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Vespa que ataca percevejo da soja e novo defensivo para combater pulgão em pequenas culturas têm registro publicado

Publicado

Um defensivo agrícola biológico à base da vespa Telenomus podisi poderá ser usado na agricultura brasileira para combater o percevejo marrom, uma importante praga da cultura de soja. O registro do produto foi publicado nesta quarta-feira (27), no Diário Oficial da União.

 “Atualmente, o percevejo marrom é uma praga de grande importância na cultura da soja, que só contava com opções químicas para o seu controle. Esta vespa parasita ovos do percevejo marrom favorecendo uma diminuição populacional da praga e aumentando o número de inimigos naturais no campo”, explica o coordenador de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio.

Outro novo defensivo aprovado é um produto de baixa toxicidade formulado à base de óleo de casca de laranja, que poderá ser usado para combater o pulgão em pequenas culturas como alface, agrião, brócolis, couve, couve-flor, espinafre, repolho e rúcula.

Além desses dois produtos novos, o ato nº 82, do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, traz o registro de 55 produtos genéricos, ou seja, com base em ingredientes ativos que já estavam presentes em outros produtos existentes no mercado. O objetivo da aprovação de produtos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção. 

Entre os defensivos genéricos que tiveram o registro publicado hoje, 12 são produtos biológicos ou orgânicos, que podem ser usados tanto na agricultura orgânica quanto na tradicional.  

Genéricos

Pela legislação brasileira, quando é expirado o período de patente, outras empresas podem registrar produtos à base de uma substância que antes tinha o seu fornecimento monopolizado. Os produtos equivalentes são similares a produtos de referência que foram registrados no passado, de uso seguro e comprovado não apenas pelos estudos apresentados aos órgãos envolvidos, como pela comprovação empírica de anos de utilização.

“As aprovações de novos produtos técnicos equivalentes significam que novas fábricas estão autorizadas a fornecer ingredientes ativos para fabricação dos produtos formulados que já estão registrados, possibilitando um aumento na concorrência no fornecimento industrial destas substâncias”, explica Venâncio.

Os genéricos constituem importante política para a quebra dos monopólios e oligopólios no mercado de determinados ingredientes ativos. Uma dinâmica que beneficia a livre concorrência e a competitividade da agricultura nacional.

 Registros

Nos últimos anos, diversas medidas desburocratizantes foram adotadas para que a fila de registros de defensivos ande mais rápido no Brasil. O objetivo é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e mais ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos antigos, além da liberação de produtos genéricos.

Tanto no Ministério da Agricultura, como no Ibama, e na Anvisa, os setores responsáveis pela análise de registros de defensivos foram reorganizados e tiveram servidores realocados, o que ocasionou um aumento de produtividade e o registro de produtos menos tóxicos.

 Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Aprosoja lança minissérie para contar 15 anos de história

Publicado

Fortalecimento Institucional

Aprosoja lança minissérie para contar 15 anos de história

Terá três episódios

27/02/2020

Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) lançou nesta quinta-feira (27.02), em todas as plataformas digitais, a série Cultivando um Novo Tempo, que contará a história dos 15 anos da entidade em três episódios. Próximos vídeos estão previsto para março.

Cada pedaço da história dos 15 anos será contado por personagens reais que fizeram parte da construção da associação, que atualmente conta com mais de 6 mil produtores associados.

Em pouco mais de sete minutos, o primeiro episódio intitulado “Fundação” traz três associados Carlos Sfreddo, Rui Prado e Rogério Salles, que contam as principais dificuldades da época, falam o porquê da criação da entidade e o que pensam do futuro dessa representação.

 

Assistam o primeiro vídeo completo:

Fonte: Ascom Aprosoja

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA
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Plantio de soja em fevereiro reduz pela metade o uso de defensivos

Publicado

Defesa Agrícola

Plantio de soja em fevereiro reduz pela metade o uso de defensivos

A pesquisa deixa claro que o plantio de soja em fevereiro respeita o vazio sanitário

27/02/2020

A redução no número de aplicações de defensivos na lavoura foi um dos resultados da pesquisa sobre o uso de fungicidas biológicos e com multissítios no combate à Ferrugem Asiática. O estudo foi realizado no ano passado pela Fundação Rio Verde e Instituto Agris e demonstra a viabilidade técnica e econômica do cultivo da soja em fevereiro. Conforme o engenheiro agrônomo, pesquisador e professor doutor Erlei Mello Reis, responsável pela pesquisa, a diferença cai de oito aplicações em dezembro, para quatro em fevereiro.  Os dados foram apresentados em evento realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) na quarta-feira (26.02), na sede da entidade.
 
