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Economia

Votação da reforma administrativa é adiada para a próxima terça-feira (21)

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Votação da reforma administrativa é adiada
Marcelo Camargo/ABr

Votação da reforma administrativa é adiada

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa para a próxima terça-feira (21). O texto, que defende a mudança da relação de trabalho entre a União e os servidores públicos, ainda é alvo de críticas por parte de congressistas. 

As alterações feitas pelo relator da PEC, deputado Arthur Maia (DEM-BA), deixaram o clima desfavorável para a aprovação do projeto na Casa. Na última quarta-feira (15), ele afirmou que estava negociando mudanças em seu relatório com deputados da oposição, da bancada da segurança pública e senadores, discutidas na comissão especial. 

Entre os pontos mais criticados pelos parlamentares contrários à reforma administrativa estavam a ampliação de contratos temporários, os instrumentos de cooperação com a iniciativa privada, a possibilidade de reduzir em 25% a jornada e o salário de servidores públicos e a demissão de ocupantes de cargos obsoletos. 

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A oposição também defendia mudar o texto para dar mais garantias de que os servidores atuais não perderiam direitos adquiridos. Até mesmo os congressistas favoráveis pediram mudanças no relatório, como a manutenção de benefícios a membros do Judiciário e Ministério Público, como as férias de 60 dias.

Durante a comissão especial, realizada na quarta, Maia voltou atrás e recuou da ideia de redução de 25% da jornada de trabalho e salário de servidores. Também considerou inconstitucionais emendas que tentavam incluir membros de outros Poderes e magistrados nas novas regras do serviço público. O relator ainda cedeu à pressão de instituições e de parlamentares cuja base eleitoral é formada por corporações

As recentes mudanças criaram um clima de incertezas na Câmara. O Centro de Liderança Pública (CLP) mudou “de lado” e disse que agora “é terminantemente impossível que se defenda a aprovação desta PEC”. Por isso, a comissão que votaria o relatório da PEC nem chegou a se reunir na manhã desta quinta-feira. Ainda assim, há a expectativa de que Maia leia seu parecer nesta tarde.

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Economia

Banco Central reajusta Selic nesta quarta; veja o que esperar

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Pressão da inflação, que veio acima das expectativas na prévia de outubro, riscos fiscais e alta do dólar podem fazer com que BC acelere o reajuste da Selic
Lorena Amaro

Pressão da inflação, que veio acima das expectativas na prévia de outubro, riscos fiscais e alta do dólar podem fazer com que BC acelere o reajuste da Selic

A prévia para a inflação de outubro veio acima das expectativas nesta quarta-feira, fazendo com que a variação acumulada para os últimos 12 meses chegasse a 10,34% e alterasse também as projeções para a taxa básica de juros. Analistas acreditam que a pressão da inflação, somada ao aumento do risco fiscal da semana passada e à alta no dólar podem levar o Banco Central (BC) a acelerar o aumento da Selic na decisão desta quarta-feira. A Selic está em 6,25% e a sinalização do BC na última reunião e entendimento geral do mercado até antes da decisão de pagar parte do Auxílio Brasil fora do teto de gastos era que a reunião desta quarta-feira teria uma alta de 1 ponto percentual (p.p).

A ideia dominante até então é que esse ritmo de elevação dos juros seria suficiente para manter a inflação na meta em 2022, mesmo que o ciclo de altas da Selic fosse mais longo. No entanto, a decisão do governo trouxe incerteza e insegurança para os agentes, que revisaram para cima suas expectativas de inflação, juros e câmbio e para baixo o crescimento em 2021 e 2022.

A incerteza fiscal bate diretamente no câmbio, que tende a subir nesses momentos. A alta no dólar influencia uma alta da inflação, que por sua vez pressiona o Banco Central a subir mais os juros. Com juros mais altos, a atividade econômica tende a ser reprimida.

Andrea Damico, economista-chefe da Armor Capital, é uma das que alterou sua projeção para 1,5 p.p depois dos acontecimentos da última semana. Ela argumenta que não é só mais um gasto de R$ 30 bilhões ou R$ 40 bilhões, mas a mudança no regime fiscal cria uma incerteza para o futuro.

“Está se mudando uma regra que se tornou a regra mais poderosa do ponto de vista da contenção de gastos. Você não tem mais isso pela frente e daí acho que isso gera sim várias incertezas para o longo prazo, algo que a gente não tinha antes. Com o teto a gente sabia que as despesas como proporção do PIB iriam ceder, então acho que foi isso que me fez mudar”, apontou.

A maior parte das projeções aponta para uma alta de 1,5 p.p, mas há agentes de mercado com projeções de 1,75 p.p, 2 p.p e até 3 p.p, como é o caso da Genial Investimentos. Yihao Lin, economista da casa, explica que a principal questão foi mudar a regra do jogo.

“Com a fragilização do teto de gastos a gente tem essa perda da credibilidade da política fiscal, então isso acaba fazendo bastante preço e é importantíssimo o BC ir atrás da reunião do Copom passar uma visão, ganhar credibilidade em relação à política monetária”, explicou.

