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Valentim se pronuncia após demissão: “Saio de cabeça erguida”

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Valentim no comando técnico do Vasco
Marcelo Goncalves/Parceiro/Agencia O Dia

Alberto Valentim foi demitido do Vasco após perder final do Campeonato Carioca

Após ser demitido do Vasco, o técnico Alberto Valentim usou as redes sociais para se pronunciar a respeito da decisão. Através de sua conta no Instragram, o treinador postou uma declaração sobre sua demissão. Com 41 jogos pelo clube, o comandante teve sua demissão confirmada após perder a final do Campeonato Carioca para o rival Flamengo. 

Leia também: Após derrota para o Flamengo, Alberto Valentim é demitido do Vasco

No texto postado, Alberto Valentim
exaltou as três finais que o  Vasco
disputou no começo desse ano: Taça Guanabara, Taça Rio e Campeonato Carioca
. Além disso, ele afirmou que sai de cabeça erguida e que, junto com o elenco, conseguiu retomar a confiança do clube. Confira a declaração na íntegra: 

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Passadas algumas horas, acho importante me posicionar sobre minha saída do Clube de Regatas Vasco da Gama. Foram mais de 40 jogos no comando dessa equipe, que carrega uma das histórias mais lindas do futebol brasileiro. Saio da mesma maneira que entrei, de cabeça erguida. Durante esses nove meses de trabalho, retomamos a confiança do clube, que voltou a figurar próximo ao topo nas competições. O grupo acreditou e, graças a isso, foram três finais em 2019, e um título conquistado. Ressalto também o Campeonato Brasileiro de 2018, no qual encontrei um time desacreditado e, com a ajuda dos jogadores, que compraram nossa ideia desde o início, mantivemos o clube na elite do futebol brasileiro. Tudo isso com um grupo formado por jogadores experientes e jovens que pude observar e colocar em campo, mantendo a tradição do Vasco de revelar grandes atletas, e deixando um positivo legado à equipe. Agradeço também ao presidente Alexandre Campello, pela confiança e por todo o apoio durante este período em que estive aqui. Não posso esquecer de mencionar também esta comissão técnica fixa, que sempre esteve comigo e me apoiou durante as decisões. Obrigado também Alexandre Faria, André Souza e PC Gusmão. A este grupo de jogadores, à comissão técnica, à diretoria e todos os funcionários, o meu muito obrigado. Vocês acreditaram desde o início em nosso trabalho e é isso que me deixa feliz. Valeu, Vasco! ????

Uma publicação compartilhada por Alberto Valentim
(@tecnicoalbertovalentim) em 22 de Abr, 2019 às 9:19 PDT

“Passadas algumas horas, acho importante me posicionar sobre minha saída do Clube de Regatas Vasco da Gama. Foram mais de 40 jogos no comando dessa equipe, que carrega uma das histórias mais lindas do futebol brasileiro.

Saio da mesma maneira que entrei, de cabeça erguida. Durante esses nove meses de trabalho, retomamos a confiança do clube, que voltou a figurar próximo ao topo nas competições. O grupo acreditou e, graças a isso, foram três finais em 2019, e um título conquistado.

Ressalto também o Campeonato Brasileiro de 2018, no qual encontrei um time desacreditado e, com a ajuda dos jogadores, que compraram nossa ideia desde o início, mantivemos o clube na elite do futebol brasileiro. Tudo isso com um grupo formado por jogadores experientes e jovens que pude observar e colocar em campo, mantendo a tradição do Vasco de revelar grandes atletas, e deixando um positivo legado à equipe.

Agradeço também ao presidente Alexandre Campello, pela confiança e por todo o apoio durante este período em que estive aqui. Não posso esquecer de mencionar também esta comissão técnica fixa, que sempre esteve comigo e me apoiou durante as decisões. Obrigado também Alexandre Faria, André Souza e PC Gusmão. A este grupo de jogadores, à comissão técnica, à diretoria e todos os funcionários, o meu muito obrigado. Vocês acreditaram desde o início em nosso trabalho e é isso que me deixa feliz. Valeu, Vasco! ????”


