DÉJÁ VU

Veja quem são os ex-servidores presos pela PC por esquema de dados falsos na PGM de Cuiabá

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Veja quem são os ex-servidores presos pela PC por esquema de dados falsos na PGM de Cuiabá
Ex-servidores são apontados como integrantes do núcleo responsável pela manipulação indevida de registros no sistema da Procuradoria [Foto - PJC]

Conteúdo/ODOC - Os ex-servidores Jefferson Antônio da Silva, Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira são os alvos dos mandados de prisão preventiva cumpridos na manhã desta terça-feira (19), durante a Operação Déjà Vu, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para apurar um esquema de inserção de dados falsos no sistema da Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Cuiabá.

Ao todo, a operação cumpre 43 ordens judiciais, entre elas três prisões cautelares, doze mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão, três afastamentos do serviço público, quatro medidas de sequestro de bens e doze bloqueios de valores. As constrições patrimoniais somam R$ 491.450,45. As decisões foram expedidas pelo Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

Segundo apuração do site FolhaMax, os três ex-servidores são apontados como integrantes do núcleo responsável pela manipulação indevida de registros no sistema da Procuradoria, por meio do uso irregular de credenciais de acesso, como logins e senhas, e de rotinas internas da plataforma.

Além das prisões, a Justiça aplicou medidas cautelares contra a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro e contra Denner Bezerra de Oliveira, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Diego Henrique Aguiar Couto, Orlando Rodrigues da Silva, Wilson Luiz da Costa Marques e Idelfonso Nilo da Silva Neto.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e teve início em abril de 2025, a partir de uma notícia de fato encaminhada pela própria Procuradoria-Geral do Município no final do primeiro trimestre do ano.

De acordo com a Polícia Civil, as apurações indicam a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares, com potencial impacto direto na arrecadação municipal e na regularidade dos registros administrativos. Também há indícios de vantagem indevida, possivelmente relacionada a supostas “intermediações” e “serviços” vinculados à alteração de dados no sistema da Procuradoria.

As ordens judiciais têm como objetivo evitar a destruição de provas, resguardar a instrução processual e garantir eventual ressarcimento ao erário. As diligências concentram-se na coleta, preservação e análise de dispositivos eletrônicos e registros digitais considerados essenciais para o esclarecimento dos fatos.