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Vale mais a pena comprar itens avulsos ou cesta básica completa?

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Consumidores reclamam de alta nos preços e desvalorização do salário mínimo
Reprodução: ACidade ON

Consumidores reclamam de alta nos preços e desvalorização do salário mínimo

Quando Conceição Miranda, de 80 anos, recebe a aposentadoria de um salário mínimo (R$ 1.212), é hora de acionar os netos Priscila, de 30, e Julio, de 27, para ir às compras. A família sai do Rio Comprido, de carro, e vai até o Jardim América, onde fica o polo das cestas básicas no Rio. Mesmo com o gasto de combustível, a família considera que a viagem vale a pena, já que é feita apenas uma vez por mês. O kit que compram na Asa Branca Comércio, composto por 20 produtos de alimentação e 12 de limpeza, sai por R$ 259. Em um mercado, segundo um levantamento feito pelo EXTRA, custaria em torno de R$ 367,05. Ou seja, a família economiza 29%. Veja abaixo onde comprar.

“Tem mercado mais perto de casa, mas os preços começaram a aumentar muito. Estava tendo muita dificuldade em casa e vimos que aqui economizamos. Então, há um ano e meio compramos cesta básica. Essa mais completa rende quase o mês todo, e o que falta no final a gente compra no mercado aos poucos. Compramos ainda frango e ovos. Carne bovina, não. Uma comida diferente? Não dá mais. Já houve dias melhores”, explica Priscila Monteiro.

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A renda de Conceição sustenta praticamente sozinha seis pessoas. Priscila perdeu o emprego de auxiliar administrativo há um ano e dois meses. Julio é mototaxista e viu a renda cair de R$ 350 para R$ 125 na pandemia. Hoje, consegue ganhar cerca de R$ 200 por mês. Na mesma casa, ainda moram o irmão de Julio, Ruan, de 16 anos; o filho de Priscila, de 1 ano e 7 meses; e a mãe da jovem, de 56, desempregada.

Na última década, a venda de cestas básicas ganhou capilaridade no estado, com negócios especializados neste nicho em Jardim América e Jacarepaguá, no Rio; e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense; além de endereços virtuais. Ao longo do tempo, esses negócios que nasceram focados em atender empresas, ONGs, e revendedores, foram sendo descobertos por consumidores finais, a fim de economizar. Além de cestas básicas (para diversos perfis de família), os estabelecimentos têm ainda: kits de carne, de biscoitos e até de produtos alimentícios com apelo infantil.

“Temos uns 25 funcionários, entre caixas e montadores. Evitamos diversas despesas que os mercados têm. Também abaixamos nossa margem de lucro. Assim, conseguimos vender cestas 20% mais baratas”, conta Jussie Severo, gerente da Asa Branca Comércio.

Leia depoimentos de outros consumidores

‘As contas apertaram, e viemos’

“Eu já sabia que existia esse lugar, mas nunca tinha vindo. Meu marido, que conseguia antes da pandemia ganhar dois salários mínimos como lanterneiro, passou a tirar um. As contas apertaram, e viemos. Vale muito a pena”.

‘Nosso custo de vida subiu cerca de 30%’

“Na minha casa, não tivemos redução de renda na pandemia. Mas o aumento de preços de tudo fez nosso custo de vida subir cerca de 30%. foi A compra da cesta básica que segurou as contas, reduziu essa alta para 15%”.

‘No mercado, era caro, e não vinha nada’

“Aqui compramos o kit carne, a cesta básica, o kit biscoito e até o kit Danone, quando dá. Quando a gente ia no mercado, pagava caro, e não vinha nada. Se for no açougue, então, a pessoa não come carne nenhuma”.

Nem o mínimo: saldo é queda nas vendas

Neste ano, mesmo com preços mais em conta, os pontos de venda de cestas básicas têm sentido queda no movimento, Jussie Severo, da Asa Branca Comércio, acredita que muitas famílias deixaram até mesmo de comprar o básico por falta de condições financeiras:

“Procuram um jantar mais barato do que arroz e feijão.”

Na CBX Atacadista, em Jacarepaguá, 70% das vendas são feitas por atacado. Os principais clientes são condomínios, que dão cestas para funcionários. Mas a procura caiu.

“Cinquenta condomínios deixaram de comprar. Estão com um índice de inadimplência muito alto e sem verba”, diz o gerente Rodrigo Ramos, estimando que o impacto nas vendas foi de 20%: “Além disso, muitas pessoas vêm, se apaixonam pelas cestas, mas não compram. Famílias de renda baixa compram um quilo de arroz a cada dinheirinho que entra.”

Na Império Alimentos, no Jardim América, a demanda é meio a meio: atacado e varejo. O dono Álvaro Henrique Junior vê mudanças nas compras:

“Empresas e pessoas que fazem doações estão comprando um tipo de cesta inferior, para não deixar de dar. E as famílias que compravam para consumo próprio também se adaptaram. Se compravam três kits de biscoito, agora compram um.”






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Economia

PT prevê Auxílio Brasil de R$ 600 definitivo com nome Bolsa Família

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Lula em ato de pré-campanha em Aracaju
Ricardo Stuckert/Divulgação

Lula em ato de pré-campanha em Aracaju

Após a aprovação da PEC Eleitoral, o PT estima que o pagamento do Auxílio Brasil mínimo de R$ 600 por benefício, que pela proposta será somente até dezembro deste ano, acabará se tornando definitivo. De acordo com o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), um dos interlocutores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva com o setor empresarial e financeiro, uma vez instituído o valor, não será possível reduzi-lo, o que gera um desafio fiscal para 2023.

