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Economia

União Europeia divulga primeiros detalhes do acordo de comércio com o Mercosul

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g20
Alan Santos/PR

Líderes de países do Mercosul e da UE realizaram uma coletiva de imprensa em meio ao G-20 para anunciar acordo

A União Europeia divulgou nesta segunda-feira (1ª) um documento com princípios do acordo de livre comércio com o Mercosul,  anunciado na última sexta-feira (28) após cerca de 20 anos de negociações fracassadas. 

O texto prevê a proibição aos subsídios à exportação. A ideia é evitar a concorrência desleal no intercâmbio de mercadorias entre as duas regiões. A medida beneficiará, principalmente, Brasil e Argentina, países competitivos nas vendas de produtos do agronegócio.

Nas duas últimas décadas, tempo em que negociou o acordo com a UE, o fim dos subsídios domésticos e à exportação sempre pelo Mercosul. Algumas nações europeias, como França e Irlanda, vinham se posicionando contra o fim das subvenções, que beneficiam os produtores agrícolas com a manutenção de preços mínimos, juros bem abaixo dos praticados no mercado externo e outros benefícios.

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A União Europeia se comprometeu a eliminar 100% das tarifas para bens industrializados em um período de transição de 10 anos. Os países do Mercosul , no mesmo período, irão eliminar as tarifas em setores-chave, como automóveis, autopeças, químicos e fármacos. Para esses setores, o bloco deve liberalizar em 90% a entrada de produtos europeus.

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“Todos os cortes do Mercosul serão lineares, exceto para veículos de passageiros, que serão completamente liberalizados pelo Mercosul em até 15 anos, com período de carência de sete anos, acompanhados por uma cota de transação de 50 mil unidades”, destacou o documento divulgado por Bruxelas. A tarifa de importação de automóveis de passageiros hoje é de 35%, que é o máximo permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para produtos do agronegócio, as tarifas para produtos europeus serão cortadas, gradualmente, em 93%. O bloco europeu, por sua vez, irá liberalizar 82% das importações agrícolas de países sul-americanos. Haverá cotas específicas para a entrada de produtos considerados sensíveis para a economia europeia: carne bovina, frango, carne de porco, açúcar, etanol, arroz, mel, milho, queijo, laticínios e fórmula infantil.

O documento destaca que os países do Mercosul também se comprometeram a liberalisar a compra de outros produtos de interesse dos europeus, como vinho e outras bebidas alcoólicas, azeite de oliva, frutas frestas, pêssego em lata, chocolates, biscoitos e carne de porco.

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O Ministério da Economia brasileiro estima que o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul deve “representar um incremento do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões”, considerando a redução das barreiras não-tarifárias e o aumento esperado na produtividade do País.

Fonte: IG Economia
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Economia

Vendas do varejo crescem 0,7%, revela pesquisa do IBGE

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As vendas no varejo cresceram 0,7% em setembro na comparação com agosto. Segundo informou hoje (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o quinto resultado positivo consecutivo. O segmento acumulou ganho de 2,4%.

O instituto informou ainda que, com o maior dinamismo da atividade comercial nos últimos três meses, o índice de média móvel no trimestre encerrado em setembro (0,6%) “acentua ritmo de crescimento frente à estabilidade que vinha sendo observada entre março e junho de 2019”.

Na comparação com setembro de 2018, o varejo cresceu 2,1%, sendo a sexta taxa positiva seguida. Com estes resultados, os índices do setor foram positivos tanto para o fechamento do terceiro trimestre de 2019 (2,6%), como para o acumulado dos nove primeiros meses do ano (1,3%).

As comparações são em relação a iguais períodos do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, saindo de 1,4% em agosto para 1,5% em setembro, “sinaliza estabilidade no ritmo de vendas”.

Varejo ampliado

O varejo ampliado – que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção – teve expansão de 0,9% no volume de vendas, se comparado a agosto de 2019. Significa a sétima taxa positiva seguida. No período, acumulou ganho de 4,0%.

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A média móvel do trimestre encerrado em setembro, que é de 0,6%, mostrou aumento no ritmo das vendas, em relação à média móvel no trimestre finalizado em agosto, quando ficou em 0,3%.

Em relação a setembro de 2018, o comércio varejista ampliado cresceu 4,4%, sexta taxa positiva consecutiva. O indicador acumulado no ano indica alta de 3,6% e de 4,4% no terceiro trimestre de 2019. Nos últimos 12 meses, ao passar de 3,7% até agosto para 3,8% até setembro, também apontou estabilidade nessa comparação.

Atividades

De acordo com o IBGE, sete das oito atividades analisadas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) tiveram resultados positivos em setembro, o que favoreceu a taxa de 0,7% do varejo.

Os destaques ficaram com móveis e eletrodomésticos (5,2%), tecidos, vestuário e calçados (3,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%), combustíveis e lubrificantes (1,2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (0,5%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%).

