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Vacinas podem provocar autismo? E câncer? Especialista explica

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Minha Saúde

Vacina provoca autismo? E câncer? Recentemente, muitas notícias circularam no Brasil sobre as vacinas. Essas informações são perigosas e podem colocar a saúde da sociedade em risco. Isso porque as pessoas podem ficar confusas e hesitar em vacinar seus filhos por conta das fake news.

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Especialista aponta que não há relação nenhuma entre vacinas e autismo, mito que circula pelas redes sociais

De acordo com a infectologista Rosana Richtmann, consultora do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), não há nenhuma relação entre vacinas e o autismo.

Segundo a médica, a notícia falsa se deu origem em um artigo publicado nos anos 90, sobre uma pesquisa forjada, que relacionava o autismo à vacina tríplice viral. “Isso não é verdade. O que é verdade é que, se você deixar de vacinar seu filho para sarampo, e ele tiver a doença, pode ter complicações graves no sistema nervoso central”.

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Vacina não provoca autismo nem HPV

Há também uma notícia que relaciona a vacina do HPV à uma espécie de castração química. Segundo o texto, o governo estaria tentando evitar que as adolescentes engravidassem no futuro. A informação também é falsa. “Isso não existe. A vacina do HPV é fantástica. Ela é para prevenir o câncer relacionado ao HPV em ambos os sexos. Inúmeros países usam. A Austrália, por exemplo, já está praticamente eliminando o HPV por conta da vacinação de adolescentes”, explica.

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Rosana esclarece ainda que as vacinas não interferem no sistema autoimune. “Este é outro mito. A quantidade de antígenos a que expomos alguém quando estamos vacinando é muito pequena em relação a todo o resto a que somos expostos todo dia”.

Outra notícia que circula na internet é que a vacina da gripe provoca efeitos colaterais e que apenas os medicamentos importados seriam eficientes. A médica explica que a vacina que é feita no Brasil tem troca de tecnologia com a França e excelente qualidade.

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O país é autossuficiente na produção de vacinas e elas são extremamente boas. Eventos adversos têm alguns efeitos como dor de cabeça são possíveis, mas ela não causa outras doenças.

Fonte: IG Saúde
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O que dizer sobre o livro “Miller’s Review of Critical Vaccine Studies: 400 Important Scientific Papers Summarized for Parents and Researchers” que aponta 400 artigos científicos sobre todos esses e muito mais efeitos colaterais das vacinas?

Saúde

Ministério da Saúde e IBGE coletarão dados sobre população infantil

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O Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) formalizam hoje (9) um termo de Cooperação Técnica de Pesquisa em Saúde de Base Domiciliar Nacional que possibilitará a coleta de informações relevantes sobre a saúde da população e a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na Atenção Primária à Saúde (APS).

De acordo com o ministério, serão destinados R$ 30,1 milhões para o convênio, de forma a viabilizar a realização de três pesquisas: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) e a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS).

“Esta será a maior pesquisa do mundo, em termos de atenção primária”, disse o secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim, ao anunciar a parceria. “Estamos resgatando o IBGE como o maior avaliador do SUS”, complementou ao destacar que as bases de dados serão disponibilizadas a toda a comunidade científica brasileira.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, esses dados serão relevantes porque muitas coisas mudaram tanto nas regiões brasileiras como nos sistemas de informação do país. “Essas informações servirão para a avaliação de políticas públicas, bem como para a adoção de novas políticas”.

A PNAD Contínua tem previsão de ser iniciada em 2020 e abranger cerca de 210 mil domicílios. A ideia é obter dados mais apurados sobre a Atenção Primária à Saúde (APS) e sobre o desenvolvimento infantil, possibilitando um “diálogo intersetorial” com outras políticas públicas – caso do Marco Legal da Primeira Infância, desenvolvido pelo Ministério da Cidadania.

