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Economia

Uso de termelétricas contra crise terá custo adicional de R$ 9 bi, diz Aneel

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Acionamento de termelétricas pode custar R$ 9 bilhões, de acordo com a Aneel
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Acionamento de termelétricas pode custar R$ 9 bilhões, de acordo com a Aneel

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) , André Pepitone, disse nesta terça-feira que a autorização para o uso de toda disponibilidade de usinas termelétricas no país neste ano terá um custo adicional de R$ 9 bilhões aos consumidores de energia.

Como o GLOBO mostrou, essa conta será paga por meio das bandeiras tarifárias, uma sobretaxa que é cobrada quando o custo da geração de energia sobe. O patamar mais alto desse sistema deve subir mais de 20%. A conta das bandeiras já registra um rombo de R$ 1,5 bilhão neste ano.

“Nós vamos ter um custo adicional de R$ 9 bilhões e, até abril, já se gastou R$ 4 bilhões adicionalmente”, afirmou Pepitone, durante audiência pública na Câmara.

A necessidade de acionar todas as térmicas ocorre por conta da pior seca na região das principais hidrelétricas dos últimos 91 anos. Para garantir o suprimento de energia, o governo aciona usinas termelétricas, que são mais caras.

O diretor da Aneel informou que o sistema elétrico, até abril, recorreu a 15 mil megawatts (MW) de capacidade em geração térmica. Em maio, disse ele, esse montante subiu para 16 mil MW, quando o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o uso de todo o parque de termelétricas.

Atualmente, o Brasil conta com 22 mil MW de potência em geração térmica, porém parte deste montante, cerca de 20%, está indisponível por diversas razões.

Caso a conta das termelétricas fosse paga apenas em 2022, isso geraria um impacto adicional de 5% nas tarias no próximo ano. Mas os valores serão pagos em 2021 por meio das bandeiras.

Durante a audiência, Pepitone disse que a agência tem buscado dar contribuições para ajudar o país a enfrentar o risco de desabastecimento. Ele disse que, do lado da oferta, há um esforço para antecipar a conclusão de empreendimentos de geração e transmissão de energia.

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Do lado da demanda, a agência reguladora trabalha em campanha para estimular o uso racional da energia elétrica pelos consumidores. Além disso, o órgão tenta oferecer condições para que o consumo industrial seja deslocado para fora do horário de pico

Na Câmara, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, disse que a crise hídrica na região das principais hidrelétricas é “preocupante”, mas medidas como mudanças nas vazões dos reservatórios o uso de energia termelétrica deverão permitir que o Brasil passe pela crise hidrelétrica de forma “segura”.

“A situação é preocupante, sim. Ela foi identificada tempestivamente. Desde setembro do ano passado estamos trabalhando intensivamente. Estamos atravessando a pior estiagem dos últimos 91 anos. Mas com essas ações a gente garante que chega ao final do ano com energia e potência necessárias para o consumo da sociedade brasileira”, disse Ciocchi.

As projeções do ONS indicam que, sem as ações adicionais como mudanças na vazão das hidrelétricas, a situação estará ainda mais crítica, com os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste (o principal sistema em armazenamento do sistema no país), chegando ao final do ano com apenas 7,5% de energia armazenada.

Com as ações implementadas, o sistema chega a 10,3% de energia armazenada, disse ele, “o que ainda é um nível preocupante, mas mostrando que não teremos nenhum problema de energia ou potência ao final de novembro de 2021”, quando tem início a estação chuvosa.

Para o diretor, a primeira e mais importante medida tem relação com as vazões dos reservatórios de Jupiá e Porto Primavera, que serão reduzidas, podendo impactar pescadores e a navegação. Outra medida prevista é a redução do calado ou até a paralisação da hidrovia Tietê-Paraná a partir de 1º de julho.

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Economia

Confiança do comércio recua 6,2 pontos em novembro

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O Índice de Confiança do Comércio (Icom), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 6,2 pontos de outubro para novembro deste ano. Com isso, o indicador chegou a 88 pontos, em uma escala de zero a 200, o menor nível desde abril deste ano (84,1 pontos).

A confiança do empresário do comércio brasileiro caiu em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice da Situação Atual, que mede as avaliações sobre o momento atual, caiu 7 pontos e chegou a 88,3 pontos.

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado no futuro, cedeu 5,1 pontos e atingiu 93,3 pontos.

“O cenário para os próximos meses não é muito animador, dado que a confiança dos consumidores ainda se encontra muito baixa, a inflação segue em alta, os juros subindo e o mercado de trabalho ainda reagindo gradualmente”, disse o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler.

Edição: Graça Adjuto

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Economia

Saque-aniversário do FGTS antecipado? No Santander tem; confira as condições

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Banco Santander
Fernanda Capelli

Banco Santander

O Santander abre a partir desta segunda-feira (29) a antecipação do saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) para os correntistas. Na modalidade, o trabalhador pode retirar uma parte do fundo uma vez por ano, no mês de aniversário.

Segundo dados do banco, 200 mil correntistas optaram pela linha de crédito.

A taxa de juros no banco é de 1,69% ao mês. Para conseguir a liberação antecipada, a contratação deve ser feita de 150 a 365 dias antes do mês de nascimento do correntista, informa a Folha de São Paulo. 

O valor disponibilizado pelo banco depende do quanto o trabalhador possui na conta do fundo. 

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Até agosto de 2021, foram realizados 10,2 milhões de saques, com média de R$ 787 por pessoa, segundo o Ministério da Economia.

Limite (em R$)                Alíquota                  Parcela Adicional (em R$) Até 500,00                       50,0%                        – De 500,01 até 1.000,00      40,0%                   50,00 De 1.000,01 até 5.000,00  30,0%                   150,00 De 5.000,01 até 10.000,00 20,0%                  650,00 De 10000,01 até 15.000,00 15,0%                1.150,00 De 15.000,01 até 20.000,00 10,0%                1.900,00 Acima de 20.000,01 5,0%                              2.900,00


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