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Saúde

Varíola dos macacos: OMS recomenda a redução de parceiros sexuais

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Vírus da 'varíola dos macacos'
Foto: Centro de Controle de Doenças/Divulgação – 20/05/2022

Vírus da ‘varíola dos macacos’

Diante do aumento no número de casos da varíola dos macacos (monkeypox) , a Organização Mundial de Saúde recomendou nesta quarta-feira que as pessoas reduzam o número de parceiros sexuais e reconsiderem novas relações.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que é preciso “reduzir riscos de exposição”:

“Isso significa fazer escolhas seguras para você e para os outros. Para homens que fazem sexo com homens, isso inclui, no momento, reduzir o número de parceiros sexuais, reconsiderar o sexo com novos parceiros e trocar detalhes de contato com novos parceiros para permitir o acompanhamento, se necessário”, afirmou o diretor.

Tedros ainda reforçou que não se deve ter estigma e discriminação em torno da doença e que ambas podem ser tão perigosas quanto a propagação do vírus. “Embora 98% dos casos até agora estejam entre homens que fazem sexo com homens, qualquer pessoa exposta pode pegar a varíola dos macacos”, disse.

O conselheiro da OMS em programas sobre o HIV , Andy Seale, disse que a enfermidade já é considerada uma doença sexualmente transmissível, apesar de não ser formalmente classificada como tal.

“No caso da varíola dos macacos, não podemos simplesmente recomendar o uso da camisinha porque envolve o contato de pele com a ferida também. Por isso estamos recomendando redução do contato próximo”, informou Seale.

Especialistas reforçam a necessidade de cuidado na forma de comunicar o grupo de risco do surto atual de varíola dos macacos para que não haja o mesmo erro cometido no início da epidemia de Aids.

Na década de 1980, quando os primeiros casos de Aids apareceram, a maioria dos afetados eram homens gays e a doença chegou a ser chamada de “peste gay”.

Posteriormente, descobriu-se que o vírus HIV é sexualmente transmissível e pode afetar qualquer pessoa, independente do sexo. O surto atual de varíola dos macacos também começou em homens que fazem sexo com homens (HSM). Entretanto, não está restrito a eles.

A forma de não cometer o mesmo erro é justamente o que a OMS recomendou, ou seja, alertar essa população que fique atenta, pois está “disseminando o vírus de forma importante”. Mas deixando em evidência que não há qualquer análise científica de que a doença ficará restrita a esse grupo.

Suspeita de transmissão durante o sexo Um novo estudo, conduzido por pesquisadores de diversas nações e publicado na revista científica New England Journal of Medicine, aponta que 95% dos casos analisados são suspeitos de transmissão durante a relação sexual.

Antes do surto atual, sabia-se que o vírus era transmitido por contato prolongado de pele com pele, especialmente com as lesões cutâneas causadas pela doença, mas não havia registros de disseminação tão recorrente entre humanos e em episódio associados ao sexo.

O novo estudo, porém, assim como outros publicados recentemente, encontrou o DNA do monkeypox – vírus causador da varíola dos macacos – no sêmen em 29 de 32 homens que tiveram a amostra analisada.

Para chegar à conclusão apresentada no estudo, os responsáveis analisaram um total de 528 diagnósticos, em 16 países, detectados entre abril e junho deste ano.

Casos no mundo Na semana passada, a OMS declarou a varíola dos macacos como emergência de saúde internacional, visto que pela primeira vez o surto se dissemina pelo planeta afetando regiões de fora do continente africano.

Até o momento cerca de 18 mil casos da doença foram reportados em 78 páises desde que o primeiro paciente foi identificado no Reino Unido, em maio deste ano. Mais de 70% dos casos ocorreram na Europa e 25%, nas Américas.

