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Mato Grosso

Usina de Manso vira palco de aula interdisciplinar para alunos do ensino médio

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Alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Ernandy Maurício Baracat de Arruda, de Várzea Grande, visitaram a Usina Hidrelétrica de Manso (localizada entre os municípios de Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia, a 80 quilômetros de Cuiabá) para uma aula interdisciplinar de campo. Os estudantes foram comprovar na prática o que estudaram sobre a questão da geração de energia e a relação entre sociedade e natureza que existem nesse processo.

Segundo a professora de geografia Patrícia da Silva Gouveia, uma das organizadoras da aula de campo, os alunos assistiram a uma palestra proferida por um engenheiro da usina. Eles conheceram o funcionamento e visitaram o lago formado pela barragem.

“Este é um conteúdo transdisciplinar que envolve mais de uma área do conhecimento, abrangendo as disciplinas de biologia, física, geografia e química diretamente. É de extrema importância trabalhar de forma interdisciplinar o que pode auxiliar no processo de aprendizagem do aluno”, ressalta.

Em relação à Geografia, segundo Patrícia Gouveia, é importante perceber como a tecnologia e as formas de geração de energia influenciam nas relações da sociedade daquele local.

“Assim como a forma que essa mudança causada por uma ação antrópica implica nas mudanças da paisagem local e na dinâmica das características físicas da região”, complementa.

Entre os alunos participantes estavam Vitória Gabriele da Silva, que saiu encantada da usina. “Mais importante de saber como é seu funcionamento, são os benefícios que ela nos traz”, explica.

Na avaliação da estudante Juliana Pereira, esta foi uma visita produtiva, pois ela observou na prática o que aprendeu em várias disciplinas. “Pude observar de perto toda a estrutura da usina, conhecer como é a geração de energia elétrica”.

O colega dela, Marcus Vinícius Teixeira dos Santos, tem o mesmo entendimento. “Aprendemos como a usina gera energia e principalmente pelo fato de regular o nível da água e evitar enchentes na Grande Cuiabá”, observa.

Para a professora Maria Deuzane a aula de campo foi produtiva, pois os alunos voltaram com mais conhecimento do que aprenderam nas aulas teóricas. “Nossos alunos eram só atenção para as explicações sobre o funcionamento e benefícios da usina. O objetivo da aula de campo foi uma ampliação do conhecimento”, comemora.

Para o diretor Valter Benedito da Silva, que não conhecia a usina, foi uma aula proveitosa tanto para os alunos quanto para os professores. “Tive a oportunidade de ver de perto como é gerado a energia elétrica. Os alunos puderam entrar não comportas e ver e sentir onde é gerado a energia, além de assistir por vídeos e imagens, puderam observar de como é feito o controle de vazão da água.

A Usina

A Usina Hidrelétrica do Manso ou Aproveitamento Múltiplo do Manso (APM – Manso) funciona desde o ano 2000. A barragem começou a ser pensada após a grande enchente de 1974 em Cuiabá, onde mais de duas mil famílias foram atingidas pela cheia do rio Cuiabá. Como naquela época não havia nenhum tipo de controle do fluxo de águas dos rios que o abastece, a população ribeirinha sofria com as cheias intensas no período de chuvas.

Após a construção da barragem foi possível controlar o fluxo de água no rio Cuiabá, para que as cheias não causassem danos as famílias residentes na região as margens do rio, principalmente na nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

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Governo comprova com documento da Prefeitura de Cuiabá exclusão de 40 leitos da Covid

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O Governo de Mato Grosso recebeu da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, documento alterando a relação dos leitos de UTIs para tratamento da Covid-19, em que exclui 40 leitos, que haviam sido habilitados junto ao Governo Federal.

O Ofício nº 355/GAB/SMS/2020 é datado do dia 27 de maio de 2020 e foi assinado pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho.

A própria prefeitura reconhece no documento que fecha os leitos para o tratamento da Covid-19 e que o recurso foi recebido para usar os leitos por 90 dias.

“Em relação aos valores já repassados pelo Ministério da Saúde através da supracitada portaria de habilitação, estaremos em contato com entes Federativos para proceder à devolução de recurso dos 40 leitos de UTIS referentes às competências de junho e Julho /2020”, conforme trecho extraído do documento da Secretaria Municipal de Saúde.

Em tabela anexa ao documento, há 145 leitos para covid-19. E agora, em proposta para o mês de junho, a Prefeitura retira 40 leitos, reduzindo para 105 leitos de UTIs.

A portaria do Ministério da Saúde habilitou os leitos a partir do mês de abril para o período de 90 dias e pagou adiantado pelos leitos. Os leitos deveriam ficar disponíveis a população entre os meses de abril, maio e junho. Mas, na proposta encaminhada pela prefeitura, informa a retirada dos 40 leitos já no mês de junho.

