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Internacional

Uruguai abandonará tratado caso aprovem intervenção na Venezuela

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O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou que o país pode abandonar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) caso seja aprovada uma ação militar na Venezuela. Os chanceleres dos países-membros do Tiar se reúnem hoje (23), em Nova York, onde ocorrerá a Assembleia Geral das Nações Unidas, para discutir o pacto.

O tratado, firmado em 1947, no Rio de Janeiro, prevê uma assistência mútua em caso de ataques externos, mas nunca foi acionado.

Brasília - Ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Chanceler Rodolfo Nin Novoa, durante assinatura da ata sobre o acordo automotivo com o Brasil, no Palácio Itamaraty (José Cruz/Agência Brasil)

Ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, anunciou que pode deixar o Tiar – Arquivo/Agência Brasil

Há duas semanas, 12 países, entre eles os Estados Unidos e o Brasil, firmaram uma resolução que convoca os 19 países participantes do Tiar para uma consulta, que se dará às 20h de hoje (horário de Brasília).

Os países que assinaram a resolução foram Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, Paraguai, República Dominicana e Venezuela. A Venezuela se retirou do tratado há 6 anos, mas em julho deste ano a Assembleia Nacional, liderada por Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino, aprovou o retorno do país ao pacto.

Entre os próprios membros do Tratado, não há consenso se a ativação do Tiar poderia resultar em uma intervenção militar na Venezuela. O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou, há cerca de duas semanas, que a ativação do Tratado não significa uma ação militar contra o regime de Nicolás Maduro.

O chanceler uruguaio disse que o país irá se opor ao mecanismo, pelo menos em sua fase mais extrema, que seria a intervenção direta no conflito venezuelano. E afirmou que o Tiar é para “países que estão sofrendo agressões armadas por parte de outras nações estrangeiras”, e não se aplicaria à atual situação na Venezuela.

“Se a votação tiver as consequências, que parece poder ter, vamos denunciar e sairemos do Tratado, certamente”, afirmou Nin Novoa. “Estão tentando dar legitimidade a uma intervenção armada que ignora os esforços realizados pela OEA [Organização dos Estados Americanos] há 70 anos, para que os conflitos entre os países da região se resolvam de maneira pacífica”, acrescentou.

No texto da resolução, afirma-se que a crise na Venezuela “tem um impacto desestabilizador, representando uma clara ameaça à paz e à segurança do hemisfério”. Ainda de acordo com o texto, a ativação do tratado poderia resultar desde a ruptura das relações diplomáticas, suspensão de acordos econômicos e na área de transportes, interrupção nas comunicações e até o emprego da força armada.

Para Juan Guaidó, líder da oposição na Venezuela, o atual cenário permite a convocação do Tiar e até mesmo uma intervenção militar no país para depor o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, não participará da Assembleia da ONU por razões médicas. Ele recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão no fim do mês passado. O chanceler, Nin Novoa, irá substituí-lo em Nova York.

Edição: Fernando Fraga
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Internacional

Presidente da Tunísia destitui primeiro-ministro e suspende Parlamento

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Tunísia, único caso de sucesso da Primavera Árabe, tem Parlamento suspenso
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Tunísia, único caso de sucesso da Primavera Árabe, tem Parlamento suspenso

Berço da Primavera Árabe, a Tunísia mergulhou neste fim de semana em uma crise política que coloca em risco sua ainda jovem democracia.

O presidente Kais Saied destituiu o primeiro-ministro Hichem Mechichi e suspendeu os trabalhos do Parlamento por 30 dias no último domingo (25), na esteira de uma nova jornada de protestos contra o governo por causa da crise econômica e da gestão da pandemia de Covid-19 .

Eleito presidente em 2019, Saied assumiu temporariamente as funções de chefe de governo, se apoiando em um artigo da Constituição que permite o congelamento dos trabalhos do Parlamento em caso de “perigo iminente”.

O presidente anunciou que nomeará um novo premiê para ajudá-lo a governar o país e que revogará a imunidade parlamentar dos deputados. Mechichi foi destituído no 64º aniversário de proclamação da República da Tunísia, ocasião em que milhares de cidadãos saíram às ruas para protestar contra a classe dirigente.

Na capital Túnis, a decisão de Saied foi recebida com festa por parte dos manifestantes que protestavam contra o partido islâmico Ennahda, dono da maior bancada no Parlamento, e contra o primeiro-ministro.

O Ennahda, no entanto, acusou o presidente de promover um “golpe” e prometeu “defender a revolução”. Já Saied rebateu que “quem fala em golpe de Estado deveria ler a Constituição e voltar para a escola”. “Fui paciente e sofri com o povo tunisiano”, justificou.

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O presidente ainda diz ter informado previamente o chefe do Parlamento e líder do Ennahda, Rached Ghannouchi, que nega.

Veículos militares cercaram o prédio do Parlamento , e Saied determinou também o fechamento da sede local da emissora catariana Al Jazeera.

Primavera

Saied é apenas o segundo presidente eleito por voto universal na Tunísia, caso único de democracia – ainda que frágil e incipiente – entre os países que protagonizaram a Primavera Árabe .

A onda de revoltas contra o autoritarismo e a pobreza no norte da África e no Oriente Médio começou justamente na Tunísia, em 17 de dezembro de 2010, quando o verdureiro Mohamed Bouazizi ateou fogo no próprio corpo para protestar contra a falta de trabalho e os abusos da polícia.

Desde então, alguns países da Primavera Árabe, como Síria e Iêmen, continuam afundados em guerras, enquanto outros, como o Egito, voltaram a ter governos autoritários.

Apesar de ter iniciado um percurso democrático, a Tunísia conviveu na última década com uma perene instabilidade política , que sempre bloqueou esforços para relançar a economia e fazer as reformas pedidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

A fragmentada classe política jamais foi capaz de formar governos duradouros e eficazes, culminando na ruptura entre Saied e Mechichi. 

Fonte: IG Mundo

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Tempestade de areia provoca acidentes e deixa 7 mortos e vários feridos nos EUA

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Tempestade de areia deixa sete mortos e vários feridos nos EUA
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Tempestade de areia deixa sete mortos e vários feridos nos EUA

Uma tempestade de areia deixou sete mortos e vários feridos gravemente em Utah, nos Estados Unidos, no último domingo, 25. O fenômemo provocou uma grande diminuição da visibilidade, o que foi motivo de uma série de acidentes com 20 veículos. 

Segundo o Departamento de Serviço Público de Utah, os acidentes de carro aconteceram na rodovia I-15, próximo à cidade de Kanosh. Entre os veículos havia reboques de trator, veículos de passageiros e caminhões. Um dos carros chegou a ter a porta do passageiro arrancada durante a batida. A estrada foi fechada logo em seguida. 

Muitos foram socorridos para um hospital da região apresentando estado crítico de saúde. Segundos os profissionais de saúde, ainda há a possibilidade de morte de alguns dos pacientes.

– Com informação do portal Metrópoles.

Fonte: IG Mundo

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