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Vale a pena monitorar o celular dos filhos? Entenda os apps de controle parental

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Unsplash/McKaela Lee

A presença de crianças na internet tem deixado muitos pais preocupados


Pessoas desconhecidas, sites impróprios, crimes cibernéticos e chances de exposição exagerada. A internet é um território cheio de perigos para crianças e adolescentes, o que tem deixado muitos pais preocupados. 

Um deles é o especialista de tecnologia da informação Leonardo Shikida. Ele confessa que é “bem assustador” pensar em todos os riscos que sua filha, Teresa Shikida, de 10 anos, pode correr navegando na internet. 

É justamente por isso que ele toma todos os cuidados necessários. O controle à navegação de Teresa começou manualmente, quando Leonardo pegava o celular da filha para ver por onde ela tinha navegado.

Depois de perceber que a menina não estava cumprindo com os horários de uso do celular, foi hora de dar um passo a mais: o pai instalou um aplicativo de controle parental no celular da filha. 

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Aplicativos de controle parental permitem, como o próprio nome já diz, que os pais controlem os dispositivos eletrônicos de seus filhos. Existem diversos aplicativos que oferecem esse serviço mas, no geral, eles deixam que os pais definam um horário para bloquear as ações no celular da criança e escolham sites e aplicativos que são proibidos de serem acessados pelos pequenos, além de mandarem informações sobre a segurança dos filhos para os pais. É como se o celular dos pais se tornasse um controle remoto que define tudo aquilo que a criança pode, ou não, acessar. 

O que um aplicativo de controle parental faz?

Roberto Rebouças, diretor geral filial brasileira da Kaspersky , empresa internacional de cibersegurança , explica que, no fundo, o que esses programas de controle parental fazem é cumprir “o papel de manter as regras estabelecidas entre os pais e a criança na ausência dos adultos”. 

O diretor ressalta, ainda, que os adultos são tão responsáveis pela cibersegurança das crianças quanto tão pela sua segurança física e, por isso, é preciso sempre estar de olhos abertos. “É importante que a criança seja ensinada a usar a internet e que sua navegação seja sempre acompanhada por um adulto responsável”, afirma. 

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E as ferramentas de controle parental funcionam como um olho dos pais nos momentos em que eles não podem estar junto dos filhos.

“Com a ajuda da tecnologia , é possível saber se a criança está se interessando por assuntos sensíveis, como droga, álcool ou sexo e usar esses sinais para iniciar uma conversa pessoal para orientá-los sobre estes temas. Também é possível saber a geolocalização da criança ou limitar o tempo de uso do dispositivo, além de protegê-los contra as ciberameaças comuns como phishing ”, resume Roberto. 

Eu devo controlar o celular do meu filho?

Leonardo e Teresa Shikida arrow-options
Arquivo pessoal

“Não disse que gosto, mas entendo˜, diz Teresa, 10 sobre controle do celular pelo pai, Leonardo Shikida

Para Roberto, o principal ponto para o uso dos aplicativos de controle parental é o consentimento da criança.

Para a psicóloga de crianças e adolescentes Lidiane Passarinho, é essencial que os pais estabeleçam um diálogo , lembrando sempre que não estão de olho porque não confiam nos filhos, mas sim porque têm mais conhecimento e precisam acompanhar, e não vigiar. 

“É preciso ir negociando, encontrar o equilíbrio. Porque não adianta dizer que a criança não vai ter acesso [à internet], mas também não pode acontecer um acesso indiscriminado e ilimitado”, aconselha a psicóloga. 

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E é assim que funciona na casa de Leonardo. Ele conta que, na hora de escolher qual aplicativo de controle parental ele utilizaria no celular da filha, uma das questões que levou em conta era que a ferramenta não ficasse “escondida” para a criança. Teresa sabe que o pai tem controle do seu celular e conhece os motivos pelos quais isso acontece. 

“Eu sei que isso é para a minha segurança e para o meu bem, porque eles [os pais] são responsáveis por mim na internet, e na internet tem muita pessoa perigosa que pode tentar me machucar”, afirma a menina. “Eu não disse que eu gosto, mas eu entendo. Talvez, quando eu for um pouco mais adolescente, eu comece a reclamar. Mas por enquanto por mim está tudo bem”, completa. 

“A conversa”

Se antes os pais temiam ter com os filhos a conversa sobre sexo, hoje o bicho de sete cabeças é falar com os pequenos sobre segurança digital . Pelo menos é assim que Leonardo se sente.

“Eu realmente não sei qual é a melhor forma [de falar com a filha]. Eu tento acompanhá-la no processo dela de utilização da internet , mas eu não consegui sentar com ela e ter esse papo, porque eu não consegui pensar em todos os lados, acho que é uma coisa que nós vamos construir juntos”, afirma. 

