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Saúde

Vaginismo: entenda sobre a disfunção sexual feminina que causa dor

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Vaginismo: entenda sobre a disfunção sexual feminina que causa dor
Vitoria Rondon

Vaginismo: entenda sobre a disfunção sexual feminina que causa dor

Ginecologista explica as causas e como tratar essa alteração que causa incômodo durante o sexo

Em alguns casos, pode ser considerado normal a mulher sentir dor na primeira relação sexual, uma vez que o nervosismo e a tensão da chamada “primeira vez” influenciam no momento da penetração. Mas, passada a primeira relação sexual, é preciso ficar em alerta caso o incômodo persista.

Segundo pesquisas elaboradas pela Revista Brasileira de Sexualidade Humana , a taxa de incidência do vaginismo varia entre 11,7% e 42% entre as mulheres. Apesar dos dados, o vaginismo é um assunto pouco conhecido. Por isso, é comum mulheres passarem pela disfunção e não a reconhecerem.

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O que é o vaginismo?

Segundo Teresa Embiruçu, ginecologista e especialista em sexologia e obstetrícia, o vaginismo é uma contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico ( músculos que estão ao redor da vagina). Isso impede a entrada de pênis, dedo ou qualquer outro objeto na vagina, por mais que esta seja a vontade da mulher.

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A ginecologista ainda explica que a disfunção, na maioria das vezes, pode ocorrer na primeira relação sexual (vaginismo primário). Contudo, também pode atingir uma parcela de mulheres que já praticavam atividades sexuais e consideravam prazeroso, mas começaram a sentir o incômodo no momento da penetração (vaginismo secundário).

Possíveis causas do vaginismo

As causas do vaginismo podem ser múltiplas. Por isso, é difícil definir um motivo exato. Teresa Embiruçu explica que é preciso observar diversos pontos da construção sexual feminina para entender o que pode estar causando a disfunção , como: o que ouviu sobre a primeira vez, como aprendeu, expectativas ao iniciar a vida sexual e fatores religiosos, como ver o ato como algo errado, sujo e pecaminoso.

“Sempre vamos olhar para vários pontos, como: se a educação em casa foi muito castradora e proibitiva, se passou por violência psicológica ou sexual, se tem algum antecedente de problema de saúde ginecológico (por exemplo, líquen vulvar), se tem outras doenças de dor crônica associadas (por exemplo, fibromialgia), se tem uma personalidade controladora, hipervigilante e se a pessoa é ansiosa”, lista a ginecologista.

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Sinais que apontam para o vaginismo 

O principal sinal de alerta para o vaginismo são as fortes dores e o desconforto no momento da penetração. Contudo, Teresa Embiruçu faz um alerta para o medo e a fobia , que podem acontecer desde a aproximação, o toque na vulva até a dificuldade de ter penetração vaginal. “[O vaginismo] é descrito como uma dor sexual, dor na relação, dor na penetração ou mais tecnicamente, dor genito-pélvica”, explica a especialista.

De acordo com a ginecologista, ainda existe uma outra situação que se assemelha ao vaginismo, que é quando a mulher até consegue ter a penetração vaginal, mas sente ardência, incômodo e dor. “É como se tivesse entrando uma faca, descrita como vulvodínia. A vulvodínia já seria mais uma dor localizada na mucosa vulvar que impede ou dificulta a penetração.”

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Diagnóstico do problema

O vaginismo pode ocorrer em qualquer idade. Por esse motivo, é preciso estar atento aos sinais e realizar o diagnóstico clínico que, de acordo com Teresa Embiruçu, pode ocorrer por meio de uma conversa bem detalhada com o médico ginecologista, clínico geral ou psiquiatra, e por meio do exame físico, da inspeção da mucosa e da avaliação da musculatura pélvica. “É necessário afastar se não existem outras causas que justifiquem a dor”, explica a ginecologista.

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Tratamentos para o vaginismo
Tratamento para o vaginismo consiste em relaxar a musculatura (Imagem: Shutterstock)

Existe tratamento?

O tratamento para a disfunção consiste em fazer com que a mulher consiga relaxar a musculatura e dessensibilizar os músculos da vagina ao toque e a penetração. Normalmente, isso é realizado por ginecologistas com o apoio de psicólogos e profissionais especializados na saúde sexual da mulher.

