Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, na sessao desta terça- feira (16), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) fez um discurso firme e emocionado ao comentar o caso de abuso envolvendo uma criança de sete anos, ocorrido dentro de uma loja no centro da capital e registrado por câmeras de segurança.
A parlamentar destacou a gravidade da situação, ressaltando que o crime aconteceu em um ambiente público, com outras pessoas ao redor, o que evidencia, segundo ela, que “não existe mais ambiente totalmente seguro quando se trata da proteção às nossas crianças”.
Como mãe, Michelly afirmou ter se colocado no lugar da família da vítima e classificou como revoltante o fato de o suspeito estar em liberdade enquanto o caso segue sob investigação.
Ela defendeu o endurecimento das leis penais, com penas mais severas para crimes sexuais contra crianças, incluindo a discussão de condenações longas em regime fechado e até mesmo a possibilidade de prisão perpétua.“Não adianta apenas elevar penas no papel se esses criminosos continuam soltos e reincidindo. Precisamos de respostas efetivas do sistema de justiça”, afirmou.
A vereadora também cobrou atuação firme das autoridades e defendeu que parlamentares, policiais e o sistema de proteção à infância sejam permanentemente cobrados pela sociedade. Além disso, fez um apelo direto a pais e mães para que redobrem a vigilância, especialmente neste período de fim de ano, marcado por confraternizações e reuniões familiares.
Michelly ressaltou ainda a importância da orientação das crianças, destacando o trabalho que já desenvolve em escolas por meio da norma conhecida como Lei Maio Laranja, de sua autoria, com palestras educativas que ensinam alunos a identificar situações de risco e a se posicionarem diante de possíveis abordagens abusivas.
Ao citar dados alarmantes, a vereadora lembrou que Mato Grosso registrou aumento significativo nos casos de estupro de vulnerável em 2024, reforçando que a proteção da infância precisa ser tratada como prioridade absoluta.“A defesa das nossas crianças é uma causa coletiva. Não podemos nos calar, nem nos omitir”, concluiu.