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Mato Grosso

Unemat, IFMT e parceiros iniciam produção de álcool 70%

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Uma parceria entre Unemat, IFMT, Secitec, Pampas Cervejaria, Prefeitura Municipal de Paranaíta e Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) possibilitou iniciar, na última sexta-feira (04/04), a produção de álcool 70% (líquido e gel) para ser disponibilizado aos hospitais públicos, comunidades carentes e sociedade de Alta Floresta e região, para prevenção à Covid-19.

Com investimentos próximos a R$ 175 mil, a meta é produzir 10 mil litros de álcool 70%. Nesse montante, além da aquisição de matéria prima, serão comprados equipamentos necessários para o processamento desse material. O recurso foi obtido por meio de projeto desenvolvido pela equipe técnica do IFMT e apresentado a Setec/MEC.

A parceria vai viabilizar o acesso a uma parcela maior da população a itens de higienização como os recomendados, principalmente, aos hospitais públicos e postos de saúde que necessitam deste produto, conforme Ministério da Saúde.

Nessa cooperação, a Unemat entrega água destilada, alguns equipamentos e contribui com a atuação de profissionais técnicos.

“Além disso, na fase seguinte do projeto, vamos ajudar na entrega do álcool para a sociedade. A cervejaria Pampas emprestou o local, todo o maquinário ficou à nossa disposição. Então, estamos fazendo lá”, explicou a diretora Político-Pedagógico e Financeira, professora Dra. Ivone Vieira da Silva.

A equipe do campus da Unemat em Alta Floresta é composta também por técnicos de laboratório, os químicos Guilherme Ferreira Ferbonink, Lucyan Elam Rosa Santos e Willian Tsuyoshi Kume.

Para a coordenadora do projeto junto ao IFMT, professora Dra. Tais Rosa, “a produção deste material contribuirá para a prevenção dessa doença em Alta Floresta e região. Somos gratos aos parceiros desta empreitada, isso mostra o sentimento de solidariedade e compromisso com a sociedade que estamos inseridos”, frisou.

A realização desta ação foi possível pelo compromisso e responsabilidade social de todas as organizações envolvidas. O Hospital Regional de Alta Floresta também é um parceiro, com a doação de galões para o armazenado do álcool produzido. Também são apoiadores deste projeto, a Amazônia Extintores e Carlinhos Parafusos.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Médico alerta sobre os riscos do tabagismo em meio à pandemia do novo coronavírus

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Criado há 33 anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial Sem Tabaco é uma data que alerta para a importância de se evitar o fumo e, consequentemente, doenças e mortes relacionadas ao tabagismo, que é considerado uma doença crônica devido a dependência da nicotina. Por ano, o cigarro mata cerca de 8 milhões de pessoas no mundo.

O médico auditor do Mato Grosso Saúde, Dr. Alberto Bicudo Salomão, alerta para doenças coexistentes em decorrência do uso do cigarro como os cânceres nas vias respiratórias, em especial o pulmonar, doenças cardiorrespiratórias e o acidente vascular cerebral (AVC).

No entanto, o tabagismo também tem relação direta com mais de 50 tipos de enfermidades, como doenças do coração, artérias do coração e do corpo, úlcera gástrica, osteoporose, catarata, a disfunção erétil no homem, infertilidade na mulher, complicação à gravidez e outros.

“A combustão do produto origina cerca de 300 a 400 outras substâncias tóxicas ao organismo, desencadeando efeitos nocivos em vários órgãos. Por isso existem diversas doenças relacionadas ao tabagismo, pois as lesões causadas por essas substâncias, não só no trato respiratórios, mas em outros órgãos também, é muito grande”, explica o médico que é cirurgião gastrointestinal e especialista psicoterapeuta.

Segundo o médico, no fumo do tabaco são encontrados mais de 7.000 produtos químicos, sendo que pelo menos 250 são reconhecidos por serem prejudiciais à saúde e 70 por causar câncer. Cerca de 65% dos óbitos por câncer de pulmão são atribuídos ao consumo de cigarro.

Ele ainda explica que a fumaça tóxica, ao ser inalada, lesa e adoece a mucosa dos brônquios pulmonares, comprometendo os mecanismos de defesa e a própria estrutura do aparelho respiratório. Isso leva a doenças como a bronquite crônica e enfisema pulmonar.

“Esses quadros mais avançados aumentam o risco de câncer no pulmão, que em fumantes é 40% maior em comparação aos não fumantes. E 90% desse tipo de câncer estão relacionados ao uso de tabaco”, informa.

O fumo e o coronavírus

A Covid-19 em sua forma mais acentuada provoca a síndrome respiratória aguda grave, principal motivo de entubação de pacientes. O tabagismo tem forte relação com o agravamento da doença, podendo levar os fumantes a terem complicações de forma mais rápida.

“O tabagismo está relacionado com doenças crônicas do sistema respiratório, que são um dos grandes fatores de desenvolvimento das formas graves da Covid-19”. 

Como parar de fumar?

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente, desde 2004, tratamento para ajudar os tabagistas a pararem de fumar. Os métodos vão desde aconselhamento psicoterápico a uso farmacológico.

Em alguns casos, o médico salienta que é preciso acompanhamento multiprofissional para amparar melhor o tabagista, principalmente no início do processo de dessensibilização do organismo à nicotina

Para dar início ao tratamento basta que o indivíduo queira abandonar este hábito e buscar um médico para receber as orientações iniciais sobre o tratamento. 

“Nas primeiras 48 horas após o início do tratamento, o indivíduo apresenta um alto nível de ansiedade em decorrência da necessidade do uso da substância psicoativa (nicotina), e neste momento, o acompanhamento profissional é importante, pois muitas das vezes se faz necessário o uso de algum elemento farmacológico (medicamentos), para controlar esses picos de ansiedade”.