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“Nessa pesquisa, serão incorporados dois módulos para abordar a saúde da população infantil. Um deles vai avaliar a qualidade da APS na perspectiva do cuidado à criança, com a inserção do PCATool-Brasil [modelo de avaliação da qualidade de serviços que se baseia na mensuração de aspectos de estrutura e processo dos serviços de saúde] em sua versão infantil”, informou por meio de nota o MS.

O outro módulo inclui o desenvolvimento infantil, por meio do instrumento de avaliação do projeto Primeira Infância para Adultos Saudáveis (PIPA).

Já a PNDS, feita pela última vez em 2006, atualizará as informações sobre a saúde da mulher e da criança “para construção de séries históricas e estudos comparativos em nível nacional e internacional”. Para tanto, a pesquisa contará com “instrumentos para avaliação da atenção primária, porta de entrada do SUS, em relação ao cuidado oferecido à população”.

Essa pesquisa será iniciada no primeiro semestre de 2021. Por meio de entrevistas domiciliares com visitas a 110 mil domicílios, ela fornecerá dados e indicadores relevantes para o contexto da saúde da mulher e da criança, com foco em reprodução, amamentação e saúde nutricional.

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Tendo por base dados obtidos pelo IBGE, a iniciativa pretende incluir “assuntos relevantes para a avaliação do momento atual do SUS”. Para tanto, será resgatada a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária, que teve a última edição em 2009. A previsão é de que nesse caso a pesquisa abranja cerca de 100 mil estabelecimentos de saúde no 2º semestre de 2021.

Segundo o Ministério da Saúde, essa pesquisa será feita via ligações telefônicas, com o objetivo de atualizar o “perfil da capacidade instalada do SUS, considerando os subsistemas público e privado, além de permitir conhecer o perfil da força de trabalho em saúde e da oferta e uso dos equipamentos médico-hospitalares”.

Também será criado um módulo específico para avaliar as estruturas das unidades de saúde familiar, no âmbito da atenção primária à saúde, “permitindo a conexão com o novo e-SUS AB [estratégia de qualificação da gestão da informação] e a base Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)”.

A presidente do IBGE, Suzana Leite, destacou que a parceria representa uma sinergia entre ministérios e instituições, na busca por dados precisos, relevantes e frequentes para cidadãos e governos. “Será uma modernização de dados, inteligência e tecnologias relativas ao país.”

 

*A matéria foi ampliada às 13h27

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Anvisa: termina hoje prazo para sugestões sobre rótulos de alimentos

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Termina hoje (9) o prazo estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o envio de comentários e sugestões a duas consultas públicas abrangendo a rotulagem nutricional de alimentos (CPs 707 e 708).

Ao abrir essas consultas, a Anvisa buscou, na sociedade, sugestões visando facilitar a compreensão dos dados nutricionais nos rótulos dos produtos, dando ao consumidor melhores condições para comparar produtos; reduzir situações que geram engano; bem como ampliar a abrangência de informações nutricionais e aprimorar a precisão dos valores declarados pela indústria.

Segundo a Anvisa, “a CP [consulta pública] 707 trata da proposta de Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que contém uma série de novidades para ajudar os consumidores na hora da escolha de alimentos embalados. Já a CP 708 traz o texto da Instrução Normativa (IN) com os requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional nesses alimentos pelas indústrias”.

Para participar das consultas públicas é importante, antes, conhecer as propostas de RDC e de instrução normativa já disponibilizadas na área de consulta pública do site da Anvisa, assim como as CPs 707 e 708.

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O envio das sugestões é feito por meio eletrônico, após o preenchimento de um formulário quando será disponibilizado o número de protocolo do registro de participação. A Anvisa informa que as contribuições recebidas são consideradas públicas e estarão disponíveis a qualquer interessado, por meio de ferramentas contidas no menu “resultado” do formulário eletrônico, inclusive, durante o processo de consulta.

Veja na TV Brasil:

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde
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