A única taxa negativa deu-se nos itens equipamentos e material para escritório, informática e comunicação com queda de 2,0%, após avanço de 3,8% no mês anterior.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Economia
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Economia

Negros são maioria entre desocupados e trabalhadores informais no país

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Pretos e pardos que compõem a população negra do país são maioria entre trabalhadores desocupados (64,2%) ou subutilizados (66,1%), segundo informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento apresentado no mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20/11) reúne dados de diversas pesquisas, como a Síntese dos Indicadores Sociais, o Censo e, principalmente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Contínua (Pnad Contínua) de 2018.

Atualmente, os negros representam 55,8% da população brasileira e 54,9% da força de trabalho.

A informalidade também atinge mais esse contingente. Enquanto 34,6% de pessoas brancas se encontram em condições informais de trabalho, a informalidade atinge 47,3% de pretos e pardos.

Rendimento

No que diz respeito a ocupação de cargos gerenciais, os negros são a minoria (29,9%). Pela divisão de trabalhadores por por níveis de rendimento, apenas 11,9% dos maiores salários gerenciais são pagos a trabalhadores pretos e pardos, enquanto essa população ocupa 45,3% dos postos com menor remuneração.

Para o analista de indicadores sociais do IBGE, João Hallak, o cenário tem reflexos nos rendimentos mensais. Os negros representam 75,2% da parcela da população com os menores ganhos e apenas 27,7% dos 10% da população que tem os maiores rendimentos registrados pelo instituto. Ao considerar o gênero na análise, as mulheres pretas ou pardas recebem, em média, apenas 44% dos rendimentos dos homens brancos. Já os homens negros ganham 56,1% dos rendimentos de um homem branco.

Segundo Hallak, a população branca recebe maiores rendimentos independentemente do nível de instrução. “Até entre quem possui nível superior completo, a população de cor ou raça branca recebe 45% a mais do que a renda média da população preta ou parda com o mesmo nível de formação”, disse.

De acordo com o analista do IBGE, a desigualdade é influenciada pelo tipo de formação superior, mais ou menos valorizadas pelo mercado. “Um exemplo verificado pelos censos é que na formação em medicina a gente percebe mais participação da população branca como médicos, ocupando cargos de maior remuneração. Enquanto na formação de enfermagem, ainda na área médica, a gente tem maior participação relativa da população preta ou parda”, citou.

Condições de moradia

A desigualdade no mercado de trabalho tem reflexos também sobre as condições de moradia. Enquanto 27,9% das pessoas brancas vivem em domicílios sem ao menos um serviço de saneamento – coleta de esgoto e de lixo e fornecimento de água -, a proporção sobe para 44,5% entre pretos e pardos.

Claudio Crespo, pesquisador do IBGE, alertou que o dado impacta ainda as condições de saúde. “Quando a gente analisa demais características e correlaciona com os rendimentos da população preta ou parda menor do que da população branca, isso reflete as condições de moradia, de vida, de saúde com maior vulnerabilidade as quais a população preta ou parda está submetida”.

Ao analisar a população das duas maiores cidades do país – São Paulo e Rio de Janeiro, pesquisadores revelaram que na capital paulista 18,7% das pessoas pretas ou pardas e 7,3% das brancas vivem em aglomerados subnormais. No Rio de Janeiro, essa proporção sobe para 30,5% dos negros e 14,3% dos brancos. De acordo com Crespo, a desigualdade tem relação com a forma como os espaços das cidades foram ocupados.

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“O modelo de urbanização brasileiro tem raízes históricas, questões relacionadas à posse da terra, e é reflexo também do processo mais recente de urbanização. As cidades do Rio e de São Paulo são expressões dessa desigualdade”, disse o pesquisador.

No indicador de adensamento domiciliar excessivo, quando mais de três pessoas dividem um mesmo dormitório, a proporção é de 7% dos pretos ou pardos e 3,6% dos brancos.

Os dados ainda mostram que em relação ao acesso a internet por pessoas entre de 15 a 29 anos, 92,5% são brancos e 84,3% negros. A proporção sobre o uso do microcomputador para acessar a rede mundial, é de 61,6% entre brancos e 39,6% entre pretos e pardos.

Pobreza

Enquanto 15,4% dos brancos do país estão na faixa da pobreza, 32,9% dos negros compõem a parcela de brasileiros que vivem com  até US$ 5,50 por dia. Na linha da extrema pobreza, com rendimento de até US$ 1,90 por dia, estão 3,6% dos bancos e 8,8% dos pretos e pardos.

Segundo o IBGE, o informativo destaca a desigualdade entre a população negra – pretos e pardos – e branca. Juntos, esses grupos somam 99% da população brasileira. Amarelos e indígenas não têm representação estatística suficiente para serem considerados nesta análise amostral.
 

Edição: Carolina Gonçalves

Fonte: EBC Economia
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