançou no último dia 26, um abaixo-assinado pedindo o fim da concessão da Rota do Oeste na BR-163. Wellaton percorre com frequência a rodovia e conversa com o setor de infraestrutura de Mato Grosso, assim como os caminhoneiros que vivem essa realidade recebendo as demandas dessa população.

O objetivo do abaixo-assinado é sensibilizar o presidente Jair Bolsonaro (PL) para o fim do contrato de concessão.

Por fim, Wellaton chamou a atenção e fez um questionamento sobre prazos. O gerente de estruturação de projetos da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Santi Ferri disse que levará um ano para pesquisa e remodelagem da BR-163 para então ter uma nova licitação. Já o presidente da concessionária Rota do Oeste falou que para ter um ajuste do contrato e uma celebração de termo aditivo vai levar dois anos. “São pelo menos três anos para ser discutido uma solução e as vidas não esperam. Sou usuário da Rota do Oeste e todo dia que passo vejo acidentes. A cada 100km é 41 acidentes. Por isso, precisamos de prazos, a população mato-grossense quer resultado. O Sindicato das Empresas de Transporte e Cargas no Estado de MT (SINDMAT) e a Associação das Empresa do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC) me cobraram um prazo para solução. É isso que precisamos saber”, finalizou Felipe Wellaton.

O abaixo-assinado segue disponível em uma página criada exclusivamente para recolher as assinaturas: www.arodoviaquemaismata.com.br.

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Emanuel diz que governo anunciou investimentos de asfaltamento de bairros na correria e penaliza Cuiabá

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Prefeito diz que questão pessoa do governador com ele prejudicou o município [Foto -Luiz Alves]

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou à imprensa nesta segunda-feira (4), em agenda na Praça Alencastro, que o Governo do Estado não “aplicou um centavo em Cuiabá” nos últimos quatro anos e classificou o anúncio de asfaltamento de 11 bairros na Capital, feito pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), na semana passada, como uma “encenação, jogo para inglês ver”.

“O governo não aplicou um centavo em Cuiabá. E essa correria louca que fizeram agora, só que com o Estado inteiro, foi para poder tentar cumprir o limite do período eleitoral. Por ser um ano de eleições gerais tinha que ser feito só até sexta-feira. Portanto, o que não se fez em três anos e meio por Cuiabá, tentaram fazer a encenação, o jogo para inglês ver”, declarou o prefeito cuiabano.

Conforme Emanuel Pinheiro, “assinar contratos, processos licitatórios, colocar placas, a população vai ver que isso é um mero joguete eleitoral para tentar angariar votos, que não foi possível angariar com um trabalho mais efetivo por Cuiabá no período de três anos e meio”.

Para o prefeito da Capital, “Isso é uma armadilha que não se sustenta. O governo discriminou Cuiabá, o governo não quis passar recursos para Cuiabá, não trabalha por Cuiabá porque ele trabalha com ódio, ele tem problema político com o prefeito e ele penaliza a cidade, a sociedade, algo que eu jamais faria”, afirmou.

“Eu tenho problemas políticos com vários presidentes de bairros, e nem por isso eu prejudico a população. Comunidades onde os presidentes são meus adversários ferrenhos têm recebido asfalto com drenagem, meio-fio e calçada, têm recebido creches, escolas, saneamento básico, tem todo respeito e atenção do prefeito Emanuel Pinheiro”.

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TCE-MT aprova soluções que devem acelerar pavimentação da BR-174/MT-170

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) aprovou em sede de mesa técnica a proposta de soluções para a manutenção e continuidade dos contratos firmados para a pavimentação da rodovia BR-174. As soluções técnico-jurídicas foram apresentadas em reunião nesta segunda-feira (4) e resultam de estudos técnicos iniciados no mês de abril em mesa técnica que contou com representantes do órgão de controle externo, da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Após a aprovação dos estudos elaborados pelo Governo do Estado, com apoio da Secretaria de Normas e Jurisprudência (SNJur) e da Secretaria de Controle Externo de Obras e Infraestrutura da Corte de Contas, os projetos da obra poderão ser retomados objetivando a conclusão de pavimentação da rodovia recém estadualizada de forma mais célere e econômica.

De acordo com o presidente da Comissão Permanente de Normas e Jurisprudência (CPNjur), conselheiro Valter Albano, as propostas decorrem de estudo técnico apresentado pelo Governo, que mostram as questões enfrentadas após a estadualização da via, de responsabilidade do Governo Federal até junho de 2022.

Falou ainda sobre a importância da mesa técnica, que reúne assuntos técnicos e jurídicos que precisam ser analisados, neste caso, por parte de técnicos do Governo, do TCE-MT, e do Ministério Público de Contas (MPC). Os estudos sob relatoria do conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, foram aprovados por unanimidade e seguirão para homologação do Plenário do TCE-MT.

Neste contexto, Valter Albano chama a atenção para o consenso. “Buscamos um consenso sobre o que é legal, sobre qual é a melhor técnica, a melhor solução para aquele problema. Isso ocorreu aqui hoje. É um avanço extraordinário no processo de consolidação da democracia no setor público”, disse.

Vale destacar que a BR 174, também conhecida por Manaus–Boa Vista, interliga Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Roraima e serve como importante rota de escoamento da produção da região noroeste do estado.

Diante disso, o titular da Sinfra, Marcelo de Oliveira e Silva, agradeceu o modo como o Tribunal conduziu a pauta. “Esta é uma demonstração inequívoca de uma nova visão daquilo que realmente vem ao encontro da atividade pública que é encontrar soluções e não trazer complicações e problemas.”

Na ocasião, o procurador-geral do MPC, Alisson Carvalho de Alencar, pontuou que os melhores técnicos das instituições foram reunidos para debater o assunto. Para ele, a solução encontrada viabiliza a realização da pavimentação em um período de tempo mais curto.

“Todos buscaram soluções para destravar esse empreendimento importantíssimo para o estado, que vai beneficiar diretamente a população que vive na região norte. Isso, vai trazer mais envolvimento e propiciar a circulação de bens e de pessoas”, concluiu.

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