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Saúde

Varíola dos macacos: 7 países africanos acumulam 1,4 mil casos

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Cientistas encontram 50 mutações em vírus da varíola dos macacos
Reprodução/Montagem iG 25.5.2022

Cientistas encontram 50 mutações em vírus da varíola dos macacos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que sete países africanos registraram, cumulativamente, 1,4 mil casos de  varíola dos macacos neste ano. Deste total, são 1.392 casos suspeitos e outros 44 confirmados.

Os casos foram relatados em Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Libéria, Nigéria, República do Congo e Serra Leoa. A contagem considera relatórios preliminares registrados até meados de maio.

A varíola dos macacos foi detectada pela primeira vez em humanos em 1970, no continente africano, e a maioria dos casos foi relatado em áreas rurais e florestais, mas de acordo com a OMS, a partir de 2017 houve um aumento repentino de casos. Neste ano foram mais de 2.800 casos suspeitos relatados em cinco países.  

O pico na África ocorreu em 2020, quando mais de 6,3 mil casos foram relatados, 95% deles na República Democrática do Congo. Os números caíram no ano passado, quando houve registro de 3,2 mil casos suspeitos.

“A África conteve com sucesso surtos anteriores de varíola e, pelo que sabemos sobre o vírus e os modos de transmissão, o aumento dos casos pode ser interrompido”, disse Matshidiso Moeti, diretor Regional da OMS para a África.

Desde a erradicação global da varíola em 1979, a varíola dos macacos emergiu como a infecção por ortopoxvírus mais prevalente em humanos. 

A vacinação contra a varíola demonstrou ser protetora contra a varíola dos macacos. Uma nova vacina contra a varíola e a varíola dos macacos foi aprovada, mas ainda não está amplamente disponível.

“É fundamental que o continente tenha acesso igual a vacinas eficazes contra a varíola e que, globalmente, garantamos que as doses de vacina cheguem a todas as comunidades necessitadas. Embora partes do continente possam ter construído alguma imunidade contra a doença, existem populações que são particularmente vulneráveis, como profissionais de saúde e contatos de casos”, afirmou Moeti.


A varíola dos macacos é uma zoonose silvestre, ou seja, uma doença infecciosa que passa de macacos e outros animais para humanos. Ela é causada pelo vírus que leva o mesmo nome (varíola dos macacos) e pertence à família dos orthopoxvírus. A infecção é semelhante à varíola humana — única doença erradicada no mundo —, mas mais leve.

Sintomas iniciais comuns são febre, dores musculares, cansaço e linfonodos inchados, entre outros. Uma característica comum da doença é o aparecimento de erupções na pele (lesões) que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo, principalmente as mãos e os pés. 

Eles aparecem entre 6 e 13 dias, mas podem levar até três semanas após a exposição. Geralmente, a doença é leve, e os sintomas desaparecem sozinhos dentro de duas a três semanas. Casos graves são raros, mas já foram relatados.

A transmissão normalmente acontece do animal para a pessoa em florestas da África Central e Ocidental, onde a doença é endêmica. Casos de contágio entre seres humanos são mais raros, de acordo com a OMS.

O vírus se espalha através de fluidos corporais, contato com a pele e gotículas respiratórias.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Sucesso: pílula antirressaca esgota em 24 horas no Reino Unido

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ressaca, bêbado, bebida
Pixabay

ressaca, bêbado, bebida

A pílula milagrosa que promete acabar com a ressaca da bebedeira e deixar o amante das bebidas alcoólicas “revigorado” na manhã do dia seguinte esgotou em 24 horas no Reino Unido o estoque que deveria durar pelo menos seis meses. Os clientes aflitos para comprar o comprimido se assustaram ao entrar no site e deparar com a mensagem “Sold Out” (esgotado, em inglês).

A compra, que anteriormente era ilimitada, foi reduzida para apenas uma caixa de 30 comprimidos – que valem cerca de R$165,00. O medicamento, chamado de Myrkl, funciona por até 12 horas, mas deve ser consumido pelo menos duas horas antes da primeira taça de bebida alcoólica.

