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Veja como é um motor Milwaukee Eight por dentro depois de desmontado

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Gabriel Marazzi na oficina da Harley Davidson desmontando o motor da moto Milwalkee Eight
Divulgação

Para montar ou desmontar, seguir a sequência de aperto recomendado pela Harley-Davidson é fundamental

Parece que foi cronometrado: há exatamente um ano contei aqui muito do que aprendi na oficina da Harley-Davidson na escola de treinamento do Senai/SP, principalmente em relação a alguns detalhes de funcionamento e controle. Só que desta vez a tarefa foi mais interessante: desmontar completamente um motor Milwaukee-Eight 107 e montá-lo novamente.

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Alguém pode pensar, de cara, que desmontar é mais fácil, basta ir soltando os parafusos e separando os componentes. Ledo engano. Da mesma forma que, para montar um motor da Harley-Davidson , é necessário seguir à risca os procedimentos descritos no manual de oficina, incluindo a sequência de aperto e o torque aplicado em cada parafuso, para desmontá-lo o procedimento é o mesmo, só que inverso. Só não é necessário utilizar um torquímetro.

Antes de descrever a desmontagem, será muito útil, para qualquer pessoa que queira entender um pouco melhor uma Harley-Davidson, conhecer algumas de suas particularidades, como o fato de existirem dois tipos de motores Milwaukee-Eight.

Os que equipam a linha Ultra são os Milwaukee- Eight tipo “A”, cuja principal característica diferencial é o sistema balanceiro interno simples, ou seja há apenas um eixo no bloco do motor que, virando um contra-peso na rotação inversa do virabrequim, minimiza a vibração causada pelo sobe-e-desce dos pistões. Já as Softail são equipadas com o motor Milwaukee-Eight tipo “B”, que tem duplo eixo balanceiro.

A razão para que as Softail tenham um motor ligeiramente diferente é que elas não têm coxins no quadro, componentes de borracha que, nas Ultra, compensam um balanceiro a menos, pois absorvem uma parte da vibração. Eles não são utilizados nas Softail para que essas motocicletas, de chassis mais leves do que os das Ultra, possam ter um comportamento dinâmico um pouco mais firme em curvas.

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Com exceção dos sistemas de balanceiros, os motores Milwaukee-Eight “A” e “B” são praticamente iguais, com dois cilindros em V a 45 graus e cilindrada de 1.868 cm 3 (114) e 1.753 cm 3 (107). Esses motores têm duas velas em cada cilindro, apenas um comando de válvulas localizado no bloco do motor e quatro válvulas, duas de admissão de duas de escape, em cada cilindro.

Como comparação, os anteriores motores Twin-Cam 96 e 103 (respectivamente de 1.585 cm 3 e 1.690 cm 3 ), que também tinham balanceiro duplo no tipo “B”, tinham uma vela de ignição em cada cilindro, dois comandos de válvulas no bloco e apenas duas válvulas por cilindro.

A ordem de ignição dos motores V2 das Harley são de 405º (360º + 45º) e 315º (360º – 45º), o que resulta em fases de combustão alternada, apenas com essa diferença de 45 graus, justamente o que dá o ronco característico desses motores.


Motor da Harley-Davidson Milwaukee Eight totalmente desmontado
Divulgação

Tampas, cabeçotes, varetas e cilindros: tem muito mais para ser desmontado no motor da Harley-Davidson

Outra particularidade é que, enquanto que os antigos motores Twin-Cam não tinham radiador de óleo, o Milwaukee-Eight têm, com exceção das Ultra, que têm o sistema Rushmore, com radiador de água resfriando um circuito apenas para os cabeçotes.

Segredinho: com o motor desligado, manter o acelerador no fim de seu curso por alguns segundos aciona a circulação forçada do sistema de refrigeração a água, para resfriamento mais rápido, quando necessário.

Um detalhe interessante, que favorece não só o balanceamento dos motores V2 da Harley como também o seu visual, são as bielas do tipo garfo e faca, como se fosse “uma dentro da outra”. Esse pequeno detalhe, que é patenteado pela Harley, faz com que os dois cilindros fiquem exatamente alinhados entre si.

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Desmontando o motor da Harley-Davidson


Gabriel Marazzi no final da desmontagem do motor da Harley Davidson Mulwaukee Eight
Divulgação

Olha aí o que eu tirei de dentro do motor da Harley-Davidson. E fiquei com o bloco nas mãos

Na hora de desmontar o motor, fiquei com um Milwaukee-Eight “B”, de dois eixos contrabalanceiros. Já com os dois cabeçotes fora, a primeira coisa é retirar os cilindros muito devagar, soltando os pistões com cuidado para que não batam nos prisioneiros. Um truque muito simples é protegê-los com um tubo fino de PVC.


Motor da Harley-Davidson Milwaukee Eight montado na motocicleta
Divulgação

Harley-Davidson Milwaukee Eight com motor montado na motocicleta

O procedimento seguinte consiste em retirar os pistões das bielas, utilizando um saca-pino específico para esse motor. O cuidado nessa hora é não deixar cair a trava metálica dentro do bloco. Para que as bielas não batam nas laterais do bloco, dessa vez as cobrimos com tubos grossos de PVC.

Em seguida, são retiradas as guias dos protetores das varetas do comando, com procedimentos detalhadíssimos para que os tuchos possam ser retirados sem problemas. Depois disso, retirando-se a tampa lateral do motor, tem-se acesso ao conjunto da bomba de óleo que, retirado, solta o comando de válvulas.