Alberto Valentim em coletiva pelo Vasco
Reprodução/Facebook

Alberto Valentim foi campeão da Taça Guanabara em 2019 pelo Vasco

Valentim
assumiu o clube em agosto de 2018 e foi peça fundamental na luta contra o rebaixamento. Mesmo levando o Vasco a três finais esse ano e com o título da Taça Guanabara, o técnico convivia com a desconfiança da torcida, mas era frequentemente blindado pela diretoria.  Em 41 jogos, o treinador comandou a equipe em 18 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. 

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Coluna – Sem contato, mas com foco

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Já no terceiro dos cinco níveis do Plano de Flexibilização da Quarentena do Estado de São Paulo, a capital paulista terá a volta das atividades do Centro de Treinamento Paralímpico  (CTP) a partir de quarta-feira (1º de julho). Fechado nos últimos meses em virtude da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o CTP foi autorizado a reabrir, com restrições. No primeiro momento, atletas medalhistas em Paralimpíadas, ou em Mundiais no ano passado – nas modalidades atletismo, natação e tênis de mesa – poderão reiniciar as atividades no local após realização de testes. Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os demais esportes serão avaliados em uma próxima etapa da reabertura, ainda sem previsão.

Atletas da natação e do atletismo, com deficiência visual – que se enquadrem no perfil definido pelo CPB -, estão liberados neste momento. No entanto, o  protocolo definido pela entidade e anunciado no último dia 11 indica que as modalidades específicas para quem tem a visão comprometida estão entre as de alto risco de contágio, pela necessidade natural de contato. Por enquanto, as seleções de judô, goalball e futebol de cinco seguem a preparação à distância, mas sem perder o foco.

Medalhista de prata em 2012 nas Paralimpíadas de Londres (Reino Unido) e na Rio 2016, a judoca Lúcia Teixeira transformou a garagem em uma espécie de academia. “Como agora moro em casa, tenho mais espaço. Comprei tatames, consegui anilhas e barras, então dá para fazer a parte física e o treino de potência”, conta à Agência Brasil. “Claro, não é igual a um treino normal, mas, ajuda. Antes [de ter os tatames], fazia os exercícios de tênis e era incômodo”, completa a atleta, que nasceu com toxoplasmose congênita, motivo da baixa visão.

Ouça na Rádio Nacional

 

O contato com os demais atletas da seleção e com a comissão técnica se dá por meio do aplicativo Whatsapp. “Tem um grupo dos treinos à tarde, outro dos treinos da manhã, outro do feminino…”, enumera Lúcia. Segundo ela, a “marcação” à distância é mais intensa que se as atividades fossem presenciais. “Com a comissão, o contato é quase diário, porque tem que passar os vídeos dos exercícios, passar para a nutrição o que comeu e informar ao preparador físico sobre a percepção de esforço”, descreve a medalhista da categoria até 57 quilos, que vive em São Paulo.

Cerca de 1.100 quilômetros de distância da capital paulista, no Rio Grande do Sul, Ricardinho também dá um jeito de se manter ativo, mesmo longe das quadras de futebol de cinco. O ala, considerado o melhor jogador do mundo na modalidade, até teve o gostinho de treinar fora de casa por alguns dias, mas a redução na flexibilização da quarentena gaúcha, após o aumento de casos locais de covid-19, mudou os planos.

Rio de Janeiro, Brasil, 13 de Setembro de 2016. Ricardinho (10) no jogo Brasil x Irã Futebol 5 - Jogos Paralímpicos Rio 2016. Rio de Janeiro, Brasil, 13 de Setembro de 2016. Ricardinho (10) no jogo Brasil x Irã Futebol 5 - Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Ricardinho vem recebendo acompanhamento da comissão técnica da seleção, e da Agafuc, equipe que defende em Canoas (RS) – Heusi Action/Gabriel Heusi/Direitos reservados

 

“Fiquei, inicialmente, fazendo treinos físicos em casa, trabalhos funcionais, outros específicos e alguma coisa com bola, para não perder a intimidade com ela (risos). De uns 40 dias para cá, Porto Alegre liberou a abertura de academias com restrições. Consegui fazer alguns trabalhos de mais qualidade na musculação. Mas, na última semana, saiu um novo decreto e as academias fecharam de novo. Voltei à rotina em casa”, diz o camisa 10 da seleção de futebol de cinco.