O diretor executivo do Myrkl, Håkan Magnusson, afirmou que seus funcionários estão “trabalhando o mais rápido possível para garantir que as pessoas possam voltar a fazer pedidos no site”. Uma vez que as pílulas não estão sendo vendidas em supermercado, mas sim apenas no site da empresa. Magnusson afirmou que a previsão é de que seja liberado mais lotes para a venda nos próximos dias.

O diretor revelou que recebeu pedidos de lugares tão distantes e nunca antes imagináveis por ele como Austrália e Nova Zelândia.

Estudos mostraram que as pessoas que beberam duas taças de vinho e tomaram dois comprimidos tinham 70% menos álcool no sangue uma hora depois, em comparação com aqueles que não tomaram.

O remédio começa o efeito no momento que é ingerido podendo reduzir a concentração de álcool no sangue em 50% já nos primeiros 30 minutos após a ingestão da bebida alcoólica. Os criadores ainda afirmam que o suplemento, aumenta a energia e a imunidade.

Uma usuária que experimentou a pílula pela primeira vez no fim de semana disse que se sentiu visivelmente menos bêbada e de ressaca enquanto bebia Myrkl, entretanto não escapou totalmente dos sintomas e foi atingida por uma dor de cabeça ao meio-dia do dia seguinte. O que é normal, visto que há outros mecanismos envolvidos no processo da ressaca e que não são englobados pela pílula. Como por exemplo a desidratação, o baixo nível de açúcar no sangue e o metanol que contribuem para o sentimento de mal estar após beber demais e, mesmo tomando o comprimido não deixa totalmente livre da ressaca, ainda podendo ficar “alegre”.

Entenda como funciona o medicamento

Normalmente, o álcool é decomposto pelo fígado em acetaldeído, que então produz o composto ácido acético no corpo. Acredita-se que isso esteja por trás dos sintomas reveladores da ressaca. Myrkl, porém, fará o oposto. Ele promete decompor o álcool no intestino antes de chegar ao fígado. O que ainda pode proteger o fígado de futuros problemas relacionados a bebida.

A pílula contém as bactérias Bacillus Coagulans e Bacillus Subtilis e o aminoácido L-Cisteína, que decompõe o álcool em água e dióxido de carbono, o que garante que quase nenhum acetaldeído e ácido acético são produzidos pelo fígado. Elas também têm em sua composição vitamina B12, que auxilia no sentimento de “deixar revigorado”.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vacina contra o câncer tem resultados positivos na Inglaterra

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Vacina contra o câncer tem resultados positivos na Inglaterra
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Vacina contra o câncer tem resultados positivos na Inglaterra

Uma vacina personalizada contra o câncer que usa tecnologia semelhante ao imunizante contra a Covid-19 produziu resultados iniciais “realmente esperançosos”, de acordo com os pesquisadores do Clatterbridge Cancer Center, da Inglaterra.

O medicamento foi desenvolvido de forma individual dos pacientes, a partir do DNA de cada um deles. A vacina foi aplicada como complemento do tratamento convencional para câncer de cabeça e pescoço.

Esses dois tipos de câncer costumam ter chances elevadas de retornar aos pacientes. Mas dados do ensaio clínico realizado no Clatterbridge Cancer Center mostram que nenhum dos oito primeiros pacientes que receberam a vacina tiveram recaída, mesmo após vários meses.

No entanto, o câncer voltou em dois dos oito pacientes que não foram imunizados com a vacina. De acordo com os pesquisadores, os números são muito pequenos para tirar conclusões estatísticas definitivas.

O professor Christian Ottensmeier, consultor médico oncologista e diretor de pesquisa do Clatterbridge Cancer Center, disse à Sky News que está “cautelosamente otimista”.

“Estou realmente esperançoso, sim”, disse Ottensmeier. “Estou bastante animado com isso. Todos os dados estão apontando na direção certa”.

A vacina foi batizada de TG4050. Ela é desenvolvida pela empresa francesa Transgene usando tecnologia semelhante à que produziu a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca.

O medicamento da Transgene pega uma parte do DNA do tumor de um paciente individual, “recorta e cola” em um vírus inofensivo. Depois o vírus geneticamente modificado é injetado no corpo e atua no sistema imunológico destruindo as células cancerígenas ainda em um estágio inicial, antes mesmo que haja um nódulo.

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Fonte: IG SAÚDE

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