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Internacional

VÍDEO: homem enfrenta crocodilo com uma frigideira

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Homem enfrenta crocodilo com uma frigideira em Darwin, na Austrália
Reprodução: redes sociais – 22/06/2022

Homem enfrenta crocodilo com uma frigideira em Darwin, na Austrália

Um vídeo que mostra um homem batendo em um crocodilo com apenas uma frigideira viralizou nas redes sociais. O homem é Kai Hansen, dono de um bar e morador da cidade de Darwin, na Austrália, onde aconteceu o caso.

A gravação registra o momento em que Hansen bate duas vezes no nariz do crocodilo com o utensílio de cozinha, fazendo com o que o animal desistisse do ataque e voltasse para o rio. Veja:

Nas redes sociais, o vídeo fez sucesso e recebeu comentários bem-humorados sobre como é ser morador da Austrália. 

“Usamos panelas, americanos usam armas, australianos são construídos assim”, escreveu Olga Pavlopoulou nas redes sociais.

“No caso da Austrália: bata nas criaturas com uma panela”, comentou Pat Crash.

“O dono do bar bate no crocodilo com uma frigideira para afugentá-lo do gramado da frente. Aqui na Austrália é exatamente isso que acontece em qualquer terça-feira”, observou John Scriven.

Não é a primeira vez que o dono do bar lida com crocodilos. Na verdade, Hansen tem um de estimação que se chama Casey. Além disso, os turistas que visitam o estabelecimento podem conhecer o animal.

Já o réptil agredido com uma frigideira, foi apelidado de Fred. Uma equipe especial de resgate de crocodilos foi enviada à ilha para o recolhimento do animal.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Posse de Petro causa desconforto em Forças Armadas na Colômbia

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Gustavo Petro
Reprodução: Redes Sociais

Gustavo Petro

O coronel reformado José Luis Esparza foi um dos militares mais importantes na histórica Operação Jaque, que em fevereiro de 2012 resgatou, entre outros reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Ingrid Betancourt, que, este ano, o convidou para ser seu companheiro de chapa presidencial.

Esparza, afastado do Exército em 2021 sem explicação e em meio a tensões políticas entre o agora ex-presidente Iván Duque e seu sucessor, Gustavo Petro, conhece como poucos o mundo militar colombiano e assegura, sem rodeios, que a chegada da esquerda ao poder pela primeira vez na História do país causa temor e inquietação entre seus colegas, ativos e reformados.

Em entrevista ao GLOBO, ele declarou temer que Petro busque causar divisões dentro das Forças Armadas, que a partir de agora o terão como comandante em chefe. Uma nova realidade difícil de digerir para muitos, levando em consideração que, na década de 80, Petro pertenceu ao movimento guerrilheiro M-19.

“As tentativas de politizar as Forças Armadas nunca dão certo, temos uma disciplina e uma tradição civilista. Isso deve ficar claro”, afirma o coronel que, como muitos de seus colegas, acha que é preciso dar tempo a Petro para mostrar a que veio.

“Fui criticado por dizer que, se a situação se deteriorar, os militares poderiam reagir. Mas não vejo por que tanta crítica, as Forças Armadas são o árbitro da democracia”, afirma Esparza, especialista em inteligência militar.

O mundo militar está tenso e expectante. Enquanto Petro tiver expressivo apoio popular — o presidente chega ao poder com aprovação entre 61% e 64% —, os quartéis deverão permanecer tranquilos.

A Colômbia não tem tradição de golpes militares, mas, entre membros ativos e reformados das Forças Armadas, um dos exemplos que costuma ser comentado é o do ex-presidente da Bolívia Evo Morales, que renunciou em novembro de 2019 sob forte pressão das forças policiais e militares.

Militares como Esparza defendem com unhas e dentes as Forças Armadas de seu país — em seu caso apesar, até mesmo, de uma expulsão sem explicação oficial e que causou profundo mal-estar entre seus colegas — e não escondem a preocupação pela guinada política que representa Petro.

Em julho passado, o general Eduardo Zapateiro, ex-chefe do Exército, solicitou deixar o cargo antes mesmo da posse, num claro gesto que buscou evitar a convivência com o novo presidente.

Em entrevista à revista Semana, Zapateiro afirmou que “não vou qualificar nenhum colombiano, estou de saída”. Na mesma entrevista, revelou a mensagem que deu a seus subordinados: “Respeitamos a Constituição e a lei.”

O novo governo colombiano já se reuniu com organizações de militares reformados e, também, da ativa. O veterano político Iván Velázquez, que sempre teve diálogo fluido com grupos guerrilheiros, foi o escolhido por Petro para assumir o comando da pasta da Defesa.

