Conteúdo/ODOC - A sucessão de casos de violência extrema contra mulheres em Mato Grosso ao longo de 2025 reacendeu críticas sobre a atuação do poder público na proteção das vítimas. Para a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o cenário revela uma falha estrutural do Estado e demonstra que o desenvolvimento propagado nos discursos oficiais não alcançou todas as pessoas, especialmente as mulheres em situação de vulnerabilidade.
Ao comentar o fato de o estado já ter ultrapassado a marca de 50 feminicídios neste ano, a parlamentar afirmou que os números “escancaram uma ferida profunda”. “O desenvolvimento não chegou para todas”, declarou, ao sustentar que políticas públicas insuficientes e a falta de prioridade contribuíram para a permanência de um ambiente de insegurança.
Janaína também responsabilizou gestores e instituições que, segundo ela, trataram o enfrentamento à violência contra a mulher como tema secundário. “A história vai julgar o poder público que se omitiu, que apostou em discursos vazios e ações midiáticas, sem garantir estrutura, proteção e resposta real”, afirmou.
A deputada ressaltou que a ausência de uma atuação efetiva do Estado resultou em pedidos de socorro ignorados. “Enquanto isso, mulheres seguiram pedindo ajuda, e muitas não foram ouvidas”, disse, ao apontar que a falta de presença estatal teve consequências fatais.
Ao projetar o próximo ciclo político, Janaína defendeu que 2026 marque uma mudança concreta na forma como o tema é tratado. “2026 precisa ser um ponto de virada”, afirmou. Segundo ela, apesar do constrangimento como mato-grossense diante dos números, não carrega responsabilidade pela negligência que critica. “Sempre estive do lado de quem precisa, cobrando, propondo e enfrentando”, completou.
A parlamentar reforçou ainda que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser tratado como prioridade absoluta pelo poder público. “Cada vida importa. Cada silêncio mata. E a história vai lembrar quem escolheu agir e quem escolheu se omitir”, concluiu.