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Várzea Grande

Várzea Grande cumpre 85% das metas estabelecidas para Saúde Pública

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Com estimativas de gastos da ordem de R$ 2,5 bilhões com a judicialização da Saúde Pública em 2019, nas três esferas do Poder Público, Federal, Estadual e Municipal que já receberam 1.750 milhões de ações judiciais e prestando contas das metas estabelecidas na última conferência municipal de Saúde, Várzea Grande debateu as questões relativas à sua atuação nos últimos dois anos e estabeleceu metas para os próximos quatro anos.

Das propostas contidas no Plano Municipal de Saúde e discutidas na última Conferência Municipal de Saúde, Várzea Grande cumpriu 85% do total, sendo 60% integralmente e 25% ainda estão em andamento.

Presente ao evento, a fala do juiz de Direito, Antônio Veloso Peleja Júnior foi um dos momentos que mais movimentou a discussão.

A judicialização da Saúde é a busca do direito à saúde e do acesso a bens e serviços de saúde por meio de ações junto ao Poder Judiciário. Uma questão que divide opiniões. A problemática foi discutida e propostas resolutivas também foram apresentadas.

“Vendo pelo ângulo judiciário, a grande questão é, a partir do momento que você faz micro justiça em um caso individual, você retira a possibilidade do sistema macro funcionar bem, em termos de saúde, ou seja, o Estado acaba sendo obrigado a tirar de um lugar para colocar em outro, deixando de suprir por vezes necessidades de todos para suprir uma necessidade individual”, explica o Juiz que é Mestre em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O magistrado explica que existem diversas balizas quando se trata desse tema. “O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já está a algum tempo discutindo e disciplinando este tema. Temos ainda o Supremo Tribunal Federal (STF) que irá decidir rumos importantes a cerca de alguns temas da Saúde incluindo a judicialização. Temos ainda os Tribunais Federais e Estaduais que estão discutindo esse tema. Não é uma questão fácil. Traz maturação para a própria sociedade e uma discussão muito grande nos tribunais. O Supremo pretende fixar algumas balizas e enunciados, envolto a este sistema, sendo que o estado às vezes não tem condições de garantir esse direito. Mas quando o Judiciário dá a palavra final, ela tem que ser cumprida, no entanto, o juiz deve estudar os entendimentos e deferir uma liminar justa, e que o Estado consiga cumprir”. Para Peleja, buscar um acordo ou uma medição é a melhor solução. 

O secretário Municipal de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, realizou pessoalmente a prestação de contas da pasta. Diógenes pontuou os principais avanços na saúde Pública de Várzea Grande e elencou os que ainda estão por vim.

Ele lembrou que sob o comando da prefeita Lucimar Sacre de Campos, Várzea Grande está aplicando entre 25% e 28% das Receitas Correntes na área da saúde pública de recursos municipais, bem mais do que o previsto na Legislação que é 15%.

“Nesses dois últimos anos entregamos várias unidades novas, equipadas e com servidores altamente capacitados. Além disso, reformamos e ampliamos as unidades que fazem parte da rede de saúde municipal. Em breve, a prefeita Lucimar inaugurará mais uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Mas rotineiramente temos entregue novas unidades, novos serviços e melhorando nossa capacidade de atendimento, principalmente na atenção básica, para deixar unidades como as UPA Ipase, do Cristo Rei e o Hospital Pronto Socorro de Várzea Grande exclusivamente para atendimentos de urgência e emergência”, ponderou Diógenes Marcondes. 

Por ser um espaço preparado para debates, opiniões, esclarecimentos, discussões no aprimoramento do Sistema Único de Saúde – SUS, o secretário discorreu sobre os trabalhos que vêm sendo feitos pela atual administração na melhoria da gestão da Saúde Pública, com remodelação nos serviços de recursos humanos, garantia de remédios e insumos de saúde, infraestrutura, tendo como foco principal a eficácia do atendimento à população. Diógenes garantiu ao Conselho Municipal que está sempre à disposição para receber propostas que contribuam na construção de uma saúde digna, eficiente e humanizada.   