Assim como Lúcia, Ricardinho é acompanhado à distância – no caso dele, tanto pela comissão técnica da seleção brasileira, como pela da Associação Gaúcha de Futebol para Cegos (Agafuc), time que o jogador defende. “A nutricionista conversa conosco, monitora, tem o fisiologista, preparador físico… Todos sempre em contato para sairmos dessa fase com o prejuízo minimizado. Porque todos terão algum prejuízo. Embora já tenha tido uma flexibilização, como fechou um pouco de novo, não temos previsão de voltar às atividades [em quadra]”, explica o ala tricampeão paralímpico, que perdeu completamente a visão aos oito anos, devido a um deslocamento de retina.

Momento e expectativa

Com a Paralimpíada de Tóquio (Japão) adiada para 2021, devido à pandemia de covid-19,  e a continuidade do período de isolamento social, Lúcia e Ricardinho aproveitam para curtir o que nem sempre é possível em meio à rotina de treinos e competições. No caso da judoca, é a oportunidade de ficar mais tempo com a filha. “Tenho verificado as atividades escolares, jogado videogame com ela, enfim, ficado mais com a família”, revela a atleta. “Uma coisa que eu não fazia era cuidar da casa, mas com a quarentena, eu que estou cuidando, cozinhando. Antes, só cozinhava no fim de semana. Dispensei a menina que ajuda aqui porque ela é do grupo de risco. Ela está recebendo normalmente, mas é pela segurança dela. Quando passar tudo, ela volta”, completa.

 

 

Já o camisa 10 do futebol de cinco curte os momentos de lazer acompanhado de um chimarrão – “é cultural do nosso estado” –  e de um violão. Ricardinho também passa tempo com os três parceiros caninos: um casal da raça pastor alemão e uma fêmea de pastor belga. “São as raças mais utilizadas no serviço policial e isso é algo que estudo muito, o adestramento. Os cães são meus companheiros e seguranças. Quando saio, levo um deles junto. São maravilhosos, confiáveis. E é assim que passo os dias, treinando, mas também exercitando a mente”, afirma o atleta gaúcho. 

Os Jogos de Tóquio foram remarcados para o período de 24 de agosto a 5 de setembro do ano que vem. A nova data proporcionou, ao menos, um direcionamento aos atletas após eventos diversos – incluindo etapas classificatórias – serem suspensos. “Quando iniciou a quarentena, foi uma ansiedade grande, porque tínhamos competições grandes pela frente e uma incerteza de quanto tempo demoraria [a quarentena]. Quando adiaram foi um alívio. Dará tempo de passar a pandemia e chegarmos de igual para igual. Tóquio é uma realidade que vivo há quatro anos, então, agora, o preparo será de cinco anos, fazendo cada dia melhor que o anterior”, prevê Lúcia.

Ricardinho compartilha do mesmo pensamento. “[O adiamento] foi um balde de água fria para nós, que tínhamos a expectativa de jogar agora, mas, foi muito necessário. Então, é manter o foco e se virar nos 30 em casa. É a motivação. A gente sabe que, se relaxar, não conseguirá voltar em um nível legal. Então, disciplina em primeiro lugar”, analisa o atleta. “Os mais jovens terão um ano a mais para amadurecer, adquirir mais bagagem para uma competição de grosso calibre, como se diz (risos). Eu digo para eles que não podemos fazer terra arrasada. Depende da gente”, encerra.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Ramon muda a cara do Vasco e dá esperança à torcida

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O Vasco precisou de apenas uma partida para mostrar que pode ser um time bem diferente do que foi visto no primeiro semestre de 2020.  Os protestos na redes sociais em março – contra o rendimento da equipe -deram lugar à esperança no início desta semana. O torcedor viu um grupo mais organizado, agressivo, com poder de fogo, variações táticas e, acima de tudo, vitorioso. O elenco é o mesmo, mas a mudança em campo ficou nítida.

Nos últimos quatro confrontos do Vasco, antes da paralisação do futebol devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), foram três empates e uma derrota, com apenas um gol marcado. A vitória por 3 a 1 contra o Macaé foi construída nos 45 minutos iniciais, com possibilidade de ampliar o placar no segundo tempo. O treinador Ramon Menezes é apontado como o grande responsável pelo novo Vasco. Apesar de ter sido apenas a primeira partida, o próprio técnico reconhece que o time correspondeu a seus pedidos.

“Eu enxergo o futebol como uma construção. Muito pouco tempo de trabalho e houve um entendimento de uma ideia e de mudança de comportamento muito interessante. É lógico que tem que ter os pés no chão, mas eu saio satisfeito, com mais vontade de continuar trabalhando, fazendo essa equipe crescer. Esse é o meu objetivo, é a minha vontade dentro do clube”.

