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Opinião

VANESSA MORAES – Ouvido humano não foi feito para escutar som alto

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Embora os ouvidos tenham reflexos que os protegem contra certos tipos de ruídos, não há nada que possa ser feito quando o nível desse barulho está acima de 120 dB (decibéis).   Quanto maior o som, menor deve ser o tempo de exposição para que não ocorra a perda auditiva.

O ruído pode estar presente no trabalho, no lazer e também em situações do dia a dia de nossa vida.

O estilo de música que se escuta é irrelevante. Temos que considerar que é o período de tempo que se passa ouvindo o som alto, pois desse modo os músculos dos ouvidos irão ficar “estressados” e consequentemente “cansados”, limitando nossa capacidade de ouvir. E quanto mais nos expomos a altos ruídos, maior será o nosso risco de obter prejuízos auditivos permanentes.

Um show de rock pode chegar até 119 dB, favorecendo prejuízo à audição, tanto temporária quanto permanente. Pesquisas têm comprovado que o uso do fone de ouvido aumenta o risco de prejuízos e perda auditiva e atualmente muitos jovens usam por um longo tempo e em alto volume.

Uma conversa pode atingir níveis de intensidade de até 69dB, um aspirador de pó até 79dB e uma motocicleta até 99dB.

Em uma metalúrgica, os funcionários podem estar expostos a ruídos até 102dB. O uso de protetores nos ouvidos nesses trabalhadores é fundamental e obrigatório, sendo a única maneira de prevenção. Exames periódicos de audição também fazem parte do programa de saúde do trabalhador e devem ser monitorados a cada 6 ou 12 meses, conforme a conduta do médico do trabalho responsável pela empresa.

E quando referimos ao lazer, a conscientização dos malefícios da perda auditiva deve ser avaliada. Aos jovens, nosso alerta da prevenção!  Às crianças, através do celular, é possível limitar a intensidade do volume de seus fones de ouvido.

Considerando que a partir dos 45 anos de idade pode iniciar a perda auditiva devido ao envelhecimento natural das células do ouvido, patologia denominada Presbiacusia, o ruído passa a ser uma grande e preocupante causa aceleradora da perda auditiva.

Os impactos da perda auditiva são muitos. E somente com o uso de aparelhos auditivos adequados é que conseguimos reabilitar a audição.

Ah, aproveito para deixar aqui os limites de tolerância ruído contínuo e tempo máximo de exposição:

85dB————-8 horas

88dB————-4 horas

91dB————-2 horas

94dB————-1hora

97dB————-30 minutos

100dB———–15 minutos

103dB———–7,5 minutos

106dB———–3,5 minutos

Mais uma vez, a prevenção deve ser praticada para uma longevidade saudável.

Vanessa Moraes é fonoaudióloga e audiologista – @fonovanessacmoraes

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Opinião

MARIA RIBEIRO – Será que sou dependente das telas?

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A vida moderna nos trouxe novos desafios. E a tecnologia nos trouxe como resultado de seus avanços uma triste realidade. Estamos produzindo cidadãos com dependência em tecnologia, e principalmente uma geração de dependentes de telas.

A digitalização que caracteriza a sociedade atual está afetando o estilo de vida adotado pelas novas gerações. Do nascimento à morte somos inundados por uma infinidade de dispositivos eletrônicos que não estão sendo tratados como ferramentas, e sim como comandantes de nossas decisões.

Se pensarmos do ponto de vista clínico, a Dependência Tecnológica é quando o indivíduo não consegue controlar o próprio uso das telas, ocasionando sofrimento e prejuízo significativo em diversas áreas da vida.

Mas não é o que todos nós estamos fazendo? Hoje os smartphones, PC, tables, e TVs passaram de suas funções iniciais de comunicação para um mix de ferramentas que estão saqueando mais a atenção do que servindo para melhorar nossas rotinas.

Diante desse cenário, como saber se sou dependente de telas? De cara, é bom lembrar que a dependência em tecnologia é uma patologia, e somente um médico e/ou psicólogo pode diagnosticar.

Mas, com tantos dispositivos à nossa volta, podemos identificar algumas coisas. Como quando seu companheiro não dorme, não come ou deixa de tomar banho porque suas atenções são para a Internet, ou perde o controle da vida porque fica horas em jogos online.

Quando seu filho fica ansioso ou irritado porque o uso da Internet é restringido. E aumenta quando os esforços repetidos por ter uma vida fora do digital são malsucedidos.

E quantas vezes tem colegas de trabalho com medo de ficar fora do mundo tecnológico, e há uma preocupação excessiva se tem sinal, se o 5g funciona, ou se o e-mail já chegou?

Quando nossos avós acham que andam passando mais tempo online do que deveriam. Sim, são as pessoas com mais de 70 anos alguns dos maiores campões em e-sports do mundo.