A pesquisa deixa claro que o plantio de soja em fevereiro respeita o vazio sanitário. Além disso, o cultivo será de semente para uso próprio, que cultivadas nesse período, tem maior qualidade.  O professor Erlei explica que foram selecionadas 28 áreas experimentais dentro do Estado para a realização da pesquisa. “Chegamos à conclusão que a intensidade da ferrugem no cultivo de fevereiro foi bem menor, consequentemente houve menos uso do defensivo, o que é melhor para o meio ambiente. Além dessas vantagens, a qualidade da semente da soja cultivada em fevereiro é bem melhor. Esses dados são irrefutáveis e só podem ser contestados com outra pesquisa, por isso a soja de fevereiro deveria ser liberada”, defendeu.
 
Para o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, a pesquisa demonstra a viabilidade para o cultivo da soja em fevereiro. A proposta é trazer as experiências que já vêm sendo praticadas há anos no campo e tem dado certo. “Isto está mais do que provado com essa pesquisa e o que nós queremos aqui é buscar outras alternativas para retirar esse produto soja sem uso de fungicidas químicos trazendo experiências próprias, como apresentou aqui Rogério Vian, de Goiás, como acontece no Paraguai”, destacou. 
 
Conforme Galvan, a entidade faz um alerta para a realidade que está acontecendo no campo, principalmente quanto a falta de inovações por parte das empresas de pesquisas relacionadas a ineficiência dos fungicidas.
 
Além dos técnicos da Aprosoja Mato Grosso e produtores que plantaram soja em fevereiro, participaram do encontro especialistas no tema, como o produtor Cassiano Seraguci do Estado da Bahia. “Fizemos um trabalho de estabilização da cultura com aumento da resistência de plantas, o que proporcionou a diminuição do uso de químicos, consequentemente houve uma produtividade maior. Isso representa mais economia para o produtor e para o meio ambiente”, pontuou. 
 
Para Cassiano a Aprosoja-MT está no caminho certo. “Fizemos a experiência em fevereiro, na verdade no período cheio de outubro a março, é um conjunto de atitudes para melhor desenvolvimento do solo e da planta, pois a planta estando bem, ela pega menos doença e consequentemente usamos menos fungicidas para combater a Ferrugem”, afirmou.
 
O produtor Rogério Vian, que veio de Goiás especialmente para o evento, acredita que o plantio em fevereiro demonstra mais vantagens, visto que em dezembro os casos de Ferrugem Asiática detectados, também na região dele, são maiores. “Acho válida essa iniciativa da Aprosoja-MT, em nossa região temos constatado isso também justamente pelo microclima que é muito mais favorável, então a pressão da Ferrugem é muito menor em fevereiro”, disse.
 
Ele ressalta a importância dos multissítios visto que o uso dos mesmos fungicidas está resultando na perda de eficiência. “Há 14 anos tenho mudado meu manejo e há sete anos faço a aplicação de multissítios intercalando o uso com biológicos. Hoje sou produtor orgânico de soja, milho e feijão, usando multissítios, que é a calda bordalesa usada há mais de 180 anos na lavoura.  É simples e qualquer produtor pode fazer na propriedade dele”, explicou. 
 
Rogério Vian aponta ainda que essa prática conseguiu fazer com que a safra obtivesse zero de aplicação química tanto na área orgânica quanto na convencional. “Além de um melhor controle de doenças, o que é ideal, conseguimos reduzir em 50% os custos de produção”, finalizou.
 
Também foram convidados para o encontro o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Casa Civil, Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedec), e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Somente o Indea encaminhou um representante.  
 

Fonte: Ascom Aprosoja

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA
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