Ele tem dado passos diplomáticos, declarando ter entre seus objetivos melhorar a imagem das forças de segurança do país, prejudicadas por revelações da Comissão da Verdade — que confirmou o assassinato de 6.402 civis, identificados como guerrilheiros nos chamados falsos positivos — e pela repressão à onda de protestos em 2020.

Petro e seu ministro da Defesa confiam em encontrar a maneira de conviver com militares de várias gerações, que foram treinados para enfrentar inimigos internos, com os quais tanto o novo presidente quanto Velázquez mantêm um bom diálogo.

Um dos projetos do novo governo é a chamada Paz Total, que pretende alcançar diversos acordos com grupos narcotraficantes, dissidentes das Farc, o Exército de Liberação Nacional (ELN) e todos os que quiserem negociar. Se para as Forças Armadas foi difícil aceitar o entendimento com as Farc, em 2016, a Paz Total de Petro poderia desatar enorme resistências no mundo militar.

“Petro tem um discurso de luta de classes e pode tentar usá-lo para dividir as Forças Armadas. Se isso acontecer, haverá tensão”, frisa o coronel.

O novo governo tem a expectativa de despolitizar as Forças Armadas que há décadas estão alinhadas com a direita colombiana. Existem projetos ainda embrionários que visam eliminar círculos de poder no mundo militar, com o claro objetivo de neutralizar grupos opositores que poderiam tornar-se uma ameaça.

Petro e seus ministros insistem em negar a tensão, mas ela está no ar e antecipa um relacionamento complexo entre um ex-guerrilheiro e os que, em muitos casos, ainda o consideram um inimigo.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Gustavo Petro assume presidência da Colômbia: “Hora da mudança”

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Gustavo Petro é o novo presidente da Colômbia
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Gustavo Petro é o novo presidente da Colômbia

Pela primeira vez, além da recepção de praxe por congressistas que o esperavam na caminhada até o palanque montado na Praça Bolívar, centro da capital, Petro pediu que no mesmo lugar, e com destaque, estivessem representantes de quatro importantes grupos indígenas. A faixa presidencial foi posta no novo presidente pela senadora Maria José Pizarro, filha do ex-guerrilheiro do M-19 — grupo ao qual Petro pertenceu — e ex-candidato presidencial Carlos Pizarro Leongomez, assassinado em 1990, após ter selado um acordo de paz e iniciado uma carreira política.

Em um discurso que gerava enorme expectativa, Petro disse que os colombianos terão, a partir de agora “uma segunda oportunidade” com um governo de “portas abertas para todos os que quiserem dialogar”. A nova gestão terá um Gabinete paritário, no qual as mulheres serão fundamentais.

O ex-guerrilheiro defendeu a necessidade de acabar com a violência interna, reformular a guerra contra as drogas — na Colômbia e no mundo — e alcançar “outros impossíveis” objetivos, como foi a eleição de um presidente de esquerda em seu país.

“Chegou o momento de mudar a política antidrogas no mundo, para que permita a vida e acabe com a morte”, disse Petro, questionando especificamente a política antidrogas dos Estados Unidos, onde, lembrou, se consome a droga produzida em seu país.

O novo presidente também pregou o combate à desigualdade social.

“Aqui, 10% da população tem 70% da riqueza, é imoral. Não naturalizamos a desigualdade e pobreza”.

O histórico discurso foi atrasado por alguns minutos após a colocação da faixa presidencial. Já como presidente em exercício, o chefe de Estado exigiu às Forças Armadas que trouxessem ao evento a espada de Simón Bolívar, venezuelano que foi um dos grandes heróis da independência latino-americana.

O objeto fica desde 2020 no Palácio de Nariño, e Petro havia pedido que fosse liberado para a cerimônia de posse, algo que o governo de Iván Duque não autorizou. O presidente recém-empossado, num claro desafio político a seus adversários, impôs sua vontade.

A famosa espada foi roubada pelo M-19 em 1974 e, desde então, é símbolo das disputas e rivalidades internas que há décadas dominam a política local.

“Solicito trazer a espada de Bolívar … é uma ordem do mandato popular e deste mandatário”, foi a primeira resolução de Petro como presidente da Colômbia.

Na cerimônia estiveram presentes, entre outros, os presidentes do Chile, Gabriel Boric, da Argentina, Alberto Fernández, da Bolívia, Luis Arce, e do Equador, Guillermo Lasso. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos França.

Também estiveram os ex-presidentes colombianos Ernesto Samper (1994-1998), César Gaviria (1990-1994) e Juan Manuel Santos (2010-2018). O grande ausente foi Álvaro Uribe (2002-2010), que vive seu pior momento político, enfrentando resistências até mesmo por parte de setores da direita.

