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VW Santana: luxo e esportividade ao “carro do povo”

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VW Santana foi fabricado até 2006 contabilizando o montante de 548.494 carros desde o início de sua produção, em 1984
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VW Santana foi fabricado até 2006 contabilizando o montante de 548.494 carros desde o início de sua produção, em 1984

O nome Santana significa vento forte, quente e seco, que sopra nas montanhas Santa-Ana, no sudoeste da Califórnia, proveniente do litoral. A VW o classifica como um produto “top” de linha, moderno, luxuoso e confortável. Mas o carro de luxo da VW é muito mais antigo do que se imagina. Sua origem remonta na Alemanha, em novembro de 1980 e teve como base a segunda geração do Audi 80 , lançado um ano antes.

Na fábrica situada em Emden, na Alemanha, saíram as primeiras unidades, produzidas inicialmente na versão de dois volumes, de três e cinco portas (Passat) e logo depois veio a de três volumes (Santana). Nas opções de motores estavam: 1.3 de 61 cv, 1.6 de 75 cv, 1.8 de 91 cv, 1.6 Turbo-Diesel de 71 cv além da versão 1.9 de cinco cilindros . Uma versão perua (Variant) também chegou a ser oferecida na Europa.

Para os apreciadores de carros esportivos, em 1984 a VW preparou a versão GT do Passat. O modelo era equipado com o motor 1.8 com injeção eletrônica Bosch K-Jetronic e alcançava uma velocidade final de bons 197 km/h. Na aceleração, o modelo também agradou em cheio, acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 9,5 segundos.

Seu estilo era inconfundível e contava com spoilers, bancos Recaro e rodas aro 13 com pneus 185/70. No mesmo ano surgia a versão Carat, equipada com o motor 2.0 de cinco cilindros e alguns acessórios que a diferenciavam das outras.

VW Santana foi lançado no Brasil em 1984 nas versões CS, CG e a topo de linha CD (foto).
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VW Santana foi lançado no Brasil em 1984 nas versões CS, CG e a topo de linha CD (foto).

Sua estreia no mercado brasileiro aconteceu em junho de 1984 com a missão de ocupar o lugar do Passat , modelo que não tinha o mesmo luxo dos Ford Del Rey, Chevrolet Opala e Chevrolet Monza.

O Santana era inspirado no Passat alemão de segunda geração e uma das características mais marcantes do modelo era a traseira alta. Imponente, impunha respeito com seus 4.527 mm de comprimento, 1.695 mm de largura e 1.402 mm de altura. O espaço interno era outro dos pontos fortes do modelo, graças ao espaço de entre-eixos de 2.550 mm.

No Brasil, as versões se limitavam apenas em três opções: CS (Comfort Silver), CG (Comfort Gold) e CD (Comfort Diamond), todas oferecidas com duas ou quatro portas. Quanto à motorização, as três opções dispunham do mesmo motor 1,8 litro com carburador de corpo duplo e potência de 92,4 cv (álcool), acoplado a um câmbio de quatro (CS e CG) ou cinco marchas (CD).

O Santana era oferecido nas configurações com duas e quatro portas.
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O Santana era oferecido nas configurações com duas e quatro portas.

O novo produto da VW deveria ser bem melhor que o nosso Passat e também mais completo, já que se enquadraria no iminente mercado de carros de luxo da marca. Trazia de série regulagem de altura para o banco do motorista, vidros elétricos, antena elétrica e direção hidráulica progressiva, toca-fitas Bosch e ar-condicionado, sendo estes três últimos, oferecidos como opcional na CD. Como convinha a um carro requintado da VW, as opções de cores e acabamento eram clássicas e sóbrias.

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A perua Santana Quantum  - a mesma Passat Variant dos europeus – podia levar até 796 litros em seu porta-malas (até o teto)
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A perua Santana Quantum – a mesma Passat Variant dos europeus – podia levar até 796 litros em seu porta-malas (até o teto)

Em setembro de 1985, era lançada a perua Santana Quantum com as mesmas versões de acabamento e opcionais do sedã. O nome Quantum vinha do latim e significa quantidade, volume e isso a VW acertou em cheio! 

A “Station Wagon” brasileira – a mesma Passat Variant dos europeus – podia comportar até 796 litros em seu porta-malas (até o teto).

Coube a ela também inaugurar o segmento de peruas de luxo no Brasil e até então a única fabricada em série a oferecer quatro portas. A última foi a Simca Jangada que deixou de ser fabricada em 1967, já que a Veraneio se encaixava em outra categoria.

Logo depois de três anos após o lançamento, a família Santana/Quantum era renovada ganhando pára-choques mais envolventes e de plástico injetado de polipropileno. As versões passavam a ser: C, CL, GL e GLS. A C era a mais simples e contava somente com câmbio de quatro marchas e motor a álcool, sem nenhum opcional.