A proposta de Emenda à Constituição  foi aprovada pelo Senado nesta quinta-feira (30) com apenas um voto contrário — portanto, com apoio do PT e dos demais partidos de oposição. Senadores do partido se manifestaram contra a decretação do estado de emergência previsto na PEC e desenhado para driblar a lei eleitoral, mas acabaram votando a favor do texto depois da proposta se tornar mais restritiva.

A PEC faz parte da estratégia eleitoral do presidente Jair Bolsonaro e custará R$ 41,2 bilhões até o fim do ano.

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“O PT foi o primeiro a defender o valor de R$ 600. O Bolsonaro foi contra. Não permitiu a aprovação. Então, Bolsonaro tem que se explicar porquê ele foi contra lá atrás e agora monta uma operação boca de urna, às vésperas das eleições, acreditando que pode comprar o voto de quem está sofrendo pela fome, pela insegurança alimentar”, disse Padilha.

A proposta também permite zerar a fila do programa, hoje composta por 1,6 milhão de famílias que atendem aos critérios para receber o benefício, mas não estão incluídas no programa por falta de recursos. O orçamento do Auxílio Brasil em 2022 é de R$ 61,2 bilhões, e o programa atende a 18 milhões de família. Com a PEC, esse gasto subirá R$ 26 bilhões em 2022.

Para Padilha, o tamanho da fatura que está sendo criada agora, além de outras medidas tomadas pelo governo, dificulta ao PT apresentar um plano concreto para a área fiscal. Lula já deixou claro que quer rever o teto de gastos (a norma que trava as despesas federais e é considerada a principal regra fiscal do país), mas não apresentou uma proposta sobre qual regra colocar no lugar.

Os gastos previstos com a PEC serão pagos fora do teto e das demais regras fiscais, com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Essas incertezas e responsabilidades geradas por Bolsonaro e Guedes só reforçam que a deterioração econômica e social do país pode se agravar nesses últimos meses do governo fracassado por Bolsonaro, dificultando ainda mais qualquer tipo de detalhamento de uma proposta de um novo regime fiscal do país”, disse o deputado.

Além dos gastos, o governo Bolsonaro zerou impostos federais sobre a gasolina e o diesel até o fim do ano, com aval do Congresso Nacional. Ou seja, se nada for alterado, o Brasil começa o próximo ano com aumento de impostos.

Esse cenário, diz Padilha, reforça a dificuldade de se apresentar um plano concreto para as contas públicas, como cobra o mercado. Ele compara a situação com o início do governo Michel Temer, que criou o teto de gatos para sinalizar uma melhora na trajetória fiscal, depois do governo Dilma Rousseff.

“Os construtores do regime fiscal do teto de gastos do governo Temer não o detalharam antes de assumir o governo, e só o fizeram quando começaram o governo, tinham as contas mas mãos. Passaram a detalhar o quando, a partir da presença do governo podiam coordenar o diálogo com os atores econômicos, com o Congresso Nacional e com a sociedade”, afirmou.

Padilha ainda diz que, caso o PT de fato volte ao governo federal, deve retomar o nome Bolsa Família, aposentando o Auxílio Brasil criado por Bolsonaro. O Bolsa Família foi criado por Lula no primeiro mandato e é uma das suas principais marcas. Foi pensando nisso que Bolsonaro decidiu trocar o nome, incluindo o desenho dos cartões. O governo quis associar o nome do programa ao auxílio emergencial criado durante a pandemia e que ajudou, à época, a popularidade de Bolsonaro — esse é o mesmo desejo da campanha de Bolsonaro agora, com o mesmo valor do auxílio e com novo nome.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Rio de Janeiro reduz para 18% alíquota do ICMS sobre combustíveis

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O governo do Rio de Janeiro reduziu a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 32% para 18%. A medida está no Decreto 48.145, publicado hoje (1º) em edição extra do Diário Oficial do estado.

“Fica fixada em 18% (dezoito por cento) a alíquota máxima do ICMS para operações e prestações internas com combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, preservadas as alíquotas inferiores estabelecidas na Lei nº.2.657/1996, para as mesmas operações e prestações”, diz o decreto.

Segundo o governador Cláudio Castro, a redução no preço da gasolina será, em média, de R$ 1,19.

Ele ressaltou que a redução está saindo por decreto, mas que vai como projeto de lei para a Assembleia Legislativa. “O preço médio [do litro] da gasolina no Rio de Janeiro hoje é R$ 7,8. Acreditamos que, com essa redução, haverá uma diminuição de R$ 1,19, fazendo com que o preço médio seja de R$ 6,61”, disse Castro.

O governador informou que o Procon-RJ inicia segunda-feira (4) a Operação Lupa na Bomba, para verificar se a redução foi repassada para os consumidores. A ação terá apoio das forças policiais civis e militares. “Quem não estiver segunda-feira com o preço novo, será multado”, afirmou Castro.

Estima-se que o estado deixe de arrecadar R$ 3,9 bilhões apenas neste ano com a redução do imposto.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia

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