“A meta é oferecer a Várzea Grande uma saúde pública de ‘boa’ à excelência. Nossa saúde já avançou muito desde que a gestão atual assumiu, e os avanços são visíveis. Hoje a cidade tem saúde, nossas crianças já podem nascer em Várzea Grande, a Maternidade Rede Cegonha realiza em  média de 103 partos ou cesarianas/mês. O percentual de morte prematura caiu para além das nossas expectativas. Tudo que foi debatido aqui, nessa Conferência, servirá de subsídio para elaboração do Plano Nacional de Saúde”, ponderou o secretário.  

Diante dos temas programados, foram formados grupos de discussão. O intuito foi aprofundar debates sobre cada temática e elaborar propostas de melhorias para os serviços da saúde no município de Várzea Grande.

As discussões coletivas abordaram os seguintes temas: Direito à saúde, garantia de acesso e atenção de qualidade; participação social; valorização do trabalho e da educação em saúde e financiamento do SUS e relação público-privado/Gestão do SUS e modelos de atenção à saúde.

“As propostas discutidas estão com o foco voltado à realidade vivida em Várzea Grande, dentro de um contexto estadual e nacional”, explicou o presidente do Conselho Municipal de Saúde Guilherme da Silva Queiroz.

Por: Letícia Kathucia – Secom/VG

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Várzea Grande

Plantão psicológico presta apoio voluntário para a população com resultados

Publicado


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15/07/2020    6

Cento e sete pessoas foram atendidas pelo ‘Plantão Psicológico’, serviço de acolhimento e escuta terapêutica, implantando pela prefeitura de Várzea Grande, por meio de uma iniciativa da secretaria municipal de Saúde. Entre 25 de março até 30 de junho, do total de pessoas atendidas, 55%, já apresentaram melhora, os outros seguem em atendimento.

O serviço disponibilizado de forma remota e gratuita, por meio do 0800 647 0020, se apresenta como um importante aliado na prevenção de problemas e sofrimentos mentais em períodos de grande pressão, como o atual marcado pela pandemia. “Existem parcelas da população mais vulneráveis e que necessitam de orientações, especialmente, os profissionais da saúde que estão na lida diária para salvar vidas”, aponta o secretário municipal de Saúde, Diógenes Marcondes.

O atendimento surgiu como uma significativa e efetiva alternativa de acolhimento em tempos de pandemia. “Esse apoio tem feito muita diferença, e mesmo sem ter um perfil mapeado das pessoas atendidas, acredito que tem ajudado muitos profissionais da área da saúde, que na linha de frente, ou não, estão no enfrentamento diário do novo coronavírus, se expõem nessa guerra desigual e que sempre deixa sequelas”, explica o secretário.

A pandemia trouxe não apenas medidas de restrição e distanciamento social, mas há ainda o preconceito, o que acirra o sentimento de isolamento social. “O ‘Plantão Psicológico’ proporciona um apoio emocional para esses dias difíceis de serem encarados e até mesmo, compreendidos”, defendeu Marcondes.

Nesse primeiro balanço parcial de atendimentos – quase cem dias em funcionamento – a assistente social, especialista em Saúde Mental e mestre em Política Social e coordenadora da Saúde Mental no Município, Soraya Miter Simon, explica que considerando o total de pessoas atendidas, 107, o retorno é positivo. “Cinquenta e nove pessoas, o equivalente a 55% do total, encerraram os atendimentos pela melhora apresentada em relação ao quadro emocional inicial. Ao todo foram realizados 185 atendimentos, ou seja, alguns necessitaram de mais um atendimento diário. É um serviço muito importante e toda a população pode utilizar, basta ligar para o 0800 647 0020”.

A coordenadora destaca ainda que todo o atendimento remoto cumpre critérios estabelecidos pelo Conselho Federal e Estadual de Psicologia, por meio da resolução Nº 112018. “Todos os profissionais realizaram o cadastro e passaram ao atendimento por telefone, resguardando o sigilo e condutas terapêuticas. O atendimento é realizado através de uma escuta e abordagem terapêutica de forma breve, mas alguns casos seguem em atendimento semanal”.

O novo coronavírus chegou ao Brasil em meados de março e desde então mudou a rotina de todo um País, impondo mudanças bruscas de hábitos e na rotina. Mais do que colocar em risco a saúde das pessoas, a pandemia tem trazido uma grande pressão psicológica, tanto pelo medo/pavor em ser contaminado, em perder entes queridos e até menos pela pressão em decorrência do isolamento social. ”Por isso a necessidade de se criar um canal direto de que contemple uma modalidade de atendimento clínico-psicológico de tipo emergencial”, frisa Soraya. Não há dúvida de que vivenciamos uma crise de grande impacto sobre a sua saúde mental, completa.

