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Saúde

Varíola dos macacos: quais países confirmaram casos da doença

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Varíola dos macacos: 334 casos já foram confirmados em 20 países
Reprodução/Montagem iG 25.5.2022

Varíola dos macacos: 334 casos já foram confirmados em 20 países

O número de casos confirmados da  varíola de macaco já está em 334 pessoas, segundo números atualizados, nesta sexta-feira (27), pela iniciativa Global.health, formada por pesquisadores das universidades de Harvard e Oxford. Além disso, segundo os números do projeto, 20 países já confirmaram casos da doença, que se espalha pelo mundo.

Os países europeus estão no epicentro da doença até o momento, mas a  Organização Mundial da Saúde já se prepara para evitar que a varíola se torna um problema em outras regiões do mundo.

Nesta sexta-feira, a diretora da OMS, Sylvie Briand, disse que conter o surto da varíola dos macacos em países não endêmicos é uma prioridade, e que isso pode ser feito caso os países tomem medidas rápidas.

“Achamos que, se tomarmos as medidas certas agora, podemos contê-lo (o surto) facilmente (…) Investigação de casos, rastreamento de contatos, isolamento em casa (para infectados) serão as melhores apostas”, afirmou a representante na assembleia anual da OMS.

Países com casos confirmados até agora

  1. Reino Unido – 90 casos
  2. Espanha – 84 casos
  3. Portugal – 58 casos
  4. Canadá – 26 casos
  5. Alemanha – 13 casos
  6. Países Baixos – 12 casos
  7. Itália – 10 casos
  8. Estados Unidos – 9 casos
  9. França – 7 casos
  10. Bélgica – 6 casos
  11. República Checa – 5 casos
  12. Suíça – 3 casos
  13. Suécia – 2 casos
  14. Austrália – 2 casos
  15. Dinamarca – 2 casos
  16. Slovenia – 2 casos
  17. Israel – 1 caso
  18. Emirados Árabes Unidos – 1 caso
  19. Finlândia – 1 caso

Casos suspeitos

Ainda segundo a iniciativa Global.health, existem casos suspeitos da doença que ainda estão em avaliação. A Espanha é o país que mais conta com casos suspeitos, com 55 possíveis novas infecções ainda sem confirmação.

Na sequência, o Canadá tem 34 casos suspeitos, enquanto a Itália tem 2, os Estados Unidos, Bélgica, Israel, Argentina, Sudão e Bolívia com 1 caso suspeito até o momento.


Situação no Brasil

No Brasil, ainda não houve casos confirmados ou suspeitos da doença, mas, as recentes possíveis infecções na Argentina e na Bolívia levantaram um alerta para as autoridades de saúde do país.

A fronteira entre o Brasil e a Bolívia, por exemplo, está em alerta após um jovem boliviano, de 26 anos, ser isolado na cidade de Santa Cruz de la Sierra com sintomas parecidos ao da varíola dos macacos. O comunicado foi feito pela Secretária de Saúde de Corumbá, cidade que fica na fronteira com o país vizinho.

“Recebemos o comunicado da vigilância de fronteira sobre o possível diagnóstico de uma doença relacionada à varíola dos macacos, trata-se de um jovem boliviano, que está em Santa Cruz de la Sierra isolado”, informou o secretário Rogério Leite.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota, na última terça-feira (24), esclarecendo as recomendações feitas para tentar retardar a entrada do vírus no Brasil. Segundo a agência, foi apenas reforçada a adoção das medidas que já estão em vigência em aeroportos e aeronaves e que são destinadas a proteger “o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças.”

Origem do vírus

Os primeiros registros da doença, provocada pelo vírus monkeypox, começaram a ser feitos na metade deste mês de maio, e o sequenciamento genético do vírus foi feito no dia 19. Ou seja, é cedo demais para fazer afirmações precisas sobre a disseminação, a letalidade e os possíveis rumos da doença.

