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Saúde

Varíola dos macacos é detectada em crianças pela primeira vez nos EUA

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Vírus da 'varíola dos macacos'
Foto: Centro de Controle de Doenças/Divulgação – 20/05/2022

Vírus da ‘varíola dos macacos’

Uma criança com menos de dez anos foi diagnosticada com a varíola dos macacos em Amsterdã, na Holanda, segundo o relato do caso recém-publicado na revista científica Eurosurveillance.

Na última sexta-feira, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também anunciaram os dois primeiros casos da doença na população infantil. O número real de diagnósticos pediátricos, no entanto, pode ser maior. Em coletiva de imprensa no final de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já afirmava monitorar três casos em menores de 18 anos.

A criança holandesa testou positivo para o vírus monkeypox após retornar de uma viagem de uma semana à Turquia. De acordo com a descrição do caso, ela começou os sintomas com duas lesões na pele, localizadas na bochecha e na região da mandíbula. Os médicos prescreveram cremes antifúngicos e antibióticos, acreditando se tratar de uma infecção leve na pele, porém mais erupções cutâneas apareceram nos dias seguintes.

Quando o número de lesões chegou a 20, e em diversas partes do corpo, o paciente foi encaminhado para o Hospital de Crianças Emma, na capital Amsterdã, já com suspeita para a varíola dos macacos. Os médicos contam que a criança estava estável e sem febre, além de não apresentar erupções na região oral ou genital – local onde tem aparecido grande parte das lesões relacionadas ao surto atual da doença. Após realizar o exame PCR, foi confirmado o diagnóstico de varíola dos macacos.

Embora não se se saiba se o vírus monkeypox pode estar sendo transmitido por fluidos genitais, grande parte dos diagnósticos foram relacionados relações sexuais. Por isso, os especialistas avaliaram a possibilidade de a criança ter sofrido um episódio de abuso, que foi descartada após análise médica e testagem negativa para infecções sexualmente transmissíveis.

As autoridades de saúde holandesas realizaram o rastreamento de contatos e não identificaram pessoas comprovadas ou prováveis para infecção pela varíola, não identificando assim a fonte da contaminação. As pessoas próximas da criança – os pais, um amigo e um irmão – receberam uma dose da vacina Imvanex, da Bavarian Nordic, que está sendo oferecida a indivíduos considerados em risco de exposição em países europeus, além de outros como Estados Unidos e Canadá.

Após uma semana, a carga viral do monkeypox caiu para níveis não detectáveis e o paciente teve uma recuperação total. Nenhum caso secundário, em pessoas que tiveram contato com a criança, foi identificado.

“Com esta descrição de caso, desejamos conscientizar os médicos de que o monkeypox pode se desenvolver em crianças e estar presente na população em geral. Aconselhamos testes diagnósticos imediatos em caso de sintomas clínicos potencialmente relacionados ao monkeypox para evitar uma possível transmissão não detectada na comunidade. Defendemos a vacinação para contatos de alto risco para prevenir doenças potenciais e transmissão sucessiva”, escreveram os médicos no relato.

Casos nos EUA

Em entrevista coletiva no dia 29 de junho, a OMS já havia comunicado monitorar registros da doença em três crianças e adolescentes. Segundo a organização, todos os pacientes estavam com sintomas leves.

“Não temos casos severos, mas é um grupo que nos preocupa. Precisamos fazer o possível para controlar o surto”, falou à época o gerente de incidentes da OMS, Abdi Mahamud.

Na última sexta-feira, os EUA anunciaram dois casos em crianças. Embora as idades não sejam informadas, os CDC afirmaram que um dos diagnósticos é em um bebê de até três anos. Os casos não têm relação entre eles, sendo o mais novo localizado na Califórnia e o outro identificado em um paciente que não mora no país.

Ambos tiveram sintomas, mas estão bem e recebendo tratamento com antivirais. Os CDC recomendam os medicamentos para menores de oito anos por ser um público de maior risco para agravamento da doença.