Ouça Na Rádio Nacional

 

Ramon cresceu na base do Cruzeiro, mas é ídolo do Vasco. O ex-jogador meio-campista conhece o ambiente que o cerca. Em 1997, jogando ao lado de “crias” de São Januário – Carlos Germano, Felipe, Pedrinho e Edmundo – Ramon foi um dos protagonistas da equipe mais vitoriosa da história do Cruzmaltino, time que conseguiu mesclar a juventude de joias da base com atletas mais experientes. Hoje, no comando do time, Ramon quer repetir a fórmula a partir deste ano.

“O Vinícius é um jovem jogador, muito promissor. Ele precisa ser condicionado, orientado, e ele conseguiu fazer várias jogadas. Temos o Lucas Santos, que pode fazer essa função também. É um jogador que, talvez há um ano atrás [tivesse] mercado até para [jogar] fora do país,. Ele tem tudo para voltar a ser o Lucas Santos que a gente espera. Nós temos o Gabriel Pec, que terminou o Campeonato Brasileiro do ano passado muito bem. Nós temos jovens jogadores que precisam ser trabalhados, estão sendo trabalhados e orientados. O Talles Magno hoje é uma realidade, ele vai crescer pois está vindo de lesão. Você vê o crescimento do Andrey. O Bruno Gomes não teve oportunidade de ficar no banco porque teve um probleminha”.

Ramon Menezes, técnico do Vasco Ramon Menezes, técnico do Vasco

No fim de 2019, Ramon  tirou a Licença Pro da CBF, graduação máxima de curso de técnicos no Brasil – Rafael Ribeiro/Vasco/Direitos Reservados

 

Além da experiência dentro de campo, Ramon ocupava a função de auxiliar-técnico do Vasco desde janeiro de 2019. O novo treinador conhece bem o elenco que tem nas mãos e, já na primeira partida, mostrou que pretende contar com todos. Fellipe Bastos foi titular. Antes afastados, Bruno César e Cláudio Winck entraram no decorrer da partida. A tendência é dar oportunidades, como Ramon explica.

“Uma coisa que eu acho importante dentro do futebol é você entrar em campo e saber o que você vai fazer e como fazer. O Fellipe entendeu muito bem isso. É um jogador com brilhante parte técnica, tem um chute muito bom de fora da área e enxerga como poucos o jogo de frente. Ele vem crescendo na parte física. O Marcos Júnior entrou, o Raul, ainda não temos a presença do Werley, do Guarín, que é um jogador muito importante. O Bruno César que vem bem nos treinamentos e hoje cumpriu sua função. Lá na frente nós temos o Ribamar, enfim, tá todo mundo atento e pronto pra jogar”.

Há mais um componente que pode explicar a mudança inicial do Vasco: a capacitação. Ramon Menezes tem apenas 47 anos, mas antes de chegar ao clube já havia treinado Joinville, Anápolis e Tombense. No fim de 2019, tirou a Licença Pro da CBF, graduação máxima de curso de técnicos no Brasil. O comandante cruzmaltino colocou em prática os estudos e o Vasco passa a ter novas opções.

“Tivemos pouco tempo para trabalhar, mas houve algumas variações. Eu, conhecendo o elenco, facilita. Quando o Winck entrou adiantamos o Pikachu para a segunda linha, pois ele tem muito potencial para jogar na segunda linha. Eu acho que o futebol é isso. O futebol é você criar algumas alternativas, variações de acordo com o adversário, o estudo do adversário,  aquilo que você sabe a respeito do adversário e o que você está vendo ali. Nós estamos trabalhando neste sentido”.

Foi apenas a primeira vitória de Ramon no Vasco. Além do final do Campeonato Carioca, há ainda um Campeonato Brasileiro inteiro pela frente, a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil em 2020. O sucesso do técnico em São Januário vai depender de outros fatores como ambiente político em ano de eleição, pagamento de salários atrasados, insatisfação do elenco e reação após resultados negativos, por exemplo. Entretanto, hoje, o torcedor vascaíno tem esperança e vai acompanhar o confronto da próxima quinta-feira (2 de julho), às 20h, contra o Madureira, com outro ânimo.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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