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O pai levanta, ainda, a questão de que esse é um assunto muito novo e com o qual, muitas vezes, nem os próprios adultos sabem lidar. “Com a internet, a gente tem poder demais na mão, e as crianças também. Mas a gente ainda não sabe usar para a gente, muito menos sabe conscientizar as crianças”, diz Leonardo. 

Lidiane afirma que, mais do que se preocupar com uma conversa formal com os filhos, é importante dialogar sempre e, sobretudo, dar o exemplo . A psicóloga aconselha, por exemplo, que os pais convidem os pequenos a fazerem atividades prazerosas que façam com eles deixem de lado as tecnologias por um tempo. 

Além disso, ela aponta que as crianças aprendem muito por observação. Então, de nada adianta proibir os filhos de utilizarem o celular em certos horários, por exemplo, se os pais não tiram os olhos da telinha. Uma pesquisa da Kaspersky mostrou, por exemplo, que 70% dos pais admitem que passam tempo demais em seus celulares. 

E, embora a responsabilidade dos adultos com a segurança digital das crianças seja grande, o estudo trouxe, ainda, outros dados preocupantes. 52% dos pais entrevistados disseram confiar nos filhos para determinarem seus próprios horários de uso de eletrônicos, enquanto 40% deles afirmaram que não acham necessário supervisionar as atividades online das crianças. 

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Os melhores aplicativos de controle parental

Para quem decide instalar um aplicativo de controle parental no celular dos filhos, as opções são bastante variadas. Na hora de escolher, é preciso ver quais características você mais preza, além de conferir o preço, já que a maior parte desses aplicativos é paga.

Alguns deles, porém, oferecem teste gratuito, então vale a pena instalar e checar as funcionalidades antes de bater o martelo na escolha. Confira algumas opções e seus diferenciais:

  • Spyzie : Com versões para Android e iOS, o Spyzie permite que, através de seus celulares, os pais vigiem quase todas as ações nos celulares de seus filhos. Dá para ter acesso às mensagens de aplicativos como WhatsApp, Messenger, Snapchat e Instagram, além de rastrear localização, ver histórico de navegação e receber alertas todas as vezes que os pequenos entrarem em contato com informações sensíveis. Os planos mais básicos começam em R$129,99 por mês. 
  • FamilyTime : O FamilyTime oferece funcionalidades como limitar o tempo de funcionamento do celular e criar filtros para as buscas na web, a fim de banir assuntos como pornografia, além de rastrear a localização. Com o aplicativo, também dá para bloquear apps que não poderão ser instalados. A ferramenta tem versões para Android e iOS, e os planos começam em menos de R$5 por mês por filho. 
  • Qustodio : Com versões para Android e iOS, o Qustodio traz ferramentas como bloqueio de pornografia, relatório de atividades dos filhos na internet, controle do tempo de tela, bloqueio de aplicativos, monitoramento em redes sociais e YouTube e rastreamento de localização com botão de pânico para momentos de emergência. O aplicativo tem versão gratuita, mas os recursos são limitados. Os planos premium começam em R$6,58 ao mês.
  • Norton Family Premier : A opção da Norton oferece controle de tempo gasto no dispositivo e relatórios dos sites que os pequenos acessam, além de proteger os dados das crianças e oferecer uma navegação mais simples. Disponível apenas para Android, o plano custa R$39 ao ano.
  • Kaspersky Safe Kids : Esse aplicativo foi o escolhido por Leonardo para monitorar o acesso da filha, e permite definir o horário em que o dispositivo irá funcionar, além de monitorar as comunicações em aplicativos, bloquear o acesso a sites indevidos, gerenciar o acesso a aplicativos e jogos e rastrear a localização. Disponível tanto para Android quanto para iOS, o Safe Kids tem versão gratuita com recursos limitados, e a opção premium custa R$44,91 ao ano. 
  • Google Family Link : A Google também criou um aplicativo de controle parental e, com ele, os pais conseguem ver em quais aplicativos as crianças mais gastam tempo, aprovar ou impedir downloads de novas aplicações e recomendar apps e jogos educativos. Também é possível definir limites de tempo ou bloquear o dispositivo da criança, além de rastrear sua localização. O Family Link tem versões Android e iOS e o download é gratuito.

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Tecnologia

Bill Gates diz que Microsoft será cuidadosa com dados do TikTok

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Olhar Digital

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Wikimedia Commons/Kuhlmann MSC

Bill Gates comenta compra do TikTok


Apesar de, como ele mesmo diz, não ser o público-alvo do TikTok , Bill Gates decidiu falar sobre a possível compra da rede social pela Microsoft . O empresário afirmou estar confuso com todo o imbróglio que aconteceu no último fim de semana entre Donald Trump , a Microsoft e a ByteDance em torno da aquisição, mas assegurou que sua empresa não deve fazer nada de errado com os dados dos usuários.