O Governo do Estado lamenta a falta de informação interna dentro do âmbito do município de Cuiabá.

Confira a íntegra do documento abaixo

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

PGE denuncia Prefeitura de Cuiabá por receber dinheiro e excluir UTIs de Covid

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A Procuradoria Geral do Estado protocolou uma denúncia na Procuradoria-Geral da República, em Mato Grosso, contra a Prefeitura de Cuiabá para que se apure atos ilícitos realizados com os R$ 41 milhões recebidos pelo município para o combate ao coronavírus.

A denúncia foi encaminhada nesta sexta-feira (29.05) ao órgão investigativo.

As irregularidades vão desde a habilitação de leitos junto ao Ministério da Saúde sem nenhuma comprovação de que realmente estão disponíveis e equipados, até a falta de transparência na destinação das quantias vultosas recebidas do Governo Federal, uma vez que há constantes notícias de falta de EPIs, atrasos de pagamento de médicos e outros materiais básicos nas unidades de saúde de Cuiabá, além da inexistência de registros de compras dos equipamentos necessários para equipar as UTIS.

Na representação, a PGE relatou que até o dia 25 de maio deste ano, a Prefeitura de Cuiabá já recebeu R$  41,4 milhões do Governo Federal para o combate ao coronavírus. Porém, não há nenhuma informação sobre a destinação que tem sido dada a estes valores.

Conforme a Procuradoria, mesmo tendo recebido todo esse montante, a Prefeitura não fez qualquer esforço para assegurar aos profissionais da Saúde a estrutura e os materiais adequados (luva, máscaras, etc) para o enfrentamento da pandemia.

“A despeito da vultosa quantia, não se tem notado qualquer esforço da Administração Municipal no sentido de municiar os estabelecimento e profissionais de saúde com estrutura e materiais adequados para o enfrentamento da pandemia. Pelo contrário, a percepção generalizada dos médicos, enfermeiros e população em geral é no sentido de que as unidades de saúde carecem de itens fundamentais de proteção, o que inviabiliza o tratamento e, em certa medida, até colabora para a propagação de vírus”, conforme trecho extraído da petição.

A PGE citou que a Justiça do Trabalho chegou a conceder decisão judicial na qual obrigava a Prefeitura de Cuiabá a disponibilizar os materiais básicos aos profissionais de Saúde.

“Portanto, é evidente que os recursos extraordinários oriundos da União não estão tendo destinação adequada, pois, do contrário, não subsistiriam tantos problemas básicos para o enfrentamento da pandemia”. 

Irregularidades nos leitos

Conforme a PGE demonstrou, até o momento a Prefeitura de Cuiabá não criou nenhum leito novo para atender aos pacientes com covid-19, fato que pode ser facilmente comprovado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde no Ministério da Saúde.

“Não bastassem os registros lançados no CNES pelo próprio ente, os quais, por si só, refutam a criação de novas vagas, é interessante notar que o Portal de Transparência do Município não relaciona a aquisição de aparelhos/equipamentos indispensáveis à montagem de UTI, tais como respiradores, monitores etc”, reforçou.

Outro fato levantado pela PGE é que, no caso de Cuiabá, houve a habilitação indiscriminada de leitos para uso exclusivo de covid-19, conforme comprovado por este mesmo cadastro. “Todos os hospitais sob gestão municipal experimentaram tal manobra”.

Exemplo disso é que a Prefeitura lançou o Hospital São Benedito e o Hospital Municipal de Cuiabá como se fossem centros de referência no tratamento ao coronavírus. Todavia, a unidade de saúde escolhida como referência foi o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (Antigo PSM), onde existem apenas 10 UTIs pediátricas dedicadas à pandemia e nenhuma UTI adulta.

“Ora, se apenas o antigo Pronto Socorro está recebendo pacientes infectados, qual a razão para habilitar outras unidades com leitos exclusivos e, consequentemente, mais custosos à União? Se a própria Administração Municipal definiu o antigo Pronto Socorro como hospital de referência, é possível que os leitos existentes nas demais unidades de saúde estejam sendo usadas para o tratamento de outras comorbidades, mas remuneradas como se COVID-19 fossem?”, questionou

Na representação, a PGE pede que ações imediatas sejam tomadas pelo Ministério Público Federal para que a Prefeitura comprove efetivamente a existência dos leitos. Além disso, pede que o município apresente os argumentos técnicos que justifiquem a extinção de 40 leitos de UTI. 

Por fim, também foi requerida a devolução dos recursos recebidos, caso seja comprovado que foram indevidos.

Confira a íntegra da representação:

Fonte: GOV MT

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