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Internacional

Venezuelanos são presos no Aeroporto de Quito

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Dezessete pessoas – a maioria de nacionalidade venezuelana – foram presas quinta-feira (10), no Aeroporto de Quito (Equador), por suspeita de obtenção de informações sobre os movimentos do presidente equatoriano Lenín Moreno.
Segundo informações do governo equatoriano, autoridades equatorianas suspeitam de vínculos entre o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e os protestos indígenas e das centrais sindicais iniciados no Equador a partir de 1º de outubro.

“Dezessete pessoas foram detidas no Aeroporto de Quito esta manhã. A maioria deles venezuelana. Em sua posse, informações sobre os movimentos do presidente e vice-presidente”, informou a ministra do governo do Equador, María Paula Romo, em sua conta no Twitter.

O texto é acompanhado por uma fotografia na qual alguns dos detidos são vistos, ajoelhados e segurando as mãos contra a parede.

“Cada novo evento confirma todos os interesses que estão por trás do caos no país. Enfrentamos isso com a força da lei, a defesa da democracia e sem subestimar o que está em jogo”, afirmou a ministra.

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Morales denuncia crimes contra a humanidade na Bolívia

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O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, exilado no México, denunciou crimes contra a humanidade cometidos durante a “repressão policial e militar” no país, mergulhado há quase um mês numa grave crise.

Numa rede social, Morales exigiu que o “governo de fato” de Jeanine Áñez faça a identificação dos autores intelectuais e materiais das 24 mortes registradas nos últimos cinco dias.
“Denuncio perante a comunidade internacional estes crimes contra a humanidade que não devem ficar impunes”, disse.

Protesto durante as eleições na Bolívia

Manifestantes diante da polícia durante protestos na Bolívia, que vive crise política – (REUTERS/David Mercado/Direitos Reservados)

O ex-chefe de estado acusou ainda o advogado de defesa do “rebanho”, que não mencionou, de tentar justificar “a repressão armada” e argumentou que a polícia e as forças armadas “têm o dever constitucional, ético e moral” de proteger a vida da população.

De acordo com a Defensoria do Povo Boliviano, o número de mortos durante quase um mês de conflito aumentou para 23 e o total de feridos em vários confrontos ultrapassou os 700.

Responsabilidade criminal

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, assinou um decreto que isenta as forças armadas do país da responsabilidade criminal se participarem de operações para restaurar a ordem interna e a estabilidade pública.

A renúncia de Morales, em 10 de novembro, surgiu após protestos em todo o país por suspeita de fraude eleitoral na eleição de 20 de outubro, na qual o então governante alegou ter conquistado um quarto mandato.

Uma auditoria da Organização dos Estados Americanos constatou irregularidades generalizadas no escrutínio.
Grande parte da oposição a Morales foi desencadeada pela recusa do ex-presidente boliviano em aceitar um referendo que podia impedir Morales de concorrer a um novo mandato.

 

Edição:

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Proibição do uso de máscaras em Hong Kong é declarada inconstitucional

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O Tribunal Superior de Justiça de Hong Kong declarou inconstitucional a proibição do uso de máscaras no território semiautônomo.

Um grupo de pessoas, incluindo parlamentares pró-democracia, questionou a constitucionalidade da medida em recurso à corte superior. O tribunal decidiu que a proibição é incompatível com a Lei Básica — a constituição acima de toda legislação no território.

Riot police detain an anti-government protester at shopping mall in Tai Po, Hong Kong, China November 3, 2019. REUTERS/Tyrone Siu

Polícia tem sido usada para conter manifestações a favor da democracia em Hong Kong    (Reuters/TYRONE SIU)

A chefe do Executivo, Carrie Lam, impôs a proibição no mês passado com o objetivo de controlar violentos protestos.

A proibição tornou-se, porém, alvo de controvérsias por ter sido imposta nos termos da Portaria de Regulações de Emergência, que autoriza a governante a estabelecer regras sem a necessidade de aprovação no Parlamento.

Ocupação

Acredita-se que muitos manifestantes ainda permaneçam no campus da Universidade Politécnica, na província de Kowloon.

Os manifestantes continuam a jogar coquetéis molotov e a disparar flechas em direção à polícia, a partir de uma avenida próxima.

A polícia começou a utilizar jatos de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, depois de cercar a universidade. Na noite desse domingo, houve ameaça de uso da força, incluindo a utilização de munições reais, a não ser que os manifestantes parassem com os ataques violentos.

A imprensa local informa que a polícia invadiu a universidade na manhã de hoje e deteve uma série de manifestantes. A polícia negou ter invadido a instituição.

Focos de incêndio no campus causaram pânico. A polícia recuou levemente, mas deu continuidade à operação. Em determinado momento, acredita-se que havia cerca de mil jovens na universidade, mas, aparentemente, alguns deixaram o campus.

Muitos moradores estão se reunindo nos arredores da universidade, bloqueando as ruas.

O governo de Hong Kong cancelou novamente hoje as aulas de todos os jardins de infância e escolas do ensino fundamental e médio. Muitas avenidas e linhas de metrô já foram reabertas, com exceção das áreas próximas ao instituto politécnico.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Internacional
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