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Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 603,4 bilhões em 2019

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 603,4 bilhões neste ano, com base nas informações de junho, 1,2% acima do obtido em 2018 (R$ 596,1 bilhões). O valor é o segundo maior alcançado pela agropecuária em 30 anos. O primeiro ocorreu em  2017, com R$ 607,9 bilhões.

As principais lavouras representaram R$ 399 bilhões, e a pecuária, R$ 204,4 bilhões. A pecuária apresenta variação positiva de 4,5% e as lavouras tendência de redução.

“Essas tendências observadas devem permanecer até o final do ano, pois a safra deste ano está praticamente encerrada”, observa o coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques.

>> Veja aqui dados do VBP

Os melhores resultados são observados nas culturas do algodão, com aumento real de 16,6% no VBP, amendoim (14,3%), da banana (20,5%), da batata inglesa (117,8%), do feijão (64,9%), do cacau (1,9%), da laranja (8,1%), da mamona (34,9%), do milho (22,9%), do tomate (19,6%) e do trigo (8,2%).

O que mais se destaca nos resultados, além do elevado acréscimo de valor em algumas lavouras, é o desempenho do milho por meio do excepcional valor obtido, atingindo R$ 60,4 bilhões de VBP. Torna-se, entre as lavouras, a segunda atividade mais importante depois da soja (R$ 129 bilhões).

O desempenho do milho 2ª safra, conforme apresentado pela Conab e pelo IBGE nos relatórios deste mês, foram decisivos para os resultados deste ano. A produtividade cresceu 25,8% em relação a 2018. Do mesmo modo, explica Gasques, “a safra recorde de grãos prevista em 241,3 milhões de toneladas foi essencial para o crescimento da agropecuária como um todo”.

Na pecuária, destacam-se os valores da carne de frango (13,4%) e de suínos (9,3%), e por último a carne bovina, com aumento de 1,3%.

>> Veja aqui o VBP dos principais produtos agropecuários

Um grupo importante de produtos tem apresentado desempenhos desfavoráveis em relação ao ano passado. O coordenador do estudo cita o arroz, café, cana-de-açúcar, mandioca, soja e uva. A participação desses produtos no valor das lavouras é de 58%. No caso da soja, cana-de-açúcar e do café, principalmente, os preços têm sido responsáveis pelo desempenho negativo.

Os resultados regionais mostram novamente que Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul lideram a geração de valor da produção agropecuária no país.

Mais informações à imprensa:
Coordenação-geral de Comunicação Social
Inez De Podestà
[email protected]

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CAFÉ/CEPEA: Preço do arábica termina safra 2019/20 em alta, mas robusta recua

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Cepea, 08/07/20 – A temporada brasileira de café 2019/20 terminou com elevação nas cotações do arábica, mas queda para os valores do robusta, segundo informações do Cepea. Na média da safra (de julho/19 a junho/20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 fechou a R$ 504,90/saca de 60 kg, aumento de 51,43 Reais por saca (ou de +11,3%) frente à temporada anterior, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/20). Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 foi de R$ 319,54/saca, baixa de 5,5% no mesmo comparativo, também em termos reais. Para o arábica, as elevações estiveram atreladas, no fim de 2019, a preocupações com a oferta de cafés de qualidade superior e à retração dos estoques globais. Após as quedas em meados de janeiro/20, os valores voltaram a subir, reflexo da pandemia do coronavírus e da forte alta do dólar frente ao Real. Já quanto ao robusta, o recuo é explicado pela oferta elevada no Brasil e no Vietnã (maior produtor da variedade). Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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ALGODÃO/CEPEA: Volume de negócios está limitado e preços oscilam

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Cepea, 08/07/20 – A disputa acirrada entre os valores pedidos por vendedores e os ofertados por compradores tem limitado as negociações de algodão em pluma, segundo informações do Cepea. Quanto aos preços, diante dessa “queda de braço”, registram pequenas oscilações diárias. Entre 30 de junho e 7 de julho, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu ligeiro 0,49%, fechando a R$ 2,7243/lp nessa terça-feira, 7. Segundo pesquisadores do Cepea, algumas indústrias buscam pluma para repor estoques, e comerciantes precisam cumprir programações e/ou realizar negócios “casados”. Muitos demandantes, contudo, indicam dificuldade em achar lotes de qualidade, e, quando encontram, pagam valores maiores. Do lado vendedor, a maior parte está atenta à colheita da nova safra 2019/20. Por enquanto, ainda são poucos os lotes da nova temporada disponíveis no mercado. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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