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Saúde

Vacina da varíola: veja quem está protegido ou não no Brasil

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Cientistas encontram 50 mutações em vírus da varíola dos macacos
Reprodução/Montagem iG 25.5.2022

Cientistas encontram 50 mutações em vírus da varíola dos macacos

O recente surto mundial de varíola dos macacos e a  notificação dos primeiros casos suspeitos no Brasil levantou uma dúvida: quem está em risco? Quem está protegido contra a doença? De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina contra a varíola é capaz de proteger contra a varíola dos macacos. A questão é que esse imunizante parou de ser usado há décadas. No Brasil, a imunização de rotina para a varíola cessou em 1973, segundo informações do Ministério da Saúde.

Embora ninguém saiba quanto tempo a proteção gerada pela vacina permanece, especialistas acreditam que pessoas vacinadas apresentam proteção parcial .

“As pessoas no Brasil que tomaram vacina contra a varíola no Brasil ainda tem alguma proteção”, diz o infectologista Julio Croda, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT).

Em geral, a varíola dos macacos é uma doença branda em crianças e adultos com sistema imunológico saudável. Os dois principais grupos de risco são crianças menores de seis meses de idade e idosos. No caso do primeiro grupo, por enquanto, não há registro da doença nessa faixa etária. Quanto ao segundo, eles estão, ao menos, parcialmente protegidos por terem recebido a vacina contra a varíola. Ou seja, idosos vacinados até podem ser infectados, mas provavelmente escaparão com apenas sintomas leves.

Pode haver dúvida se a marca de vacina no braço é um indicativo de que a pessoa recebeu a vacina contra a varíola. A questão é tanto a vacina da varíola quanto a BCG, imunizante contra tuberculose ainda utilizado hoje, deixam uma marca parecida. Em uma publicação recente no Twitter, John Ross, um professor assistente de medicina em Harvard e especialista em doenças infecciosas, chegou a afirmar que era possível diferenciar a marca dos imunizantes e assim, saber quem está protegido contra a varíola dos macacos. Entretanto, a repercussão do post foi tão grande que o especialista se retratou e retirou do ar a informação.

Em uma nova publicação, ele disse que a afirmação de que as cicatrizes resultantes da vacina BCG tendem a ser planas ou elevadas, enquanto as cicatrizes da varíola são deprimidas são uma simplificação excessiva e pode gerar confusão. Como as marcas são resultado de uma reação do corpo, pessoas podem ter rações e marcas diferentes como resultado da mesma vacina.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Infarto de repetição: entenda o problema vivido por Mario Frias

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Mario Frias, ex-Secretário Especial da Cultura e pré-candidato a deputado federal por São Paulo
Roberto Castro/ Mtur

Mario Frias, ex-Secretário Especial da Cultura e pré-candidato a deputado federal por São Paulo

Mario Frias, ex-secretário da cultura do governo Bolsonaro, foi hospitalizado após sofrer um ataque cardíaco , na noite de segunda-feira (4), em Brasília. Este é o terceiro infarto de Frias, que tem apenas 50 anos, desde que assumiu a Cultura do governo Bolsonaro, em junho de 2020.

O cardiologista Marcelo Franken, diretor da Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e gerente de cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, explica que múltiplas recorrências não são comuns, mas “quanto mais recorrências, maior a chance de acontecer novamente”.

“A taxa de recorrência de um infarto, ou seja, o risco de ter um novo evento cardiovascular em um período de 12 meses após o primeiro, varia de 3 a 7%. A probabilidade disso acontecer é maior nos primeiros 30 dias e diminui ao longo do tempo”, diz Franken.

Alguns fatores podem influenciar esse risco. São eles: a adesão ao tratamento, a resposta do organismo do próprio paciente (alguns podem reagir mal ao stent e precisam de uma nova intervenção, por exemplo) e características da doença cardiovascular que o paciente enfrenta. A boa notícia, é que é possível evitar que isso ocorra por meio da reabilitação cardíaca e da prevenção secundária.

A prevenção secundária consiste em evitar que um novo infarto ocorra ou que a doença aterosclerótica nas coronárias progrida. A reabilitação cardíaca faz parte disso e consiste em um conjunto de medidas que visam fazer com que o coração volte a funcionar como era antes do infarto.

Isso inclui a prática de atividade física supervisionada por cardiologista; adequação do estilo de vida, com alterações na alimentação, no sono e no tabagismo, por exemplo; e uso adequado das medicações.

“A adesão ao tratamento é um fator determinante para a recorrência. Por exemplo, se o paciente fez uma angioplastia para colocação de um stent, ele precisa tomar remédios que evitam a trombose do stent. Se ele não toma a medicação corretamente, há maior risco de formação de coágulo. O mesmo vale para todos os outros fatores de risco, como controle do diabetes, da hipertensão, do colesterol, da alimentação, da prática de atividade física, do sono, do tabagismo e do stress”, ressalta o médico.

Pessoas que já tiveram uma recorrência, precisam intensificar ainda mais o tratamento e o controle dos fatores de risco. Para Franken, em pacientes com múltiplas recorrências, um bom caminho pode ser pesquisar alguns fatores genéticos que possam aumentar o risco. Por exemplo, investigar se há alguma doença genética que favorece a formação de coágulos ou que altera o metabolismo dos lipídios, levando ao aumento do colesterol ou ainda que faz com que a pessoa tenha uma resposta inadequada aos medicamentos.

Controlar o stress e cuidar da saúde mental também são fatores fundamentais na prevenção secundária da doença cardiovascular.

“É difícil falar para uma pessoa ‘não se estressar’, mas ela pode adotar medidas que ajudem a controlar o  stress no dia a dia, como prática de atividade física, meditação, ter uma boa qualidade do sono, ter momentos de lazer e socializar. Tratar quadros de depressão e ansiedade também é muito importante”, diz o diretor da Socesp.

“Tudo se torna mais intensivo com esse tipo de paciente. Visitas mais periódicas, controle mais periódicos dos fatores de risco. Temos remédios novos para o controle de risco do colesterol, espetacular. A tecnologia medica tem evolui muito e muito rápido para trazer esses números”, completa o diretor.

Também é recomendado que esse paciente tenha um acompanhamento médico mais rigoroso e frequente.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Distrito Federal confirma um caso de raiva humana

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou nesta terça-feira (5) um caso de raiva humana. Após o anúncio, o governo do DF decidiu antecipar a Campanha de Vacinação Antirrábica, oferecendo doses para cães e gatos a partir de amanhã (6).

Segundo o Ministério da Saúde, a raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae.

Segundo a pasta, a raiva é de extrema importância para saúde pública, devido seu alto grau de letalidade, por ser uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano (transmitido por cão e gato) e pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação humana e animal.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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