De acordo com a ginecologista Teresa Embiruçu, podem ser indicadas medicações para dor crônica, quando ela é localizada na mucosa vulvar, além do uso de ansiolíticos e técnicas para trabalhar o foco de atenção. Ela também ressalta que alguns estudos mais recentes falam ainda da melhora com uso de laser vaginal de co² e aplicação de toxina botulínica.

“A abordagem psicológica também é essencial para trabalhar as crenças errôneas e ressignificar alguns momentos dessa construção da sexualidade. Mas o tratamento vai depender não apenas de profissionais qualificados para ajudar e dar as ferramentas necessárias, como também do empenho e motivação da própria pessoa em melhorar. Porque o tratamento é um processo, não tem tempo certo, não tem remédio que se toma e se cura”, explica Teresa Embiruçu.

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O tabu sobre a sexualidade feminina 

A falta de conhecimento sobre a sexualidade feminina ou, até mesmo, as vivências traumáticas, também podem influenciar para que o vaginismo ocorra. Teresa Embiruçu explica que o ensino sobre sexualidade, muitas vezes, gira em torno de uma visão negativa e que a pessoa cresce com medo da relação sexual.

“O aprendizado sobre a sexualidade nas escolas gira em torno do ensino sobre não engravidar e como não pegar infecções sexualmente transmissíveis. Ao iniciar a vida sexual, se ouve que a primeira vez sangra, dói, machuca e rompe o hímen. Sempre uma visão muito negativa sobre o ato sexual. Sem falar na questão da ‘perda da virgindade’, como se fosse perder algo que nunca mais fosse possível ser achado”, afirma Teresa Embiruçu.

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Consequências do vaginismo

A ginecologista esclarece que uma pessoa com vaginismo pode ter desejo sexual, se sentir excitada, chegar ao orgasmo, com o estímulo na vulva e no clítoris, e ter uma resposta sexual satisfatória. Entretanto, uma das queixas comuns dessas mulheres é que se sentem incompletas ou ainda, que se sentem menos “mulher” por faltar a penetração vaginal. Além da expectativa de estar em falta ou devendo algo ao parceiro sexual.

“Uma outra frustração comumente relatada por pessoas com vaginismo é a dificuldade de engravidar naturalmente. Geralmente é quando o relacionamento não vai bem ou quando chega essa vontade de engravidar que a pessoa procura ajuda”, completa Teresa Embiruçu. Por isso, em todo caso, é indicado procurar ajuda médica.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Esquizofrenia: estudo mostra ligação com abuso emocional na infância

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Pesquisadores identificam forte ligação entre abuso emocional na infância com sinais do transtorno na fase adulta
Camila Quintero Franco / Unsplash

Pesquisadores identificam forte ligação entre abuso emocional na infância com sinais do transtorno na fase adulta

Um novo estudo publicado na revista científica PLOS One identificou, pela primeira vez, uma forte ligação entre casos de abuso emocional durante a infância e o desenvolvimento de quadros característicos de  esquizofrenia na idade adulta. Conduzido por pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, o trabalho analisou outros 25 estudos sobre o tema, que envolveram mais de 15 mil participantes.

De acordo com os responsáveis, as evidências mostraram que todas as formas de abuso — sexual, física e emocional — foram associadas ao desenvolvimento de experiências ligadas ao distúrbio psiquiátrico , como paranoia, ouvir vozes e retraimento social. Porém, o abuso emocional em menores de 18 anos foi o que demonstrou a relação de forma mais significativa, elevando em 3,5 vezes a chance de surgimento dos sinais. Além disso, quanto mais traumático o abuso, mais grave foram as manifestações na idade adulta, afirmam os pesquisadores.

“Nossa pesquisa mostrou uma ligação significativa entre abuso emocional na infância e experiências semelhantes à esquizofrenia em adultos saudáveis, e que o abuso emocional é um preditor mais forte de experiências semelhantes à esquizofrenia do que outros tipos de abuso. Isso é algo que os profissionais de saúde mental devem considerar ao procurar combater as causas profundas de quadros ligados à esquizofrenia”, avalia o pesquisador da universidade Diamantis Toutountzidis, autor do estudo, em comunicado.

