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Internacional

Vaticano vai barrar investimentos em armas

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Reprodução/Flickr

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O Vaticano anunciou em comunicado nesta terça-feira que promoverá, a partir do dia 1º de setembro, uma política de investimentos “ética” e “sustentável”, que prevê o fechamento de contas no exterior e a proibição de investir no setor de armas e defesa.

De acordo com o documento divulgado pelo Ministério da Economia da Santa Sé, serão proibidos os investimentos em setores relacionados a armas e defesa, pornografia, jogos de azar ou com implicações para o aborto e o desenvolvimento de linhagens embrionárias.

O Vaticano também decidiu centralizar suas contas de ações ou investimentos em bancos estrangeiros, transferindo-as para o Banco do Vaticano. As contas serão supervisionadas pela Administração do Patrimônio da Sé Apostólica. O objetivo é promover maiores controles e limitar os investimentos de risco.

O Vaticano foi recentemente protagonista de um escândalo por fraude, peculato, abuso de poder, lavagem de dinheiro, corrupção e extorsão com dezenas de pessoas julgadas, incluindo um cardeal.

No centro do caso está a compra de um edifício de luxo em Londres como parte dos investimentos da Santa Sé, cujo considerável portfólio imobiliário inclui empresas de prestígio na Europa e muitos edifícios em Roma.

A nova política também quer promover a proteção do meio ambiente , favorecer as energias renováveis ​​e a biodiversidade, além de evitar especulação com as indústrias de mineração, petróleo ou nuclear. O Vaticano pretende “garantir que os investimentos contribuam para um mundo mais justo e sustentável” e “estejam alinhados com os ensinamentos da Igreja Católica”.

Isso significa excluir setores que “contradizem seus princípios fundamentais, como a santidade e a dignidade da vida”, especificou o Ministério da Economia no comunicado.


Em junho, o Vaticano já havia anunciado a criação de um comitê para garantir a natureza ética de seus investimentos imobiliários.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

México: Obrador diz que vai reforçar  trabalhos para resgatar mineiros

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Obrador afirma que estão sendo todos os esforços para o resgate dos dez mineiros
Divulgação/Governo do México

Obrador afirma que estão sendo todos os esforços para o resgate dos dez mineiros

As autoridades mexicanas vão reforçar os trabalhos para resgatar os 10 mineiros presos em uma mina de carvão . A afirmação foi feita pelo presidente do México, López Obrador, durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (15).

Os trabalhadores estão presos na mina Pinabete, localizada na cidade de Sabinas, desde o dia 3 de agosto. Desde então, as forças oficiais e voluntários atuam para resgatar os mineiros, mas a situação ficou um pouco mais complicada no domingo (14), quando os níveis de água no local voltaram a aumentar. 

“Infelizmente, a mina desabou ainda mais, principalmente por conta de um furo de água na mina abandonada vizinha (Concha Norte), que é a que mais acumula água”, afirmou o chefe executivo mexicano.

Coordenadora Nacional de Proteção Civil, Laura Velázquez Alzúa, ressaltou que a nova inundação frustrou o plano de resgate que estava sendo seguido, uma vez que o aumento da profundidade do poço impossibilitou a entrada dos socorristas no domingo.

Alzúa completou destacando que os socorristas devem continuar bombeando a água permanentemente e que seja injetado cimento através das perfurações nas galerias para vetar a passagem de água de uma mina para outra. 

Atualmente, 14 bombas localizadas nos poços da mina atuam na retirada de água no local. A vazão de saída da água é de 371 litros por segundo.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

ONU e Rússia debatem sobre usina nuclear de Zaporizhzhia em reunião

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Vista da central nuclear de Zaporizhzhia
Foto: ANSA

Vista da central nuclear de Zaporizhzhia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, e o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, debateram a situação da  central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia nesta segunda-feira (15).

A usina fica na Ucrânia e é operada por funcionários ucranianos, mas está sob controle militar dos russos desde o início de março. Por conta disso, ataques na área e contra a central estão sendo realizados – com Kiev e Moscou trocando acusações sobre as ações militares.

“Sergei Shoigu conduziu negociações telefônicas com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no mérito das condições para o funcionamento seguro da central nuclear de Zaporizhzhia”, informou em nota o Ministério da Defesa.

Kiev e Moscou se acusam de fazer ataques, que chegaram a danificar um dos dois reatores que estavam em funcionamento, e também dizem que a delegação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não pode fazer inspeções por conta do “inimigo”.

É impossível saber, de maneira independente, quem realmente faz as operações militares ou se são as duas nações as responsáveis.

A central nuclear que fica em Energodar é a maior da Europa e, antes da guerra, operava com dois dos seus seis reatores. A AIEA já alertou, mais de uma vez, que a situação na usina é “muito grave” e chegou a dizer que tudo no local estava “completamente fora de controle”.

Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, as visitas de rotina da agência, que é ligada à ONU, foram interrompidas e, por mais de uma vez, a AIEA informou que perdeu o acesso às informações remotas de segurança e vigilância.

Por conta dos ataques, a Rússia informou que desligou um dos reatores afetados e que está cogitando fechar a central nuclear.

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Fonte: IG Mundo

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