“A Microsoft é muito cuidadosa com os dados. Não faremos coisas hostis ou vistas como hostis”, garantiu em entrevista à Bloomberg. Além disso, ao ser questionado sobre o que pensava sobre a possibilidade de o TikTok entrar para a “família Microsoft”, destacou que a inovação do aplicativo é algo a se elogiar. “É bom que o TikTok tenha criado alguma concorrência por meio da inovação. Não me parece que impedir que a inovação esteja disponível faz muito sentido quando você quer coisas novas por aí”, afirmou.

Desde março, Bill Gates se afastou ainda mais da Microsoft , apesar de ser um dos maiores acionistas da empresa. Ele decidiu deixar o conselho de diretores para se dedicar à Bill & Melinda Gates Foundation, fundação filantrópica que criou junto com sua esposa. De qualquer forma, afirmou que, caso os mandatários da empresa desejarem, poderá dar alguns conselhos, mesmo que não esteja “no centro da decisão que está sendo tomada”.

Entenda a polêmica Estados Unidos x TikTok

Desde que chegou ao ocidente, o TikTok se tornou um sucesso absoluto, com mais de dois bilhões de downloads. Porém, a ByteDance, desenvolvedora da rede social, é uma empresa chinesa, o que levantou uma série de contestações sobre a segurança dos dados dos usuários. Isso porque, segundo o governo americano, a China pode ter acesso a essas informações e usar isso a seu favor.

Por conta disso, o presidente Donald Trump anunciou na última semana que o aplicativo será banido dos Estados Unidos, a menos que alguma empresa americana o compre (e é aqui que a Microsoft entra na história). O país, porém, não foi o primeiro a fazer isso. A  Índia anunciou o banimento do TikTok (e muitos outros aplicativos de origem chinesa) no país.

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Xbox Series X será lançado em novembro, confirma diretora da Microsoft

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Olhar Digital

Xbox Series X
Reprodução

Design oficial do Xbox Series X


De acordo com Dina Bass, repórter de tecnologia, a Microsoft  indicou que o lançamento do Xbox Series X , seu novo console, deve ocorrer em novembro. A informação foi obtida durante uma entrevista com Amy Hood, diretora financeira da empresa.

A jornalista questionou sobre a chegada da nova geração de consoles e perguntou se isso aconteceria em novembro. Foi quando ela recebeu um “sim” da entrevistada. Apesar disso, não há nenhuma indicação de data específica.

Anteriormente, o lançamento do novo Xbox  foi marcado para o fim de 2020, sem especificar o mês. Em março, uma página oficial em indicou que o produto estava marcado para chegar às lojas no dia de ação de graças deste ano – que acontece em 26 de novembro.

No entanto, a Microsoft  informou que tudo não passou de um erro da página. Mesmo assim, os consoles anteriores da empresa – o Xbox original, Xbox 360 e Xbox One – foram disponibilizados em novembro, o que reforça o rumor do lançamento na data.

Em resposta à GameSpot, um porta-voz da Microsoft disse que estão “entusiasmados para lançar o Xbox Series X , que estabelecerá um novo padrão de potência, velocidade e compatibilidade quando o console for lançado, juntamente com ‘Halo Infinite’. Não temos mais nada a compartilhar no momento”.

O evento mais recente da Microsoft, o Xbox Games Showcase , ocorreu em 23 de julho. Muitos esperavam que informações como preço e data de lançamento do console seriam divulgadas de surpresa – assim como foi com a revelação do console. Porém, a companhia preferiu dar destaque apenas para jogos.

Loja redesenhada

Enquanto o novo console não chega, a empresa decidiu reformar sua loja online de aplicativos e jogos, a Microsoft Store . De acordo com a empresa, a intenção é deixar a plataforma “mais rápida, segura e fácil de usar do que nunca”.

Segundo a Microsoft, a loja passará a ser duas vezes mais rápida do que agora e carregará em menos de dois segundos. Além disso, a plataforma mostrará quais games seus amigos estão jogando e facilitará a busca por promoções e a visualização de diferentes títulos, já que exibirá trailers conforme o usuário navega entre as opções.

A revisão da navegação da loja, que incluiu a exibição de trailers, partiu da premissa de que a Microsoft quer “tornar mais fácil do que nunca encontrar o seu próximo jogo, aplicativo, filme ou programa de TV favorito”. Por isso, a empresa também incluiu novos filtros de pesquisa, uma lista de desejos renovada e um carrinho atualizado para facilitar a visualização dos itens adicionados.

Há, também, um foco na compatibilidade com as versões anteriores do console. Portanto, a loja será adaptada para funcionar bem no Xbox 360, no Xbox One e no Xbox Series X – quando chegar a hora.

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