Esta versão “pé-de-boi” foi uma estratégia da VW em burlar o congelamento de preços do Plano Cruzado numa alternativa de oferecer um produto mais simples pelo preço antigo. A estratégia apesar de ter dado certo, teve poucas unidades, a maioria delas vendidas à frotistas.

Painel era sutilmente modificado junto à reestilização da linha 1987 que permaneceu até o fim da segunda geração no Brasil
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Painel era sutilmente modificado junto à reestilização da linha 1987 que permaneceu até o fim da segunda geração no Brasil

Outra mudança na linha 1987 estava na caixa de marchas PS para a caixa PV, cujas relações eram mais curtas, o que propiciava melhor retomada em relação a antiga; por outro lado trazia como ponto negativo nível de ruído e consumo elevados. Na parte interna, novos revestimentos de bancos e volante também faziam parte da novidade da família Santana/Quantum.

Em 1989 chegou a opção do motor 2.0 (2000), opcional para a CL. Rendia 112 cv e 17,5 kgfm (álcool)
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Em 1989 chegou a opção do motor 2.0 (2000), opcional para a CL. Rendia 112 cv e 17,5 kgfm (álcool)

Em 1989 chegou a opção do motor de 2,0 litros que a marca batizou como 2000. Servido opcionalmente na versão CL, o motor AP 2000 trazia mais 18 cv de potência e mais 2,1 kgfm de torque (versão a álcool). Com 112 cv de potência e 17,5 kgfm de torque, conseguia atingir a velocidade máxima de 187 km/h e uma excelente retomada.

A versão perua Quantum também recebia o motor 2.0 e oferecido como opcional para a versão mais simples CL
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A versão perua Quantum também recebia o motor 2.0 e oferecido como opcional para a versão mais simples CL

Assim como o sedã, a linha 1989 da versão familiar Quantum também recebia as mesmas opções de acabamento e motorização como a oferta do motor 2.0 de série para a intermediária GL e topo de linha GLS. Na mais simples CL, oferecida de série com motor 1.8, quem quisesse o motor 2000, precisava encomendar à montadora.

Para o ano seguinte, o Santana ganhava “roupagem de gala” com a versão Executivo ou EX , oferecido nas exclusivas cores azul astral, vermelho monarca e preto ônix. Mas o destaque mesmo ficava por conta dos 121 cv, graças à adoção da injeção multiponto analógica Bosch LE-Jetronic. Por fora, o enorme aerofólio com luz-de-freio embutida e as belas rodas BBS raiadas de aro 14 eram o destaque da EX. O visual elegante era complementado pela grade exclusiva, lanternas fumê, antena de teto, novos frisos, para-choques pintados, entre outros pequenos detalhes.

O ano estrearia também a série especial Sport . Baseada na versão intermediária GL , para fazer jus ao nome, vinha nas cores que remetem esportividade como a branca, preta e vermelha, todas sólidas. Além da pintura, as rodas recebiam acabamento diferenciado, bem como grade, lanternas, retrovisores, ponteira de escapamento e para-brisa com degradê e adesivos Sport nas laterais e na traseira. Por dentro, o acabamento também era exclusivo com bancos Recaro. Na lista de acessórios, o único opcional era o ar-condicionado.

Para 1991, a linha ganhava frente em formato em cunha, como o modelo europeu e a traseira estava mais harmoniosa
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Para 1991, a linha ganhava frente em formato em cunha, como o modelo europeu e a traseira estava mais harmoniosa

O ano de 1991 ficaria marcado com a reestilização do Santana . Exceto as portas e a mecânica, todo o resto do conjunto mudava. A frente tinha formato em cunha como o modelo europeu e a traseira estava mais harmoniosa. A única queixa era o quebra-vento que muitos consideravam arcaico.

No ano seguinte, o Santana ganhava catalisador de série em todas as versões atendendo as normas do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve, além de se tornar o primeiro carro nacional a ser oferecido o sistema de freios antitravamento ABS.

Junto a isso, a Quantum chegava em março de 1992 acompanhando as mudanças do Santana como, por exemplo a mesma frente em cunha. A mudança ficava restrita à parte traseira que era arredondada acompanhando o restante do conjunto. Ficou mais harmoniosa e espaçosa em relação à geração anterior; agora media 4,63 cm de comprimento (9 cm a mais), 1,70 cm de largura (1,69 do modelo anterior), 1,44 cm de altura (1,43 cm) e 2,54 cm de entre-eixos (1 cm a mais) o que aumentava ligeiramente o espaço interno. A maior diferença ficava por conta do porta-malas com bons 470 litros , ante os 394 litros da Quantum mais antiga.

