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Vendedor de açaí é agredido por policiais em SP: “tentaram me matar”

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Vendedor de açaí é agredido por policiais militares em São Paulo
Reprodução/redes sociais

Vendedor de açaí é agredido por policiais militares em São Paulo

O vendedor ambulante Jeová de Oliveira Lima, de 48 anos, foi agredido por pelo menos cinco policiais militares na rua Direita, na Sé, centro de São Paulo. Ele e a esposa estavam voltando para casa com o carrinho de açaí quando foram abordados.

O casal, que tem autorização para comercializar seus produtos na rua, foi abordado por fiscais da prefeitura, em uma ação que apreende mercadorias, conhecida como o ” rapa “.

Blanca Medina, esposa de Jeová, conta ao Uol que os fiscais sequer quiseram ver a credencial de venda, e foram apreendendo as mercadorias e o triciclo usado para vender açaí. Jeová admite que, neste momento, perdeu a cabeça e danificou o para-brisa de uma das peruas dos fiscais. Foi aí que começou a agressão, gravada por Blanca. 

Cerca de cinco policiais derrubaram Jeová no chão e começaram a pressionar seu pescoço, até que ele desmaiasse. “Eles tentaram me matar. Eu ia ser assassinado aqui mesmo. Por um triz não ceifaram minha vida, agradeço muito a Deus”, conta o ambulante ao Uol.

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Em um vídeo feito por Blanca, é possível ver a agressão enquanto ela pede desesperadamente para os policiais pararem. “Ele [um policial] colocou o joelho no meu pescoço, daí minha mulher empurrou a perna dele. Aí ele forçou o cassetete no meu pescoço com todo o peso do corpo. Senti meu olho virar e fiquei desacordado. Não sei quanto tempo fiquei assim, se foram minutos, segundos”, relatou Jeová ao UOL.

Depois de recuperar os sentidos, o vendedor foi algemado e levado à delegacia , onde foi fichado por “dano, resistência e desobediência”. Não foi oferecido atendimento médico.

“Quando o policial apertou o cassetete no pescoço dele, eu pensei que ele tinha partido. Minha filha se aproximou em desespero. Um deles apontou a arma para ela e disse: ‘Se afasta’. Eu acho isso absurdo. Precisa apontar a arma para uma menina de 16 anos?”, contou Blanca ao Uol.

Para a PM , a ação foi legítima. “A PM analisou todas as imagens, também de outros vídeos, que mostram a ação por várias perspectivas, inclusive do vídeo que flagrou o momento em que o ambulante quebra o vidro do veículo municipal, portanto a Polícia Militar considera a ação legítima”, disse a PM, em nota.

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SP: para evitar aglomerações, prefeito decide apagar postes de iluminação

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Prefeito de Guarani d'Oeste, São Paulo
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Prefeito de Guarani d’Oeste, São Paulo

Em São Paulo , o prefeito Nilson Timporin Caffer (PTB), de Guarani d’Oeste, declarou que os postes de iluminação público serão desligados para evitar aglomerações nas ruas durante o fim de semana, com o propósito de diminuir a disseminação do novo coronavírus . O município fica cerca de 523 km de capital paulista e tem aproximadamente 2 mil habitantes, segundo o IBGE. As informações foram apuradas pelo Uol. 

A medida começou a valer na noite de sábado (06) e foi anunciada por um vídeo feito pelo prefeito e divulgado em suas redes sociais. “Olá, população de Guarani d’Oeste. A nossa energia da rua será desligada hoje às oito e meia e só será religada na segunda-feira. Obrigado a todos”, disse. 

Após anúncio, o desligamento ocorrerá na região central, em ruas ao redor da Igreja Matriz. Local é tido como principal ponto de encontro da cidade.   “Eu não tenho que saber o que a população pensa neste momento de crise. Em novembro do ano passado, fui escolhido para continuar cuidando da cidade da melhor maneira possível. Se for tomar uma atitude, que seja para valer ou não tome”, declarou. 