Já o acompanhamento psicológico também auxilia a abandonar hábitos que os fumantes têm, muitas vezes de maneira inconsciente. Por exemplo: o fumo matinal, acender um cigarro ao entrar no carro ou após o cafezinho. 

O Dr. Alberto explica que trabalha c om a hipnose clínica, como mais uma forma de ajudar o paciente a deixar os gatilhos que levam ao fumo para trás. “Muitas das vezes, o fumante acende um cigarro tendo outro já aceso no cinzeiro e não se dá conta disso por conta das ações automáticas, e o tratamento psicoterápico pode ajudar a deixar essas ações”.

Os que desejam parar de fumar podem procurar atendimento médico ou também obter mais informações através do Disque Saúde, do Ministério da Saúde, pelo número 136.

Mito ou verdade: os cigarros eletrônicos e narguilés são realmente prejudiciais?

O cigarro eletrônico é um dispositivo em que o conteúdo é vaporizado em um líquido, ao invés de ser queimado. Este produto nasceu como uma possível forma de fazer as pessoas pararem de fumar, porém não há nenhum estudo comprobatório que indique que o uso dos cigarros eletrônicos ajudem a parar de fumar ou sejam menos prejudiciais, afirma Alberto Bicudo.

“Ainda não existe nenhum tipo de protocolo documentado reconhecido que use o cigarro eletrônico com essa finalidade. Muito embora eles aparentem ser menos tóxicos, não quer dizer que sejam menos inofensivos, como também não há nenhuma evidência que indicam que eles ajudam a parar de fumar. Não tem como ser recomendado de maneira alguma”.

Já o narguilé é derivado do tabaco e causa dependência da mesma forma. O médico alerta ainda que sua forma de uso, compartilhando a ponteira do fumo propicia a transmissão de outras doenças, como herpes, hepatite C e até mesmo a tuberculose.

Número de Fumantes

Apesar dos números estarem em queda, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) estima que existam cerca de 1,1 bilhão de fumantes ao redor do mundo.

Para o médico, o Brasil é referência mundial no combate ao tabagismo, e cita que há 30 anos atrás o percentual de fumantes era da ordem dos 30% e que hoje este número está em 9% devido às ações de combate ao consumo do cigarro.

Mortalidade pelo tabagismo

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão responsável pela divulgação e elaboração de material técnico sobre o assunto no Brasil, informa que os produtos de tabaco matam dois em cada três dos seus usuários e que mais de 150 mil vidas poderiam ser salvas se as pessoas deixassem de fumar. Outro ponto vai além e afeta diretamente a saúde das pessoas que fumam passivamente, quando inalam a fumaça nociva.

Sobre essas pessoas que não fumam, mas convivem com pessoas fumantes, a estimativa do Instituto é que 1,2 milhão de mortes anuais são resultantes da exposição a este fumo passivo que também pode afetar as crianças, com o número de óbitos podendo chegar a 65 mil a cada ano.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

De março a maio, Governo aumenta em 3 vezes capacidade de leitos de UTI

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O Governo do Estado ampliou a rede de leitos definitivos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de 40 para 120, entre os meses de março e maio, nos Hospitais Estaduais Santa Casa, em Cuiabá, e Metropolitano, em Várzea Grande. O número representa um aumento de três vezes da capacidade para tratamento dos pacientes da Covid-19.

O Hospital Estadual Santa Casa passou por adequação para atender aos casos graves de coronavírus e conta com 50 leitos de UTI definitivos, ou seja, que permanecerão na estrutura hospitalar mesmo após a pandemia.

Foram abertos 30 leitos em abril e mais 20, no mês de maio, sendo 10 para UTI pediátrica. A unidade conta ainda com 117 leitos clínicos para atender aos pacientes do coronavírus.

Já o Hospital Metropolitano foi inteiramente reformado e inaugurado no último dia 14 de maio, com 40 leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19. Ainda em maio, o governador Mauro Mendes anunciou a abertura de mais 30 leitos de UTI na unidade. O hospital conta também com 238 leitos clínicos.

A intenção do Governo em construir hospitais e abrir leitos definitivos é de reforçar toda a estrutura da rede de saúde permanente do Estado, de forma que o atendimento à população seja ampliado durante e após a pandemia.

“Nosso plano de ação contempla a abertura de leitos definitivos em todas as regiões de Mato Grosso. Definimos locais estratégicos, em conjunto com os prefeitos, o que permitirá atendimento não apenas à população de um município específico, mas de toda a região que utiliza essa estrutura de saúde, trazendo economia de recursos, qualidade no atendimento e facilidade de acesso”, afirmou Mendes.

No interior, mais 70 leitos de UTI serão abertos em hospitais regionais e em parceria com as prefeituras municipais. A ampliação em 10 leitos em cada unidade ocorre nos municípios de Barra do Garças, Confresa, Tangará da Serra, Juína, Peixoto de Azevedo, Água Boa e Cáceres, cujo hospital regional ainda vai ganhar mais 20 leitos clínicos, após reforma nos mesmos moldes da que foi feita no Hospital Metropolitano.

“Temos atualmente, 110 UTIs sendo montadas ou em processo de construção no interior do Estado. Ou seja, temos aquilo que a Organização Mundial de Saúde sempre disse que é preciso ter, que são leitos em condições para atender a população que for contaminada e precisar de atendimento digno de saúde”, afirmou o governador.

O Estado conta atualmente com 1.110 leitos para os pacientes do coronavírus, sendo 253 de UTI e 857 leitos clínicos.

Fonte: GOV MT

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