A entidade alertou que qualquer pessoa pode ser contaminada pelo vírus por meio do contato pele a pele, o que, com crianças, inclui “segurar, acariciar, alimentar, bem como por meio de itens compartilhados, como toalhas, roupas de cama, copos e utensílios”.

Emergência internacional

Neste sábado, a OMS declarou a varíola dos macacos como emergência de saúde pública internacional, o nível máximo de alerta do órgão, atribuído também à Covid-19. O anúncio foi feito pelo diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva, que anunciou terem sido registradas pela organização 5 mortes e quase 17 mil casos em 75 países até o momento.

“Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmando que o risco no mundo é relativamente moderado, exceto na Europa, onde é alto.

No final de junho, o comitê de emergência da entidade havia decidido não atribuir ainda o status à varíola dos macacos. No entanto, frente ao aumento acelerado dos casos, a organização convocou uma segunda reunião na última semana. Como os membros do grupo não chegaram a um consenso, coube ao diretor-geral a decisão.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Varíola: Anvisa deve liberar vacina e remédio sem registro no Brasil

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Alguns países já iniciaram a vacinação contra a varíola dos macacos
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Alguns países já iniciaram a vacinação contra a varíola dos macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve permitir a entrada e o uso de vacina e medicamento contra varíola dos macacos (ou monkeypox) sem registro no Brasil. Os diretores planejam definir os critérios para a importação em reunião extraordinária nesta sexta-feira.

Se confirmada, a medida tem por objetivo agilizar a oferta desses produtos no Brasil. Como O GLOBO mostrou, até agora, nenhum imunizante ou remédio contra a doença está aprovado para uso no país.

Um dos argumentos para a liberação está na chamada confiança regulatória, isto é, quando órgãos reguladores da mesma área de atuação da Anvisa em outros países — como o Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos — dão aval ao produto. Integrantes da agência analisaram o tema junto a EUA, Canadá, Japão e Inglaterra.

O Ministério da Saúde anunciou a compra de 50 mil doses de vacina para profissionais de saúde e pessoas que tiveram contato com infectados, além do antiviral tecovirimat, destinado a pesquisas clínicas, sobretudo com pacientes graves. Os primeiros imunizantes, porém, só deverão estar disponíveis no mês que vem.

O ministério tem previsão legal para a dispensa de registro, que deverá ser solicitada à Anvisa após a aprovação em reunião. Na reunião desta sexta, a agência deverá definir requisitos de procedência, controle e monitoramento para a entrada e o uso desses produtos em território nacional.

Em entrevista ao GLOBO, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, disse que a agência não foi atropelada nesse processo:

“Isso retrata o exercício de um poder que é do Ministério da Saúde. A pasta tem esse poder legítimo, de, em situações onde entenda haver necessidade, superar atribuições da Anvisa. Então, ao assim agir, não está fazendo absolutamente nada de errado, que não esteja previsto”, explicou o contra-almirante da reserva da Marinha.

Apesar dos anúncios oficiais, os contratos ainda não foram fechados. Cabe à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que representa a Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, intermediar as compras da pasta junto aos fabricantes. A pasta justifica que ainda está “em tratativas” para a aquisição.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 22.167 casos e 206 mortes em 24 horas

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O Brasil registrou, em 24 horas, 22.167 casos de covid-19 e 206 mortes pela doença. Desde o início da pandemia, são 34,245 milhões de casos confirmados e 682.216 óbitos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o boletim, há 33,16 milhões de pessoas que contraíram a doença se recuperaram, o que representa um índice de cura de 96,8%. Há ainda 407.001 casos em acompanhamento.

O boletim não apresenta os dados de mortes atualizados do Mato Grosso do Sul.

Estados

O estado com maior número de casos e mortes é São Paulo, com 5,99 milhões e 173.839, respectivamente. Em relação ao número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3,86 milhões) e Paraná (2,72 milhões). Os menores índices estão no Acre (147.922), Roraima (174.184) e Amapá (177.892).

Em relação às mortes, São Paulo também lidera com 173.839, seguido por Rio de Janeiro (75.250) e Minas Gerais (63.365). Os menores índices estão no Acre (2.027), Amapá (2.157) e Roraima (2.167).

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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