O Brasil tem 813 casos confirmados, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde. o maior número de casos está em São Paulo, com 595 infecções confirmadas. No Rio de Janeiro, são 109 pessoas com a doença, em seguida estão: Minas Gerais (42), Distrito Federal (13), Paraná (19), Goiás (16), Bahia (3), Ceará (2), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Pernambuco (3), Mato Grosso do Sul (1) e Santa Catarina (3).

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rio vai paralisar imunização de crianças de 3 e 4 anos contra covid-19

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A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou hoje (8) que, a partir desta terça-feira (9), a vacinação de crianças de 3 a 4 anos com a primeira dose (D1) contra a covid-19 será paralisada. A interrupção ocorre devido ao Ministério da Saúde não ter enviado doses de CoronaVac solicitadas desde o mês passado pela prefeitura do Rio. Já a aplicação da segunda dose (D2) para este público, prevista para iniciar em 13 de agosto, está garantida com a vacina reservada especificamente para esse fim.

De 15 de julho a 8 de agosto, as unidades da secretaria vacinaram 39.319 crianças de 3 e 4 anos com a primeira dose (D1) da CoronaVac, único imunizante autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso neste público. Quando a imunização desta faixa etária foi aprovada pela agência federal, o município do Rio tinha doses da vacina em estoque, o que permitiu o início imediato da aplicação. Apesar das solicitações de novas doses, neste momento, não há previsão de quando nova remessa será enviada pelo Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que está em tratativas para aquisição do imunizante com maior celeridade, de acordo com a disponibilidade de entrega das doses pelos fornecedores.

Para o estado do Rio de Janeiro, “foram entregues mais de 44,9 milhões de doses de vacina para a campanha contra a covid-19. Destas, mais de 10 milhões de doses são CoronaVac. A pasta reitera a disponibilidade de outras vacinas para o público acima de 5 anos e reforça a necessidade de estados e municípios cumprirem as orientações pactuadas para garantir a imunização da população brasileira”, esclareceu o ministério.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 170 óbitos e 17,4 mil casos em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 17.409 novos casos de covid-19 em 24 horas e confirmaram 170 mortes por complicações associadas à doença em todo o país. Os dados estão na atualização divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Ministério da Saúde. Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia já soma 34.035.780.

O número de casos de covid-19 em acompanhamento está em 565.320. A expressão em acompanhamento é usada para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não resultaram em alta, nem evoluíram para óbito.

Com os números de hoje, o total de óbitos chegou a 680.166 desde o início da pandemia. Ainda há 3.246 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa do óbito ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 32.790.294 pessoas se recuperaram da covid-19 no Brasil. O número corresponde a 96% dos infectados desde o início da pandemia.

Aos sábados e domingos e nas segundas-feiras, o número diário de casos e mortes registrado tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde. Às terças-feiras, o quantitativo, em geral, é maior pela atualização dos casos acumulados nos fins de semana.

Boletim epidemiológico da covid-19 Boletim epidemiológico da covid-19

Boletim epidemiológico da covid-19 – Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o estado que registra mais mortes por covid-19, até o momento, é São Paulo, com 173.346 óbitos. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 75.013; Minas Gerais, com 63.137; Paraná, com 44.645; e Rio Grande do Sul, com 40.549.

O estado com menor número de mortes em consequência da doença é o Acre, que registra 2.021 óbitos, seguido pelo Amapá, com 2.153; por Roraima, com 2.161; pelo Tocantins, com 4.189; e por Sergipe, com 6.419.

Vacinação

Até esta segunda-feira, o vacinômetro do Ministério da Saúde indicava que 469.551.995 doses de vacinas contra covid-19 tinham sido aplicadas no país, desde o início da campanha de imunização.
Destas, 178,5 milhões como primeira dose, 159,6 milhões como segunda e 4,9 milhões como dose única. A dose de reforço já foi aplicada em mais de 103,5 milhões de pessoas e a segunda dose extra, ou quarta dose, em 18 milhões.

O painel registra ainda 4,7 milhões de doses como “adicionais”, que são aquelas aplicadas em quem tinha recebido o imunizante da Janssen, de do

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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