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Saúde

Varíola: OMS deixa de diferenciar países africanos como endêmicos

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Vírus da 'varíola dos macacos'
Foto: Centro de Controle de Doenças/Divulgação – 20/05/2022

Vírus da ‘varíola dos macacos’

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a suprimir das estatísticas sobre a varíola dos macacos a distinção entre países endêmicos e não endêmicos. A mudança, segundo a organização, é para facilitar a elaboração de uma “resposta unificada” ao vírus monkeypox.

Antes de a doença se espalhar pelos continentes, no surto que teve início no começo de março, a varíola dos macacos era considerada restrita a onze países localizados na África Central e Ocidental.

“Estamos eliminando a distinção entre países endêmicos e não endêmicos, informando sobre países juntos quando for possível, para refletir a resposta unificada necessária”, diz o último boletim da OMS sobre o tema, divulgado neste sábado.

De acordo com o documento, foram relatados 2.103 casos da varíola dos macacos em 42 países neste ano, além de um óbito, na Nigéria, e uma outra morte suspeita. De modo diferente de como acontecia anteriormente, com os registros concentrados no continente africano, agora a maioria das confirmações (83%) ocorreu na Europa, com 1.773 casos.

Em seguida, está a América, com 64 casos (3%). Há ainda registros de outras pessoas infectadas nos demais continentes. No Brasil, há sete casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde.

No entanto, a OMS considera provável que o número real de casos no mundo seja maior. Isso porque, de acordo com o boletim, o vírus pode estar “circulando sem ser reconhecido durante algum tempo (…) o que pode remontar a 2017”, em regiões onde não tinha sido detectado antes.

Emergência de saúde

No próximo dia 23, a organização vai avaliar se o surto atual representa uma “emergência de saúde pública de alcance internacional”.

“O surto global da varíola dos macacos é claramente incomum e preocupante. É por essa razão que decidi convocar o comitê de emergência, sob os regulamentos internacionais de saúde, na próxima semana, para avaliar se esse surto representa uma emergência de saúde pública de interesse internacional”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa na última terça-feira.

O status de emergência internacional é hoje atribuído apenas à Covid-19 e à poliomielite. Em outras épocas, já foi decretado para diferentes doenças, como no caso do ebola, em 2014, e da gripe suína, em 2009.

Entenda os riscos da varíola dos macacos

Desde que o primeiro diagnóstico inesperado da varíola dos macacos foi identificado no Reino Unido, no início de maio, uma série de países passaram a registrar casos de pessoas infectadas.

A doença é uma versão semelhante à varíola erradicada em 1980, embora mais rara, mais leve e com a transmissão entre pessoas mais difícil de acontecer, segundo a OMS. Até então, ela era comum nos 11 países da África Central e Ocidental, onde é endêmica, com registros fora do continente africano normalmente associados a pessoas que viajaram para o local e retornaram contaminadas.

Existem duas variantes conhecidas do vírus monkeypox, associadas à África Ocidental (West clade) e à África Central na região do Congo (Congo clade). A primeira, causa do surto atual, é mais leve, com taxa de mortalidade de cerca de 1%. Ainda assim, não foram registradas mortes até agora entre os mais de mil casos identificados em lugares não endêmicos.

Para a segunda variante, o índice é mais alto: de 10%. Porém, especialistas explicam que como trata-se de um diagnóstico até então restrito a lugares do continente africano, sabe-se pouco sobre o comportamento do vírus nos demais países.

Transmissão e sintomas

De modo diferente da que foi eliminada pelas vacinas em 1980 — que infectava apenas humanos –, a varíola atual provocada pelo vírus monkeypox é uma zoonose silvestre, ou seja, uma doença que passa de animais, majoritariamente roedores, para pessoas.

A transmissão, portanto, costumava ser predominantemente pelo contato com esses animais portadores do patógeno, uma realidade diferente da que países vivem no surto atual, com contágio entre humanos. Porém, essa forma de disseminação entre pessoas, embora rara, já era conhecida. Ela acontece principalmente por contato com as lesões causadas na pele, como bolhas, e pelos fluidos corporais.

Além disso, a OMS reconhece que a via respiratória também é uma meio de entrada para o vírus, mas sendo necessário um contato próximo e prolongado, motivo para a transmissibilidade considerada mais baixa do agente.

As formas de contaminação, portanto, englobam o contato íntimo, com uma série de registros sendo associados a estabelecimentos destinados a encontros para o sexo. Por isso, a OMS alerta para que pessoas com muitos parceiros sexuais estejam atentas aos sintomas.

São eles febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções na pele (lesões) como bolhas que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença costuma apresentar um quadro leve, e as manifestações desaparecem sozinhas dentro de duas a três semanas.

Em caso de sintomas, os especialistas orientam a busca pelo serviço médico o mais rápido possível, assim como na situação de contato com pessoas sintomáticas. O período de incubação do vírus é longo, geralmente de 6 a 13 dias, mas podendo variar de 5 a 21 dias, segundo a OMS, o que pode levar a uma demora para o surgimento dos sinais.

Além de evitar contato com contaminados, usar máscaras em situações de risco e manter uma boa higienização das mãos, os dados da OMS mostram que os imunizantes utilizados para erradicar a varíola tradicional, em 1980, são até 85% eficazes em prevenir essa versão. Em alguns países, como o Reino Unido, o imunizante já está sendo oferecido a contatos de pessoas contaminadas e profissionais da saúde.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Sucos emagrecedores: descubra como usá-los corretamente na dieta

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Sucos emagrecedores: descubra como usá-los corretamente na dieta
Redação EdiCase

Sucos emagrecedores: descubra como usá-los corretamente na dieta

Bebidas desse tipo ajudam a reduzir peso e contribuem para o funcionamento do corpo

As dietas à base de sucos costumam trazer bons resultados para quem deseja eliminar peso de forma saudável e pouco traumática, pois preparam o organismo para a dieta. Mas, como toda restrição alimentar, precisa do acompanhamento adequado de um profissional especializado da área de saúde.  