Porém, segundo a revista científica ‘Nature’, o número de casos detectados fora do continente africano nos últimos dias já ultrapassou o acumulado dos últimos 50 anos. Apesar do novo surto com potencial global, a varíola dos macacos é conhecida e monitorada há décadas.

De acordo com especialistas, a varíola dos macacos é uma parente mais branda da varíola humana. A maior parte dos infectados tem um quadro que começa com mal-estar, dor de cabeça, dor no corpo e febre. Depois de alguns dias, aparecem as lesões na pele.

Essas lesões na pele geralmente começam vermelhas e menores, mas ficam maiores por conta do pus e do inchaço. É na fase de inchaço e pus que a transmissão do vírus é maior.

A doença é uma versão semelhante à varíola erradicada em 1980. Ela costuma ser passada de animais, principalmente roedores, para os humanos. O período de incubação do vírus monkeypox – tempo entre infecção e aparecimento de sintomas – é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias, segundo a OMS.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rio de Janeiro confirma quinto caso de varíola dos macacos

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A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou hoje (29) o quinto caso de varíola dos macacos (monkeypox) no estado. Segundo nota divulgada pela secretaria, três pacientes residem na cidade do Rio e um em Maricá (no Grande Rio). O quinto caso é de um residente de Londres que estava em viagem ao Rio quando foi confirmada a doença.
 
Há ainda quatro casos suspeitos da doença em investigação no estado, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.
 
Com o caso de hoje, já são 21 os pacientes confirmados com varíola dos macacos no Brasil, sendo 14 em São Paulo e dois no Rio Grande do Sul, além dos registrados no Rio.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, outros 23 casos estão em investigação nos estados do Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Acre, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio, além do Distrito Federal.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

‘As mulheres devem ter direito de escolher’, diz OMS sobre aborto

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OMS sobre aborto: “Todas as mulheres devem ter direito de escolher”
Reprodução: BBC News Brasil

OMS sobre aborto: “Todas as mulheres devem ter direito de escolher”

Em entrevista coletiva desta quarta-feira (29), a Organização Mundial de Saúde (OMS) reforçou seu posicionamento em defesa do aborto seguro. A discussão internacional sobre o procedimento voltou à tona após os Estados Unidos derrubarem o direito federal a ele.

“Todas as mulheres devem ter o direito de decidir quando se fala do seu corpo e da sua saúde. Ponto final. Aborto seguro é cuidado de saúde. Ele salva vidas. Restringi-lo só leva mulheres e meninas a procedimentos inseguros, que resultam em complicações a até a morte. A evidência é irrefutável”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Tedros afirma que as mulheres pobres de comunidades marginalizadas serão as que vão sofrer um maior impacto com a limitação do acesso ao aborto seguro. A cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan, diz que negar o acesso ao procedimento em serviços de saúde é como dificultar que uma pessoa receba um remédio capaz de salvar sua vida.

“A falta de acesso não reduz o número de abortos. Se a mulher precisar, ela vai procurar como resolver. Vamos começar a ver o aumento da mortalidade e morbidade com essa decisão”, criticou a cientista.

O diretor-geral da OMS afirma que a população mundial simplifica demais ao dizer que é apenas um direito de escolha. Além disso, ele afirma que é uma decisão sobre a vida e o futuro da mulher, e que não é uma opinião, é um fato comprovado por pesquisa científicas irrefutáveis.

Ghebreyesus reiterou sua preocupação com o impacto global da decisão norte-americana, e a considera um retrocesso.

“Não esperávamos que essa mudança viesse dos EUA. Esperávamos que eles liderassem nesse assunto. Nos últimos 40 anos, a tendência global para mulheres é aumentar o acesso ao aborto seguro. A decisão da última semana foi um passo atrás, e nunca foi tão importante que a sociedade se una para proteger o direito da mulher de passar por um aborto seguro, em qualquer lugar”, conclui.

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Fonte: IG SAÚDE

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