“Chegar aqui, junto a esta espada, é toda uma vida. Esta espada representa demais para nós e quero que nunca mais esteja enterrada, retida”, afirmou Petro. “É a espada do povo”.

Depois de ler um trecho de “Cem anos de solidão”, de Gabriel Garcia Márquez, o novo presidente afirmou que “muitas vezes em nossa História fomos condenados ao impossível”.

“Hoje começa nossa segunda oportunidade (…). É a hora da mudança, nosso futuro não está escrito. Hoje começa a Colômbia do possível”, afirmou Petro. “A História dizia que nunca governaríamos, mas chegamos, contra os de sempre, os que não queriam soltar o poder. Vamos lutar por mais impossíveis, para que sejam possíveis na Colômbia”.

O novo presidente defendeu a necessidade de alcançar a paz, e disse que “não podemos continuar no país da morte, temos de construir o país da vida”. Petro acusou o Estado colombiano de cometer crimes e semear morte no país.

“Este é o governo da vida, da paz, e assim será lembrado”, frisou Petro, que prometeu tolerância zero com a corrupção, e disse que os corpos de inteligência do Estado não perseguirão mais opositores, ou a imprensa livre, seu objetivo será, a partir de agora, o combate à corrupção.

Dias antes da posse, grupos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) propuseram um cessar-fogo bilateral, para iniciar negociações com o novo governo. O Clã do Golfo, um dos grupos narcotraficantes mais importantes do país, também acenou com a possibilidade de interromper ataques para tentar uma aproximação que possa levar a algum tipo de acordo com o novo governo.

Petro e seu Gabinete pretendem selar entendimentos com todos os grupos violentos que atuam no país, sejam guerrilheiros ou narcos. Ele quer conseguir “a paz verdadeira e definitiva”, num país ainda dominado pela violência, seis anos após a assinatura do acordo com as Farc.

A paz é tão importante para o novo presidente como a recuperação econômica, a aprovação de uma reforma tributária, a recuperação de terras improdutivas — que seriam compradas pelo Estado e entregues a setores populares —, reforma da saúde e educação.

O meio ambiente também esteve presente no discurso, com Petro afirmando que “só haverá futuro se equilibrarmos a economia com a natureza”. Ele fez um apelo global por “ação, e não hipocrisia”, afirmando que os colombianos estão “dispostos a transitar uma economia sem carvão e sem petróleo”, mas lembrando que os países ricos são os principais responsáveis pelas emissões de gases causadores do efeito estufa.

“Temos a maior esponja de absorção desses gases, a selva amazônica. Vamos deixar que essa selva se destrua? Ou, vamos salvá-la? Onde está o fundo mundial para salvar a selva amazônica?”, perguntou Petro, que propôs “mudar a dívida externa por despesas internas para salvar nossas selvas” e se comprometeu a combater o desmatamento.

A integração regional no âmbito da América Latina foi outro dos pontos fortes do discurso. Citando Simón Bolívar, o novo presidente pediu o fim das divisões e “deixar atrás diferenças ideológicas para trabalhar juntos. É muito mais o que nos une do que o que nos separa”.

No âmbito internacional, a Colômbia terá pela primeira vez uma indígena como embaixadora nas Nações Unidas, Leonor Zalabata. Nos Estados Unidos, a Embaixada será comandada por Luis Gilberto Murillo, primeiro embaixador afrocolombiano do país em Washington.

Uma das medidas inaugurais de Petro será a retomada das relações com a Venezuela de Nicolás Maduro. As fronteiras serão reabertas, consulados e embaixada reativados. O novo governo ainda não informou se haverá um encontro entre Petro e Maduro, mas tudo indica que sim e que poderia acontecer após a nomeação de um embaixador em Caracas.

A música e a dança típicas do país estiveram presentes na festa organizada para celebrar a chegada de Petro ao poder, com a participação de artistas de enorme prestígio dentro e fora do país, entre eles o dançarino clássico Fernando Montaño, integrante do Royal Ballet de Londres, e a Filarmônica de Mulheres de Bogotá. O objetivo do novo governo, explicaram fontes, foi transformar a posse numa festa da qual todos se sintam parte.

Petro recebe um país com 39% de sua população vivendo abaixo da linha da pobreza, e 11,3% dos colombianos desempregados. O presidente reiterou sua promessa de dar aos colombianos a possibilidade de um “viver saboroso”, um dos dez compromissos que anunciou diante de uma multidão que, em vários momentos do discurso, gritou “sim, é possível”.

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Fonte: IG Mundo

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