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Daí para a frente tudo é mais fácil, soltando os 12 parafusos do bloco é possível abri-lo em duas metades, liberando os dois balanceiros e o virabrequim, juntamente com as duas bielas do tipo garfo e faca.

Todos os procedimentos são bastante detalhados no manual de oficina, acessível exclusivamente via web. O laptop ao lado da bancada é peça fundamental. Nem é preciso dizer que as ferramentas, específicas da Harley, ou mesmo as convencionais, são um delírio à parte.

Para a montagem, todos os procedimentos são feitos no sentido inverso e todos os apertos seguem a sequência e o torque corretos. Mais uma vez não tive a oportunidade de ver aquele motor funcionar, até porque se trata de um motor destinado exclusivamente ao treinamento, mas certamente, com o capricho que não é possível se deixar de lado, a motocicleta da Harley-Davidson iria trabalhar como nova.

Fonte: IG Carros
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Harley-Davidson apresenta os novos modelos da linha 2020

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Novas Harley-Davidson da linha 2020 arrow-options
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Modelos da linha 2020 como a Road Glide Limited (foto) chegam para ditar novos parâmetros de tecnologia na marca

A Harley-Davidson acaba de anunciar sua linha de modelos para o ano de 2020, com a apresentação oficial agendada para a segunda semana de setembro na Califórnia (EUA). Além da primeira moto elétrica da marca, LiveWire, a Low Rider S — com o motor Milwaukee-Eight 114, que passa a integrar a família Softail — e a CVO Tri Glide — com novas tecnologias, como o controle de tração, e o sistema HD Connect, que permite o pareamento da central da moto com o smartphone (também presente na elétrica — são as maiores novidades. Tirando a LiveWire, já confirmada para vir ao Brasil no ano que vem, falta saber sobre a chegada das outras duas.

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Ainda assim, a nova  Road Glide Limited também compõe os maiores destaques, substituindo a  Harley-Davidson Road Glide Ultra para 2020 no segmento das motos de luxo, voltadas a grandes viagens. Quanto ao modelo, agora está disponível com uma nova Opção de acabamento preto, também integrado ao pacote de opcionais da linha Ultra Limited 2020. Vale destacar, além disso, que o sistema ABS Brembo da Harley, que anteriormente era uma opção disponível em alguns modelos de turismo, agora é padrão em todos os modelos dessa categoria.

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O centro das atenções

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Harley-Davidson LiveWire segue a mais chocante, por representar uma revolução no line-up da fabricante

A LiveWire é, definitivamente, a grande divisora de águas na história da marca. O novo design futurista não é só parte da estratégia da Harley-Davidson de renovar seus negócios nos EUA até 2027, mas também de estabelecer a marca como líder na eletrificação do transporte em duas rodas. É com isso que, a partir dela, a marca revelou que outras motocicletas elétricas deverão chegar logo em seguida.

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Dados oficiais de desempenho revelam que é capaz de acelerar até 100 km/h em 3,5 segundos. O propulsor elétrico não faz uso de embreagem, nem troca de marchas, simplificando a condução para novos pilotos. Além disso, as frenagens regenerativas de energia adicionam carga à bateria, item responsável por garantir os 180 km de autonomia que a H-D divulga.

Através do sistema Connect, o piloto se informa sobre o status da carga de bateria, autonomia disponível, locais onde há estações de recarga para a bateria, alerta de violação e localização do veículo, notificações de atendimento e lembretes de revisões. Entre outros equipamentos, também se encontram os que auxiliam a condução. Entre eles, o controle eletrônico de chassi, freios ABS e controle de tração.

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Ainda quanto ao controle, o seu motor está localizado na parte inferior da motocicleta para baixar o centro de gravidade, ajudando na agilidade da moto em todas as velocidades e tornando mais fácil o controle quando parada. Por fim, para não deixar a desejar no quesito ronco, o motor promete, segundo a fabricante “um novo som característico da Harley-Davidson ao acelerar e ganhar velocidade”.

Fonte: IG Carros
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Nissan Frontier leva quatro estrelas em teste de colisão

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Nissan Frontier foi submetida ao teste do Latin NCAP, órgão que regula a segurança automotiva no continente

A Nissan Frontier obteve quatro estrelas de um total de cinco possíveis na última bateria de testes de colisão promovida pelo Latin NCAP, cujos resultados foram divulgados nesta quarta-feira (21).

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A unidade da Nissan Frontier testada não estava equipada com os airbags laterais e de cortina, presentes apenas na versão de topo LE. Já a carroceria teve a estrutura considerada instável. Mesmo assim, a proteção aos passageiros adultas teve proteção considerada “marginal” apenas para os joelhos do motorista no impacto frontal. Na colisão lateral, a proteção aos ocupantes foi considerada “boa”.

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Outros modelos

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O Chevrolet Cruze também foi submetido a uma nova bateria de testes com bons resultados

O Latin NCAP avaliou também na mesma bateria de testes os Toyota Hilux e SW4 e o Chevrolet Cruze. A picape média e a SUV da marca japonesa, que haviam obtido a pontuação máxima em 2015, tiveram o resultado confirmado em novos testes de impacto lateral e de poste. Vale destacar que os dois modelos estão equipados com airbags laterais, de cortina e para os joelhos do motorista em todas as versões, desde o lançamento da linha 2020.

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Já o Chevrolet Cruze , que havia sido avaliado pela primeira vez no ano passado, passou por uma nova avaliação com os airbags laterais e de cortina e garantiu as cinco estrelas na proteção do ocupante adulto.

Fonte: IG Carros
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