Pressão da inflação

Além do risco fiscal, que é o principal fator para a expectativa de alta mais intensa dos juros, a própria inflação registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pressiona o BC. A prévia da inflação de outubro mostrou alta de 1,20% no mês, acima das expectativas dos analistas.

Lin lembra que a projeção do Banco Central era de que o pico da inflação seria em setembro, mas os dados do IBGE apontam para mais uma alta.

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“Se olhar a composição, a gente vai que essa inflação que o BC diz que é transitória tá dando sinais de que não é tão transitória assim”, destaca o economista da Genial.

Depois da resolução do Auxílio Brasil e da fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de uma “licença” para furar o teto de gastos, o relatório Focus, que reúne as projeções do mercado, mostrou uma inflação de 8,96% para 2021 e 4,4% para 2022. Na semana anterior, elas estavam em 8,69% e 4,18%, respectivamente.

A previsão de Selic também subiu e passou para 8,75% este ano, contra 8,25% anteriormente. Para 2022 aumentou de 8,75% para 9,5% e já há agentes apostando nos dois dígitos.

A economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, ainda mantém sua estimativa de alta de 1 p.p porque um ciclo nesse ritmo seria suficiente para manter a inflação na meta. Ela ressalta que caso o BC faça um movimento maior, ela deve revisar suas projeções para a Selic em dois dígitos no próximo ano.

” Talvez o malefício para a atividade econômica de uma aceleração do processo da elevação da taxa de juros seja muito maior do que o benefício para controle inflacionário. A gente está assistindo uma trajetória de política monetária muito por conta do desequilíbrio fiscal do que o desequilíbrio inflacionário em si”, apontou a economista

A atividade econômica sofre com juros mais altos. O Focus mostra expectativa de crescimento abaixo de 5% para este ano, em 4,97%. Para 2022, a projeção é de 1,4%, contra 1,5% na semana anterior.

Alguns bancos e consultorias também revisaram para baixo suas projeções.

O banco Itaú passou a prever recessão e aumento do desemprego em 2022, com queda de 0,5% no PIB. Anteriormente, a expectativa era de alta de 0,5%.

Já o MB Associados passou de um crescimento de 0,4% para um cenário sem crescimento.

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Auxílio emergencial: veja quem recebe o benefício nesta quarta-feira

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Auxílio emergencial
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Auxílio emergencial

A Caixa Econômica Federal retoma, nesta quarta-feira (dia 27), o pagamento da sétima parcela do auxílio emergencial 2021. Hoje, recebem os beneficiários do Bolsa Família com Número de Identificação Social (NIS) de final 8. Neste caso, a retirada já pode ser feita em agências do banco, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

Os valores do auxílio 2021 correspondem a R$ 150 (para quem mora sozinho), R$ 250 (para famílias com dois ou mais integrantes) e R$ 375 (para mães chefes de família).

Também nesta quarta-feira, a Caixa vai pagar os trabalhadores que não têm Bolsa Família, com o depósito da sétima parcela para os nascidos em julho. Mas, neste caso, o dinheiro ainda não poderá ser retirado. Está depositado em contas poupanças sociais digitais e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem.

Sétima parcela – beneficiários do Bolsa Família

  • NIS com final 1: 18 de outubro
  • NIS com final 2: 19 de outubro
  • NIS com final 3: 20 de outubro
  • NIS com final 4: 21 de outubro
  • NIS com final 5: 22 de outubro
  • NIS com final 6: 25 de outubro
  • NIS com final 7: 26 de outubro
  • NIS com final 8: 27 de outubro
  • NIS com final 9: 28 de outubro
  • NIS com final 0: 29 de outubro

Sétima parcela – trabalhadores informais e desempregados Depósito

  • Nascidos em janeiro – 20 de outubro
  • Nascidos em fevereiro -21 de outubro
  • Nascidos em março – 22 de outubro
  • Nascidos em abril – 23 de outubro
  • Nascidos em maio – 23 de outubro
  • Nascidos em junho – 26 de outubro
  • Nascidos em julho – 27 de outubro
  • Nascidos em agosto – 28 de outubro
  • Nascidos em setembro – 29 de outubro
  • Nascidos em outubro – 30 de outubro
  • Nascidos em novembro – 30 de outubro
  • Nascidos em dezembro – 31 de outubro

Saque

  • Nascidos em janeiro – 1º de novembro
  • Nascidos em fevereiro – 3 de novembro
  • Nascidos em março – 4 de novembro
  • Nascidos em abril – 5 de novembro
  • Nascidos em maio – 9 de novembro
  • Nascidos em junho – 10 de novembro
  • Nascidos em julho – 11 de novembro
  • Nascidos em agosto – 12 de novembro
  • Nascidos em setembro – 16 de novembro
  • Nascidos em outubro – 17 de novembro
  • Nascidos em novembro – 18 de novembro
  • Nascidos em dezembro – 19 de novembro

Passo a passo para retirada

1) Para sacar o dinheiro, é preciso fazer o login no app Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem Cartão” e “Gerar código de saque”.

2) Depois, basta inserir a senha para ter acesso ao código de saque na tela do celular, o qual tem validade de uma hora e deve ser informado nas agências, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

No caso de quem tem Bolsa família, os recursos também podem ser sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou do Cartão Cidadão.

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