O ‘Plantão Psicológico’ não tem como finalidade a resolução ou aprofundamento de intervenção terapêutica, “mas sim de prestar um momento de compreensão do seu sofrimento e ajuda para o alívio do stress e ansiedade causados pelo isolamento social. A insegurança e o medo instalado na população”, pontua a coordenadora.

A promoção da saúde mental deve ser preconizada por meio de estratégicas desenvolvidas por países acometidos por situações de calamidades e epidemias, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), “e Várzea Grande está seguindo essa orientação”, destaca o secretário de Saúde.

PLANTÃO PSICOLÓGICO – Os atendimentos estão sendo realizados via telefone, por meio de triagem, visando preservar a integridade e identidade de cada usuário e profissional. Os profissionais entrarão em contato para acolher e trabalhar às demandas de cada um.

São público-alvo do serviço os residentes em Várzea Grande, com idade acima de 18 anos.

Os atendimentos são realizados de segunda à sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 12h e das 13h às 17h, pelo 0800 647 0020.

 

Por: Marianna Peres – Secom/VG

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Várzea Grande

Prefeitura cancela enquete “Selo Empresa Amiga do Meio Ambiente” por suspeita de uso de robôs na votação

Publicado


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14/07/2020    2

Sob suspeita de ataque virtual , a enquete para escolha ‘Selo Empresa Amiga do Meio Ambiente 2021” da Internet foi removida do site da prefeitura de Várzea Grande.As secretarias municipais do Meio Ambiente e  Educação, após suspeita levantada pelos serviços de Tecnologia da Informação – TI- da prefeitura, de ter havido ataque virtual, resolveram suspender a votação temporariamente, acreditando, que este tipo de votação lesa o princípio de igualdade na disputa.

Conforme informações da TI este caso foi considerado como um movimento atípico, vez que, desde  2016 , o “Selo Empresa Amiga do Meio Ambiente” , é escolhido nesta modalidade, e nunca houve ocorrência ou anormalidade. A hipótese é que tenha sido usado um programa que permite votar repetidamente, de forma automática, em um único desenho.

Os secretários municipais de Educação e Meio Ambiente respectivamente, Silvio Fidelis e Helen Farias, foram unanimes ao afirmar que a escolha parte de atividades escolares, realizadas no âmbito curricular, junto aos alunos da Rede de Educação Pública Municipal, com programação e vasto material de conhecimento e que cumprem etapas, para se chegar ao resultado final, que é a exposição dos desenhos para a escolha junto à sociedade várzea-grandense, e repudiam esta prática, afirmando que não será permitida, porque faz parte de uma atividade escolar saudável.

“ Este trabalho educativo que é realizado pelas equipes da Educação e Meio ambiente, junto aos alunos é de extrema importância, porque não só desperta a educação ambiental entre eles como também é extensivo as famílias. E realizando esta atividade, que externa junto a sociedade e classe empresarial, os alunos se sentem a cada ano mais desafiados, a darem o melhor de si, e aprofundam nas pesquisas para realizarem a tarefa final, que é a produção do selo, que é colocado para a escolha junto a população da cidade. Sendo esta ação de extrema responsabilidade social”, disse a secretária do Meio Ambiente Helen Farias.    

O secretário Silvio Fidelis, explicou que para a enquete deste ano houve mudança justamente para não haver disputa desigual “Para não direcionar nem influenciar na votação, os trabalhos foram publicados sem os nomes dos autores e das escolas. O público interessado em participar da votação vai apreciar o melhor desenho que expressa o zelo que o homem deve ter com o meio ambiente e as consequências por não cuidar do meio em que vivemos. A votação sempre foi na modalidade livre, não contendo base científica, e sim, a pura expressão do aluno com referência ao tema. A Votação é aberta para toda a sociedade. A votação iria até o dia 31 de julho, sendo o período para votação de 30 dias. Tão logo o problema seja resolvido, a enquete retorna, e comerá do zero, ficando garantido o prazo de 30 dias para votação ”,detalhou o secretário.

 

 

 

Por: Da Redação – Secom/VG

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