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Economia

Volkswagen: trabalhadores aprovam redução de 35% da mão de obra

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Brasil Econômico

Volkswagen: trabalhadores aprovam redução de 35% da mão de obra
Andreas Praefcke

Volkswagen: trabalhadores aprovam redução de 35% da mão de obra

Trabalhadores da Volkswagen aprovaram, em assembleia realizada em São Bernardo do Campo (SP), nesta terça-feira (15), a proposta de abertura de um PDV (Programa de Demissão Voluntária) para reduzir em cerca de 35% o número de funcionários da companhia. Aos que continuarem no grupo, haverá uma garantia de emprego até 2025.

Os funcionários também aceitaram a adoção de suspensão de contratos de trabalho ( lay-off ) por até dez meses, tendo salários menores em relação aos pagos até agora, congelamento no reajuste salarial e alterações nos benefícios como plano médico e participação nos lucros.

Na unidade de motores de São Carlos (SP) a votação deverá ocorrer somente na segunda-feira. As unidades de Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR) votarão nesta terça. Em conjunto, estas fábricas empregam quase 15 mil trabalhadores.

No programa que foi aprovado consta que quem tem até dez anos de trabalho e aderir ao PDV terá direito a 25 salários extras, além do que é previsto em rescisão. O número de salários cresce de acordo com o tempo de serviço em até 35 salários para quem é funcionário da Volks há 30 anos ou mais. A proposta vale por tempo limitado e para quem aderir depois o benefício será reduzido em 10 salários.

O presidente da Volkswagen, Pablo Di Si , afirmou que o grupo deixou de produzir, em 2020, 146 mil veículos em relação ao mesmo período do ano passado. “É um número que equivale a uma fábrica inteira”, afirmou.

No último ano, o setor automotivo fechou 6,3 mil vagas, das quais 4,1 mil foram durante a pandemia. Atualmente, emprega 121,9 mil trabalhadores, o que deve cair até o fim do ano diante dos cortes que vem ocorrendo nas montadoras e programas de voluntariado.

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Economia

Presidente do BC diz que órgão está tranquilo em relação à inflação

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Agência Brasil

Fachada do BC
REUTERS/Ueslei Marcelino

Presidente do BC manifesta tranquilidade em relação à inflação


O Banco Central (BC) está tranquilo com relação à inflação, disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao apresentar o Relatório de Inflação. A projeção do BC é que a inflação termine este ano em 2,1%. Para 2021, as projeções estão em torno de 3%.


Se a estimativa se confirmar, a inflação em 2020 ficará abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para Campos Neto, os preços dos alimentos em alta recente tendem a se estabilizar e a inflação deve ficar sob controle.

“O Banco Central tem situação de absoluta tranquilidade em relação à inflação. Existem efeitos provenientes das subidas de preços de commodities e o efeito do pagamento do auxílio emergencial. Também mostramos relação do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo] e do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] e possível contaminação. A mensagem geral é que estamos tranquilos e entendemos que existia uma pressão em 2020, mas não entendemos que esses reajustes recentes vão contaminar as inflações futuras”, disse Campos Neto.

Ao comentar a possível taxa de inflação abaixo da meta, Campos Neto disse que o BC considera como “horizonte relevante” ao definir a taxa básica de juros , a Selic. Para Campos Neto, a atuação recente do BC mira a inflação em 2021.

Ele lembrou que na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, o BC destacou que o espaço atual para reduzir os juros é “pequeno ou nulo”.

Já o diretor de Política Econômica do BC, Fabio Kanczuk, enfatizou que o BC segue com o “procedimento usual” no trabalho de controle da inflação.

“O horizonte relevante agora é 2021 e em menor grau, 2022. Não é 2020. Se a gente tentar fazer algo para 2020, a gente vai criar um erro adiante. Então, a gente segue com o procedimento usual”, afirmou Kanczuk.

Controle fiscal

Questionado sobre o compromisso do BC de não elevar os juros condicionado à manutenção do atual regime fiscal, Campos Neto disse que não se pode correr riscos nessa área.

“Não estamos dispostos a correr riscos inflacionários oriundos de questões fiscais. Não podemos trabalhar com suposições. Eu acho que foi bem delineado o que queríamos dizer com isso”, disse.

Investimentos estrangeiros

Campos Neto disse que a saída de investimentos estrangeiros em renda fixa é explicada pela redução dos juros no país.

“À medida que os juros vão reduzindo no Brasil e existe uma percepção que o risco aumentou por um tema fiscal ou pela própria crise que a pandemia geral, há saída de renda fixa. Parte disso está explicada pelo menor retorno que o foi o processo de queda de juros”, disse.

O presidente do BC lembrou que houve também saída de investimentos em ações.

“A gente vem descrevendo esse processo, que foi mais do que equilibrado pela de entrada dos [investidores] locais”, afirmou. Segundo ele, há uma retomada desses investimentos em países emergentes, mas o “Brasil tem recebido dessa retomada uma parcela menor do que saiu”.

Em relação aos investimentos diretos no país (IDP), os que vão para o setor produtivo, Campos Neto afirmou que deverá haver redução da entrada de recursos por influência da crise gerada pela pandemia.

“Em anos de grande crise tende a ter uma queda do IDP”, lembrou, acrescentando que também houve redução do IDP em 2009, ano de crise. Mas disse que deve haver retomada desses recursos nos próximos anos.Para este ano, o BC reduziu a projeção para o IDP de US$ 55 bilhões para US$ 50 bilhões.

Em 2021, o BC espera recuperação nas entradas líquidas de IDP, em linha com crescimento do PIB no ano, atingindo US$ 65,2 bilhões (4,3% PIB).

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Economia

Guedes é retirado de entrevista depois de falar sobre “tributos alternativos”

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Brasil Econômico

Paulo Guedes
Reprodução/CNN Brasil

Paulo Guedes é retirado de coletiva por Ricardo Barros e Luiz Eduardo Ramos

O ministro da Economia, Paulo Guedes , foi interrompido em coletiva de imprensa pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos , e por Ricardo Barros (PP-PR), atual líder do governo na Câmara dos Deputados. Guedes falava sobre “tributos alternativos”. O caso aconteceu na última quarta-feira (23). Em pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (24),  67% dos brasileiros disse ter insatisfação sobre os impostos .

Nas imagens divulgadas pela CNN Brasil, Ramos e Barros são vistos acompanhando Guedes em sua entrevista coletiva a jornalistas. Durante a fala do ministro, os dois ficam evidentemente incomodados e, em seguida, levam Guedes para longe dos jornalistas. 

“Queremos desonerar? Queremos ajudar a criar emprego? Então vamos fazer um programa de substituição tributária . Da mesma forma, queremos criar renda? Sim, então vamos ter que fazer… Descobrimos 38 milhões de brasileiros, que eram os invisíveis, temos que ajudar essa turma a ser reincorporada no mercado de trabalho. Então temos que desonerar a folha, por isso que a gente precisa de tributos alternativos . […] E renda a mesma coisa, nós vimos a importância do auxílio emergencial, então nós temos que fazer uma aterrizagem suave do programa de auxílio emergencia, que é exatamente o que nós estamos estudando”, disse Guedes antes de ser interrompido por Ramos e Barros. 

Durante a fala do ministro, os outros dois se entreolhavam, e Barros foi visto dizendo “está bom” diversas vezes. Quando Ramos pega Guedes pelo ombro e o encaminha para longe dos jornalistas, Barros diz “vamos lá”.

A cena rendeu comentários em tom engraçado por parte de Guedes , que disse à imprensa que “agora tem articulação política”, enquanto apontava para Ramos e Barros. 

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