O abastecimento de energia da cidade é função de uma concessionária privada, porém, a gestão da iluminação pública é de responsabilidade da Prefeitura, de acordo com Caffer. “Com a iluminação desligada, a gente espera que as pessoas fiquem seguras em casa. Apaguei para estimular que as pessoas mudem de hábito neste momento de crise”. 

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Segundo os dados divulgados pela diretoria da Saúde , localidade chegou à marca de 157 casos do novo coronavírus confirmados. Cerca de 13 pessoas estão em tratamento domiciliar, sendo que uma delas, é uma criança de um ano. Desde o início da pandemia , três óbitos foram registrados na cidade. 

Guarani d’Oeste não possui as estruturas necessárias para atender casos considerados graves. Lá existe apenas uma Unidade Básica de Saúde. Com isso, um centro de triagem foi montado para atender pacientes que apresentem problemas respiratórios. 

 “A gente tem feito nossa parte oferecendo médicos e estrutura. Mas se precisar levar casos graves para UTI, não existem vagas na região. Está tudo lotado”, disse o prefeito. 

Foi publicado um decreto pela Prefeitura de Guarani d’Oeste, que é bem mais severo do que a fase vermelha do Plano São Paulo. Está sendo permitido somente o funcionamento de serviços essenciais, aulas nas redes púbica e privada de ensino estão suspensas. Decreto é valido até 21 de março. 

“Durante a semana, a iluminação ficará ligada normalmente, mas se não respeitarem a restrição de circulação, a gente apaga as luzes novamente. É preciso cuidar da vida. O dia que morrermos vamos ficar na escuridão eterna”, afirmou. 

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“Rachadinhas”: Bolsonaro fez transações com Queiroz semelhantes às de Flávio

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Jair e Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro
Carolina Antunes/PR

Jair e Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro

O presidente Jair Bolsonaro fez transações semelhantes às que levantaram suspeitas contra o seu filho, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na investigação do caso das ” rachadinhas “. Parte dessas movimentações foram identificadas na quebra dos sigilos bancário e fiscal anulada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo os dados, Jair Bolsonaro fez uso de dinheiro vivo para ajudar o filho Flávio a adquirir imóveis, e uma funcionária de seu antigo gabinete na Câmara dos Deputados abastecia as contas de Fabrício Queiroz , suposto operador financeiro do esquema das “rachadinhas”.

Os repasses identificados da família Queiroz para a conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro , que chamaram a atenção pelo alto valor , são maiores do que os comprovados para Fernanda Bolsonaro, dentista e mulher de Flávio.

A compra da casa da Barra da Tijuca do presidente também tem movimentações que indicam semelhanças com as transações que aprofundaram as investigações contra seu filho mais velho.

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Mencionado no material recolhido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro , Jair Bolsonaro não foi alvo das apurações, já que, em razão do cargo, só pode ser investigado por atos cometidos durante o mandato.

Flávio Bolsonaro é acusado pelo MP-RJ de liderar um esquema para ficar com parte do salário de 12 funcionários fantasmas em seu gabinete na Alerj entre 2007 e 2018, período em que Queiroz esteve subordinado ao senador como assessor.

Segundo o MP-RJ, foram desviados ao todo R$ 6,1 milhões dos cofres públicos, e R$ 2,08 milhões comprovadamente foram repassados para Queiroz. Investigadores dizem ainda que outros R$ 2,15 milhões sacados das contas dos supostos funcionários fantasmas podem ter sido disponibilizados para a organização criminosa.

A denúncia diz que os recursos da “rachadinha” no gabinete de Flávio circularam prioritariamente por meio de dinheiro vivo, e um dos meios de lavagem de dinheiro foi a aquisição de imóveis. Em janeiro deste ano, o filho mais velho do presidente fez sua 20ª transação imobiliária, adquirindo uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília , mesmo sem ter renda para financiá-la de acordo com as regras do próprio banco usado , o Banco de Brasília (BRB).

A defesa de Flávio Bolsonaro nega as acusações e diz que a denúncia do MP-RJ tem “erros bizarros”, e o Planalto não respondeu até a publicação da reportagem.

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