Em momentos que alguns de nós mente sobre a quantidade de horas conectados e tem necessidade de aumentar o tempo de uso para sentir a mesma satisfação que antes, mas esconde, porque não quer ser taxado de “viciado em tecnologia”.

Quando crianças com amigos virtuais são levados a redes sociais inúteis para fugir de relações empobrecidas, conflitos familiares e isolamento social.

A total falta de interesse de alguns amigos por uma vida real, com emoções que podemos sentir, não somente almejar.

Com líderes com faces distorcidas por tratamentos estéticos, e selfies infinitas em busca de aceitação na rede social para um marketing de propósito, sem mesmo ter um.

E fenômenos da tecnologia, criando metaverso (é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais) para gerações, mas colocando seus próprios filhos em escolas com zero acesso à tecnologia, porque sabe dos malefícios das telas.

As pessoas estão perdendo o controle de suas rotinas e usando o tempo de tela para fugir dos problemas. Sim, estamos todos nós dependente de telas, e nossas relações sociais, afeto e opiniões estão em risco.

Ok! E o que fazemos com tremenda informação?

A primeira delas é colocar regra na vida. A máxima de ter hora para acordar, comer, dormir é a premissa de uma vida com menos telas e mais decisões.

Ah sim, já vou avisando: isso dá trabalho, porque ser melhor, vai exigir que você seja exemplo para os seus filhos, que líderes sejam motivadores de suas equipes, e que famílias comecem a exercitar a melhor ferramenta de comunicação de todos os tempos: a conversa cara a cara. Vamos praticar?.

Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e netnografia. Belicosa.com.br

 

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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Na eleição do ano que vem

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O barulho eleitoral de 2022 ainda não chegou forte à rua. Mas nas conversas paralelas, aquelas entre amigos e grupos, a coisa anda quente.

A presença de Sergio Moro no cenário é uma das que tem mais comentários. Ninguém duvida que ele seja candidato à presidência e não ao Senado. Já aparece em pesquisa à frente de outros na chamada terceira via, passando inclusive Ciro Gomes.

De quem ele mais tiraria votos, de Lula ou Bolsonaro? É comum ouvir que ele entra mais na seara de Bolsonaro. Moro busca aproximação com o PIB nacional e os militares.

Até que ponto isso pode influenciar ou não na ida do Bolsonaro para o segundo turno também entra nas diferentes avaliações. É aceito que Moro, ou os da terceira via, não tem ainda condições de impedir a ida do presidente para o segundo turno.

Tem opinião de todos os tamanhos sobre Bolsonaro. Que ganha a eleição presidencial e até que ele poderia abandonar a candidatura lá na frente. Os que defendem esse ponto de vista arguem que, se o Bolsonaro chegar ali por junho do ano que vem, sem crescer nas pesquisas, podendo ser derrotado pelo Lula, ele abandonaria a disputa. Difícil ocorrer, mas é um dos argumentos do momento.

Alguns acham que o Lula não será candidato ou que deve aparecer algo na Justiça que impediria sua candidatura.

A maioria das opiniões vai em direção oposta, acredita que ele é candidato mesmo e que herdaria, num segundo turno, a maior parte dos votos dos candidatos da terceira via. Outros torcem para que o seu vice seja mesmo Geraldo Alkmin.

Que isso daria força à candidatura em São Paulo, lugar que Bolsonaro não tem sido muito popular.

Outra conversa é sobre os votos do Nordeste para presidente. Hoje ali o Lula tem boa votação, mostram as pesquisas. Mas com o Auxilio Brasil de 400 reais, muito maior do que se pagava no Bolsa Família, isso poderia alterar o jogo e Bolsonaro encostar no Lula no Nordeste? Grande incógnita para o ano que vem.

Daria tempo, em menos de um ano desse novo auxilio, para mudar o quadro eleitoral no Nordeste? Não esquecer que Lula é nordestino.

A terceira via nessa próxima eleição teria mais votos do que em eleições passadas? A tradição brasileira é a polarização entre duas candidaturas. A do ano que vem não foge à regra, Lula e Bolsonaro serão os nomes dessa vez. Na ultima eleição, com exceção da votação em Marina Silva, outros como Geraldo Alkmin e Henrique Meireles, nomes fortes no canário nacional, tiveram votações raquíticas? Agora seria diferente? Que patamar poderia chegar Moro?

Simone Tebet teria a preferência do voto feminino? Ciro melhora sua votação dessa vez? Como ficaria João Dória com seu PSDB no caminho do racha? Essa terceira via chegaria aos 30% dos votos na eleição 2022? Fato que nunca ocorreu antes.

Pode-se ficar aqui fazendo incontáveis especulações sobre o cenário eleitoral. Aliás, é a melhor parte da conversa sobre política.

Alfredo da Mota Menezes é analista político.

 

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