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Vídeo: em lanchas, criminosos atiram e lançam granada contra delegacia em Manaus

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Entrada de delegacia em Manaus ficou completamente destruída após confronto com criminosos
Reprodução/Arquivo pessoal

Entrada de delegacia em Manaus ficou completamente destruída após confronto com criminosos

Criminosos a bordo de lanchas tentaram arremessar uma granada em direção à delegacia da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no  centro de Manaus, na noite deste domingo (6). Como a sede está situada na orla do Rio Negro, o bando chegou ao local em duas embarcações e disparou contra agentes.

Segundo a polícia, um dos criminosos desembarcou de uma lancha e alvejou a delegacia por volta das 20h45. Ele ainda teria tentado atear fogo no prédio, mas teve sua ação inibida por oficiais que perceberam o ataque. Houve intensa troca de tiros no local. A ofensiva, no entanto, não deixou feridos. Veja o vídeo:

“O ataque ocorreu na parte de baixo da delegacia por um criminoso que desembarcou. Havia duas lanchas dando apoio. A alta do rio fez com que as águas ficassem bem próximas e permitiu que chegassem perto. O indivíduo disparou e tentou atear fogo. Nesse momento, um policial percebeu a ação e efetuou disparos, iniciando uma troca de tiros. Verificou-se que ele tentou detonar uma granada, mas não conseguiu”, disse o delegado Marcelo Martins.

Após o confronto, os suspeitos fugiram sem serem identificados. Um vídeo feito por um popular flagrou policiais disparando contra criminosos durante a fuga de lancha. Equipes de apoio fizeram buscas na região, mas não localizaram o bando.

O Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte) esteve na delegacia para desativar o artefato explosivo. As vidraças do prédio foram completamente destruídas.

O atentado é parte de uma onda de ataques iniciada na madrugada de domingo. Criminosos atearam fogo em pelo menos 21 veículos, sendo 14 ônibus e duas viaturas, em represália à morte de um traficante conhecido como “Dadinho”. Agências bancárias, estações de ônibus e prédios públicos também foram alvo. Até o momento, 14 suspeitos foram presos, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-AM).

“A gente percebe que a intenção é espalhar o terror, mas não podemos também subestimar. Antes, era impensável um ataque desses aqui em Manaus”, afirmou o delegado.

A prefeitura de Manaus suspendeu nesta segunda-feira (7) a realização de aulas presenciais e o funcionamento de serviços administrativos e de saúde. Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que a operação da frota do transporte coletivo foi suspensa nesta manhã “por motivo de força maior”.

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Renan Calheiros pede quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

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Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Renan Calheiros (MDB-AL)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento da quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Para o senador, a emissora é “grande disseminadora das chamadas fake news” na pandemia. O pedido de quebras de sigilo é retroativo ao início do ano de 2018.

O objetivo da quebra, segundo o parlamentar, é descobrir se a rádio recebeu aportes financeiros após a pandemia: “Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data”, diz trecho do requerimento.

“Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa, deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”.

A CPI pretende investigar mais a fundo a disseminação de notícias falsas sobre a Covid.

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Bolsonaro não admite corrupção na Saúde, mas fala em “responsabilizar culpados”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em meio à investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de “problemas” no Ministério da Saúde, mas voltou a falar que não há nenhuma denúncia de corrupção no governo.

Neste sábado, 31, Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é formalmente investigado pela CPI, visitaram o Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (SP), para oficializar o credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade.

“Pode ser que apareça algum problema no ministério dele (Queiroga), afinal de contas o orçamento diário dele são R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esse recurso. Mas, repito, se aparecer algum problema, eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados”, afirmou o presidente.

A CPI da Covid investiga um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde após o avanço das investigações no Senado. Os senadores suspeitam de favorecimento à empresa Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, e acusam Bolsonaro de ter cometido o crime de prevaricação por não ter determinado a investigação das denúncias. O governo nega as acusações e tenta conter o desgaste na CPI.

No mês passado, o ministério demitiu o diretor do Departamento de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias, após ele ser acusado de pedir propina para negociar vacinas. Agora, o grupo majoritário da CPI decidiu que vai solicitar o afastamento da médica Mayra Pinheiro, acusada de interferir nas apurações, da Secretaria de Gestão em Trabalho.

No evento, Queiroga declarou que Bolsonaro “interfere” no Ministério da Saúde, mas, para cobrar a execução das políticas públicas. A falta de autonomia dos ministros da pasta na pandemia de covid-19 é uma das linhas de investigação da CPI, que retoma os trabalhos na terça-feira, 3, após o recesso parlamentar.

“As pessoas me perguntam: o presidente Bolsonaro interfere no Ministério da Saúde? A resposta é sim. O presidente interfere no Ministério da Saúde e em todos os ministérios porque ele cobra que os ministros trabalhem para que todos recursos públicos sejam revertidos em políticas públicas para a sociedade brasileira”, disse Queiroga.

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