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Saúde

Varíola dos macacos: brasileiro é o primeiro infectado na Alemanha

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Casos de varíola do macaco têm sido registrados em alguns países africanos, na América do Norte e Europa
Reprodução/OMS 20.5.2022

Casos de varíola do macaco têm sido registrados em alguns países africanos, na América do Norte e Europa

O Instituto de Microbiologia da Bundeswehr informou as Forças Armadas da Alemanha que o país havia registrado o primeiro caso de varíola dos macacos . A doença foi diagnosticada em um brasileiro de 26 anos na última quinta-feira. Ele segue em isolamento clínico em Munique, cidade alemã.

O homem chegou na Alemanha após uma viagem por alguns países da Europa. Ele passou por Portugal, Espanha, e estava há uma semana em Munique, no sul da Alemanha, aonde chegou depois de passar por Düsseldorf e Frankfurt.

Segundo o portal Deutsche Welle, o brasileiro teria apresentado erupções cutâneas, um dos sintomas mais comuns da doença. 

A instituição Bundeswehr afirma que as autoridades sanitárias da Europa e da América do Norte têm detectado um número crescente de casos de varíola dos macacos desde o início de março deste ano, o que desperta o receio de que a doença, originária de algumas regiões da África , esteja se espalhando pelo mundo.

Casos na Europa

Na última semana foram confirmados casos em dez países, incluindo Portugal, Espanha, Itália, França, Bélgica, Alemanha, Canadá, Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, onde o primeiro caso da Europa foi confirmado.

A doença é considerada rara nas Américas e Europa. Ela ainda tem predominância em infectar homens, os quais se recuperam em semanas na maioria dos casos, e só é fatal em casos raros. A enfermidade infectou nos últimos anos milhares em algumas regiões da África Central e Ocidental.

Contágio

A doença é uma zoonose, que passa de animais para humanos. O contágio acontece quando o vírus é transmitido por meio de contato direito com animais ou humanos infectados ou com roupas e objetos de infectados, por meio da mordida de animais que carregam o vírus ou consumo destes e por gotículas respiratórias, porém, neste caso é necessário um contato pessoal prolongando.

Homens que tiveram relações sexuais com parceiros do mesmo sexo são maioria entre os infectados recentemente. No entanto, cientistas britânicos afirmam que ainda não há evidências suficientes para provar que a varíola dos macacos também é transmitida sexualmente.

A varíola de macaco foi registrada em humanos pela primeira vez na República Democrática do Congo, em 1970. Casos isolados surgiram em outros países africanos. Em 2003, uma infecção por esse vírus foi identificada nos Estados Unidos, e, em 2018, outras duas no Reino Unido e Israel. Há quatro anos, nenhum caso era registrado fora do continente africano.

Sintomas 

Os sintomas costumam aparecer após dez ou 14 dias. Além das erupções cutâneas, que aparecem principalmente no rosto, mãos e pés, e evoluem, formando crostas, a varíola dos macacos causa dores na cabeça, costas e muscular, febre, calafrios, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos.

Os cientistas acreditam que a taxa de mortalidade da doença é semelhante à da primeira cepa da Covid-19, de 1 a cada 100 infectados. O período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o potencial endêmico da varíola dos macacos extremamente baixo.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 7,9 mil casos e 120 mortes em 24 horas

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O Ministério da Saúde divulgou hoje (15) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil registrou, em 24 horas, 7,9 mil novos casos da doença e 120 óbitos.

Desde o início da pandemia, o país acumula 34,1 milhões de casos confirmados e 681,5 mil mortes registradas. Os casos de recuperados somam 33 milhões (96,7% dos casos). Minas Gerais não atualizou os dados desta segunda-feira e Mato Grosso do Sul não atualizou os dados de óbitos.

O estado de São Paulo tem o maior número de casos e mortes, com 5,9 milhões de casos e 173,6 mil óbitos. Em seguida, em números de casos, estão Minas Gerais (3,8 milhões); Paraná (2,7 milhões de casos) e Rio Grande do Sul (2,6 milhões).

Em relações a óbitos, São Paulo é seguido por Rio de Janeiro (75.222), Minas Gerais (63.257) e Paraná (44.869).

Os menores números estão na Região Norte. Os menores número de casos são Acre (147.514), Roraima (174.016) e Amapá (177.772). No número de óbitos, os menores indices estão no Acre (2.025), Amapá (2.165) e Roraima (2.165).

Boletim epidemiológico da covid-19 Boletim epidemiológico da covid-19

Boletim epidemiológico da covid-19 – Ministério da Saúde

Vacinação 

Conforme o vacinômetro do Ministério da Saúde, 471,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas, sendo 178,7 milhões da primeira dose; 159,8 milhões da segunda dose, além de 104,4 milhões da primeira dose de reforço e 18,9 milhões da segunda dose de reforço.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Varíola dos macacos: calendário de vacinação deve sair nesta semana

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O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega.

“Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela. “Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde.

A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Socorro Gross estava acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de secretários da pasta. Queiroga esclareceu que as 50 mil doses solicitadas pelo Brasil, caso cheguem, irão para profissionais de saúde que lidam com materiais contaminados.

“Se essas 50 mil doses chegarem aqui no ministério amanhã, não terão o condão de mudar a história natural da situação epidemiológica em relação à varíola dos macacos. Essas vacinas, quando vierem, serão para vacinar um público muito específico”.

Queiroga também não considera, até o momento, declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) por causa da doença. Segundo ele, a área técnica do ministério não se manifestou nesse sentido.

Além disso, de acordo com Queiroga, mecanismos de vigilância em saúde já foram reforçados; pedidos de registros de testes rápidos já foram feitos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e outras providências podem ser tomadas fora do âmbito da Espin, caso seja necessário.

Até o momento, Estados Unidos e Austrália já declararam emergência em seus territórios.

Dados

Na coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde também divulgou dados atualizados sobre a doença. No mundo inteiro foram registrados 35.621 casos em 92 países.

Os países com mais casos são Estados Unidos (11,1 mil), Espanha (5,7 mil), Alemanha (3,1 mil), Reino Unido (3 mil), Brasil (2,8 mil), França (2,6 mil), Canadá (1 mil), Holanda (1 mil), Portugal (770) e Peru (654).

Até o momento, 13 mortes foram registradas, em oito países. São eles: Nigéria (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Gana (1), Brasil (1), Equador (1), Índia (1) e Peru (1).

No Brasil, foram confirmados até o momento 2.893 casos. Além disso, existem 3.555 casos suspeitos de varíola dos macacos, com uma morte.

Entre os contaminados, 95% são homens e a maioria está na faixa dos 30 anos de idade. Apesar de ser uma doença que acomete, em sua maioria, homens que fazem sexo com homens, o ministro faz um alerta para não se estigmatizar a doença a esse grupo específico ou mesmo discriminá-lo.

“Essas referências feitas aqui a homens que fazem sexo com homens é uma constatação tão somente epidemiológica. Não podemos incorrer nos erros do passado. Nós já sabemos o que aconteceu na década de 80 com HIV/Aids. Não é para discriminar as pessoas, é para protegê-las”.

Queiroga também afirmou que apesar do nome, a doença não é transmitida pelos macacos e fez um apelo para a não agressão desses animais, por medo da doença.

“A varíola dos macacos é uma zoonose e o roedor é a provável origem da zoonose. Não é o macaco. O macaco é tão vítima da doença quanto nós, que também somos primatas. Portanto, não saiam por aí matando os macacos achando que vão resolver o problema da varíola dos macacos”.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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