Segundo a nutricionista Renata Fidelis, a dieta deve ser baseada na proporção de nutrientes, vitaminas e sais minerais. “O suco natural pode ser substituto do café da manhã, lanche da tarde ou ceia. Já para o almoço e jantar o indicado é uma refeição leve, como uma sopa de legumes com frango ou mesmo verdura refogada, cereais integrais e frutas. A proposta dos sucos ‘emagrecedores’ ou detox é benéfica, pois auxilia no funcionamento dos rins, do intestino e acelera o metabolismo”, explica a nutricionista. 

Como garantir um bom resultado 

O segredo do bom resultado da dieta é saber manter o equilíbrio, pois não deve se estender por um período muito longo, uma vez que a digestão do líquido é mais rápida e a pessoa poderá sentir falta de nutrientes.  

O êxito ao aderir a qualquer dieta dependerá da qualidade de vida de quem está fazendo. Com a dieta dos sucos não é diferente. “O suco sozinho não faz milagre, é preciso alimentação equilibrada, prática de exercícios e mudança de comportamento”, alerta Renata Fidelis. 

> Alergias durante o inverno: veja como combatê-las

Ingredientes indicados para os sucos 

Um dos benefícios dos sucos emagrecedores é que você pode variar os sabores e combinações, como frutas , verduras e legumes. Dessa forma a dieta não fica repetitiva, mas o ideal é usar os ingredientes certos.  

“As frutas indicadas são: abacaxi, morango, kiwi, limão, maçã, água de coco, melancia, maracujá; verduras e legumes, como couve, cenoura, pepino, erva-doce, hortelã, tomate, agrião e gengibre, pois ajudam a eliminar radicais livres e melhorar o sistema imunológico”, enumera Renata Fidelis.  

Alimentação equilibrada 

A nutricionista ainda reforça a importância de se manter uma alimentação equilibrada nas demais refeições do dia. “Lembrando que a alimentação saudável e equilibrada deve conter variedade de alimentos e o cardápio deve ser saboroso, contendo carboidratos, proteínas com menor teor de gordura saturada e colesterol, gorduras de boa qualidade (azeite de oliva, óleo de canola, girassol ou milho, abacate, noz e castanha), frutas, verduras e legumes, sendo tudo isso associado à prática de atividade física”, lembra. 

Então, aproveite os benefícios das frutas, legumes e grãos contidos nos sucos emagrecedores e elimine peso de forma saudável. 

Veja mais conteúdos na  revista ‘Saúde e Bem-estar’

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Estudo: mortes maternas no Brasil são 49,6% maiores que número oficial

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Mortes maternas no Brasil são 49,6% maiores que o número oficial, diz estudo
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Mortes maternas no Brasil são 49,6% maiores que o número oficial, diz estudo

O número de mortes maternas no Brasil é 46,9% maior que o oficial compilado de 2016 a 2021. Dados de estudo inédito do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr), publicado nesta quinta-feira, mostram que 17.119 gestantes e puérperas morreram ao longo desses seis anos. O Ministério da Saúde, por sua vez, contabiliza 11.436 óbitos oficiais no período.

As estatísticas vêm numa crescente desde 2019, quando morreram 2.432 grávidas e puérperas. Esse número subiu para 2.856 no ano seguinte até alcançar 3.955 em 2021. Em números, é como se 28 a cada 10 mulheres desses grupos estivessem fora dos dados oficiais no ano passado. Uma das causas para esse aumento é a Covid-19, doença para a qual essas mulheres fazem parte um dos grupos de risco.  “O que a pesquisa do OOBr mostra é que, na verdade, nós precisamos parar de olhar para as mortes de gestantes e puérperas usando só a forma como é feita pelo ministério, seguindo as descrições do próprio CID 10, porque temos situações em que a morte ocorreu por uma complicação e, por algum erro, foi apontada como morte de gestante e puérpera, mas não considerada”, afirma a coordenadora do OOBr e professora de Obstetrícia da Universidade de São Paulo (USP), Rossana Francisco.

A pesquisa utiliza dados públicos de mortalidade disponibilizados pela pasta. O primeiro passo foi filtrar as mortes de mulheres em idade fértil (de 10 a 49 anos) por causas definidas pelo ministério dentro da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID 10).

Depois, expande a análise para mortes apontadas na declaração de óbito como de gestante ou puérperas (até 42 dias pós-parto) e as mortes maternas tardias (de 43 a 365 dias pós-parto). Por último, também contabiliza causas externas. Causas externas são aquelas que incluem acidentes, violência e suicídios, entre outros fatores. A ideia dos pesquisadores, nesse caso, é compilar todas as mortes de gestantes e puérperas no Brasil para poder traçar políticas públicas que revertam o cenário.

“Se as mulheres morrem por suicídio, precisamos implementar uma política para diagnóstico e tratamento da depressão, de forma ativa. Se a violência, especialmente doméstica, é um problema, é preciso investigar e implantar medidas protetivas. Se as pacientes morrem de cardiopatias, precisamos de centros especializados para atendimento”, exemplifica a docente, uma das autoras do estudo.

Segundo o estudo, essa subnotificação falseia a real situação em torno das mortes maternas. Não incluir os óbitos a partir de 43 dias também maquiaria a qualidade da assistência médica oferecida a essas mulheres.

Procurado pelo GLOBO para abordar da metodologia pela qual contabiliza as mortes maternas, o ministério não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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Fonte: IG SAÚDE

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