Em 1998 a Quantum sofria a sua última remodelação estética até chegar ao fim de sua produção, em 2001
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Em 1998 a Quantum sofria a sua última remodelação estética até chegar ao fim de sua produção, em 2001

A Quantum receberia junto ao Santana a última mudança em 1998, mas era só uma leve reestilização para tentar dar uma sobrevida a um projeto veterano que tinha origem no início dos anos 1980. Grade e farois ganhavam contornos mais arredondados e para-choques estavam mais proeminentes. A lateral pouco mudava, com destaque apenas para a ausência dos antiquados quebra-ventos. Internamente, novo painel e revestimentos dos bancos completavam a linha 1998 da família Santana/Quantum. 

No entanto, em 2001, a Quantum se despedia da linha de montagem como a última perua do segmento considerado grande no Brasil. A Ford Royale , que era a irmã gêmea da perua da VW, feita também pela Autolatina , havia encerrado a produção bem antes, em 1996.

O último Santana foi fabricado em 2006. Era o fim de uma história do carro de luxo da VW.
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O último Santana foi fabricado em 2006. Era o fim de uma história do carro de luxo da VW.

Sua última atualização ocorreu em 1998 e foi até o maio de 2006 sem grandes mudanças contabilizando o montante de 548.494 unidades  desde o início de sua produção, em junho de 1984.

Fonte: IG CARROS

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Honda Biz da linha 2022 ganha cores e atualizações estéticas

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Honda Biz 125 e Biz 110i 2022 ganha atualizações estéticas e novas cores entre as principais mudanças
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Honda Biz 125 e Biz 110i 2022 ganha atualizações estéticas e novas cores entre as principais mudanças

A Honda lança a linha 2022 de suas motocicletas Biz 125 e Biz 110i, modelos que tem como origem o modelo C100 Dream, feita de 1992 até 1997 e que representou no mercado nacional as pioneiras CUB – Category Upper Basic, em produção desde o final dos anos 1950.

Em produção desde 1998, a Honda Biz já conta com 4 milhões de unidades produzidas em 23 anos consecutivos e para o ano de 2022 chega com novos grafismos e cores.

Para a Biz 125 serão duas as novas cores: a bicolor branca e azul, e a vermelha, de nova tonalidade. Permanecem as cores branco perolizado e marrom perolizado. Na Biz 110i as novas cores são o vermelho e prata metálico, sendo mantida a branca.

Na parte da motorização, enquanto a Biz 125 conta com um monocilindro OHC arrefecido a ar de 124,9 cc de 9,2 cv de potência e 1,04 kgfm de torque que pode ser abastecida tanto com gasolina quanto etanol em proporções variadas.

Já na Biz 110i o motor é o mesmo, mas só pode ser usado com gasolina. De acordo com a marca, tem 8,33 cv e 0,89 kgfm de torque . Ambos os modelos vêm com câmbio semiautomático, que dispensa o acionamento de embreagem.

Esteticamente, a principal diferença entre elas está no tipo de rodas e sistema de frenagem. Na Biz 125 as rodas são de liga leve (17 polegadas na dianteira e 14 polegadas na traseira) e a frenagem CBS – Combined Brake System – atua em disco na dianteira e tambor na traseira. Já a Biz 110i usa rodas raiadas, com freios a tambor também dotados de CBS.

Disponíveis na rede de concessionários Honda a partir de outubro, as Honda Biz 125 e Biz 110i modelo 2022 tem preço público sugerido base Distrito Federal, que não inclui despesas com frete ou seguro de R$ 11.590 (Honda Biz 125) e R$ 9.260 (Honda Biz 110i).

Fonte: IG CARROS

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VW Taos Comfortline: versão mais em conta do SUV vale a pena?

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VW Taos Comfortline: rodas são de aro 18 polegadas como na versão Highline, mas sem acabamento diamantado
VW Taos Comfortline

VW Taos Comfortline: rodas são de aro 18 polegadas como na versão Highline, mas sem acabamento diamantado

A VW demorou para entrar na briga entre os SUVs e, agora, procura tirar o atraso. Umas das novidades que passa a oferecer no Brasil é a versão Comfortine do Taos (R$ 159.785), que é R$ 27.500 mais em conta que a topo de linha Highline (R$ 187.285).

As principais diferenças entre ambos estão apenas na ausência de alguns itens mais sofisticados e em alguns detalhes estéticos, como as rodas sem acabamento diamantado e o filete de led na grade frontal.