Os cientistas explicam que situações de trauma na infância já foram ligadas em diversos estudos ao desenvolvimento da esquizofrenia, mas dessa vez eles decidiram analisar o impacto de cenários de abuso emocional — que muitas vezes são longos e mais comuns — com o surgimento de sinais menos graves da doença, que não levam necessariamente a um diagnóstico formal.

Eles acreditam que os resultados, além de encontrar uma relação, indicam também um novo entendimento sobre a esquizofrenia. Para os cientistas, assim como o autismo, a doença pode fazer parte de um espectro e se manifestar em diferentes graus. Segundo eles, isso justificaria o fato de pessoas até então saudáveis terem episódios com sintomas relacionados ao distúrbio, ainda que não sejam diagnosticados com ele — eventos que seriam intensificados por casos de abusos na infância.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Alergias durante o inverno: veja como combatê-las

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Alergias durante o inverno: veja como combatê-las
Redação EdiCase

Alergias durante o inverno: veja como combatê-las

Médica explica como se proteger de crises alérgicas nessa época do ano

Com a chegada do inverno, passar mais tempo em locais fechados e a maior incidência de gripes e resfriados são algumas das causas que favorecem o aumento das doenças alérgicas, como a rinite, a bronquite e a asma. 

“As principais causas de alergias respiratórias são, em primeiro lugar, a predisposição genética, que é determinante. Dos alérgenos ambientais, os ácaros são os mais frequentemente envolvidos nas reações alérgicas, especialmente as respiratórias, seguidos pelos pólens, pelos de animais e o mofo”, enumera a Dra. Adriana Vidal Schmidt, médica alergista. 

Tratamentos contra alergias 

A alergia é uma doença crônica, por isso ela costuma apresentar períodos de melhora e de piora ao longo dos anos. “O principal tratamento é afastar os alérgenos envolvidos e usar medicações preventivas por longos períodos, entre as quais damos preferência ao uso de medicações de ação local (os corticoides tópicos nasais, no caso da rinite; os inalatórios, no caso da asma), aliados ao uso de medicamentos antialérgicos (anti-histamínicos) por via oral, conforme necessidades individuais”, explica a Dra. Adriana Vidal Schmidt.

Em alguns casos de alergias respiratórias, é possível realizar um tratamento com vacinas específicas, injetáveis, com o objetivo de promover, a longo prazo, a redução dos sintomas de maneira mais duradoura. Entretanto, as indicações específicas de tratamentos e a avaliação de cada caso só poderão ser feitas por um médico especialista.

Gripe e resfriado: conheça as diferenças e saiba como se proteger

Como evitar as crises alérgicas 

Algumas atitudes podem ser tomadas para evitar o aumento de crises durante os períodos de frio. “A vacina para gripe está indicada em todas as faixas etárias, e irá prevenir quadros virais mais graves, com febre alta, calafrios, mal-estar e os quadros mais debilitantes, sendo especialmente indicadas nas crianças menores e nos idosos. Como a asma é mais comumente desencadeada por infecções virais do que bacterianas, indiretamente, com a vacinação, reduzimos estes casos”, conclui a médica alergista. 

Além disso, evitar locais fechados e com muitas pessoas, retirar carpetes e bichos de pelúcia do quarto também pode auxiliar a diminuir as crises alérgicas. 

Natação para melhorar a saúde 

As atividades físicas são grandes aliadas no combate a doenças, pois, quando praticadas regularmente, aumentam a capacidade do sistema cardíaco e respiratório, além de melhorar o condicionamento físico. A natação está entre as atividades que cumpre esse papel muito bem.  

“Algumas vantagens do meio líquido são a diminuição do trabalho de apoio e de sustentação do corpo, aumento do volume cardíaco, […] favorecendo a expiração, regulação do ritmo respiratório, trabalho intenso dos membros superiores e umidade das vias aéreas superiores, importantes para alunos que são acometidos de problemas respiratórios”, esclarece Bruna Bacelar de Araujo Carvalho, professora de natação e hidroginástica.  

A especialista também alerta que o condicionamento reduz a probabilidade de crise respiratória, como a asma, por causa da diminuição da necessidade ventilatória para alguma tarefa cotidiana ou exercícios físicos.  

Veja mais conteúdos na  revista ‘Saúde e Bem-estar’

Fonte: IG SAÚDE

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