A bordo do VW Taos Comfortline você ainda terá um bom pacote de equipamentos que inclui volante multifuncional revestido de couro com hastes para trocas sequenciais do câmbio automático de seis marchas, multimídia VW Play com tela de 10 polegadas e espelhamento sem fio, controles eletrônicos de estabilidade e tração, carregador de celular por indução e painel digital com tela de 8″.

Mas ficará sem o cluster configurável de 10,25″ ( o que significa que não terá muitas escolhas de como deseja que fique o contagiros e o velocímetro). Além disso, vai precisar ficar mais atento no trânsito sem o alerta de ponto cego . E o controlador de velocidade (“piloto automático”) não será adaptativo, ou seja, sem a função de manter o carro a uma distância do que segue a frente.

E daí? Bem, se é essa sua reação, vamos em frente. Melhor economizar a diferença em relação ao Taos topo de linha, até porque o conjunto mecânico é o mesmo.

Porém, é bom saber que, mesmo mais em conta que o Highline, o Taos Conforline custa mais que a versão básica do seu principal concorrente, o Jeep Compass . Estamos falando do Sport 1.3 turboflex, que tem preço sugerido de R$ 151.181 e vem com motor de 185 cv e uma lista de itens de série bem recheada com multiídia de 8,4 polegadas, câmera de ré, sensor de chuva, freio de estacionamento eletrônico, entre outros.

No Taos o motor é o bem conhecido 1.4 turboflex, de 150 cv e 25,5 kgfm a 1.500 rpm, números que são apenas razoáveis para conseguir alguma agilidade, com uma relação entre peso e potência de 9,5 kg/cv (ante 8,1 kg/cv do Compass).

O câmbio automático de seis marchas Aisin também não ajuda muito a dar fôlego ao SUV, sendo mais voltado à economizar combustível e a manter a conforto, com relações longas.

VW Taos Comfortline tem interior espaçoso e algumas diferenças em relação ao topo de linha, como o cluster
VW Taos Comfortline

VW Taos Comfortline tem interior espaçoso e algumas diferenças em relação ao topo de linha, como o cluster

De fato, não há do que reclamar do silêncio a bordo do VW Taos Comforline , que conta com bom isolamento acústico e um rodar confortável, mesmo com rodas de aro 18 montadas em pneus 215/55R. O volante e a alavanca de câmbio são iguais aos do compacto T-Cross , o que é um fator que pode ser interpretado como uma maneira de reduzir custos.

Mas no caso do VW Taos ,  existem outros itens exclusivos, como o painel, o desenho dos bancos e as laterais das portas. Além disso, o espaço interno é maior, não apenas que no T-Cross , mas também na comparação com os principais rivais.

A distância entre-eixos de 2,68 metros do VW é mais larga que a do Jeep Compass e do Toyota Corolla Cross (2,64 m em ambos). Significativa mesmo é a diferença de volume no porta-malas do VW, de 498 litros, ante 440 l do Corolla Cross e 410 do Compass.

Se o Taos não é um estouro ao acelerar, por outro lado, acaba sendo um SUV médio econômico . Conforme dados do Inmetro consegue fazer 7 km/l na etanol na cidade e 9 km/l na estrada, números que passam para 10,2 km/l e 12,5 km/l com gasolina, respectivamente.

O que complica mais a vida do VW Taos na briga com o Jeep Compass é a autonomia , também segundo o Inmetro. Na cidade, com gasolina, o primeiro pode rodar 520 km, ante 612 km do rival. E na estrada, o VW anda 638 km com tanque de 47 litros e o Jeep 702 km com o de 60 l. Com etanol, a vantagem do Compass continua, com 432 km na cidade e 498 na estrada, ante 357 km e 459 do Taos.

Conclusão

Se você quer um SUV médio espaçoso e não faz questão de itens muito sofisticados, o VW Taos é uma boa pedida. Além do espaço interno também entre os destaques a economia de combustível. Mas não espere um desempenho de tirar o fôlego.

Na comparação com a versão topo de linha, a mais em conta Comfortline também não conta com detalhes estéticos que não fazem tanta falta, como as rodas de acabamento diamantado e o filete de led na grade frontal.

Ficha técnica Motor: 1.4, quatro cilindros, turboflex Potência: 150 cv a 5.000 rpm Torque: 25,5 kgfm a 1.500 rpm Transmissão: Automático, 6 marchas, tração dianteira Suspensão:Independente (dianteira) e multibraço na traseira Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira Pneus: 215/55 R18 Dimensões: 4,46 m (comprimento) / 1,84 m (largura) / 1,63 m (altura), 2,68 m (entre-eixos) Tanque : 51 litros Porta-malas: 498 litros Consumo: 10,2 km/l (cidade) /12,5 km/l (estrada) com gasolina 0 a 100 km/h: 9,3 segundos Vel. Max: 194 km

Fonte: IG CARROS

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